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São Paulo São Caminhos

Atualmente, 470 cidades de 36 países, se reconhecem como cidades educadoras e estão organizadas em rede pela Associação das Cidades Educadoras (AICE), que em sua carta fundante, defende que as cidades têm um potencial educativo em estado bruto, que precisa ser ativado. Fora da AICE, outros municípios também se colocaram o desafio de articular espaços, pessoas e ações em torno de processos de aprendizagem que primam pelo desenvolvimento integral de seus habitantes.

As inovações tecnológicas que deram origem ao movimento da Nova Mobilidade têm o potencial de promover uma quebra de paradigma na mobilidade, ao incorporar no cenário dos nossos deslocamentos cotidianos serviços de transporte sob demanda como o Uber, sistemas de compartilhamento de bicicleta sem estações e até veículos autônomos.

Que diferença faria para você ter 451 reais a mais na conta todo fim do mês? Do que você abriria mão para ter 90 minutos livres a mais toda semana? Como ajudar a reduzir em até 10% as emissões de dióxido de carbono (CO2) na cidade de São Paulo? A resposta para estas perguntas é pedalável. 

Para milhões de paulistanos, deixar o carro em casa ou trocar o ônibus pela bicicleta oferece benefícios financeiros e mais tempo para o lazer – além dos ganhos para a saúde. Os dados fazem parte do estudo Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo, realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com patrocínio do banco Itaú, que opera um dos sistemas de aluguel de bicicletas da capital.

O Minhocão, como nós conhecemos, está condenado. Pelo Plano Diretor, deveria virar parque ou ser demolido. Nos últimos meses, a primeira hipótese ganhou muita força, ao ser criado formalmente o Parque Minhocão e também pela recente decisão da prefeitura de fechar o viaduto aos sábados para os carros.

Intervenção do fotógrafo Felipe Morozini, da Associação Amigos do Parque Minhocão, no elevado. Foto: GIZ design / Divulgação. Intervenção do fotógrafo Felipe Morozini, da Associação Amigos do Parque Minhocão, no elevado. Foto: GIZ design / Divulgação.

Entretanto, o debate não acabou. De um lado, há os que estão felizes com a ideia do Minhocão virar parque, já criaram um logo e começam a discutir projetos. De outro lado, ainda há os que defendem a demolição, pensando no fim da enorme cicatriz que corta o centro da cidade.

Elas são maioria entre os usuários de transporte público e também entre os profissionais que planejam os espaços urbanos. Mas quem olha o desenho das cidades e, mais especialmente, as condições de deslocamento, percebe que as necessidades femininas não são prioritárias nem determinantes. Como resultado, elas são expostas a rotinas desgastantes para dar conta de afazeres, além de viver constrangimento, insegurança e assédio.