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Edital da maior licitação da história do transporte público do País foi divulgado pela gestão Haddad e prevê contratação para 20 anos.

A Prefeitura de São Paulo, lançou na última quinta-feira (9) a consulta pública para colher informações e sugestões antes da publicação do edital para a licitação do serviços de transporte coletivo público de passageiros na cidade. A consulta pública vai até 10 de agosto. As licitações serão realizadas na modalidade concorrência, do tipo menor valor da tarifa de remuneração, para exploração, mediante concessão.

A licitação vai reorganizar completamente o serviço de ônibus da cidade pelos próximos 20 anos e trará alterações para os cerca de 10 milhões de passageiros que usam o serviço todos os dias.

Os editais tratam de três grupos em que a cidade foi dividida na nova licitação: grupo local de articulação, grupo local de distribuição e grupo estrutural (veja quadros abaixo).

Segundo a Prefeitura, a divisão da licitação em três grandes grupos de lotes de serviços, totalizando 27 lotes, busca favorecer a competitividade e a isonomia na licitação porque os lotes serão formados com capacidades distintas de investimento, de frota, de recursos humanos, propiciando a participação de empresas de pequenas, médias e grande porte.

Os interessados poderão consultar a minuta do edital, do contrato e os anexos, pelo site da Prefeitura e pelo site da SPTrans. Na sexta-feira (3), a Prefeitura publicou no Diário Oficial, um decreto com as regras.

O decreto mescla indicadores para a remuneração das empresas. Eles incluem gastos para a operação, número de passageiros, qualidade de serviços - que será medida com pesquisas de satisfação - e ganho de produtividade.

No atual contrato, a opinião dos usuários não é um quesito para a remuneração das empresas. Segundo a SPTrans, atualmente as concessionárias recebem por passageiro transportado, ou por quantas vezes a catraca é girada nos coletivos - os não-pagantes também entram na conta para o repasse.

A remuneração também está ligada ao tipo de veículo que a empresa opera (um biarticulado, por exemplo, tem custo superior a um coletivo menor).

Será observada "a qualidade dos serviços ofertados, medida por meio de indicadores de desempenho operacional e por meio de pesquisas de satisfação dos usuários, conforme critérios a serem estabelecidos no edital e nos contratos de concessão". Os cálculos específicos para a remuneração de cada empresa, no entanto, deverão ser divulgados apenas nos editais de licitação.

A Prefeitura prevê a criação, para a assinatura e execução do contrato, de Sociedades de Propósito Específico (SPE),  que darão personalidade jurídica aos eventuais consórcios de empresas que ganharem a licitação nos lotes que participarem. Isso facilita maior controle da gestão contratual e permite responsabilizar administrativa e civilmente as empresas delegatárias do serviço concedido.

Também está prevista a criação de uma única pessoa jurídica que atuará globalmente no sistema integrado, realizando grandes investimentos e obras, e que será composta por todos os operadores do transporte coletivo público.

Essa entidade terá a missão de administrar e implantar o centro de controle operacional (CCO); fazer a administração, manutenção e conservação dos terminais de integração e das estações de transferência; programar a operação das bilheterias dos terminais de integração e das estações de transferência, postos de atendimento ao usuário do Bilhete  Único, dos terminais de integração e das estações de transferência.

Aumento das viagens
O projeto prevê aumentar a oferta de viagens em 24% e o número de assentos disponíveis em 13%. A cidade deve ganhar um número maior de ônibus de grande porte que circularão por faixas exclusivas e corredores. Linhas locais saindo dos bairros vão alimentar o sistema. 

Tudo será controlado eletronicamente por dispositivos eletrônicos instalados nos ônibus e por um centro de controle (CCO) a ser construído pelas empresas. As ganhadoras da licitação serão aquelas que se propuserem a trabalhar com a menor taxa de retorno.

Embora não tenha todos os corredores exclusivos previstos prontos, a Prefeitura afirma que as faixas exclusivas já garantem velocidade acima de 20 km/h. As empresas ganhadoras da licitação também terão direito a ficar com as garagens hoje existentes desapropriadas pela Prefeitura.

Divisão das linhas
As empresas que serão contratadas terão de oferecer linhas estruturais, regionais e locais. Já a cidade, que hoje é dividida em nove áreas que têm como marca uma determinada cor nos ônibus, passará a ter diferentes configurações dependendo do tipo de linha.

No total, a Prefeitura de São Paulo vai licitar 27 lotes para a iniciativa privada. Empresas estrangeiras poderão participar da disputa.

A rede “estrutural” será responsável por linhas que ocuparão as maiores avenidas da cidade e que ligarão os bairros da cidade e vão conectar a periferia ao Centro. Elas ocuparão, por exemplo, os grandes corredores de ônibus da cidade, como o das avenidas Santo Amaro e Nove de Julho. Neste serviço, a cidade estará dividida em quatro grandes regiões (Leste, Oeste, Norte e Sul). Essas regiões agrupam os 20 setores nos quais a cidade foi dividida para a licitação.

A cidade terá também uma rede que será chamada de “articulação regional”, que vai ligar bairros e centralidades de interesse regional e ainda bairros ao Centro sem passar pelas grandes avenidas do município. Além disso, uma rede de distribuição local atenderá a população nas ruas menores dentro dos bairros.

A licitação deveria ter sido feita em 2013, mas o prefeito Fernando Haddad (PT) resolveu cancelar a disputa em meio aos protestos de rua pela suspensão do aumento de R$ 0,20 na tarifa dos  ônibus e do Metrô. A licitação anterior, feita pelo governo Marta Suplicy em 2003, foi prorrogada. 

Após junho de 2013, a Prefeitura de São Paulo fez uma auditoria dos contratos de ônibus.  A empresa de consultoria Ernst&Young, contratada para o trabalho, concluiu que a Prefeitura de São Paulo tem potencial de economizar 7,4% dos gastos do atual contrato.

Rede de linhas propostas (Foto: Reprodução)

 

 

 

Subsídios
O prefeito Fernando Haddad evitou falar sobre aumento ou redução no valor das passagens ou sobre uma eventual queda do subsídio pago pela Prefeitura às empresas de ônibus.

Ele explicou que, na licitação de 2004, a taxa de retorno (lucro sobre o investimento e não sobre o faturamento) era de 15% e na nova licitação deve ser rebaixada para menos de 10%.

"Nós queremos trazer essa TIR [Taxa Interna de Retorno] para um dígito. A TIR máxima prevista no edital será de 9,9%. Esse é o teto que nos vamos admitir."  Haddad disse que, além disso, a Prefeitura busca estimular novos concorrentes ao abrir a possibilidade de que eles comprem as garagens atuais para estacionar. "Isso é para evitar o que a gente chama barreira à entrada. São essas medidas que vão garantir uma concorrência mais robusta."

Regional
O grupo regional (veja acima) atende uma camada intermediária de linhas, cuja principal característica é a de “integração do território”, cuidando principalmente de ligações interbairros. Esse nível faz a ligação dos grandes eixos radiais e perimetrais com a camada que reúne as linhas distribuidoras.

As linhas a serem operadas por este grupo não têm o seu trajeto nos grandes corredores e utilizam tecnologias de ônibus de capacidades intermediárias.

Esse grupo não exige um mesmo nível de concentração de operação, por atuar na escala das subregiões. Por isso, a Prefeitura ofereceu a oportunidade de acesso à licitação de um maior número de operadores privados aos serviços. Foram estabelecidos 9 lotes, através da subdivisão das grandes regiões geográficas.

Distribuidor
O grupo “distribuidor" representa o conjunto de lotes que atenderão as demandas mais distribuídas e próximas às moradias, com íntima relação com o nível mais fundamental das ligações locais. A estes lotes estarão vinculadas as linhas locais de distribuição e linhas de reforço de pico locais.

Além destes tipos de linhas, caberá ao grupo distribuidor a operação dos serviços complementares Atende e das linhas Locais Rurais.

Para este grupo de lotes, a proposta de divisão amplia o conceito de maior diversidade de operadores empregada para o grupo regional. A escala de operação poder ser menor, as linhas podem ser operadas com veículos de menor capacidade, que pedem menor nível de investimento. Por isso, esse lote é de mais fácil acesso à licitação para um número maior ainda de operadores privados.  Foram estabelecidos 13 lotes para este grupo distribuidor.

Do G1 São Paulo

 

O Mapa das Sensações surgiu como um caminho para encantar e surpreender o turista que vem à São Paulo, fazendo da sua vivência na cidade momentos emocionantes. A idéia era captar, mensurar e espacializar as variadas sensações experimentadas pelo turista na Cidade, tomando como base os 5 sentidos.

As pesquisas começaram. Através de um questionário disponibilizado na web, paulistano (nascidos em São Paulo, ou adotados por ela), turistas e visitantes começaram a compartilhar conosco um pouquinho de suas vidas, sempre tendo a cidade e seus infinitos atrativos como pano de fundo. Só com a chegada dos primeiros depoimentos nos demos conta de tamanha riqueza que tínhamos em mãos!

E essa riqueza não poderia ficar escondida em meio aos arquivos da São Paulo Turismo. E então, nasceu a idéia deste site. Assim, nasceu este site, onde moradores, turistas e visitantes podem compartilhar as suas experiências!

Conheça e se inspire. Experimente São Paulo de forma única!

Acesse e veja pulsar: http://www.mapadassensacoes.com.br/mapadassensacoes/

 


O Departamento de Transporte para Londres (TfL) lançou um plano de ação até 2021 que, até o momento, é considerado o único do tipo no mundo. A iniciativa apresenta 10 medidas e parte da premissa de que as ruas, o meio-ambiente e o transporte influenciam no bem-estar dos habitantes, assim, as melhorias realizadas nestes têm a capacidade de melhorar a saúde da população e, portanto, sua qualidade de vida. 

Por envolver áreas de impacto na vida urbana, como o transporte e a saúde, o plano foi recentemente selecionado pela Associação Internacional de Transporte Público (UITP)  como um dos melhores projetos do ano na categoria Estratégia de Transporte Público. 

Plano de Ação de Transporte: Melhorando a saúde da população londrina

Em duas de cada três viagens realizadas em transporte público em Londres, a pessoa caminha cerca de cinco minutos, segundo TfL. Assim, uma pessoa adulta pode fazer grande parte da atividade física que necessita em seu translado diário, e o transporte público cumpre com uma das suas maiores funções para a saúde, que é manter os cidadãos fisicamente ativos.

Contudo, para que estas caminhadas se tornem muito mais agradáveis, a capital britânica iniciou um investimento de 4 bilhões de libras esterlinas que procura converter estes lugares em espaços públicos mais atrativos, seguros e verdes para que os pedestres e ciclistas os integrem em seus cotidianos.

Deste modo, pretende-se melhorar a experiência e fazer com que o transporte público continue cumprindo uma das suas funções mais importantes, que é garantir o acesso aos espaços de educação, entretenimento, serviços, aumentando, assim, o bem-estar da população.

 

Indicadores da saúde em um entorno urbano. Fonte: Plano de Ação de Saúde no Transporte de Londres.

                                                                                                          Indicadores da saúde em um entorno urbano. 

 


As medidas previstas no plano

No documento oficial do plano estão detalhadas as medidas estratégicas que abordam os impactos do transporte, tanto público quanto privado, na saúde dos londrinos. 

Hoje, 38% do dia dos habitantes é gasto em deslocamentos em automóveis (privados e táxis), portanto, uma das metas do plano é desincentivar o uso destes, baixando a cifra para 6%. Para isto, as ações focam em melhorar os espaços públicos com o objetivo de fomentar os deslocamentos sustentáveis, isto é, a pé e em bicicleta. 

As políticas para melhorar a saúde através do transporte também são detalhadas no documento. Para isto se considera, entre outros objetivos, melhorar a segurança dos habitantes para que se sintam confortáveis ao se deslocarem pelas ruas, seja caminhando ou em bicicleta, e possam, então, adotar e manter este modo de deslocamento nas suas rotinas diárias. 

Outro objetivo é melhorar as oportunidades de transporte, ou seja, ser acessível para pessoas de todas as idades e condições físicas. Um terceiro objetivo consiste em garantir o bem-estar da saúde pública através da redução da sua contribuição à mudança climática. 

A falta de atividade física é uma das maiores ameaças para a saúde da população, podendo causar doenças cardíacas, câncer e outras crônicas, como diabetes e depressão. Por esta razão, o plano busca fomentar os deslocamentos sustentáveis em diferentes etapas da vida, já que se considera que uma pessoa de 80 anos pode obter o exercício que necessita diariamente em um deslocamento pela cidade e assim aumentar sua atividade psicológica em até 16%.

Além disso, leva-se em conta que com o ritmo atual que se vive na ruas e suas condições, deve-se reduzir os acidentes do trânsito, o ruído e a contaminação atmosférica. A proposta para este ponto consiste em construir ruas mais saudáveis, isto é, aquelas onde os deslocamentos permitem reduzir os efeitos negativos à saúde e são uma opção muito mais agradável para transitar a pé ou em bicicleta. 

Estas ruas foram vistas pelo Departamento de Rodovias de Londres (RTF) como uma opção que beneficia a economia local, o meio-ambiente e a sociedade.

Embora a implementação do plano seja em longo prazo, ele também conta com medidas de curto prazo, das quais algumas já estão sendo aplicadas, como a construção de mais ciclovias e do projeto Crossrail Bikes. Esta proposta foi aprovada em fevereiro e prevê a construção de duas ciclovias de 24 quilômetros de extensão que unirão nove distritos e cruzarão o centro da cidade. 

O Plano em detalhes: http://goo.gl/ymgqeP

Fonte: Plataforma Urbana. 

 

Estamos hoje enfrentando mudanças ambientais maiores que nunca. Enquanto arquitetos, planejadores urbanos, políticos e pensadores discutem o futuro de nossas cidades, cada vez mais pessoas se conscientizam de seu próprio impacto e uso do espaço. 

'Genre de Vie' (Modo de Vida), filmado em Copenhague e New York, é um documentário sobre bicicletas, cidades e conscientização cidadã que mergulha na questão do ciclismo urbano e em como ele contribui com a habitabilidade das cidades.

Assista ao documentário completo, a seguir: https://youtu.be/B9y93T_h3ks

Fonte: ArchDaily.

 

Após estudos realizados nos dias 20 de junho e 4 de julho, o Elevado Costa e Silva passará a ser aberto exclusivamente para ciclistas e pedestres a partir das 15 horas em todos os sábados, a começar no próximo dia 11.

A partir do próximo sábado (11), o elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão, será aberto exclusivamente aos pedestres e ciclistas a partir das 15 horas. A liberação ocorrerá em todos os sábados seguintes e a reabertura ao trânsito de automóveis continuará ocorrendo às 6h30 das segundas-feiras.

A medida foi adotada após estudos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), realizados nos dias 20 de junho e 4 de julho, apontarem que o trânsito na região transcorreu dentro da normalidade e o transporte coletivo não foi afetado, com a absorção dos veículos em outras vias.

Assim como nos últimos finais de semana, os motoristas continuarão a ser orientados por agentes da CET para a utilização de rotas alternativas. No sentido Leste/ Oeste, o trajeto será pela Praça Roosevelt, rua Amaral Gurgel, Largo do Arouche, avenida Duque de Caxias, avenida São João, avenida Gal. Olímpio da Silveira e avenida Francisco Matarazzo. No sentido Oeste/Leste será pela avenida Gal. Olímpio da Silveira, rua das Palmeiras, rua Sebastião Pereira, rua Amaral Gurgel e praça Roosevelt. 

O monitoramento da CET também poderá resultar em ajustes nas sinalizações vertical, horizontal e semafórica para garantir a fluidez do tráfego naquela área do Centro da cidade.

Na última quarta-feira (1º), o Conselho da Cidade aprovou uma moção de apoio para o novo  horário da abertura do Minhocão, exclusivamente para ciclistas e pedestres, após apresentação de estudo da CET sobre o impacto nas vias da região. A primeira experiência da antecipação do horário de fechamento do elevado para automóveis aconteceu no dia 20 de junho, por conta da Virada Cultural 2015.

Fonte: Prefeitura / Secretaria Executiva De Comunicação. 

 

A licitação do novo serviço de ônibus de São Paulo prevê reduzir a quantidade de coletivos pequenos e multiplicar por dez a quantidade de veículos superarticulados – que têm 23 metros de comprimento e capacidade para transportar 171 pessoas.

O novo sistema prevê que os superarticulados saltarão dos atuais 200 para perto de 2.000 – de uma frota total de 15 mil ônibus. Já os miniônibus, com capacidade para 41 passageiros, devem ser reduzidos de 4.000 para só 250. As diretrizes foram publicadas nesta sexta-feira (3) pela gestão Fernando Haddad (PT), que lançará as regras do edital nos próximos dias. A concorrência selecionará empresas para prestar os serviços nos próximos 20 anos.

Haddad diz que a circulação de coletivos nos grandes corredores exclusivos, que ligam os bairros ao centro, será restrita a superarticulados. O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse que isso possibilitará ter menos veículos nas vias exclusivas, mas com maior velocidade e oferta de assentos.

A prefeitura estima que a quantidade de viagens de coletivos deve aumentar 24% (principalmente fora do pico, nos fins de semana e madrugada) e que a oferta de assentos deverá crescer 13%.

As empresas também terão de montar uma CCO (Central de Controle de Operações) para monitorar as partidas de cada ônibus por meio dos GPSs dos veículos para monitorar os intervalos entre eles.

Metade da remuneração das empresas de ônibus será paga de acordo com a quantidade de passageiros transportados. Hoje, 100% dos pagamentos é por esse critério.

Fonte: Redação 247 SP.