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A associação Intermuseus traz pela primeira vez ao Brasil o Museu da Empatia, que estará com a instalação ‘Caminhando em seus sapatos…’ de 18 de novembro a 17 de dezembro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

O projeto internacional sediado em Londres é dedicado a desenvolver a capacidade de olhar o mundo com os olhos de outras pessoas. Por meio de experiências sensoriais e situações de diálogo e conexão entre os indivíduos, busca explorar como a empatia pode transformar as relações interpessoais, inspirar mudanças de atitude e até contribuir para enfrentar desafios globais como preconceitos, conflitos e desigualdade (veja a matéria do São Paulo São de agosto de 2016).

Esta é a proposta de ‘Caminhando em seus sapatos…’, que contará com um acervo de 25 depoimentos na edição brasileira da mostra. São histórias especialmente captadas para conduzir o público a uma viagem empática e sensorial, com relatos que vão da perda à superação, do luto ao amor, do preconceito e exclusão à esperança e inspiração, e refletem os temas diversidade, violência social e direitos humanos, LGBTfobia, gordofobia, educação, cultura, acessibilidade e direito à cidade.

A vivência ocorrerá dentro de uma instalação que faz referência a uma caixa de sapatos gigante, onde estão pares de calçados disponíveis acompanhados de histórias que abordam a diversidade do ser e seu pertencimento comum à humidanidade. Ao escolher um deles, o visitante é convidado a caminhar com os sapatos pelo espaço, enquanto escuta o depoimento da pessoa a quem eles pertenceram. A ideia toma partido da expressão inglesa walk in someone’s shoes(caminhando com os sapatos de alguém), para propiciar a experiência de estar no lugar do outro, o que é a essência da empatia.

“A Mile in My Shoes”

Foto: Empathy Museum.Foto: Empathy Museum.‘Caminhando em seus sapatos…’ é um projeto idealizado pelo Empathy Museum, criado pela artista britânica Clare Patey em colaboração com o filósofo e escritor Roman Krznaric. No Brasil, tem curadoria Intermuseus, que o realiza em conjunto com Artsadmin em parceria com British Council e Instituto Alana e tem a FCB Brasil como agência oficial.

“Será um espaço para ouvir e refletir sobre experiências de vida que tocam em pontos fundamentais de nossos sentimentos, valores, crenças, percepções e atitudes”, explicou Andréa Buoro, diretora do Intermuseus.

O título original da exposição – ‘A Mile in My Shoes’ – remete ao provérbio indígena never judge a man until you have walked a mile in his moccasins (nunca julgue um homem até você ter andado uma milha em seus mocassins). Desde 2015, o Empathy Museum coletou mais de 150 histórias e pares de sapatos, tendo recebido um público de mais de 10 mil visitantes. A Mile in My Shoes foi exibida em Londres e em Redcar, na Inglaterra, e em Perth, Austrália. Nos próximos anos, há planos de realizar novas versões da instalação em Namur (Bélgica), Moscou (Rússia) e Milão (Itália).

Confira alguns trechos dos depoimentos de ‘Caminhando em seus sapatos…’:

Imagem: Empathy Museum.Imagem: Empathy Museum.“O mais difícil foi que, para priorizar o aluguel, eu passei muita fome. Ou eu pagava o aluguel ou eu comia. Aí, não conseguindo mais pagar o aluguel, eu fui para a rua com as crianças, embaixo do viaduto do Glicério.”

“Eu só posso falar do que eu vivo, e escutar do outro aquilo que ele vive. Eu só quero que você veja que é possível a gente existir e ser feliz do jeito que a gente é!”

“A dor da minha mãe não é a mesma dor que a minha, como irmã. Minha mãe até o dia de hoje está sentada no sofá esperando o meu irmão entrar porta adentro. O desaparecimento para mim é uma morte sem fim. É uma tortura que não passa nunca mais.”

“A família se coloca numa posição de preocupação com o sofrimento. Se você emagrece é a primeira coisa que falam: ‘nossa, como você emagreceu, está bonita, emagreceu!’ Me incomoda de ser pauta, entendeu? Por que você não me pergunta se eu estou bem, o que eu tenho feito, e não me elogia porque eu emagreci? Ser magra não é elogio.”

“A coisa que eu mais temi, por 15 anos da minha vida, foi abrir a porta do quarto do meu filho. Era a coisa que eu tinha mais pavor.”

“Um dia nasceram três passarinhos aqui na minha casa. E os pais deles abandonaram o ninho. Eu tive que cuidar deles. Aquilo mostrou que eu era alguém: um serzinho acreditava em mim, precisava de mim 24 horas por dia! Ali eu percebi que eu não era uma pessoa tão inútil assim, que eu tinha uma qualidade de poder cuidar dos outros.”

Foto: Empathy Museum.Foto: Empathy Museum.Serviço

Museu da Empatia – Caminhando em seus sapatos…
Onde: Parque do Ibirapuera – Praça das Bandeiras (área externa do pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo), acesso pelo Portão 3.
Quando: de 18 de novembro a 17 de dezembro de 2017.
Horários: de terça a sexta, das 10h às 19h | sábados e domingos, das 11h às 20h.
Entrada grátis | Capacidade de 25 pessoas por vez (senhas distribuídas no local).
A página do proejto no Facebook.
Dá o play no vídeo pra conhecer mais sobre as propostas sensoriais do Museu da Empatia.

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Da Redação com informações Intermuseus.

O Cine Pedal vai ocupar o Parque Villa Lobos com a exibição de filmes projetados a partir da energia gerada por meio de bicicletas pedaladas pelo público participante.

O Cine Pedal Brasil l começou no Rio de Janeiro em 2016, passou por Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Pato Branco, Piracicaba e agora volta a São Paulo nos dias 4 e 5 de novembro.

Para participar pedalando e gerando energia, os interessados devem se inscrever no local, no estande de credenciamento de voluntários. Para animar o público, além da exibição dos filmes e dos diálogos com especialistas, o evento conta ainda com food bikes. O Circuito é um programa para toda a família e opção de lazer para quem vai de bicicleta ou não. O espaço terá tatames e cadeiras para quem quiser apenas chegar e assistir aos filmes.

O Cine Pedal Brasil já esteve presente em 34 municípios e já atingiu mais de 1 milhão de pessoas, gerando mais 9.600 kw de energia por evento segundo informa a empresa produtora do evento.

A iniciativa une a inovação à promoção da cultura e do audiovisual, além do estímulo à saúde e ao esporte em um só projeto. “Estamos a um passo de vivenciar mais uma inovação no cinema! Acreditamos na utilização do audiovisual como ferramenta de transformação e conscientização. Por meio dessa tecnologia inovadora, queremos difundir o conhecimento sobre as energias renováveis. A proposta de uma mostra de filmes onde toda a energia utilizada é gerada a partir de bicicletas é inédita. O conceito do projeto abre caminho para novas formas de pensar a produção e geração de energia limpa”, explica Adriana L. Dutra, diretora do evento.

A proposta do evento é chamar a atenção, por meio de uma ação criativa, para as questões ambientais e como ideias inovadoras podem afetar diretamente a vida do cidadão. Queremos propor o pensamento e uma nova maneira de enxergar a vida”, conclui Adriana.

Como participar

Para participar pedalando e gerando energia, os interessados devem se inscrever no local, no estande de credenciamento de voluntários. Os inscritos recebem diplomas e brindes de participação.

Como funciona

A infraestrutura do Cine Pedal Brasil conta com 14 bicicletas fixas e 10 bases onde o público poderá encaixar suas próprias bikes, de qualquer modelo, desde infantis até adultos. O festival também disponibiliza um pedal manual que pode ser utilizado por cadeirantes, crianças e idosos. Ao serem pedaladas, as bicicletas produzirão a energia motriz* (energia mecânica gerada por meio de movimentos contínuos) , que será recebida por um equipamento condensador responsável por alinhar toda a energia gerada e que, em seguida, a redistribuirá para o projetor e para os equipamentos de som e iluminação utilizados no evento.

Os participantes precisam gerar no mínimo 1300 watts para o cine funcionar. No local haverá um sinalizador exibindo em tempo real quantos watts estão sendo gerados. A energia produzida pelos participantes voluntários também poderá ser utilizada no carregamento de dispositivos eletrônicos do público presente.


Serviço


Cine Pedal Brasil
Dias e horários: 4 e 5 de novembro, das 17h às 20h.
Local: Parque Villa Lobos no gramado em frente ao Memorial.
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP, 05461-010.
Grátis.
Site: http://cinepedalbrasil.com.br/

Programação

Dia 4 – Sábado

17h: Início de cadastramento para voluntários gerarem energia.
17h30: Início da geração de energia; Início de música e subida do telão.
18h: Debate – conhecimento, meio ambiente, sustentabilidade.
18h30: Curtas: Bicicleta Brasil, de Renata Falzoni e Efeito Casimiro, de Clarice Saliby
20h: Fim do evento

Dia 5 – Domingo 

17h: Início de cadastramento para voluntários gerarem energia.
17h30: Início da geração de energia; Início de música e subida do telão.
18h: Debate – Tecnologia e inovação.
18h30: Filme – Pinóquio, de Anna Justice.
20h – Fim do evento.

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Da redação com informações Cine Pedal.

Há muito verde a ser aproveitado em São Paulo! Para quem gosta de se movimentar ao ar livre, selecionamos uma série de atividades que vão além da corridinha no parque ou o futebol no fim de semana.

Para os mais tradicionais, há os parques, como o Ibirapuera e o Villa-Lobos, com suas pistas de corridas, quadras poliesportivas e áreas paraskatistas e ciclistas.

Mas para quem quer testar novidades, projetos promovem vários tipos de atividades ao ar livre. Desde yoga, passeios de bicicleta pela cidade e pilates, até atividades como futebol, rúgbi, basquete e outros esportes, as opções são muitas. E o melhor, em sua grande maioria, as aulas são gratuitas.

Para os amantes da magrela temos duas boas opções, com diferentes propostas para curtir a cidade sobre duas rodas, além, é claro, das ciclovias da cidade:

Bike Tour SP

Promove roteiros guiados e gratuitos, com direito a áudio em inglês, visitando diversos pontos turísticos da cidade e contando fatos históricos e curiosidades, além de poder dar umas boas pedaladas pela cidade.

Sampa Bikers

O grupo promove diversos tipos de passeios para os interessados. Há oPedal Noturno, que promove roteiros pela cidade durante a noite. Há opções ecológicas, envolvendo maiores aventuras, passeios temáticos para as estações do ano, um exclusivo para mulher e também trajetos realizados durante o dia.

Ciclovias

São Paulo tem, além das ciclofaixas de lazer aos domingos que ligam muitos dos parques da cidade, uma rede extensa de ciclovias e que promete chegar aos 400 km até o final do ano. Uma boa opção para se locomover pela cidade, no dia a dia ou para lazer.

Para quem prefere os parques:

Parque da Aclimação. Foto: SPTuris.Parque da Aclimação. Foto: SPTuris.
Parque do Ibirapuera


O maior e mais importante parque da cidade,  atrai todo tipo de público pelas muitas opções de lazer que proporciona. Para os atletas de plantão, as opções são muitas. Pistas de cooper, bicicletário com aluguel de bicicletas, quadras, campos de futebol e muitas outras atividades possíveis.

Parque da Aclimação

Com quadras para vários esportes, campos de futebol, bicicletas, pessoas correndo e pistas de caminhada, o parque da Aclimação oferece um refúgio natural no meio da cidade para quem quiser praticar esportes ao ar livre. Ele conta com outras atividades também, como yoga.

Parque do Carmo

Presente na zona Leste, o Parque do Carmo é outra boa opção para os fãs de parques. Com a mesma infraestrutura esportiva dos outros parques, o diferencial fica pelas churrasqueiras que podem ser utilizadas depois de uma manhã de muito suor e cansaço.

Parque da Juventude

Localizado onde ficava antes o presídio do Carandiru, o Parque da Juventude conta com oito quadras poliesportivas e duas de tênis, aulas de tênis e taewkondo gratuitas e um vasto espaço utilizado por diversos skatistas.

Parque do Trabalhador

Localizado na zona Leste, o parque conta com ótima estrutura esportiva. Além do que todo parque já disponibiliza, há também uma parceria com o Clube Escola, que dá aulas de diversos esportes, entre futebol, basquete, rúgbi, karatê e muitos outros esportes.

Parque Villa-Lobos

Um dos parques mais famosos da cidade, ele conta com diversas quadras e áreas para quem quiser pedalar ou andar de patins ou skate.

Parque Zilda Natel

Localizado na zona Oeste, o parque é reduto de quem gosta de andar de skate ou patins. Com três pistas específicas para a prática do esporte, o parque segue uma linha mais urbana, mas sem deixar a natureza de lado.

Praça Victor Civita

A praça, localizada em Pinheiros, conta com muitos atrativos. Além da extensa agenda cultural, ela possui uma programação gratuita voltada aos esportes.  Como, por exemplo, pilates e yoga.

Aula de yoga ao ar livre. Foto: Divulgação.Aula de yoga ao ar livre. Foto: Divulgação.Yoga

Para quem gosta de se alongar, há também o projeto Yoga ao ar livre. Idealizado por Juliana Figueira, que busca democratizar a prática do yogacom aulas gratuitas, que ocorrem geralmente no Parque da Juventude, com os participantes se encontrando por volta das 10h. Quem quiser acompanhar as atividades, basta entrar no grupo do Facebook.

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Fonte: SPTuris.

A cobertura do primeiro arranha-céu de São Paulo, o Edifício Martinelli, será transformada em museu, com restaurantes e bares.

O 25º e o 26º andar abrigarão um espaço para receber estudantes e uma área de leitura, entre outras coisas. A ideia é reproduzir o conceito de prédios como o Rockfeller Center e o Empire State Building, ambos em Nova York, nos Estados Unidos.

O projeto deve ser concluído até o fim deste ano e as obras iniciadas em 2018 segundo publicou a Vejinha.

Confira algumas curiosidades sobre a histórica construção:

  • A planta original do prédio previa doze andares, mas, até 1934, foram erguidos trinta pavimentos.
  • Os últimos cinco andares abrigavam a residência  do comendador italiano Giuseppe Martinelli, idealizador da obra.
  • O edifício entrou em decadência nos anos 60 e chegou a ser palco de alguns crimes rumorosos.
  • Sob a administração do prefeito Olavo Setúbal, o local foi reformado e reinaugurado em 1979.
História

O primeiro arranha céu da América Latina, o Edifício Martinelli está localizado no centro de São Paulo entre as ruas São Bento, Av. São João e a Rua Libero Badaró 

O Edifício foi projetado pelo seu idealizador, o italiano Giuseppe Martinelli, em 1924 e simbolizou progresso da cidade. Mais de 600 operários trabalharam nas obras. A construção foi iniciada em 1924 e a inauguração aconteceu em 1929, com 20 andares. 

Com o passar dos anos, novos pisos complementaram a construção. O objetivo de Martinelli, contudo, era chegar aos 30 andares. A obra gerou muita polêmica, pois até então não havia nenhum prédio em São Paulo com grande altura. Na época, edifícios com mais de 10 andares eram considerados muito altos. 

Atualmente, o prédio é um dos principais símbolos arquitetônicos do Brasil, já foi ponto de encontro da alta sociedade paulistana. Por lá já passaram o Cine Rosário, barbearias, lojas, uma igreja e o luxuoso Hotel São Bento.


O Prédio Rosa que marcou São Paulo

Hoje, quando andamos pelas ruas do centro de São Paulo e perguntamos sobre o prédio Martinelli, temos como resposta o seguinte: “É aquele prédio rosa”. Próximo do gigantesco prédio do Banespa e do imponente Banco do Brasil, o Martinelli ainda é o mais querido prédio dos paulistanos.

O primeiro arranha céu da América Latina, o Edifício Martinelli está localizado no centro de São Paulo. Foto: José Cordeiro / SP Turis.O primeiro arranha céu da América Latina, o Edifício Martinelli está localizado no centro de São Paulo. Foto: José Cordeiro / SP Turis.Conhecido e querido, o Martinelli hoje é composto por 11 lojas na área externa. As lojas mais antigas são a Pacific Tur e a Ravil Canetas, ambas instaladas no condomínio desde 1954. Na parte interna, o edifício abriga a Secretaria da Habitação e de Planejamento, a Companhia Metropolitana de Habitação - COHAB, a Empresa Municipal de Urbanização – EMURB.

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Da Redação.

A princípio apenas aos sábados, o antigo cinema de arte volta à cena cultural com mostra de filmes sobre o jornalismo. Imagem: ‘Cidadão Kane‘ (Orson Welles,1941).A princípio apenas aos sábados, o antigo cinema de arte volta à cena cultural com mostra de filmes sobre o jornalismo. Imagem: ‘Cidadão Kane‘ (Orson Welles,1941).

No último sábado, às 15h, com a apresentação do clássico Cidadão Kane, de Orson Welles, voltou de novo ao cartaz um ícone da cinefilia paulistana, o Cine Bijou, na Praça Roosevelt.

A iniciativa de reabertura do antigo cinema é do argentino Roberto Fernandez. Por enquanto, as sessões serão realizadas apenas aos sábados, sempre às 15h, pois no local continua a funcionar o Teatro Studio Heleny Guariba.

O cineasta Roberto Fernandez é o responsável pelo projeto. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.O cineasta Roberto Fernandez é o responsável pelo projeto. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.

Nesta nova fase, o Bijou investe em filmes que falam do jornalismo e já tem definida sua programação até o final do ano. Depois de Kane, serão exibidos, a cada sábado, Terra em Transe, de Glauber Rocha (4/11), Rede de Intrigas, de Sidney Lumet (11/11), Capote, de Bennett Miller (18/11, A Montanha dos Sete Abutres, de Billy Wilder (25/11), O Quarto Poder, de Costa-Gavras (2/12), Profissão: Repórter, de Michelangelo Antonioni (9/12), e O Preço de uma Verdade, de Billy Ray (16/12). O público poderá comprar a carteirinha de sócio por R$ 50, que dá direito a todas as sessões da mostra. Os ingressos avulsos custam R$ 10.

A mostra de abertura revela fidelidade a um antigo projeto do Bijou – a reapresentação de filmes de alta qualidade, que já haviam passado pelo circuito comercial, mas continuavam vivos na memória dos cinéfilos.

Esta sala independente teve seu auge durante os anos 1960, quando seus filmes de arte atraíam os professores, alunos e intelectuais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, que ficava bem ao lado, na Rua Maria Antônia.

Com a ditadura militar instalada após do golpe de 1964, o Bijou passou a funcionar também como polo de resistência. Para os que hoje, de forma inocente ou de aberta má-fé, pedem a volta do regime militar, convém lembrar que, durante esse período, todas as manifestações de inteligência e crítica eram vistas com desconfiança e sujeitas a repressão. Dessa forma, o Bijou cumpria seu papel de arejamento, programando filmes críticos e independentes. Sua condição de pequena sala lhe dava certa imunidade.

Como acontecia nesta fase já distante da cinefilia paulistana, os filmes não acabavam com o fim da projeção. Prolongavam-se pelos bares das redondezas e eram motivos de discussões noite adentro.

Por sua posição estratégica, no coração da cidade, o Bijou ficava perto do Bar Redondo e também dos botecos da rua Maria Antonia, que se transformara no nosso Quartier Latin durante as lutas de 1968. A guerra com o Mackenzie expulsara a Faculdade de Filosofia para a distante Cidade Universitária, mas a aura do ambiente estudantil permanecera pelo bairro e as ideias libertárias não haviam sido subjugadas como se pensava.

Durante os anos de chumbo ia-se ao Bijou, como a outros espaços isolados de cultura, os Teatros de Arena e Oficina, como a oásis nos quais se respirava uma democracia que, de fato, não mais existia na sociedade.

Cine Bijou. Foto: Acervo Estadão.Cine Bijou. Foto: Acervo Estadão.Num momento em que as liberdades parecem de novo ameaçadas, a volta do Bijou talvez seja um bom sinal. Ou, pelo menos, um alívio.

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Por Luiz Zanin Oricchio em O Estado de S. Paulo.

Uma das melhores coisas de São Paulo é que a cidade conta com opções de passeios para todos os gostos e estilos de pessoas – curtir um bar diferente, conhecer um restaurante renomado e até mesmo visitar aquele ponto turístico famoso são alguns dos exemplos. E não é diferente quando o assunto é um encontro a dois: em meio à cidade de Pedra, é possível sim encontrar lugares charmosos que vão despertar o seu romantismo.

Bardega

Fotos: Reprodução / Facebook Bardega.Fotos: Reprodução / Facebook Bardega.

Com mais de 110 rótulos de vinhos e espumantes, o Bardega, wine bar localizado na região do Itaim, é uma ótima opção para quem quer uma grande variedade de vinhos a preço justo. Por lá, é possível provar um vinho sem que seja necessário abrir uma garrafa inteira – se gostar já compra lá mesmo e leva para casa. Para acompanhar o drink, um cardápio recheado de pratos e petiscos.

Serviço:
Bardega – Wine Bar.
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 218 – Itaim Bibi.
Terça a Sábado, das 18h30 a 1h.
Confira: http://www.bardega.com.br/

Adega Santiago

Fotos: Reprodução / Facebook Adega Santiago.Fotos: Reprodução / Facebook Adega Santiago.

Com três endereços por São Paulo, a Adega Santiago tem inspiração nas tabernas e tascas da Península Ibérica, sudoeste da Europa. O restaurante privilegia vinhos da região – com uma cartela de 150 rótulos – e a culinária da fronteira entre o Portugal e Espanha. É a pedida certa para quem quer bons rótulos de vinho em um ambiente charmoso e rústico. Por ser revestido de madeira e tijolos aparentes, o clima é pra lá de aconchegante.

Serviço:
Adega Santiago
Rua Dr. Melo Alves, 728.
Shopping Cidade Jardim, 4º piso.
Rua Sampaio Vidal, 1072.
Confira: http://www.adegasantiago.com.br/

Sala Especial 92 

Foto: Reprodução / Facebook Sala Especial 92.Foto: Reprodução / Facebook Sala Especial 92.

Com uma decoração diferente que leva os visitantes para o meio da floresta, o bar Sala Especial é opção de bar animado e charmoso na capital. Lá, o ambiente do bar se mescla com o da balada – em dois andares, mesas, puffs e uma pista de dança dividem espaço com agradáveis sofázinhos do lado de fora. No bar, drinks elaborados e cervejas fazem sucesso.

Serviço:
Sala Especial 92
Rua Dep. Lacerda Franco, 604 – Pinheiros.
Segunda a sábado a partir das 20h.
Confira: http://salaespecialcasa92.com.br/

Sub Astor

Fotos: Mauro Holanda / Divulgação e Reprodução / Facebook SubAstor.Fotos: Mauro Holanda / Divulgação e Reprodução / Facebook SubAstor.

O SubAstor é um bar instalado no subsolo do boteco chique Astor, localizado na Vila Madalena. Tem mais de quarenta tipos de drinks e uma ambientação descolada e sofisticada. No som, faixas de rock, soul e jazz animam o ambiente.

Serviço:
SubAstor
Rua Delfina, 163 – Vila Madalena.
Terça a quinta das 20h às 3h. Sexta e sábado das 20h às 4h.
Confira: http://www.subastor.com.br/

Madeleine Jazz Bar 

Fotos: Reprodução / Facebook Madeleine.Fotos: Reprodução / Facebook Madeleine.

Para quem quer ouvir musica boa e de quebra curtir um ambiente super charmoso, o Madeleine é a pedida certa! Localizado no coração da Vila Madalena, a casa é especializada em Jazz e oferece um ambiente intimista sem exageros. Seja para um encontro mais romântico ou para ouvir música boa saboreando bons drinks e pratos, o local é perfeito. Toda semana a casa conta com uma programação diferente, vale a pena ficar de olho no site para se programar.

Serviço:
Madeleine Jazz Bar
Rua Aspicuelta, 201 – Vila Madalena.
Terça a sábado a partir das 19h até o último cliente.
Confira: http://www.madeleine.com.br/

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