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Fluxo de pedestres no Baixo Augusta, região do bairro paulistano de Cerqueira César, localizada na Zona Central de São Paulo. Foto: Mauro Calliari.Fluxo de pedestres no Baixo Augusta, região do bairro paulistano de Cerqueira César, localizada na Zona Central de São Paulo. Foto: Mauro Calliari.

Uma noite dessas, estava andando na região do Baixo Augusta. A calçada estava tão lotada que que várias pessoas tinham que andar na rua. Ao mesmo tempo, percebi que havia poucos carros passando. Alguma coisa está errada quando tanta gente tem que andar se comprimindo enquanto há tanto espaço livre.

Ao longo dos últimos dois anos, pesquisadores do MIT Senseable City Lab em Cambridge, Massachusetts, têm usado os dados do Google Street View para estudar algumas das cidades mais importantes do mundo em termos de cobertura vegetal. Desenvolvido em colaboração com o Fórum Econômico Mundial, o “Treepedia” busca promover a conscientização sobre o papel das árvores na vida urbana e questiona como os cidadãos podem contribuir com o processo de tornar seus bairros mais ecológicos.

Em 2015, a comunidade global se comprometeu a reduzir pela metade as mortes e ferimentos graves decorrentes de acidentes de trânsito até 2020. Mas as ruas das cidades ainda não são seguras. Mais de 3.200 mortes nas vias ocorrem todos os dias, e este número deverá triplicar até 2030, à medida que aumenta o número de veículos nas ruas. Um adicional de 20 a 50 milhões de pessoas são feridas e deixadas com deficiências permanentes.

Até 60% dos deslocamentos nas cidades brasileiras são realizados por motivo de trabalho.

A cada ano, perdemos em média 15 dias nesses trajetos[1]. O setor de transporte é responsável por, em média, 60% das emissões de gases do efeito estudo nas cidades do país. Números tão expressivos indicam que a mobilidade urbana não pode ser responsabilidade apenas dos governos: a contribuição do setor corporativo é crucial para um transporte mais sustentável.