Caminhos - São Paulo São

São Paulo São Caminhos

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Investir em infra-estrutura para bicicletas é um movimento moderno e inteligente. Muitas cidades conseguem isso. Nem todas. E muitas ainda estão no meio.

A cada edição, o índice Copenhagen­ize Design Company’s das cidades mais amigas da bicicleta no mundo, evolui. Em 2011, classificou 80 cidades globais; em 2013, classificou- 150. Este ano, foram consideradas as cidades com uma população de mais de 600.000 (com algumas exceções, devido à sua importância política e regional, e para manter as coisas interessantes ). Foram avaliadas 122 cidades.

Conheça a metodologia e as 20 Top: http://wrd.cm/1GVVdX9

Michael Colville-Andersen na Wired.


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Longe dos olhos de quem passa pelas ruas movimentadas da capital paulista, há uma agitada vida subterrânea. Trabalhadores correm diariamente debaixo de algumas das principais vias da cidade, sempre em espaços de acesso restrito, para manter o andar de cima funcionando. Nesse lado de baixo, há muitas histórias que poucos conhecem.

Mariana Tramontina e Paulo Terron no TAB: http://tab.uol.com.br/subterraneos/


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A requalificação da área central da cidade, uma das principais metas da atual gestão, prevê a reforma das áreas de pedestres.

A Prefeitura de São Paulo dará início a mais um projeto piloto na região central da cidade. Desta vez, a proposta visa testar novas soluções para serem usadas na reforma das áreas de pedestres dos distritos da Sé e República, que somarão cerca de  75 mil m² de calçadão. A requalificação do Centro é uma das principais metas da atual gestão e na medida em que os novos elementos forem testados e validados, o projeto pode se estender para outros pontos da cidade.

A intervenção piloto será realizada na Rua Sete de Abril. Nesse projeto serão removidos os pavimentos existentes, construído novo sistema de drenagem, organização e refazimento das redes subterrâneas, infraestrutura para receber contêineres enterrados para coleta de lixo e novo pavimento em blocos de concreto com 40×20 cm com 16 cm de espessura,  que vai atender às novas demandas, nova iluminação e mobiliário urbano.

Após a validação das soluções propostas, os trabalhos se estenderão por toda a área pedestrianizada.

O principal objetivo do projeto é criar meios de manter e expandir as atividades econômicas instaladas, especialmente nos setores ligados à educação, cultura, lazer e entretenimento e finalmente contribuir para reforçar a identidade do centro histórico de São Paulo, promovendo a valorização do contexto local e suas várias formas de uso.

Clique aqui, para conhecer mais sobre o projeto.


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O número de paulistanos usando bicicletas como meio de transporte cresceu 50% em 2014. Pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que em um ano a capital paulista ganhou 86,1 mil ciclistas frequentes - o período coincide, em parte, com a ampliação da malha cicloviária da cidade. Se no ano passado o mesmo levantamento apontava que 174,1 mil pessoas usavam bicicletas todos os dias como meio de transporte, atualmente o patamar alcançou 261 mil paulistanos.

Outro dado revelado pelo estudo é que quase nove em cada dez habitantes da metrópole se dizem favoráveis às ciclovias: 88% apoiam as faixas segregadas, mais do que os 86% verificados no ano passado. Em 2013, havia nas vias do município apenas 63 km de canaletas exclusivas para bicicletas, quantidade inferior à de outras metrópoles, como Rio, Bogotá, Nova York e Berlim. Desde junho passado, quando a gestão Fernando Haddad (PT) passou a priorizar também a segurança dos ciclistas, foram inaugurados 70,6 km de ciclovias, mais do que dobrando os percursos só para bicicletas, que hoje somam 133,6 km - neste fim de semana, mais quilômetros devem ser entregues.

Proporcionalmente, porém, os ciclistas ativos ainda são poucos: representam 3% dos entrevistados pelo instituto de pesquisa entre 29 de agosto e 3 de setembro, sob encomenda da Rede Nossa São Paulo. O Ibope ouviu 700 pessoas. Do total, 71% declararam "nunca" usar a bicicleta como alternativa ao automóvel.

Outros 23% afirmaram que sobem nas bicicletas "de vez em quando" e 3% "quase todos os dias". A pesquisa foi encomendada pela Rede Nossa São Paulo. O coordenador executivo da entidade, Mauricio Broinizi Pereira, afirma que a tendência é de aumento dos usuários de bikes em São Paulo. "Em todos os lugares do mundo onde foram implementadas redes de ciclovia, sua presença induziu o maior uso de bicicleta."

Para ele, é "fundamental" que as bicicletas se tornem mais integradas a terminais de ônibus, trem e metrô, especialmente na periferia, para estimular mais gente a usá-las como meio de transporte. "Muita gente quer mais segurança para poder usar a bicicleta, mas ainda existe um momento de transição em que há polêmica, mais ou menos como aconteceu com as faixas de ônibus, hoje aprovadas pela maioria das pessoas."

Comemoração

O cicloativista Willian Cruz, do site Vá de Bike, comemora o fato de que, pela primeira vez, haja um dado concreto do número de ciclistas frequentes em São Paulo. Ele citou a última Pesquisa Origem/Destino do Metrô, de 2012, que contabilizava 333 mil viagens diárias em bicicletas, mas não a quantidade de pessoas.

Para ele, os 261 mil ciclistas diários de São Paulo são um número "bastante relevante". "Mostra que existe muita gente andando de bicicleta, embora ainda haja quem não acredite nisso. E são ciclistas de todos os níveis sociais, fazendo todo o tamanho de trajeto, para vários fins. A bicicleta é bem versátil."

Fonte: O Estado de S. Paulo.

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Da meia-noite às 4h, 151 linhas em rede atendem toda a cidade. Iniciado em 28 de fevereiro, serviço realizou 83.848 viagens em um mês e alcançou o patamar de 99,62% de cumprimento de partidas no horário.

A nova rede de ônibus da madrugada da cidade de São Paulo, o Noturno, completou um mês de operação no fim de março, registrando aumento gradativo de usuários e pontualidade no cumprimento das partidas dos coletivos. Iniciado no último dia 28 de fevereiro, o Noturno funciona diariamente da meia-noite às 4h, com 151 linhas que atendem os usuários do Metrô, passando junto ou próximo das estações, além de oferecer uma alternativa aos paulistanos que trabalham ou saem para se divertir, quando já não há mais transporte de massa disponível.

Dados do primeiro balanço de desempenho do Noturno, feito pela São Paulo Transportes (SPTrans), apontam que desde que o serviço foi iniciado até o último dia 31, o novo sistema transportou 727 mil passageiros, realizando 83.848 viagens e alcançou o patamar de 99,62% de cumprimento de partidas nos horários programados. Segundo a SPTrans, os índices de cumprimento de partida vêm se mantendo estáveis desde o começo da operação, mas o volume de usuários continua crescendo gradativamente. 

Para se ter uma ideia, números preliminares indicam crescimento de 95% no volume de usuários transportados na madrugada de 29 de março, um domingo, em relação aos domingos anteriores à implementação do novo sistema. Enquanto no último domingo de março foram com 36.924 passageiros transportados, nos anteriores, a média foi de 18.984. As madrugadas dos sábados e domingos têm sido as mais procuradas pelos passageiros. No segundo domingo de operação do Noturno, por exemplo, em 8 de março, foram transportados 30.583 usuários.

Entre as três linhas mais procuradas pelos paulistanos neste primeiro mês da rede Noturno, estão itinerários da Zona Sul ligando terminais da região, como o Santo Amaro, Campo Limpo e Jardim Ângela. Juntas, as três linhas somaram 94.258 passageiros, o que equivale a quase 13% do total registrado no período.


Já entre os 32 terminais de ônibus municipais e metropolitanos, os terminais Parque Dom Pedro II, com 23 linhas; Pinheiros com 14 linhas e Santo Amaro com 11, além de Capelinha e Grajaú, com oito itinerários cada.

O serviço noturno funciona com 50 linhas estruturais, nos grandes corredores, e 101 linhas locais, nos bairros, que passam por 32 terminais e 160 conexões. Nas linhas estruturais, o intervalo entre os ônibus será de 15 minutos, enquanto nas linhas locais será de 30 minutos. Com o serviço, é possível, por exemplo, sair da zona sul e chegar aos bairros mais distantes de outras regiões da cidade, fazendo integrações preferencialmente em terminais e locais de conexão. Todas as informações sobre as linhas estão disponíveis na página da SPTrans. Também serão disponibilizados nas estações de metrô e pontos atendidos painéis informativos. A implantação do Noturno atende à meta 95 do Programa de Metas 2013-2016.

Usuários
O garçom Fabiano de Moraes, morador do Grajaú, zona sul, ficou feliz com a novidade. “Perdi as contas de quantas vezes eu tive que fazer hora e até mesmo dormir nas cadeiras do restaurante por não ter como voltar para casa. Nem sempre eu tenho horário para sair [do trabalho], principalmente sexta-feira, quando os clientes acabam saindo mais tarde. Para mim saber que não preciso mais sair correndo, que eu posso chegar no terminal depois da meia noite é um alívio tremendo. Dá até para atender melhor os clientes”, disse.

Para a estudante de biologia, Nicole Nascimento, esse novo horário de atendimento irá contribuir com a sua diversão. “Quando eu soube fiquei muito contente, pois é uma coisa que esperava há anos. Era impossível entender que São Paulo, com toda a sua fama noturna, não tinha um sistema de transporte para dar suporte aos seus frequentadores. Eu realmente fico mais aliviada ao saber que agora eu tenho outra maneira de voltar para casa, uma maneira segura e bem mais barata”, afirmou.

O funcionamento da nova rede foi apresentado na 11ª reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, realizada na sede da Prefeitura no dia 24 de fevereiro. Na ocasião, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que o transporte noturno oferece garantia de direitos. “É uma medida simples que vai atender milhares de trabalhadores que dependem do transporte noturno para ir para suas casas. É um compromisso feito que estamos cumprindo. O fato de ter uma rede da madrugada com mais regularidade, melhora naturalmente a questão da segurança e, mais do isso, garante um direito constitucional para o trabalhador”, disse.

A operação do Noturno conta também com o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O Departamento de Iluminação Pública (Ilume) também trabalha na parceria com o reforço de iluminação em 160 pontos de conexão.

Fonte: Portal da Prefeitura. 

 

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O Paulistano gasta 2 horas e 46 minutos por dia, em média, em seus deslocamentos. Isso inclui carros, ônibus, trens, taxis, metrô, motos e bicicletas. Mas o meio de transporte mais usado é o... PÉ! São 34% de todas as viagens da cidade e 20% dos deslocamentos exclusivos." Mauro Calliari - Conselho Participativo Municipal, mestre em urbanismo, avalia a "Pesquisa de Mobilidade do Ibope / Nossa São Paulo" e faz alguns alertas.

Fui hoje à apresentação da "Pesquisa de Mobilidade do Ibope/Nossa São Paulo". O paulistano gasta 2 horas e 46 minutos por dia, em média, em seus deslocamentos. Isso inclui carros, ônibus, trens, taxis, metrô, motos e bicicletas.

Mas o meio de transporte mais usado é o... PÉ! São 34% de todas as viagens da cidade e 20% dos deslocamentos exclusivos.

A pesquisa "Origem-Destino do Metrô" também confirma esse número: 30% de todas as viagens são feitas a pé. A questão é que esse número não leva em conta o número de caminhadas de menos de 500 metros, o que significa que há muitas viagens até o ponto de ônibus, até o carro, até a estação, que não são computados. Em outras palavras, somos todos pedestres.

Para todos nós, que, de uma forma ou de outra, nos tornamos pedestres em alguma parte do dia, a "Pesquisa de Mobilidade do Ibope/Nossa São Paulo" trouxe algumas más notícias:

- A conservação das calçadas é avaliada com nota de 4,3, em dez pontos.
- As faixas de pedestres ficam abaixo da nota 5 em todos os quesitos: localização, quantidade, sinalização.
- Para 72% das pessoas, o pedestre é muito desrespeitado.

Esses números parecem confirmar o que já sabemos. Num momento em que todo mundo debate ciclovias e ciclovias e faixas de ônibus, vale a pena lembrar que também existem ações de curto prazo e baratas que podem melhorar em muito nossos deslocamentos pela cidade: investir em conservação de calçadas, faixas e sinais de pedestres que funcionem e num desenho que facilite a integração do pedestre com os meios de transporte.

O prefeito de São Paulo, em sua abertura, enfatizou a integração entre entidades federativas. O secretário de transportes do Estado também citou a integração e o valor de investimentos totais de mais de R$ 40 bilhões em transporte.

Ora, se todos os entes federativos andam trabalhando juntos, uma parcela pequena desse valor poderia ser dirigida ao alargamento das calçadas e à expansão dos trechos mantidos pelo poder público, mais uniformes e fáceis de andar.

Não parece complicado, é só botar um pé após o outro.

Pesquisa de Mobilidade disponível aqui.
Pesquisa OD disponivel aqui.