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A maior parte dos paulistanos apoia a ampliação de políticas públicas de assistência social como caminho para melhorar as condições de vida da população em situação de rua, crianças e adolescentes, dependentes químicos e mulheres vítimas de violência. A constatação é da pesquisa Viver em São Paulo, realizada pelo Ibope e a Rede Nossa São Paulo.

“Assim como o motoqueiro solitário que não recebeu ajuda, quem se deita sobre o cimento de São Paulo depende muito mais de si do que dos outros para se levantar.” Na fatura de uma frase como esta, o leitor percebe que Corações de Asfalto (Patuá) é um livro com um pé na calçada da reportagem e outro na rua da literatura.

A frase também sintetiza a ética de muitos personagens aqui retratados: pessoas solitárias que, aos trancos e barrancos, foram encontrando seu lugar em São Paulo. Repórteres e escritores, Bruna Meneguetti e André Cáceres transformaram seu amor pela cidade em investigação sobre as vidas de pessoas anônimas que tocam a vida no meio do redemoinho que engole 22 milhões de pessoas. O asfalto não é mera metáfora: o livro traz histórias de pessoas transformadas pelas ruas, como veremos.

Viagem inaugural do Metrô em 1974: estreia da Frota A. Foto: Acervo do Metrô.Viagem inaugural do Metrô em 1974: estreia da Frota A. Foto: Acervo do Metrô.

No ano em que a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) comemora 50 anos de existência, a empresa vai reconhecer histórias de vida dos funcionários marcantes para a trajetória da empresa. Cerca de 20 funcionários estão sendo capacitados especificamente com a metodologia desenvolvida pelo Museu da Pessoa, instituição que registra memórias de personagens anônimos ou reconhecidos internamente.