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O Paulistano gasta 2 horas e 46 minutos por dia, em média, em seus deslocamentos. Isso inclui carros, ônibus, trens, taxis, metrô, motos e bicicletas. Mas o meio de transporte mais usado é o... PÉ! São 34% de todas as viagens da cidade e 20% dos deslocamentos exclusivos." Mauro Calliari - Conselho Participativo Municipal, mestre em urbanismo, avalia a "Pesquisa de Mobilidade do Ibope / Nossa São Paulo" e faz alguns alertas.

Fui hoje à apresentação da "Pesquisa de Mobilidade do Ibope/Nossa São Paulo". O paulistano gasta 2 horas e 46 minutos por dia, em média, em seus deslocamentos. Isso inclui carros, ônibus, trens, taxis, metrô, motos e bicicletas.

Mas o meio de transporte mais usado é o... PÉ! São 34% de todas as viagens da cidade e 20% dos deslocamentos exclusivos.

A pesquisa "Origem-Destino do Metrô" também confirma esse número: 30% de todas as viagens são feitas a pé. A questão é que esse número não leva em conta o número de caminhadas de menos de 500 metros, o que significa que há muitas viagens até o ponto de ônibus, até o carro, até a estação, que não são computados. Em outras palavras, somos todos pedestres.

Para todos nós, que, de uma forma ou de outra, nos tornamos pedestres em alguma parte do dia, a "Pesquisa de Mobilidade do Ibope/Nossa São Paulo" trouxe algumas más notícias:

- A conservação das calçadas é avaliada com nota de 4,3, em dez pontos.
- As faixas de pedestres ficam abaixo da nota 5 em todos os quesitos: localização, quantidade, sinalização.
- Para 72% das pessoas, o pedestre é muito desrespeitado.

Esses números parecem confirmar o que já sabemos. Num momento em que todo mundo debate ciclovias e ciclovias e faixas de ônibus, vale a pena lembrar que também existem ações de curto prazo e baratas que podem melhorar em muito nossos deslocamentos pela cidade: investir em conservação de calçadas, faixas e sinais de pedestres que funcionem e num desenho que facilite a integração do pedestre com os meios de transporte.

O prefeito de São Paulo, em sua abertura, enfatizou a integração entre entidades federativas. O secretário de transportes do Estado também citou a integração e o valor de investimentos totais de mais de R$ 40 bilhões em transporte.

Ora, se todos os entes federativos andam trabalhando juntos, uma parcela pequena desse valor poderia ser dirigida ao alargamento das calçadas e à expansão dos trechos mantidos pelo poder público, mais uniformes e fáceis de andar.

Não parece complicado, é só botar um pé após o outro.

Pesquisa de Mobilidade disponível aqui.
Pesquisa OD disponivel aqui.

Até 2020, Eurovelo ligará 43 países. Terá trechos urbanos e rodoviários, favorecerá turismo histórico e ecológico. Irá da Rússia a Portugal e da Finlândia à Sicília. Os membros da União Europeia, serão conectados pela rede que ligará 14 ciclovias do bloco, em um total de 70 mil quilômetros de extensão.

Não é pouco. Para se ter uma ideia, a circunferência da Terra tem 40 mil quilômetros, pouco mais da metade do que terá a Eurovelo.  O principal objetivo da ciclovia é estimular o uso da bicicleta como meio de transporte, tanto para os percursos dentro das cidades quanto para rotas mais longas, que liguem um município ao outro.

Outro aspecto que pretende ser incentivado é o turismo sustentável, já que as ciclovias valorizarão as rotas que passam por edifícios e monumentos históricos, museus e também regiões típicas no interior dos países.

As quatro principais ciclovias serão: a rota da Costa Atlântica, com 8.186 quilômetros de extensão, a rota do Sol, com 7.409 quilômetros de distância, a rota do Mar Báltico, com 7.980 quilômetros, e a rota Iron Curtain Trail, com 10.400 quilômetros.

A rota da Costa Atlântica conectará Noruega, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha e Portugal. A rota do Sol também inicia na Noruega, mas continua pela Finlândia, Suécia, Dinamarca, Alemanha, República Tcheca, Áustria, Itália e Malta.

Já a rota do Mar Báltico passará por Polônia, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Estônia, Letônia e Lituânia. Por fim, a rota Iron Curtain Trail, a maior da rede, unirá a Europa Ocidental com a Oriental, passando por 20 países.

O site da Eurovelo várias dicas de passeios a serem realizados, a exemplo das rotas cinco, seis e oito, que possuem ciclovias que passam por regiões de vinícolas. Além disso, a página disponibiliza um mapa das rotas, também com diversas sugestões para aproveitar o cicloturismo. 

O site: http://www.eurovelo.org/