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Nas cidades do futuro, o carro particular poderá ficar obsoleto. Veículos autônomos poderão ficar à disposição dos passageiros, que poderão ter acesso aos carros conforme a necessidade, embarcando em um ponto e deixando o veículo em outro, como já se faz hoje com bicicletas em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo. As primeiras experiências nesse sentido começam a ser realizadas. Em Cingapura, a empresa nuTonomy oferece o serviço em fase de testes. Até 2018, a companhia espera operar uma frota de uma centena de veículos.

Outro dia, estava andando na Barão de Itapetininga, em direção ao teatro Municipal. Na rua cheia de gente, desviava de vendedores de loteria, de homens-sanduíche com ofertas de emprego, de cantores religiosos, mas me intriguei com um homem que vinha andando em minha direção, segurando um celular.

Atlantic Ave. at Elton St.no Queens em Nova York. Foto: Vision Zero Streets.Atlantic Ave. at Elton St.no Queens em Nova York. Foto: Vision Zero Streets.

Quando a questão sobre mortes e lesões no trânsito é colocada em pauta, rapidamente a associamos aos limites de velocidade. Especialistas do mundo todo concordam que essa é uma medida que assegura a segurança viária: quanto maior a velocidade do veículo, menor a chance de sobrevivência em um impacto. Por exemplo, ser atingido por um veículo a 80km/h é mesmo que cair de uma altura de 9 andares. Mas, se as velocidades são indicadas por placas de trânsito, qual é então o papel do desenho urbano na segurança e proteção das pessoas?

Entre os prédios de uma cidade, há uma rede de espaços que criam e fortalecem conexões em diferentes níveis de influência. Em um texto, eles seriam as entrelinhas: o sentido implícito entre o concreto. Os espaços públicos, que preenchem com vida os hiatos urbanos, estão diretamente associados à construção do que chamamos de cidade e influenciam as relações que se criam dentro delas.

As perspectivas para o futuro do transporte urbano estão diretamente associadas às inovações tecnológicas no âmbito da mobilidade. No começo desde mês, o estudo “Três Revoluções no Transporte Urbano” mostrou que pode haver uma redução de 80% nas emissões se as cidades adotarem três “revoluções” na tecnologia veicular: veículos autônomos, veículos elétricos e compartilhamento de veículos.