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São Paulo São Caminhos

Prefeitura de São Paulo iniciou recentemente alguns testes para buscar novas alternativas para ampliar o plantio de árvores na cidade. Um projeto piloto em Cidade Patriarca, na zona leste, já plantou 70 mudas na porção central da avenida Patrocínio Paulista e na Praça Adelina Tobias de Águiar, onde o projeto Árvore no Asfalto foi implantado

Segundo o prefeito Fernando Haddad, os testes estão sendo realizados com a supervisão de engenheiros da Companhia de Engenharia de Tráfego e por agrônomos. O projeto privilegia o plantio nas ruas, já que muitas calçadas da cidade são estreitas e as árvores ocupariam um espaço precioso para a circulação de pedestres. Os resultados serão avaliados junto com a população para definir a possibilidade de expansão do projeto.

Novas alternativas serão testadas ao longo do primeiro semestre de 2015. O objetivo é ampliar a quantidade de verde na cidade, que conta com menos de um milhão árvores em vias públicas. A presença de árvores no ambiente urbano melhora a qualidade de vida da população: estas reduzem as ilhas de calor, atenuam a poluição atmosférica e sonora e oferecem mais conforto para os pedestres. No Programa de Metas 2013-2016, a meta 88 prevê o plantio de 900 mil mudas em passeios públicos e canteiros centrais.

De acordo com levantamentos realizados pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a região leste é a que apresenta maior déficit de árvores por habitante.

Nesta primeira etapa do projeto, sete espécies de árvores foram escolhidas, entre eles ipê, caroba, carobinha e cássia. As espécies plantadas são de médio e grande porte, com raiz pivotante, que não se espalha lateralmente. A medida visa justamente evitar a deformação do pavimento no futuro. No plantio, são também utilizados anéis de concreto que direcionam as raízes para camadas mais profundas do solo.

O projeto piloto estabelece que as árvores podem ser plantadas em vias pavimentadas que apresentam um volume diário médio de tráfego abaixo de 2.500 veículos, leito carroçável com 12 metros ou mais de largura, e que não sejam corredores de carga ou de ônibus.

O plantio de árvores sobre o asfalto tem como objetivo proporcionar a redução gradual da temperatura em áreas bastante adensadas, com muito concreto. Estudos realizados por ambientalistas constataram uma diferença de até 10°C entre as temperaturas registradas durante o verão no centro da capital e em regiões mais periféricas, como a Serra da Cantareira, na zona norte, e Paralheiros, na zona sul. 

Fonte: ArchDaily

 

Os latino-americanos estão cada vez mais apaixonados por suas bicicletas. E as bicicletas estão cada vez mais adaptadas à idiossincrasia dos latino-americanos. Ante às horas intermináveis desperdiçadas no trânsito, aos transportes públicos muitas vezes deficientes e em meio à busca por uma vida mais saudável, o transporte sobre duas rodas vem se impondo com força crescente nas principais cidades da região.

Até alguns anos atrás, as bicicletas eram ícones indiscutíveis de cidades europeias como Amsterdã, Copenhague e Barcelona. Mas agora elas abrem caminho entre carrinhos de comida, parques e ruas que, embora nem sempre sejam próprias para as pedaladas, são as paisagens típicas das ruas latino-americanas.

Não é para menos. Os deslocamentos de bicicleta aliviam os problemas das cidades da segunda região mais urbanizada do mundo. Estimadas 450 milhões de pessoas vivem nas cidades da América Latina, e a maioria delas enfrenta diariamente os engarrafamentos e a poluição atmosférica decorrentes da motorização crescente: 70% das emissões de CO2 das grandes cidades provém de carros e motos.

Argentina é um exemplo perfeito dessa situação: é um dos países mais urbanizados da América Latina, com mais de 89% de sua população vivendo em zonas urbanas com mais de 2.000 habitantes.

Assim, desde a construção de centenas de quilômetros de ciclovias, empréstimos para a compra de bicicletas e até inovadores sistemas de partilha de bicicletas, as cidades argentinas mais importantes vieram somar-se a essa tendência, criando suas receitas próprias para algo que pode vir a ser o começo do fim do reinado do indiscutível protagonista das grandes cidades do país: o automóvel.

“As melhorias em mobilidade também propiciam melhorias da qualidade de vida e promovem cidades mais inclusivas”, explica Verónica Raffo, especialista em transporte do Banco Mundial. “Os habitantes das cidades querem que os espaços públicos voltem a ser da população. Isso significa ter mais espaço de qualidade para caminhar, para andar de bicicleta e para o lazer entre pares”, diz a especialista.

Mais bicicletas, menos carros

Em Buenos Aires, o impacto da bicicleta vem sendo crucial para que os deslocamentos pela cidade não sejam um fator de estresse ou perda de tempo. A chave para levar os portenhos a abandonar os táxis amarelos e pretos foi a construção da bicisenda nas artérias mais importantes da cidade e o sistema de bicicletas compartilhadas Ecobici, que até dezembro deste ano prevê contar com 200 estações espalhadas pela cidade, muitas delas funcionando automaticamente.

Cerca de 180.000 pessoas usam a bicicleta como meio principal de seus deslocamentos diários ou como complemento de outras opções, como o metrô, trens ou ônibus. Paula, de 45 anos, comenta que cobre o trajeto até a firma de advocacia onde trabalha “metade de bicicleta, metade de trem”, porque “isso me poupa tempo e é um pouco mais previsível que outros meios de transporte”.

Assim, se o automóvel é o meio de transporte mais ineficiente, mais caro e mais desigual, a bicicleta é o oposto – é econômica e gera relações mais igualitárias. Foi essa ideia que levou a Prefeitura de Buenos Aires a promover ações como uma linha de crédito pessoal para a compra de bicicletas ou a oferta de cursos de formação de mecânicos de bicicletas. Para concluir, ajudou a fomentar uma indústria que muitos pensavam estar esquecida. E os esforços estão gerando recompensas. Buenos Aires ocupa o 14º lugar entre 122 centros urbanos considerados as melhores cidades do mundo para andar de bicicleta, segundo o relatório Copenhagenize Indez Bicycle-Friendly Cities.

Mas a capital argentina não é a única que está promovendo uma revolução sobre duas rodas. Outra das cidades pioneiras na matéria é Rosario, que desde 2010 leva adiante a campanha Todos en bici!, parte de seu Plano Integral de Mobilidade, que não apenas vem motivando seus habitantes a pedalar como procura criar as condições para que cada vez mais pessoas se animem a fazê-lo. Hoje a rede de ciclovias cobre cerca de 100 km, abrangendo ciclovias,bicisendas e espaços compartilhados. Há também um sistema de bicicletas públicas integradas com os ônibus e parquímetros da cidade, usando o mesmo bilhete de pagamento automático. E, com a implementação do programaCambia el Aire! Calle Recreativa(Mude o ar! Rua recreativa), os cidadãos que andam a pé, de bicicleta, de skate ou de patins contam com um circuito de 28 quilômetros livres de transportes motorizados aos domingos.

A cidade de Córdoba também criou mais de 103 quilômetros para a circulação de bicicletas, e o número de ciclistas que faz uso deles quadruplicou entre 2012 e hoje. “De casa para o trabalho e do trabalho para casa”, diz Agustín, morador de 33 anos, falando de sua rotina com a bicicleta. Uma pesquisa recente na cidade revelou que 6,1% da população já usa a bicicleta como seu principal meio de transporte.

Tanto Rosario como Córdoba receberam apoio do Projeto de Transporte Sustentável e Qualidade do Ar, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (conhecido por sua sigla em inglês, GEF). “Trata-se de contribuir para uma mudança de paradigma, em direção a uma mobilidade sustentável. São necessárias estratégias holísticas que alinhem a agenda local – igualdade, congestionamentos, segurança viária, mobilidade saudável, contaminação do ar – com a agenda global das mudanças climáticas e redução de emissões”, diz Raffo.

Cada cidade pedala em seu próprio ritmo

As bicicletas têm presença forte nas cidades da região. A América Latina já tem 12 cidades que contam com uma rede de mais de 12.000 bicicletas públicas, ajudando a incrementar seu uso.

Mas o cenário difere dependendo de onde se olha. Enquanto cidades como Bogotá e Rio de Janeirocontam com o recorde de quilômetros de ciclovias, não existem redes institucionalizadas na maioria dos países da América Central. Este é o panorama regional:

Rio de Janeiro: com o sistema Bike, mais de 5,6 milhões de deslocamentos já foram feitos em bicicleta no Rio, segundo dados da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o que significa uma economia de mais de 2.000 toneladas de CO2. A população, no entanto, está assustada com a onda de ataques a ciclistas e cobra mais segurança das autoridades. Um dos episódios mais marcantes foi a morte do cardiologista Jaime Gold, de 57 anos, atacado a facadas na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais daCidade Maravilhosa.

São Paulo: a cidade de São Paulo inaugurou no dia 28 a ciclovia da avenida Paulista, o que é considerado uma vitória por movimentos de ciclo-ativistas. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a administração municipal atual inaugurou 233,9 km de ciclovias desde junho de 2014 - a meta é alcançar 400 km até o final da gestão. Além do sistema de locação de bikes, a capital paulista conta ainda com ciclofaixas de lazer aos domingo e feriados nacionais, das 7h às 16h.

 - Cidade do México: segundo dados do governo do Distrito Federal, 54% dos usuários do Ecobici, o sistema de bicicletas compartilhadas da capital mexicana, substituíram outro meio de transporte pela bicicleta. O sistema cobre cerca de 35 km2 e é usado por mais de 100.000 pessoas de segunda a domingo.

- América Central: apesar de existirem poucas iniciativas, Cártago, a leste de San José de Costa Rica, será a primeira cidade centro-americana com sistema de bicicletas públicas; calcula-se que o sistema terá 12 estações. Na Cidade da Guatemala foi criado o programa Pasos y Pedales para que os moradores curtam bicicletas, skates e outras atividades recreativas em um trecho das principais avenidas da cidade, aos domingos.

Bogotá: a ciclovia de Bogotá existe há mais de 40 anos e serviu de inspiração a mais de 200 cidades do mundo. Ela também é considerada a mais extensa da América Latina, segundo dados da Prefeitura.

- Montevidéu: a capital uruguaia já conta com Moyete, o sistema de aluguel público de bicicleta, com oito estações. E tem 33km de circuitos que podem ser cobertos de bicicleta, compostos por ciclovias, ruas e bicisendas.

María Victoria Ojea de Buenos Aires para o El País.

 

Em entrevista exclusiva, o ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa conta como a cidade se tornou organizada e inclusiva, e todas as lutas que precisou enfrentar para transformar a capital colombiana numa cidade equitativa.

Peñalosa estará no Brasil em setembro deste ano para participar da Cúpula de Prefeitos, no Rio de Janeiro. O evento, bem como o Congresso Internacional Cidades & Transportes, irá discutir alguns dos assuntos que Peñalosa vivenciou como prefeito: a criação de uma cidade para pessoas, o desenvolvimento orientado pelo transporte e a construção de uma visão estratégica para cidades.

Para mais informações sobre o programa do Congresso e inscrições, acesse o site http://cidadesetransportes.org/

A entrevista na íntegra:

Como prefeito, você foi responsável por inúmeras, e às vezes radicais, melhorias na cidade. Qual destas melhorias trouxe mais felicidade para as pessoas?

Enrique Peñalosa – Nós construímos uma cidade mais para as pessoas e menos para os carros. Tiramos dezenas de milhares de carros das ruas e fizemos novas calçadas. Produzimos comerciais de TV explicando que as calçadas são para conversar, para brincar, para fazer negócios e para nos beijarmos. Fizemos a revolução das calçadas.

O Transmilênio, um sistema BRT, também foi um símbolo muito poderoso de equidade, porque tirou espaço dos carros e deu ao transporte público. Pela primeira vez, as pessoas que usam transporte público vão mais rápido do que aquelas que usam o carro. Isto demostra que a democracia existe, mostra que os cidadãos são iguais.

Talvez a conquista que mais me orgulha é a Alameda El Porvenir, que possui uma ciclovia rápida de 15 metros de largura e 24 km de extensão e que é usada por milhares de pessoas diariamente para ir ao trabalho. Além desta, a Rota Verde Juan Amarillo Green Way, que liga partes mais ricas da cidade às partes mais pobres, através de uma via verde, também me orgulha. Nós começamos a construir escolas de alta qualidade em bairros pobres com bibliotecas para mostrar que o conhecimento é mais importante do que a fortuna.

Quais melhorias deram mais dor de cabeça para você?

EP – O mais importante é perceber que nós fizemos o que ninguém mais teria feito. Era um conceito completamente novo, novas ideias. Então, nós tivemos muitos conflitos. Talvez o mais difícil tenha sido tirar dezenas de milhares de carros das calçadas. Houve um processo de coleta de assinaturas para meu “impeachment”. Para implementar um sistema de ônibus, nós travamos uma enorme guerra contra os operadores tradicionais, eles entraram em greve e a cidade ficou quente.

Foi uma batalha também para criar parques porque muitos deles foram fechados pela iniciativa privada. Travamos batalhas ao recuperar a área central que tinha sido tomada pelos traficantes de drogas – uma área localizada a apenas dois quarteirões do Palácio Presidencial e da praça central – um pouco similar, mas 100 vezes pior que a Cracolândia em São Paulo. Entramos em conflito também para construir espaços públicos, praças que foram completamente tomadas pelos vendedores de drogas. O clube de campo mais elitizado, que tinha as famílias mais poderosas como membros, teve uma parte de sua área expropriada para a criação de um parque público.

Você disse que “sonha com uma cidade tropical, atravessada por grandes avenidas de pedestres, sombreadas por enormes árvores tropicais, como eixos de vida das cidades”. Você foi capaz de conquistar esta cidade?

EP – Eu fui prefeito por apenas três anos e na Colômbia não há reeleição prevista na Constituição. Este período agora é mais longo, de quatro anos. As cidades que temos hoje – todas as cidades do mundo – estão muito erradas. Estamos tão acostumados com elas que achamos normal – viver com medo, de ser morto. Mas isso não pode ser normal. Para viver em cidades nós temos que criar lugares com centenas de quilômetros de vias verdes. Com pessoas e bicicletas nas ruas. Em que você possa cruzar a cidade em todas as direções sem carros. Vai levar algumas centenas de anos para corrigir isso, mas isto irá mudará no momento em que percebermos que o temos hoje é completamente maluco. Que não é o ideal para os humanos no futuro.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está sendo criticado pela construção de centenas de quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. Qual conselho você daria a ele ou a qualquer outro prefeito que faz mudanças ousadas e enfrenta fortes oposições?

EP – O que o prefeito Fernando Haddad está fazendo é muito corajoso. Um dos problemas mais ideológicos e políticos de nossa era é como distribuir o espaço viário. Espaço viário é o bem mais precioso que uma cidade tem. Poderíamos encontrar petróleo ou diamantes no solo de São Paulo, mas isso não seria tão valioso quanto o espaço viário.

Como podemos distribuir o espaço viário entre pedestres, ciclistas, transporte público e carros?

EP –  O espaço das vias pertence igualmente a todos os membros da sociedade, independente se eles têm carro ou não. Ele pertence tanto a quem está numa rodovia quanto a uma criança sobre a bicicleta. É uma questão, portanto, de democracia. Quem decidiu que deveríamos dar mais espaço aos carros que às pessoas? Quem decidiu que deveríamos ceder espaço para estacionar carros? Devemos lembrar que o estacionamento não é um direito constitucional. O governo não tem obrigação de prover espaço para estacionamento, então acho que é uma discussão muito interessante sobre democracia.

Quando construímos nossas ciclovias, havia poucos ciclistas, quase ninguém utilizava bicicletas. Agora temos cerca de três mil pessoas utilizando bicicletas todos os dias. Devemos lembrar que mesmo numa cidade gigante como São Paulo mais da metade das pessoas percorrem deslocamentos menores que 5 km, então é bem possível que, em algumas décadas, 20% da população utilize bicicletas – não será possível em um ano ou dois, mas talvez em 20 anos. Precisamos lembrar às pessoas que os carros não lhes dão mais direitos sobre o espaço da via que às pessoas sem carro.

O que você aprendeu sendo prefeito?

EP – Quando virei prefeito foi preciso mudar completamente o modelo de cidade. Ninguém acreditava no que estávamos fazendo. Muitas das coisas que criamos agora parecem óbvias. Todos concordam que temos as calçadas amplas, ciclovias e prioridade ao ônibus. Então eu aprendi que precisamos encontrar mais formas de comunicação com os cidadãos, para explicar melhor sobre o que está acontecendo e estimular sua maior participação.

Para ser um bom prefeito você precisa ter sonhos, ter amor pelo que está fazendo. Para ser um bom prefeito você precisa ter muita preocupação com a igualdade. Em nossa sociedade atual, adotamos a propriedade privada e o mercado como a melhor forma de desfigurar a maioria dos recursos da sociedade. É inevitável a desigualdade de renda. Fazer uma cidade para pessoas é fazer uma cidade onde todos são iguais, ninguém se sente inseguro ou explorado. Para ser um bom prefeito às vezes é preciso tomar decisões impopulares, e convencer as pessoas de que no final, será o melhor para a cidade.

Qual frase ou ideia você quer espalhar para o mundo?

EP – Você não define um sistema de transportes, embora você saiba que tipo de cidade você quer. As cidades são o que de mais importante estamos fazendo em nossa época. Quando estamos escolhemos uma cidade, escolhemos um estilo de vida. Na vida moderna, diferente de anos atrás, pessoas passam menos tempo em casa e mais em atividades fora. Então é ainda mais importante para a felicidade. humana o modo como cidades são. A cidade deveria ser um lugar divertido. Um lugar de onde as pessoas não desejassem ir embora. Temos que construir cidades onde as pessoas sejam felizes no espaço público. Uma cidade deve promover felicidade.

Caroline Donatti - TheCityFixBRasil

A cidade é para todos, assim como as ciclovias. Agora chegou a vez de conquistar a Avenida mais emblemática da cidade.

Ciclistas, pessoas em cadeiras de rodas, skatistas, todos juntos ocupando e se apropriando do espaço público. Participe desta grande festa! Neste dia 28 de junho a partir da 10h na Praça do Ciclista da Av. Paulista.

Depois de mais de 10 anos de manifestações e bicicletadas, depois de vidas perdidas e após o prazo de 6 meses de obras estipulado ( e cumprido) pela prefeitura, a tão sonhada ciclovia da av. Paulista será entregue à população neste domingo. 

Será um marco para a cidade e com certeza inspiração para todas as outras cidades do país. Um dia histórico. Faça chuva ou faça sol. 

E para participar dessa comemoração, ciclistas de várias regiões da cidade ( e do Brasil) começaram a se organizar.

Veja os horários e locais de saída dos bondes de várias regiões da cidade:

Bonde Zona Oeste: Estação Butantã do Metrô, as 8h.
https://www.facebook.com/events/893540534045674/
O bonde da ZO vai encontrar parte dos ciclistas de Pinheiros no Largo da Batata, as 8h30.

Bonde Zona Leste: Bicicletário do Metrô Corinthians-Itaquera, as 7h30.
https://www.facebook.com/events/1416869441972978/

Bonde Zona Norte: Largo do Japonês, concentração as 8h, saída as 9h.
https://www.facebook.com/events/448475445312316/

Bonde Zona Sul: Parque Linear da Barragem (Avenida Atlântica -próximo ao 102º DP – Capela do Socorro), as 7h.
https://www.facebook.com/events/1523404431217799/

Veja o bonde mais próximo da sua casa e participe! Lembrando que domingo é permitido colocar a bicicleta no metrô. 

Com informações da Rachel Schein em sua Página da Rachel.

Objetivo é instalar o entreposto em local que facilite a logística de distribuição e diminua o fluxo de caminhões nas Marginais. Área que será desocupada deve dar lugar a novo bairro de uso misto.

O prefeito Fernando Haddad assinou em Brasília, na tarde desta terça-feira (23), o Acordo de Cooperação Técnica para Implantação de nova Central de Entreposto e Abastecimento no Município de São Paulo. Atualmente, o entreposto está instalado na Vila Leopoldina, zona oeste da cidade, em um terreno de 700 mil m2 que recebe 14 mil veículos por dia. Após a mudança, o local receberá uma ação de desenvolvimento urbano, com a criação de um bairro de uso misto. Caberá à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) a licitação do novo terreno.  

“Quem vai fazer o chamamento é a CEAGESP, porque é ela a proprietária da área. Nós vamos dar todo ao apoio. Vamos colaborar, sobretudo para a ocupação da área atual, que vai dar lugar ao novo bairro. Nós vamos ajudar a mudar para uma localidade mais adequada, licenciar - isso depende da Prefeitura - e valorizar a Vila Leopoldina, que vai ter que passar por uma mudança da Lei de Uso e Ocupação”, declarou Haddad.

O prefeito destacou que a alteração já está prevista na proposta de zoneamento enviada pelo Executivo à Câmara Municipal. “Da maneira como [a região] está hoje disciplinada, ela tem pouco valor, porque é uma área industrial - para vocês terem uma ideia de quão defasado está o marco legal sobre essa porção da cidade”, completou.

Em estudos realizados pela Prefeitura, a CEAGESP foi considerada o principal entrave ao desenvolvimento da região oeste. Outro motivo apontado para a mudança é a redução no trânsito de caminhões no centro expandido da capital. Maior entreposto comercial da América Latina em volume de vendas, a CEAGESP é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura. Atualmente, está localizada em uma Zona Predominantemente Industrial (ZPI). O processo de mudança de local foi possibilitado pela retirada do entreposto do Programa Nacional de Desestatização, medida tomada pelo governo federal em março deste ano.

“A ideia é que a CEAGESP faça uma troca de ativos e mude daquele lugar, que hoje está dentro do centro expandido, para uma localidade mais adequada a um centro de distribuição. Provavelmente, próximo ao Rodoanel, algum lugar mais estratégico, tirando caminhões das Marginais. Aquela área pode se tornar um bairro moderno, uma vez que é bem localizado e servido por duas linhas da CPTM [9 - Esmeralda e 8 - Diamante] e dois parques [Villa Lobos e Leopoldina Orlando Villas-Bôas]. Queremos promover ali uma ocupação mista, onde haja pessoas de várias classes sociais, tenha espaço para desfavelização, com oferta de habitação digna para essas pessoas no mesmo bairro, postos de trabalho, empreendimentos de todo o tipo”, afirmou o prefeito.

O evento aconteceu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com a participação dos ministros e Kátia Abreu (Agricultura) e Nelson Barbosa (Planejamento).

Fonte: PMSP/Secretaria Executiva de Comunicão. 

 

Fechamento do Elevado Costa e Silva foi antecipado para às 15h em função dos testes para verificar viabilidade de interrupção de veículos aos sábados. Medida poderá ser estendida para outras importantes avenidas da capital.

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, acompanhou no último sábado (20) o início do trabalho de monitoramento na região do bairro de Santa Cecília, com a antecipação do horário de fechamento do Elevado Costa e Silva (Minhocão) das 21h30 para às 15h. A iniciativa teve o objetivo de analisar a viabilidade de interrupção do trânsito no Elevado aos sábados a partir deste horário e poderá ser estendida para outras importantes avenidas da capital. O local foi reaberto na segunda-feira (22), a partir das 6h30. 

De acordo com o secretário, o fechamento do Minhocão poderá ocorrer em outras datas para a continuação dos estudos de impactos viários. A ideia é que a decisão sobre o fechamento aos finais de semana seja tomada ainda no próximo mês. “Hoje fecha, no próximo sábado [27] reabre de novo e aí nós vamos estudar para tomar a decisão no mês de julho em definitivo sobre o fechamento”, disse Tatto.

Tatto destacou a importância da análise dos impactos no trânsito em um dia atípico na cidade, como a realização da Virada Cultural. “Estamos fazendo estudos no entorno para verificar o impacto do ponto de vista da mobilidade, inclusive dos carros. Hoje é um dia especial em função da Virada Cultural, que está tendo várias atividades na cidade e, por isso, pode ser considerado um dia atípico, porque não é todo final de semana que nós temos esse tipo de atividade”, disse o secretário.

Conforme os estudos e testes realizados sobre o impacto da medida no trânsito, a Secretaria Municipal de Transportes poderá modificar o viário da região. Atualmente, a Companhia de Engenharia de Trânsito (CET) realiza um novo levantamento incluindo a proibição de estacionamento em vias públicas, mudança de sentido de ruas e até mesmo pequenas obras de adequações, segurança e acessibilidade para auxiliar pedestres, ciclistas e pessoas com mobilidade reduzida.

O secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, ressaltou ainda a necessidade da inclusão de atividades no local. “O Minhocão é muito adequado para fazer eventos culturais além do lazer, da recreação, da caminhada e da bicicleta. A gente tem como intenção realizar atividades culturais aqui, adaptadas pelo fato de estar junto aos edifícios”, disse Bonduki.

Fechamento de outras avenidas

Conforme anunciado no último dia 16, o secretário Tatto declarou que pretende realizar estudos em outras vias da cidade, como nas avenidas Sumaré (zona oeste) e dos Patriotas (zona sul) para que munícipes e turistas se apropriem mais da cidade.

Na avenida Paulista (região central) os estudos já foram iniciados em função da inauguração da nova ciclovia no canteiro central, prevista para o próximo domingo (28). A via deverá ser fechada para o tráfego apenas durante o evento de inauguração por conta do grande volume de ciclistas esperados, garantindo a segurança dos participantes.

“É possível você democratizar, compartilhar, fazer com que todos usem de forma agradável. A cidade está precisando cada vez mais de tolerância, as pessoas procurarem um convívio maior com todos. Então é possível você ter espaço para o pedestre, para o ciclista, para o skatista, para o usuário do ônibus e para o usuário do carro também. O domingo é um excelente dia para as pessoas saírem às ruas para curtir a cidade ao invés de ficar dentro de casa. Isso é uma tendência mundial”, afirmou o secretário.

De acordo com Tatto, os estudos elaborados irão contemplar a liberação de veículos de saúde e segurança, além das atividades comerciais exercidas nas regiões. “Tem que ser flexível para não prejudicar a atividade comercial daquela área, ou mesmo morador. Tudo isso é possível adaptar. Você faz com cuidado, se tiver a necessidade de cadastrar, cadastra. O problema não está ai, o problema é como você ocupa este espaço por todos e isso é possível fazer sem prejudicar as pessoas”, afirmou o secretário de Transportes.

Desvios realizados na região do Minhocão

Os veículos provenientes da região leste que seguem no sentido da Lapa deverão utilizar a rua Amaral Gurgel e as avenidas Duque de Caxias, São João, General Olímpio da Silveira e Francisco Matarazzo.

Para os veículos que saem da região Oeste no sentido Penha, a CET orienta seguir pela avenida General Olímpio da Silveira, praça Marechal Deodoro e ruas das Palmeiras, Sebastião Pereira e Amaral Gurgel, seguindo pela Ligação Leste-Oeste.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação / Prefeitura de São Paulo.