Caminhos - São Paulo São

São Paulo São Caminhos

O Urban Land Institute de Washington (ULI) selecionou os seis finalistas para o seu 'Prêmio Urban Open Space (http://on.uli.org/1ovscZj), que reconhece os benefício da revitalização de espaços públicos para a melhoria das condições de vida das comunidades circunvizinhas. Este foi o primeiro ano que o ULI expandiu o programa para incluir inscrições do mundo todo.

Como informações ArchDaily: http://bit.ly/1Mi34xA

 

Investir em infra-estrutura para bicicletas é um movimento moderno e inteligente. Muitas cidades conseguem isso. Nem todas. E muitas ainda estão no meio.

A cada edição, o índice Copenhagen­ize Design Company’s das cidades mais amigas da bicicleta no mundo, evolui. Em 2011, classificou 80 cidades globais; em 2013, classificou- 150. Este ano, foram consideradas as cidades com uma população de mais de 600.000 (com algumas exceções, devido à sua importância política e regional, e para manter as coisas interessantes ). Foram avaliadas 122 cidades.

Conheça a metodologia e as 20 Top: http://wrd.cm/1GVVdX9

Michael Colville-Andersen na Wired.


Longe dos olhos de quem passa pelas ruas movimentadas da capital paulista, há uma agitada vida subterrânea. Trabalhadores correm diariamente debaixo de algumas das principais vias da cidade, sempre em espaços de acesso restrito, para manter o andar de cima funcionando. Nesse lado de baixo, há muitas histórias que poucos conhecem.

Mariana Tramontina e Paulo Terron no TAB: http://tab.uol.com.br/subterraneos/


A requalificação da área central da cidade, uma das principais metas da atual gestão, prevê a reforma das áreas de pedestres.

A Prefeitura de São Paulo dará início a mais um projeto piloto na região central da cidade. Desta vez, a proposta visa testar novas soluções para serem usadas na reforma das áreas de pedestres dos distritos da Sé e República, que somarão cerca de  75 mil m² de calçadão. A requalificação do Centro é uma das principais metas da atual gestão e na medida em que os novos elementos forem testados e validados, o projeto pode se estender para outros pontos da cidade.

A intervenção piloto será realizada na Rua Sete de Abril. Nesse projeto serão removidos os pavimentos existentes, construído novo sistema de drenagem, organização e refazimento das redes subterrâneas, infraestrutura para receber contêineres enterrados para coleta de lixo e novo pavimento em blocos de concreto com 40×20 cm com 16 cm de espessura,  que vai atender às novas demandas, nova iluminação e mobiliário urbano.

Após a validação das soluções propostas, os trabalhos se estenderão por toda a área pedestrianizada.

O principal objetivo do projeto é criar meios de manter e expandir as atividades econômicas instaladas, especialmente nos setores ligados à educação, cultura, lazer e entretenimento e finalmente contribuir para reforçar a identidade do centro histórico de São Paulo, promovendo a valorização do contexto local e suas várias formas de uso.

Clique aqui, para conhecer mais sobre o projeto.


Esta é sem dúvida uma das maiores mudanças que nossas cidades estão enfrentando. O reinado do automóvel chegou ao fim e o espaço das ruas está sendo aos poucos devolvido às pessoas.

São cada vez mais evidentes os efeitos negativos que os automóveis criam nos espaços urbanos. Os mais evidentes são a poluição do ar, os acidentes de trânsito e, claro, todo o espaço que ocupam, gerando congestionamentos e ambientes desagradáveis para as pessoas que caminham.

Em muitas cidades hoje em dia, o automóvel não é a forma mais eficiente de se deslocar. Por exemplo, em Londres os automóveis têm uma média de velocidade inferior a das bicicletas. Os motoristas de Los Angeles passam 90 horas por ano presos em engarrafamentos e, segundo um estudo britânico, os condutores passam 106 dias de suas vidas procurando uma vaga para estacionar seu carro.

Fast Company realizou uma seleção de 7 cidades que seguem em frente na iniciativa de tirar os carros das ruas, um processo que muitas outras cidades experienciarão num futuro não muito distante. 

Veja a seguir quais são essas 7 cidades:

1. Madri

Madri proibiu os automóveis em certas ruas do centro da cidade, e durante janeiro, a região peatonal se amplia  ainda mais. Essa zona se estende por mais de um quilômetro quadrado, permitindo que os moradores possam entrar com seus carros, porém, que não mora na região recebe uma multa de US$ 100,00.

Esse é um dos primeiros passos de um plano mais amplo para tornar o centro de uso exclusivo peatonal dentro dos próximos cinco anos. 

2. Paris

Ano passado, Parispassou por um dos episódios mais críticos de poluição atmosférica de sua história. Como resposta, restringiu-se o uso de automóveis durante alguns dias e foi oferecidotransportepúblico gratuito durante a situação de emergência. O nível de poluição reduziu cerca de 30% em algumas horas, o que levou a cidade a iniciar algumas medidas permanentes de desincentivo ao uso de automóveis. As pessoas que não moram no centro não poderão entrar com seus carros nos finais de semana, uma regra que poderá ser estendida para toda a semana.

Até 2020 a cidade espera duplicar o número de ciclovias, proibir os automóveis movidos a diesel e fazer com que nas ruas onde há muito trânsito só possam circular automóveis elétricos e outros veículos de baixa emissividade.

3. Chengdu

Uma nova cidade satélite prevista para o sudoeste chinês, Chengdu foi projetada especialmente para pedestres, tornando desnecessário ter um carro, já que todos os serviços podem ser encontrados em 15 minutos de caminhada. 

O plano, projetado pelos arquitetos Adrian Smith e Gordon Gill, não proíbe os automóveis completamente, mas estipula que apenas metade das ruas pode receber o trânsito motorizado.

4. Hamburgo

Hamburgo está tornando cada vez mais fácil se desvencilhar do automóvel. Uma nova "rede verde", que estará completamente concluída dentro de 15 ou 20 anos, conectará todos os parques da cidade, tornando possível ir de bicicleta ou a pé a qualquer lugar. A rede cobrirá 40% do espaço de Hamburgo

O plano de Hamburgo para eliminar o uso do automóvel nos próximos 20 anos.

5. Helsinki

Helsinki espera uma avalanche de novos habitantes nas próximas décadas, porém, quanto mais gente vier para a cidade, menos automóveis serão permitidos nas ruas. Um novo plano estabelece um desenho que transformará subúrbios dependentes do automóvel em comunidades densas, caminháveis e vinculadas ao centro. A cidade também está elaborando novos serviços de mobilidade para simplificar a vida sem automóvel. Um novo aplicativo, que está sendo testado, permite que os cidadãos compartilhem carros e táxis ou encontrem o ônibus ou trem mais próximo. Helsink espera que em uma década seja completamente desnecessário ter um carro. 

6. Milão

Milão está provando uma nova forma de manter os automóveis fora do centro da cidade, prometendo aos concutores que deixarem seus carros na garagem gratuidade notransporte público. Através de sistemas de rastreamento, sabe-se se o automóvel foi usado para transportar o cidadão ao trabalho ou não. Se o carro não está em casa, o sistema envia ao condutor um vale no mesmo valor do bilhete de transporte público. 

7. Copenhague

Até 40 anos atrás, o trânsito em Copenhague era como o de qualquer outra cidade grande. Agora, mais da metade da população usa a bicicleta para ir todos os dias ao trabalho. 

Copenhague começou a introduzir zonas peatonais na região central durante a década de 60. As zonas livres de carros se expandiram lentamente por toda a cidade nas décadas seguintes. Foram construídos muitos quilômetros de ciclovias que conectam todas as partes da cidade. Copenhague tem uma das taxas de automóvel per capita mais baixas da Europa. 

Todos esses exemplos são a prova de que nossas cidades estão mudando e que a forma como nos movemos por elas mudará completamente nos próximos anos. 

Fonte: ArchDaily.

O número de paulistanos usando bicicletas como meio de transporte cresceu 50% em 2014. Pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que em um ano a capital paulista ganhou 86,1 mil ciclistas frequentes - o período coincide, em parte, com a ampliação da malha cicloviária da cidade. Se no ano passado o mesmo levantamento apontava que 174,1 mil pessoas usavam bicicletas todos os dias como meio de transporte, atualmente o patamar alcançou 261 mil paulistanos.

Outro dado revelado pelo estudo é que quase nove em cada dez habitantes da metrópole se dizem favoráveis às ciclovias: 88% apoiam as faixas segregadas, mais do que os 86% verificados no ano passado. Em 2013, havia nas vias do município apenas 63 km de canaletas exclusivas para bicicletas, quantidade inferior à de outras metrópoles, como Rio, Bogotá, Nova York e Berlim. Desde junho passado, quando a gestão Fernando Haddad (PT) passou a priorizar também a segurança dos ciclistas, foram inaugurados 70,6 km de ciclovias, mais do que dobrando os percursos só para bicicletas, que hoje somam 133,6 km - neste fim de semana, mais quilômetros devem ser entregues.

Proporcionalmente, porém, os ciclistas ativos ainda são poucos: representam 3% dos entrevistados pelo instituto de pesquisa entre 29 de agosto e 3 de setembro, sob encomenda da Rede Nossa São Paulo. O Ibope ouviu 700 pessoas. Do total, 71% declararam "nunca" usar a bicicleta como alternativa ao automóvel.

Outros 23% afirmaram que sobem nas bicicletas "de vez em quando" e 3% "quase todos os dias". A pesquisa foi encomendada pela Rede Nossa São Paulo. O coordenador executivo da entidade, Mauricio Broinizi Pereira, afirma que a tendência é de aumento dos usuários de bikes em São Paulo. "Em todos os lugares do mundo onde foram implementadas redes de ciclovia, sua presença induziu o maior uso de bicicleta."

Para ele, é "fundamental" que as bicicletas se tornem mais integradas a terminais de ônibus, trem e metrô, especialmente na periferia, para estimular mais gente a usá-las como meio de transporte. "Muita gente quer mais segurança para poder usar a bicicleta, mas ainda existe um momento de transição em que há polêmica, mais ou menos como aconteceu com as faixas de ônibus, hoje aprovadas pela maioria das pessoas."

Comemoração

O cicloativista Willian Cruz, do site Vá de Bike, comemora o fato de que, pela primeira vez, haja um dado concreto do número de ciclistas frequentes em São Paulo. Ele citou a última Pesquisa Origem/Destino do Metrô, de 2012, que contabilizava 333 mil viagens diárias em bicicletas, mas não a quantidade de pessoas.

Para ele, os 261 mil ciclistas diários de São Paulo são um número "bastante relevante". "Mostra que existe muita gente andando de bicicleta, embora ainda haja quem não acredite nisso. E são ciclistas de todos os níveis sociais, fazendo todo o tamanho de trajeto, para vários fins. A bicicleta é bem versátil."

Fonte: O Estado de S. Paulo.