Encontros - São Paulo São

São Paulo São Encontros

Artista Mykki Blanco se apresenta pela primeira vez em São Paulo. Foto: Christelle de Castro / Red Bull Content Pool.Artista Mykki Blanco se apresenta pela primeira vez em São Paulo. Foto: Christelle de Castro / Red Bull Content Pool.

Prestes a realizar sua quinta edição em Nova York e a segunda em Paris, o Red Bull Music Academy Festival chega a São Paulo pela primeira vez com uma programação de dez dias que celebra a criação e a colaboração e que inclui performances ao vivo, festas, instalações de arte e palestras.

Com o Red Bull Station, no centro de São Paulo, como ponto central do evento, o festival ainda irá desvendar locações únicas na cidade totalmente reconfiguradas para a ocasião. Os locais, datas de cada evento e venda de ingressos serão anunciados em breve pelo site sp.redbullmusicacademy.com.

Entre as atrações do Red Bull Music Academy Festival São Paulo estão alguns dos artistas mais instigantes e relevantes da música contemporânea brasileira e internacional. Entre eles, o americano Egyptian Lover, que participa de uma noite em homenagem aos produtores de funk, o maestro Arthur Verocai, que comandará um concerto diurno no centro de São Paulo, e o rapper americano Mykki Blanco, um dos nomes mais interessantes do hip-hop atual, abordando a estética e temática queer.

Ao longo da programação, o público poderá participar de uma festa de música eletrônica com mais de 20 artistas, incluindo nomes como a produtora de Chicago Honey Dijon, a portuguesa Nidia Minaj, a chinesa Pan Daijing e brasileiros como Thingamajicks, Luisa Puterman e Repetentes 2008; um resgate de músicas criadas nos últimos anos da ditadura militar e que ganharão novas versões no evento Outro Tempo até a estreia do espetáculo Kaos Etudes, peça audiovisual do produtor Oneohtrix Point Never em parceria com o artista visual Nate Boyce.

O festival também apresenta um show do grupo de rap mais influente do Brasil, o Racionais MC’s, revisitando três décadas na história de sua carreira.

Além dos eventos, o #RBMASP terá conteúdos e histórias exclusivas pelos canais sp.redbullmusicacademy.com e www.redbull.com.br. A Red Bull Radio (www.redbullradio.com) também terá uma programação especial durante os dez dias de evento, incluindo live streams e transmissões especiais.

Red Bull Music Academy São Paulo 2017 - Programação

Egyptian Lover. Foto: Ken Leanfore.Egyptian Lover. Foto: Ken Leanfore.

Baile

Passando pelo surgimento do funk no Brasil até os dias de hoje, o evento mergulha na essência desse estilo, a batida. Grandmaster Raphael – conhecido produtor carioca da geração old school do funk – encontra o pioneiro do electro rap de Los Angeles Egyptian Lover, cujas performances ao vivo são creditadas por alguns como inspiradoras da cena Miami Bass, e que se apresenta pela primeira vez no Brasil. Já Carlos do Complexo, produtor do Complexo do Alemão, apresenta sua mistura de funk, hip-hop e R&B.

Zonas Limiares

Uma celebração dos DJs, produtores e selos que impulsionam as noites de São Paulo em um encontro com artistas da cena eletrônica mundial. Entre os nomes internacionais, Honey Dijon, DJ de laços profundos com as cenas house de Chicago e de Nova York, adotada pelo mundo da moda e pelo circuito underground, e Pan Daijing, cujas performances techno cheias de distorções utilizam elementos de performance, abordando sexualidade e BDSM de uma forma deliberadamente conflituosa. O line-up também inclui ex-alunos da RBMA, como os brasileiros Luisa Puterman e o artista Thingamajicks, que faz um som de batidas sincopadas misturado com ambientes sonoros sintéticos. A noite, que contará com mais de 20 artistas, inclui ainda performances de artistas como o Repetentes 2008, projeto boogie desconjuntado e influenciado pelo jazz de Gabriel Guerra, diretor criativo da gravadora 40% Foda/Maneiríssimo, e a portuguesa Nidia Minaj, cuja música se relaciona a uma emocionante onda de sons afro-portugueses em Lisboa.

Arthur Verocai em Concerto: O Voo do Maestro

Um concerto diurno pelo influente compositor, arranjador e músico brasileiro Arthur Verocai. No final da década de 1960, a experimentação musical estava florescendo, e Verocai estava no centro dela, compondo trilhas sonoras e trabalhando como produtor e arranjador para músicos como Ivan Lins, Elis Regina, Tim Maia, Gal Costa, Marcos Valle e muitos outros. Seu primeiro álbum, de 1972, foi uma obra-prima não reconhecida na época, mas ganhou fãs ao redor do mundo ao criar uma mistura de soul acústico, jazz, trabalho orquestral cinematográfico e funk. Neste concerto, Verocai apresenta seu segundo álbum autoral, “No Voo do Urubu”, inspirado por gêneros musicais que guiaram seu legado e também por um interesse não declarado, mas notavelmente interessante, em rap. A abertura conta ainda com set do DJ Nuts, colecionador e pesquisador assíduo da música brasileira.

Outro Tempo: Brasil Eletrônico Experimental

“Outro Tempo: Electronic and Contemporary Music From Brazil, 1978-1992” é uma impressionante compilação organizada pelo musicólogo londrino John Gómez. Enquanto o Brasil enfrentava os últimos anos de sua ditadura militar e a transição para a democracia, uma geração de músicos desenvolveu uma visão alternativa da cultura brasileira. Eles abraçaram métodos de produção eletrônicos não usuais e os infundiram em sua música com elementos de jazz-fusion e minimalismo. Para este concerto muito especial, Gómez e o produtor brasileiro, compositor e multi-instrumentista Alexandre Kassin, convidam um conjunto de músicos de grande renome. Artistas presentes na coletânea Outro Tempo, como Maria Rita, Marco Bosco e o grupo Os Mulheres Negras, tocarão juntos pela primeira vez. Espere uma viagem ao coração da floresta amazônica, onde ritmos indígenas se misturam aos sintetizadores e a MPB se funde a baterias eletrônicas, produzindo uma assinatura sonora única, cheia de inovação, experimentação e beleza.

Theo Parrish. Foto: Steve Stills.Theo Parrish. Foto: Steve Stills.

Racionais MC's: Três Décadas de História

Esta reunião especialmente íntima traz o Racionais MC’s apresentando sucessos de toda a sua carreira, abordando uma história de três décadas como o grupo de rap mais proeminente do Brasil.

Oneohtrix Point Never & Nate Boyce: Kaos Etudes Première

Estreia internacional do novo projeto audiovisual de Daniel Lopatin, produtor musical de Nova York, também conhecido como Oneohtrix Point Never, e o artista multimídia de Wisconsin Nate Boyce. A música de Oneohtrix Point Never desafia a categorização ao misturar noise, música ambiente, jazz e uma relação de amor e ódio com o New Age. Esta performance audiovisual vê os dois colaboradores inventarem um jogo hipotético, no qual a criação de um mundo 3D e a composição musical se fundem. O projeto explora ambientes sônicos em videogames, como uma mutação contemporânea das técnicas processuais de compositores como o alemão Karlheinz Stockhausen e o grego Iánnis Xenákis.

Ruído em Progresso

Um encontro que explora, interpreta e incorpora sons dissonantes e projetos das cenas black metal, pós-punk e da música eletrônica experimental. Tendo viajado anteriormente para Nova York e Montreal sob o título Drone Activity in Progress, o evento traz uma programação com novas colaborações e trabalhos encomendados.

Os três integrantes originais do Mystifier, banda cult de black metal da Bahia, tocarão em solo e em dupla pela primeira vez com o artista americano experimental Prurient, conhecido por uma sonoridade intensa que usa o metal como influência de base. Grupos só de mulheres, como Rakta e Mercenárias, também estrearão em uma performance colaborativa, com os sons políticos pós-punk do Mercenárias sendo uma enorme influência no tipo de punk obscuro e distorcido do Rakta. O artista cult dos anos 1980 do Rio de Janeiro, Tantão, apresenta seu primeiro álbum solo, e Thiago Miazzo, conhecido por experimentos com drone, industrial e vaporwave, estreará em uma performance onde manipula a produção de múltiplos loops de fita.

Jupiterian, um quarteto de sludge/doom/death metal, também estreará seu novo álbum, enquanto o trio de improvisação de jazz-rock carioca Chinese Cookie Poets apresenta uma faceta tipicamente brutal de música que vai do funk ao metal passando ainda pela música brasileira. O DJ Flow Kranium, persona do artista Nate Boyce, toca um set de club metal, e o engenheiro de som Cadós Sanchez junta-se à banda experimental javanesa Senyawa para projetar um novo instrumento que estrearão em uma performance conjunta.

Os heróis experimentais Brechó de Hostilidades Sonoras apresentam uma peça de improvisarão com não-instrumentos, incluindo brinquedos adaptados e objetos emissores de som. O encerramento fica por conta de Objeto Amarelo, projeto do artista plástico e figura da cena noise/experimental Carlos Issa, assumindo batidas marcadas por um clima industrial em performance com inclinação às pistas de dança.

Queeridxs

Uma noite que explora a criação de música baseada na força da identidade. Do americano Mykki Blanco, rapper e poeta conhecido por uma mistura hábil de poesia punk e arte performática super ácidas, à MC Linn da Quebrada, que traz um rap com batidas pesadas e de valorização da identidade artística e identificação de gênero. Já o duo Tormenta DJs, formado pelo DJ Whey e Pininga, colaborador de longa data de selos como a N.A.A.F.I e Staycore, apresenta uma mistura de ritmos regionais, batida de guetos globais e booty music compartilhando com o produtor de Miami Total Freedom, figura central dos novos direcionamentos criativos adotados pela atual cena club music americana.

A Céu Aberto sob o Sol

Theo Parrish é um dos DJs mais habilidosos da atualidade, capaz de fundir o pulso rítmico da disco de Chicago com a alma modernista do techno de Detroit, ao mesmo tempo que aponta para uma linhagem de black music que passa diretamente de Sun Ra para lançamentos do seu próprio selo, Sound Signature. Esta apresentação será a estreia brasileira de Parrish, que se apresenta ao lado de John Gómez, da dupla Selvagem e da DJ carioca Tata Ogan, cujas colagens percussivas se baseiam em um entendimento de muitas permutações da música regional brasileira.

Pan Daijing. Foto: Dan Wilton.Pan Daijing. Foto: Dan Wilton.

Mais sobre a RBMA

Em Nova York, o RBMA Festival já se tornou uma tradição, com conversas abertas de artistas como Erykah Badu, Brian Eno, George Clinton e A$AP Rocky e shows de nomes como FKA Twigs. O festival traz consigo um legado de programação original aclamado que explora e celebra a rica herança cultural de Nova York.

A Red Bull Music Academy começou como um evento em um galpão de Berlim, no ano de 1999, e se tornou uma instituição global com perspectiva única, realizando 500 eventos em mais de 60 países.

A cada dois anos, o projeto se instala em uma cidade-sede diferente reunindo um grupo de produtores, vocalistas, beatmakers, instrumentistas e DJs de todo o mundo.

Durante um mês, os artistas selecionados participam de sessões e aulas com pioneiros no mundo da música, e colaboram musicalmente com esses convidados e com os outros participantes. À noite, a Academia apresenta um festival com shows e festas realizadas em locais especiais da cidade, cada um deles apresentando um elemento diferente da identidade musical e cultural única da metrópole anfitriã do evento. Em São Paulo, a Red Bull Music Academy, foi realizada em 2002.

Siga a Red Bull Music Academy
sp.redbullmusicacademy.com 
facebook.com/RedBullMusicAcademy  
twitter.com/RBMA 
instagram.com/rbma

#RBMASP @RBMA

***
Com informações da Agência Lema.

 

Em uma rua sem saída no extremo sul de São Paulo, cinco mulheres e um rapaz caminham para a única propriedade daquelas bandas: o Cemitério de Colônia, fundado em 1829 em terreno cedido por Dom Pedro I no distrito de Parelheiros. Diferentemente do que a localização sinaliza, contudo, o diminuto cortejo não estava ali para participar de um rito fúnebre, mas para encorpar o vai e vem pelo terreno causado por uma insuspeita atividade: a literatura. Ali, onde costumava ser a casa do coveiro, funciona desde 2009 a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura.

A Cidade do México recebe, a partir da próxima quarta-feira (19/4), a sexta edição do Fórum Mundial da Bicicleta. Com o mote “Cidades feitas à mão”, os cinco dias de evento trazem cerca de 170 atividades, entre palestras, painéis de discussão, oficinas, “falas-relâmpago”, festas e exposições ressaltando a cultura da bicicleta por meio das ações de governos, entidades, mas principalmente da iniciativa de cidadãos e coletivos da sociedade civil.

"Casa humilde de maderite/Mansão e os grafite/Tudo misturado/ Isso é Piritubacity!". Essa música do Pollo, que estourou em 2011, era a única referência que eu tinha a respeito do bairro, localizado entre a zona norte e a zona oeste, antes de o jornalismo me fazer atravessar a cidade e pegar pela primeira vez a Linha 7 - Rubi da CPTM para conhecer a Casa da Árvore, em Pirituba.