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Ao ingressar no curso de História da Universidade de São Paulo (USP), em 2009, a estudante Grazieli Chirosse Batista, hoje com 27 anos, sentia certa discriminação. Moradora da zona leste da capital paulista e tendo cursado parte do ensino fundamental em escola pública, Grazi notou que a USP trata melhor o aluno que vem de escola particular – por consequência, de melhor renda. Perceber essa diferença – e querer mudar essa situação – foi fundamental na vida da jovem. No ano seguinte, ela já dava os primeiros passos na que vem a ser hoje uma de suas lutas mais consistentes: a defesa do ensino público, gratuito e de qualidade e do acesso democrático à universidade. “Tive contato com as ideias de Paulo Freire e me apaixonei”, revela. “Vislumbrei na educação uma possibilidade real de transformação social.”

Tem um grito que é conhecido e esperado na Cracolândia: “Olha o pão, meus irmãos!” É o anúncio de que o gari José Carlos Matos, de 47 anos, chegou para distribuir pão e água aos usuários de drogas da região. Há um ano ele sai de Embu das Artes, na Grande São Paulo, pega três ônibus e percorre mais de 30 km para chegar ao terminal Princesa Isabel e fazer as doações.