Caminhadas seriam mais frequentes nas cidades se as calçadas fossem melhores - São Paulo São

Segundo os resultados da última Pesquisa Origem Destino elaborada pelo Ministério de Transportes e Telecomunicações do Chile (MTT), dos 18,4 milhões de deslocamentos diários que acontecem na região metropolitana de Santiago, 6,3 milhões correspondem a caminhadas.

Essa cifra faz desse tipo de deslocamento o mais frequente, seguido pelos deslocamentos de automóvel (25,7%) e de ônibus (22,6%).

Paris, França. Foto: Beach 650 / Fickr.Paris, França. Foto: Beach 650 / Fickr.Segundo a proposta do The City Fix Brasil, blogue independente da organização para mobilidade sustentável WRI Brasil Cidades Sustentáveis. as caminhadas poderiam se tornar ainda mais frequentes nas cidades se as calçadas fossem melhores, algo que pode ser alcançado através dos oito passos mostrados a seguir e formulados pela organização.

Saiba mais a seguir.

1. Sinalização

Londres, Inglaterra. Foto: Momentum Way Showing / Flickr.Londres, Inglaterra. Foto: Momentum Way Showing / Flickr.

Não são apenas os motoristas que necessitam de sinalização indicando quais são as ruas mais próximas, os desvios e outras informações úteis. Os pedestres também precisam de informações em seus trajetos, como, por exemplo, mapas que identifiquem os lugares importantes localizados em um raio de cinco minutos a pé.

2. Segurança permanente

Paris, França. Foto: Hdes Copeland / Flickr.Paris, França. Foto: Hdes Copeland / Flickr.

A WRI Brasil Cidades Sustentáveis recomenda duas estratégias para fazer com que as calçadas ofereçam maior segurança aos pedestres.

A primeira sugere que estes espaços sejam percebidos como mais seguros durante o dia, o que pode ser alcançado através de comércios e vitrines nas ruas, criando "olhos" nas fachadas. A segunda diz respeito à segurança à noite, algo que pode ser alcançado com uma iluminação de melhor qualidade.

3. Espaços atraentes

Montreal, Canadá. Foto: Bjo20 / Fickr.Montreal, Canadá. Foto: Bjo20 / Fickr.

As calçadas com bancos e vegetação são muito mais atraentes que aquelas que não contam com nenhuma elemento que convide os pedestres a permanecerem no local.

 Esses fatores, somados aos materiais utilizados, podem tornar os espaços públicos mais interessantes e beneficiar as cidades.

4. Conexões seguras

Foto: Dylan Passmore / Flickr.Foto: Dylan Passmore / Flickr.

Muitas vezes os pedestres combinam as caminhadas com outros meios de transporte público, como ônibus ou metrô. No entanto, a qualidade e o desenho da infraestrutura desses meios pode afetar a segurança dos deslocamentos.

Para tornar os pontos de contato das calçadas com outras áreas - como os cruzamentos - mais seguros, propõe-se que as calçadas estejam conectadas e integradas às redes de transporte da cidade.

5. Acessibilidade universal 

Foto: Abdallah Zaid Kilani / Flickr.Foto: Abdallah Zaid Kilani / Flickr.

Criar espaços públicos que sirvam a todos os usuários deveria ser o objetivo de todas as cidades. Nesse sentido, a ideia é que as cidades contem com espaços que possam ser utilizados de maneira autônoma por todos os pedestres, independente se estes tenham ou não mobilidade reduzida.

6. Drenagem eficiente

Foto: Glen Dake Traves / The City Fix Brasil.Foto: Glen Dake Traves / The City Fix Brasil.

Caminhar por ruas e calçadas inundadas é muito desagradável, além disso, estes espaços se tornam inúteis nessas condições. Assim, a WRI Brasil Cidades Sustentáveis aconselha a implementação de pequenas estratégias, como por exemplo os canteiros que facilitam a drenagem da água da chuva.

7. Superfícies de qualidade

 Londres, Inglaterra. Foto: Ishane / Flickr. Londres, Inglaterra. Foto: Ishane / Flickr.

 De acordo com a WRI Brasil Cidades Sustentáveis, para que uma calçada funcione corretamente, os projetistas devem acompanhar sua execução e fiscalizar a qualidade da obra.

Os materiais empregados são muito importantes nesse sentido, garantindo que as superfícies sejam antiderrapantes, estáveis e esteticamente coerentes.

8. Dimensões adequadas

Foto: Luisa Schardong / Embarq Brasil. Foto: Luisa Schardong / Embarq Brasil.

Em uma calçada existem três zonas: central, considerada livre e por onde circulam os pedestres; de serviços, localizada em um dos lados da calçada e caracterizada por bancos e outros equipamentos; e de transição, que é a conexão da área livre com as edificações.

Levando em consideração essa classificação e a relação entre as áreas de cada uma para que desempenhem suas funções, pode-se projetar calçadas de dimensões mais adequadas.

Por Constanza Martínez Gaete no Plataforma Urbana.