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Imagem aérea do Central Park em Nova York. Foto: Getty Images.

Há muitos anos, os parques têm desempenhado um papel fundamental para o êxito das cidades. Os primeiros parques formais, como o Central Park, em Nova York, foram criados no séc. XIX, com o intuito de serem agradáveis e acolhedores, para contrastarem com a realidade densa e suja da vida urbana da era industrial.

Na Europa, os parques públicos surgiram até um pouco antes, ocupando espaços que haviam sido campos de caça ou destinados a feiras. O Hyde Park, em Londres, por exemplo, era um campo de caça que, com o passar dos anos e com as transformações da cidade, aos poucos foi abrindo suas portas para o público geral.

Gradualmente, os espaços públicos exteriores e os seus benefícios foram evoluindo como elementos importantes na estratégia urbana. Os planos de Haussmann em Paris e de Cerdá, em Barcelona, também de meados do séc. XIX, já levavam em conta a criação de parques e espaços públicos. Incluíam quase tudo o que não fosse um edifício como: ruas, largos, praças, faixas de verde e eram planejados como parte integrante de um grande sistema urbanístico.

O Central Park em Nova York. Imagem de 1990 / Reprodução.

Segundo Fred Kent, presidente da Project for Public Spaces, um parque e a sua área envolvente não precisam existir apenas para nos relacionarmos com a natureza, podem e devem também ser espaços para trocas culturais e sociais. Um parque, para ser vivo, deve ter na sua programação várias atividades: mercados e feiras que lhe conferem um dinamismo comercial, incentivar a atividade física como corrida, caminhadas e yoga, proporcionar atividades culturais como cinema ao ar livre, exposições de arte e outros eventos da comunidade. No fundo, dinamizar a socialização entre as pessoas é o mais importante.

Kent defende que a maioria dos parques urbanos tem poucas atividades fora do tema do lazer e, por isso, não atraem pessoas tais como idosos, adolescentes e os que procuram apenas um lugar para caminhar ou sentar dentro da sua rotina diária. A maioria das vezes nem existe uma calçada, um lugar com sombra, nem mesmo um pequeno comércio onde comprar água ou um lanche. O maior problema de isso acontecer é que quando há poucos motivos para as pessoas irem ao parque, menos pessoas o utilizam e, portanto, deixa de ser valorizado.

Mapa do Hyde Park de Londres em 1833. Imagem: Reprodução.Nos anos 70, em Nova York, o Union Square Park tornou-se um lugar perigoso. Na sua renovação foram usadas estratégias que, entre outras, incluíam a realização semanal de uma feira de produtos naturais. Isso atraiu a comunidade, o mercado propiciou oportunidades para a população vizinha ser empreendedora, fazendo parte ativa da feira, e possibilitou a ligação às fazendas dos arredores da cidade. O parque foi renovado e hoje é um dos principais pontos de visita em Manhatan.

Union Square em Nova York. Foto: Julienne Schaer.

O nosso Parque Ibirapuera, inaugurado em 1954, é um bom exemplo do que pode ser um bom parque urbano. Ele é ponto de encontro por excelência. Além dos museus que atraem a parte da população interessada nas artes, conta com uma boa estrutura para práticas de esportes, proporciona uma extensa lista de atividades, o que atrai pessoas dos mais diversos perfis, criando um ciclo positivo na rotina do parque.

Parque Ibirapuera em São Paulo. Foto: El País.

Adquirido pela Prefeitura em 1939 e tombado em 1986 pelo Condephaat, o Parque da Aclimação, outro bom exemplo, fica entres os bairros da Liberdade e Paraíso, no Centro de São Paulo. Chamado antigamente de Jardim da Aclimação, o local foi sede do primeiro zoológico da cidade, no final do século 19, e chegou a acolher Maurício, um urso polar branco do polo norte, o camelo Gzar, uma sucuri, um peixe elétrico do Amazonas e hienas africanas, segundo jornais da época.

A ideia do zoo, criado em 1882, surgiu do médico, fazendeiro e político paulista Carlos Botelho, inspirado no Jardin D'Acclimatation, em Paris, na França. O parque abriga um lago, concha acústica, jardim japonês com espelho d'água, aparelhos de ginástica, pista de cooper e caminhada, além de playgrounds infantis, paraciclo e campos de futebol, voleibol e basquetebol.

Parque da Aclimação, inspirado no Le Jardin d'Acclimatation de Paris. Foto: José Cordeiro / SPTuris.

Jan Gehl, arquiteto e urbanista dinamarquês, sublinha a importância de uma transformação gradual no desenvolvimento urbano, com o objetivo de fazer mudanças que sejam sustentáveis, no sentido de dar tempo às pessoas de se ajustarem às mudanças físicas da cidade.

Ao integrar os parques na vida cultural dos bairros, ao atribuir responsabilidades de manutenção às pessoas, ao permitir-lhes criar novos programas e, em alguns casos, até permitir que eles desenhem partes do parque, verifica-se uma renovação da área e seu entorno e mudanças positivas no comportamento da comunidade, muitas vezes em lugares que se acreditava ser impossível.

Atualmente, algumas cidades estão se dando conta de que os parques podem contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida urbana. Se os parques urbanos evoluírem da sua atual função, que é primariamente de lazer, e adotarem um novo papel como catalisadores da convivência saudável da população, tornam-se um componente essencial na transformação e melhoria das nossas cidades.

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Da Redação.

A cidade de São Paulo celebra seus 464 anos convidando a população para uma grande festa com diversos gêneros musicais, do pop ao sertanejo. A Festa da Cidade acontecerá no Vale do Anhangabaú a partir das 11h do dia 25, se estendendo até o meio-dia do dia seguinte. 

As cantoras Tulipa Ruiz, Letrux e Raquel Virgínia, da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, participam do tributo a Rita Lee. Foto: Reprodução.Para ampliar ainda mais o acesso à programação comemorativa, as atividades serão descentralizadas e acontecerão também no Centro Cultural de Cidade Tiradentes (zona leste), Centro Cultural da Juventude (zona norte), Centro Cultural do Grajaú (zona sul), Centro Cultural Tendal da Lapa (zona oeste) e os teatros Décio de Almeida Prado e Paulo Eiró (zona sul) e Cacilda Becker (zona oeste).

“Conseguimos fazer uma programação potente no Centro. Mas, para garantir que todos tenham acesso e possam conhecer espaços culturais próximos de suas casas, em todas as regiões da cidade, é muito importante que tenhamos também programação nos centros culturais e teatros. A comemoração do aniversário de São Paulo é uma oportunidade para a população conhecer estes lugares de maneira diferente e muito divertida”, ressalta o secretário municipal de Cultura, André Sturm.

A abertura das atividades no Vale do Anhangabaú, dia 25 de janeiro, ao meio-dia, fica por conta da cantora Paula Fernandes que lançou recentemente o DVD “Amanhecer ao vivo” com canções como “Eu vim te ver” e “Olhos de Céu”, além de versões de clássicos do sertanejo como “Nuvem de lágrimas” e “Desculpe, mas eu vou chorar”.

Paula Fernandes lançou recentemente o DVD “Amanhecer ao vivo”. Foto: Divulgação.A partir das 15h, Letrux, Tulipa Ruiz, Raquel Virgínia e Thiago França fazem um tributo à cantora Rita Lee. A inspiradora desta homenagem é considerada ícone do rock brasileiro e também a “mais completa tradução” de São Paulo, de acordo com Caetano Veloso, por isso, terá seus principais sucessos como “Desculpe o Auê”, “Flagra”, entre outros, interpretados pelas cantoras convidadas.

A carioca Anitta, que lançou recentemente o hit “Vai malandra”, cujo clipe já alcançou mais de 120 milhões de visualizações, se apresenta às 23h15. Além desta música, a cantora deverá apresentar também “Bang”, “Deixa ele sofrer”, entre outros sucessos. Na sequência, se apresentam a Banda Uó, Jaloo e banda Glória Groove e o grupo BaianaSystem com a cantora Karol Conka.

Além dos shows, o Anhangabaú também contará com objetos infláveis lúdicos, partidas de Gaymada e Hocus Pocus, um tablado de Mágica, além de um palco de karaokê comandado pelo Blocokê. Também fazem parte da celebração de aniversário as festas Discopédia, Savana Som Sistema, Feminine Hi Fi, Calefação Tropicaos, Pilantragi e Baile dos Ratos que vão avançar madrugada adentro.

A carioca Anitta se apresenta às 23h15. Foto: Divulgação.Quem quiser curtir a festa no centro da cidade também poderá prestigiar apresentações dos corpos artísticos do Theatro Municipal de São Paulo. A Orquestra Sinfônica Municipal, regida por Roberto Minczuk, traz um programa, dia 25, às 14h, com a abertura da ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes e também o tema e a marcha imperial do filme “Star Wars”, composições de John Williams. O Balé da Cidade apresenta, às 19h, a coreografia “Das tripas...coração”, criada e dirigida por Ismael Ivo, diretor da companhia de dança.

Já na sexta-feira, dia 26, às 12h, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta diversas aberturas de óperas, entre elas, de “Fosca”, de Carlos Gomes e “Norma”, de Vicenzo Bellini, além da 1ª Suíte de “Carmen”, de Georges Bizet.

A Biblioteca Mário de Andrade receberá apresentações musicais e atividades literárias. Às 11h, Cida Moreira e Roberto Camargo apresentam show intimista no auditório. Na parte da tarde, às 16h, a atriz Rosi Campos conduz uma leitura encenada.

A Praça da República recebe pela primeira vez a programação do Hip Hop Celebration, com a presença de Sampa Crew, Dexter, Thaíde, entre outros. As performances serão intercaladas com uma batalha de B.Boys e DJs.

A Praça da República recebe pela primeira vez a programação do Hip Hop Celebration. Foto: Divulgação.Centros Culturais e Teatros

A programação de aniversário também estará presente nas outras regiões da cidade em teatros e centros culturais com shows, atividades infantis, apresentações circenses e também, abre espaço para a população prestigiar os artistas locais, a partir das 10h do dia 25. Rael, Gog, Mc Linn da Quebrada, Lei Di Dai são alguns nomes que se apresentarão nestes espaços.

Na Zona Leste, o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes receberá o rapper Gog. Já na Zona Sul, a população poderá assistir à peça “Arigós – Primeiros Riscos Da Borracha” no Teatro Paulo Eiró, às 21h e curtir a presença do cantor Rael no Centro Cultural Grajaú. O Centro Cultural Da Juventude, na Zona Norte, terá o rap de Lei Di Dai e Rimas & Melodias e o funk de Mc Linn da Quebrada. A Zona Oeste contará com a apresentação do grupo As Choronas no Teatro Décio de Almeida Prado, apresentação do espetáculo teatral “Mártir” no Teatro Cacilda Becker e uma programação dedicada ao circo no Centro Cultural Tendal Da Lapa, uma referência a esta linguagem artística na cidade. A programação nos centros culturais e teatros acontecem a partir das 10h do dia 25.

Mais informações, acesse: www.prefeitura.sp.gov.br/cultura

Com informações da SMC / PMSP.

Em São Paulo, empresários estão investindo em casas de jazz mesmo diante de uma das maiores crises econômicas da história do País. Apesar dos desafios impostos pela recessão, as apostas estão dando certo.

É o caso do Tupi or not Tupi, na Vila Madalena. Aberto no começo do ano passado, o espaço já recebeu Ivan Lins, Rosa Passos, João Donato e outros grandes nomes da música brasileira. “Tivemos um bom começo. Conseguimos crescer e temos muitos planos para 2018”, diz Angela Soares, sócia da Tupi.

Para manter as contas em ordem, a empresária aluga o ambiente para eventos e reuniões durante o dia. À noite, além de receber as apresentações dos artistas, a casa funciona como restaurante. “Sem essas atividades extras, não conseguiríamos segurar o orçamento”, afirma.

Na visão de Angela, há espaço para mais lugares como o Tupi em São Paulo. “Existe uma carência por casas que toquem música instrumental, choro, samba, jazz”. Prova disso, diz ela, é o desempenho do local, que ainda não completou um ano de vida. “Estamos recebendo um número relevante de espectadores e o apoio dos músicos”, afirma a empresária.

Suspensa para as festas de final de ano, a atividade noturna da Tupi volta no dia 19, com apresentação da cantora Mônica Salmaso.

Nos fundos

Foto: Ric Pereira.

O plano de Maximo Levy também parecia arriscado. Ele abriu a nova casa do Jazz nos Fundos em julho de 2016, no meio da recessão. Segundo o empresário, os primeiros meses foram difíceis, mas a situação melhorou recentemente.

“A crise não passou batido por ninguém. No começo foi complicado, tivemos que nos esforçar mais porque o consumo [na casa] estava baixo. Mas hoje as coisas já estão melhores, temos uma procura maior e mais movimento.”

E o investimento continuou durante 2017. “Trabalhamos com vários projetos, como uma cozinha nova, e agora temos expectativas felizes para 2018”, afirma Levy.

A nova casa do Jazz nos Fundos fica em Pinheiros, a alguns metros da propriedade antiga, e é bem maior que a antecessora. Assim como o Tupi, o Jazz nos Fundos depende de outras fontes de renda para sobreviver. “Às vezes alugamos o espaço, fazemos trabalhos de curadoria externa e ainda temos a venda de comidas e bebidas”, diz o empresário.

Foto: Fernando Moraes.Levy também está à frente do Jazz B, que recebe shows em um espaço um pouco menor, na República. A casa foi aberta em 2013, quando o Jazz nos Fundos completava sete anos de vida.

Na opinião dele, existe demanda para shows do gênero em São Paulo. “[O jazz] não é uma área fácil, o público é um pouco seleto, mas com certeza há procura por esse tipo de trabalho”, afirma.

A lista de artistas que o Jazz nos Fundos e o Jazz B receberam nos últimos anos é extensa. Entre os brasileiros, já se apresentaram Hamilton de Holanda, André Mehmari, Nelson Ayres e o Trio Corrente. Do exterior, vieram, entre outros, o pianista cubano Pepe Cisneros, o guitarrista americano Mike Moreno e a clarinetista israelense Anat Cohen.

Novidade

Foto: Dominic Perri.

A quantidade de opções para quem gosta de jazz vai aumentar mais neste ano. Em junho, a Blue Note, que já tem casas em Nova York, Milão, Tóquio e Rio de Janeiro, vai abrir uma filial em São Paulo, em local ainda não definido.

“Começamos no Rio de Janeiro, no ano passado, porque boa parte dos turistas está lá e a casa tem um nome reconhecido internacionalmente”, afirma Daniel Stain, CEO da Blue Note no Brasil.

O empresário vê um “aumento vertiginoso” do número de shows e festivais de jazz pelo País, o que garantiu a vinda da casa para São Paulo. “Percebemos uma demanda bastante grande atualmente, inclusive das pessoas mais jovens.”

Segundo ele, um dos principais desafios econômicos da Blue Note é trazer grandes nomes do jazz para o Brasil com o real desvalorizado. “O dólar está muito alto e nós não podemos repassar esse valor para os clientes, que estão se recuperando da crise.”

Stain diz ainda que o investimento no período de crise é estratégico, pois ajuda a “formar” o público que acompanhará o trabalho da casa durante os próximos anos. “Quando a economia estiver mais forte, o local já terá um nome estabelecido e poderá aproveitar essa fase melhor.”

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Por Renato Ghelfi no DCI.

Se você é uma daquelas pessoas que gosta fazer amigos e provar a culinária de outros países, você vai gostar do Global Food Week. Um Festival feito por imigrantes de vários países que moram em São Paulo e gostam de cozinhar e para que visitantes de diversas nacionalidades possam matar a saudade de casa em experiências gastronômicas com anfitriões de seus países natais.

Mas é também uma oportunidade para quem quer experimentar a comida de outros países. Além da imersão cultural que só é possível em um ambiente familiar, em boa companhia e com a troca de experiências.

Os encontros do Festival são realizados pelo site Dinneer, de economia compartilhada que une pessoas que cozinham com pessoas que gostam de novas experiências gastronômicas. O site, é uma espécie de Airbnb dos jantares, e também o maior restaurante do mundo sem ter nenhum restaurante. 

O diferencial é que o Dinneer vai além de um simples jantar, oferecendo acesso a experiências únicas, como por exemplo uma onde a anfitriã, curadora cultural, oferece um jantar medieval em seu apartamento.

O Festival, que vai de 27 de fevereiro a 5 de março, já está cadastrando anfitriões e também já é possível reservar diversas experiências gastronômicas de diferentes nacionalidades. Saiba mais: www.globalfoodweek.com

Já pensou em um jantar italiano, com um chef italiano à mesa? Ou mesmo de outro país?

O Festival é uma oportunidade para quem gosta de experimentar comida de outros países. Foto: Divulgação.Entre as experiências que você encontra no festival Global Food Week, chefs profissionais e cozinheiros amadores servem em suas casas pratos típicos de países como Portugal, Argentina, Itália, Peru e México.

Muito além da comida, a proposta é uma verdadeira imersão cultural. Momento em que se pode conhecer o anfitrião, que recebe e cozinha para os visitantes, trocar ideias e experiências de vida. Você também fica sabendo um pouco sobre a história da culinária servida, a origem dos ingredientes e a paixão que o anfitrião tem pela cozinha.

O anfitrião

A Dinneer ficou conhecida como a “Arbnb da comida” por suas características de colaboração. Foto: reprodução / Facebook.Para quem quer ser anfitrião não é necessário ser profissional. É preciso ter um espaço para receber os visitantes, mesmo que seja a casa de um amigo ou familiar, não podendo ser um estabelecimento comercial. O perfil ideal são pessoas receptivas que gostem de conversar e que enxerguem valor em compartilhar uma refeição.

A dica para quem se torna anfitrião é caprichar na descrição do menu, valorizando todos os detalhes da experiência, colocar fotos interessantes e convidativas. A plataforma ainda sugere que se faça uma “experiência piloto” através do site para criar um anúncio ainda melhor. O preço é decisão do anfitrião, mas a recomendação aqui é começar com um valor competitivo e lembrar que o anfitrião e seus co-anfitriões também participarão da experiência, o que também influencia nos custos.

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Da redação com informações Dinneer.

São Paulo é a cidade que mais recebe estrangeiros no Brasil. São dois milhões de turistas por ano, de todas as raças e partes do mundo. Eles se impressionam com a grandeza da cidade, mas também buscam diferenciais na hora de passear e visitar os lugares icônicos. Por outro lado, há lugares e opções que nem os próprios paulistanos conhecem direito. Quem nunca teve que ser guia turístico para um amigo de fora e acabou ficando perdido nas opções de passeios que a capital paulista oferece?

Pensando nisso, escolhemos 10 lugares que podem ajudar a mostrar para o seu amigo gringo ou visitante da cidade, toda a diversidade que São Paulo oferece, entre arte, gastronomia, história, cultura e lazer. Junto, um breve texto de orientação com as principais características do local. Confira as dicas:


Vila Madalena e Pinheiros

Foto: Alf Ribeiro.Andar pela região da Vila Madalena e Pinheiros é uma experiência única. Em meio às ruas tortas, apertadas e cheias de árvores, você pode encontrar obras de arte como o Beco do Batman, que guarda grafitti de diversos artistas; bares dos mais variados; baladas; livrarias; espaços para feiras, como o Armazém da Cidade; lojas de roupas alternativas; o Instituto Tomie Ohtake; a nova Casa Natura Musical e muito mais! Sem falar que, caso seu amigo gringo venha no Carnaval, a região concentra alguns dos melhores bloquinhos de rua.

Avenida Paulista

Foto: Carlos Alkmin.

É impossível entender a diversidade da nossa metrópole sem visitar o nosso mais famoso cartão postal. Com quase 130 anos de idade, a Avenida Paulista é um importante centro comercial do Estado e, hoje, concentra inúmeras opções de cultura e entretenimento dentre museus, restaurantes, centros culturais, shoppings, cinemas e muito mais! Por lá você encontra o museu mais famoso da cidade, com um dos maiores acervos de arte da América Latina no mundo: o MASP. Um dia inteiro andando pela Paulista pode não ser suficiente para conhecer tudo que ela tem a oferecer.

Mercado Municipal

Foto: Shutterstock.Um dos mais famosos pontos turísticos da cidade foi inaugurado em 1933 e projetado por Felisberto Ranzini, o mesmo engenheiro responsável pelo Theatro Municipal e a Pinacoteca. O "Mercadão" apresenta mais de 280 boxes para atender cerca de 20 mil fregueses que, a cada dia, levam mais de 350 toneladas de alimentos. Além disso, o mercado conta com uma área de alimentação onde é possível comer o conhecido pastel de bacalhau ou o tradicional sanduíche de mortadela.

Praça da Sé

Foto: Alf Rbeiro.Histórica, autêntica e um marco de São Paulo, a praça abriga diversos monumentos e esculturas, entre eles o célebre Marco Zero, que indica o "coração" da cidade. À frente do Marco Zero encontra-se o monumento a José de Anchieta, fundador de São Paulo e "Apóstolo do Brasil", inaugurado em 1954 por ocasião do quarto centenário da cidade. Com a reforma de 2006, a praça recebeu diversas novas intervenções artísticas, de maioria abstrata. Atração à parte é a famosa Catedral. Uma vez lá, vale a pena dar uma volta para conhecer o famoso prédio da Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco ou a Galeria do Rock.

Parque do Ibirapuera

Foto: Shutterstock.

Um dos parques mais famosos de São Paulo, o Parque do Ibirapuera tem atrações para todo tipo de público. Nos seus 1,6 milhão de m² abriga a Fundação Bienal, o Museu Afro Brasil, o MAM (Museu de Arte Moderna) e a Oca, que é palco de mostras temporárias. Sua infraestrutura oferece aos visitantes campo de futebol de saibro, pista de corrida de seis mil metros, dois playgrounds, sete quadras poliesportivas e aluguel de bicicletas, além de lanchonete e restaurante.

Terraço Itália

Foto: Gabriel Cabral.O Terraço Itália é uma das principais casas de cozinha italiana e se consolidou como cartão postal de São Paulo. O restaurante foi criado nos anos 60 pelo imigrante italiano Evaristo Comolatti, que encontrou na bela vista do terraço de um majestoso edifício de 165 metros de altura, 46 pavimentos e 19 elevadores uma grande oportunidade. É um ótimo lugar para levar seu amigo gringo para um jantar e ainda garantir uma bela vista panorâmica do centro da cidade - só não se esqueça de fazer a reserva antes!

Liberdade

Foto: Diego Grandi.O bairro da Liberdade é perfeito para mostrar pro seu amigo turista a influência de imigrantes orientais em nossa cidade. Além de lojas de artigos variados, o visitante pode experimentar diversos pratos típicos, se divertir nos tão característicos karaokês e até participar das típicas festas de Ano Novo Chinês. Aos finais de semana, vale a pena passar um tempo na Praça da Liberdade, na saída do metrô, e aproveitar a famosa Feirinha da Liberdade, com comidas e diversos artigos típicos.

Museu do Futebol

Foto: Divulgação.Localizado embaixo das arquibancadas do famoso Estádio do Pacaembu, o Museu do Futebol é um ponto turístico imperdível em uma viagem pelo país do futebol. A partir de três eixos - história, emoção e diversão -, o museu permite ao visitante entender como um esporte da elite inglesa chegou ao Brasil, se popularizou e se tornou o esporte mais popular entre todas as classes sociais do povo brasileiro.

Theatro Municipal

Foto: Alf Ribeiro.Inaugurado em 1911, o Theatro Municipal é referência em espetáculos de balé, orquestras e documentos de arte. Construído em 1903, com a ópera Hamlet, mantém o estilo renascentista barroco, inspirado na Ópera de Paris, mesmo depois de várias reformas. Foi, ainda, o principal palco da Semana de Arte Moderna de 1922 e hoje destaca-se pela sua majestosa arquitetura interna e externa. Vale a pena levar seu amigo gringo para uma apresentação ali.

Pinacoteca

Foto: Nelson Kon.Considerado o museu de arte mais antigo de São Paulo, a Pinacoteca do Estado foi fundada em 1905, com apenas 26 obras. Hoje, o acervo conta com cerca de nove mil peças, que retratam a produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade. Enquanto o segundo andar abriga o acervo fixo do museu, o espaço do primeiro andar do prédio é reservado para exposições temporárias, que ocorrem periodicamente. Quando estiver lá, aproveite para levar seu amigo para conhecer a bela Estação da Luz, logo em frente.

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Fonte Guia da Semana.

A cantora e compositora Mariana Aydar é o grande destaque da abertura do Festival de Pré-carnaval da Casa do Baixo Augusta. Na quinta-feira, 11 de janeiro, a partir das 21h30, a paulistana faz um show especial com participação do bloco “Forrozin”, que busca valorizar a música regional e nordestina no carnaval de rua paulistano. O show tem entrada gratuita e sujeita à lotação da Casa.

Com produção do Acadêmicos do Baixo Augusta, o bloco sai no dia 12 de fevereiro (segunda de carnaval) e se concentra na esquina da Ipiranga com São João (em homenagem à festa junina), com participação especial de Gilberto Gil, que vai tocar com a banda de Mariana ao longo do trajeto.

O Festival de Pré Carnaval

Com rodas de samba, blocos, fanfarras, festas e oficinas, o Festival de Pré Carnaval será realizado entre os dias 11 e 31 de janeiro e oferece uma programação vasta e quase toda gratuita para abrir o calendário da folia paulistana. “O Acadêmicos do Baixo Augusta acredita que o carnaval de rua é respaldado em duas questões fundamentais: comunidade e tradição. Por isso a proposta é reunir diversas expressões da comunidade e da tradição dessa festa, de manifestações que acontecem há muito tempo e que, cada uma a seu jeito, contribuíram para a criação dessa cultura de carnaval que a cidade tem”, afirma Ale Youssef, diretor da Associação Acadêmicos do Baixo Augusta.

Ensaios com maiores blocos da cidade

O Festival de Pré Carnaval reúne ainda alguns dos maiores blocos de rua de São Paulo, em ensaios especiais. No dia 21, a Roda de Samba do Acadêmicos do Baixo Augusta recebe a Confraria do Pasmado, da Vila Madalena. No dia 25, a festa será junto com o Tarado Ni Você. Já no dia 31, para encerrar a programação, a Casa recebe o bloco Casa Comigo.

Foto: Cris Faga / Folhapress.Os ensaios também unem grupos como o Unidos do Swing, que traz uma pitada de Jazz para o carnaval de rua, o Samba da Vela (19), tradicional roda de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, e o Samba do Sol (14), que busca resgatar o samba de raiz paulista, além do show do Charanga do França (18), que faz referência às tradicionais charangas que costumavam animar as torcidas de futebol nos estádios brasileiros.

As festas Pardieiro (13), Selvagem (26) e Venga Venga (27) também fazem parte da programação, com edições especiais dentro da Casa do Baixo Augusta, com contribuição de R$ 20,00.

No domingo, 28 de janeiro, a partir das 11h, as crianças tem o Bloco Baixinho Augusta, para reunir toda a família.

Além de ensaios, festas e encontros inesquecíveis, o Festival de Pré Carnaval do Baixo Augusta ainda oferece oficinas de drag queen (15 a 20), que vai dar dicas de make e beleza para divas, além de oficina de máscaras (15 a 16) para a folia. No dia 30, recebe ainda o lançamento do livro “Pecados Carnavais”, de Rafael Guedes. “Toda cidade que tem uma cultura de carnaval tem algum tipo de ação pré carnavalesca. E como São paulo se transformou, nos últimos anos, numa das capitais do carnaval de rua, faz sentido a gente ter um aquecimento bastante intenso, por meio de um festival como esse”, ressalta Youssef.

Serviço

Mariana Aydar @ Festival de Pré Carnaval do Baixo Augusta.
Data: Quinta-feira, 11 de janeiro de 2018.
Horário: Abertura da Casa: 20h.
Show: 21h30.
Entrada gratuita e sujeita à lotação da Casa.

Festival de Pré Carnaval do Baixo Augusta.
Datas: de 11 a 31 de janeiro de 2017.
Local: Casa do Baixo Augusta.
Endereço: Rua Rego Freitas, 553 (Esquina com Rua da Consolação) – Consolação - São Paulo / SP.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/events/155018198597662/

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Com informações da  Agência Lema.