Spcine anuncia a criação de plataforma de vídeo sob demanda com foco em filmes nacionais - São Paulo São

Foi anunciado na última terça-feira (21) o lançamento de uma plataforma própria de vídeo sob demanda da Spcine, empresa de cinema e audiovisual de São Paulo. É a Spcine Play, plataforma de vídeo sob demanda criada para celebrar a produção nacional. A iniciativa é um consórcio pioneiro entre a Spcine, empresa da Prefeitura de São Paulo para o desenvolvimento do audiovisual, a O2 Play, braço de distribuição da O2 Filmes, e o laboratório de soluções digitais Hacklab.

“Com essa iniciativa inovadora, a Spcine Play aposta em um catálogo diversificado, com filmes de diferentes gêneros e formatos, para estimular o público a consumir produções brasileiras, dando acesso a títulos muitas vezes restritos ao circuito de salas de grandes cidades”, ressalta André Sturm, secretário municipal de Cultura.  

O conteúdo fica acessível em qualquer canto do país por meio do site www.spcineplay.com.br. Dez títulos compõem o catálogo nesta primeira fase da plataforma. São eles: Mãe só há uma, de Anna Muylaert; O menino e o mundo, de Alê Abreu; Uma noite em Sampa, de Ugo Giorgetti; A batalha do passinho, de Emílio Domingos; Lira paulistana e a vanguarda paulista, de Riba de Castro; Ausência, de Chico Teixeira; Califórnia, de Marina Person; De menor, de Caru Alves de Souza; Paratodos, de Marcelo Mesquita; e As fábulas negras, de Rodrigo Aragão, José Mojica Marins (o Zé do Caixão), Petter Baiestorf e Joel Caetano.

“Está no DNA da Spcine atuar nas mais diversas frentes do mercado audiovisual. Por isso decidimos encarar o desafio de criar a primeira plataforma de VOD derivada de uma parceria público privada, envolvendo agentes de mercado com expertise na área”, afirma Mauricio Andrade Ramos, diretor-presidente da Spcine.

Show na Praça Benedito Calixto, em Pinhieros, no filme "Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista" (2013), de Riba de Castro. Divulgação.Show na Praça Benedito Calixto, em Pinhieros, no filme "Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista" (2013), de Riba de Castro. Divulgação.Os usuários poderão acessar o conteúdo alugando o título por sete dias a um preço fixo de R$ 3,90. Nesta primeira etapa, também haverá a distribuição de códigos promocionais para acessar gratuitamente os filmes. Para Thiago Taboada, gerente operacional da Spcine e responsável pelo projeto na empresa, um dos objetivos é estimular a economia do audiovisual. “A plataforma estabelece um preço popular de locação, acessível a todos os bolsos, para, na outra ponta, remunerar os proprietários dos direitos das obras, fechando o ciclo comercial do negócio”, explica.

“Estamos criando uma rede que une os produtores aos espectadores e mercado. Há um elemento inovador e que pode gerar grandes resultados no médio prazo. O produtor que apostar na plataforma será naturalmente recompensado com o sucesso do projeto. Além disso, não vamos exigir exclusividade pela licença de exibição e haverá compartilhamento das estatísticas de audiência. A plataforma ainda vai valorizar o filme em termos de conteúdo, como a apresentação dos destaques e informações complementares da obra”, defende Igor Kupstas, da O2 Play.

Como as estatísticas de lançamentos brasileiros vem aumentando nos últimos anos, a Spcine Play contribui “tanto para consolidar uma nova janela de exibição para a produção nacional quanto para estimular a formação de público para o nosso cinema”, conclui Ramos.

Experiência do usuário

Em “Califórnia“, Estela (Clara Gallo) é uma adolescente que vive os conflitos típicos da idade, de identidade, amizade e amor. Divulgação.Em “Califórnia“, Estela (Clara Gallo) é uma adolescente que vive os conflitos típicos da idade, de identidade, amizade e amor. Divulgação.A Spcine Play aposta no “boca a boca virtual” e no material extra dos filmes para atrair o público, que vai trazer desde entrevistas com os diretores até cenas de bastidores.

O social assume papel importante no serviço. Fazendo o cadastro na rede, o usuário poderá compartilhar os conteúdos favoritos com seguidores nas redes sociais.  

Para os produtores, a Spcine Play oferece a coleta de dados e estatísticas sobre o comportamento da audiência, informações que devem auxiliar a criação de inteligência para o desenvolvimento da estratégia de marketing e formação de público.   

Os filmes também terão espaço de divulgação nas salas do Circuito Spcine (rede pública de cinema que superou 700 mil espectadores no início de novembro). Também estão sendo programadas ações de comunicação nos eventos patrocinados pela Spcine.

Rede e tecnologia

“O Menino e o Mundo“ é um filme de animação brasileiro de 2013 que foi candidato ao Oscar. Divulgação“O Menino e o Mundo“ é um filme de animação brasileiro de 2013 que foi candidato ao Oscar. DivulgaçãoO conceito de rede está impresso na tecnologia na qual o Spcine Play é baseada. Quando assiste a um filme, o espectador se torna um replicador e, desta forma, colabora para a distribuição do conteúdo. Isso é possível por conta da tecnologia utilizada, chamada peer-to-peer (P2P), que, em linhas gerais, significa distribuição compartilhada de conteúdo entre usuários.

Outro destaque é que o P2P diminui os custos de infraestrutura da plataforma, o que permite a realocação de recursos para outras finalidades, como a aquisição de novos conteúdos.  

“Colaboração é o alicerce do projeto e, com essa tecnologia, espectadores também têm a oportunidade de construir conosco um novo espaço para o cinema nacional”, ressalta Bruno Martin, sócio do Hacklab.

Durante a fase inicial do projeto, o consórcio vai analisar os resultados e o impacto provocado no setor para projetar os próximos passos do negócio.

Filmes

"Uma Noite em Sampa" (20016), de Ugo Giorgetti, capta o medo que assombra a metrópole. Divulgação."Uma Noite em Sampa" (20016), de Ugo Giorgetti, capta o medo que assombra a metrópole. Divulgação.O catálogo inicial é formado por dez títulos dos mais variados gêneros e formatos.

"A Batalha do Passinho" (2013), de Emílio Domingos.
"As Fábulas Negras" (2014), de Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf, Joel Caetano e José Mojica Marins.
"Ausência" (2015), de Chico Teixeira "Califórnia" (2015), de Marina Person. 
"De Menor" (2014), de Caru Alves de Souza.
"Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista" (2013), de Riba de Castro. 
"Mãe É uma Só" (2016), de Anna Muylaert. 
"O Menino e o Mundo" (2013), de Alê Abreu.
"Para Todos" (2016), de Marcelo Mesquita. 
"Uma Noite em Sampa" (20016), de Ugo Giorgetti.

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Com informações da SPCine.