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Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.

Um terreno privado que virou público.

Numa época em que se discute a privatização de locais públicos, o Parque Chácara do Jockey, no Butantã, é um exemplo de uma ação oposta. Ele foi desapropriado pela prefeitura em 2014, como parte do pagamento da dívida gigantesca de IPTU do Jockey Clube de São Paulo, após pressão de grupos de moradores e apoiadores do parque. Passou por uma reforma e foi inaugurado em abril de 2016.

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.Em meio aos 109 parques de São Paulo, o parque do Jockey merece atenção.

Em primeiro lugar, ele é enorme. Seus mais de 140 mil metros quadrados o tornam muito maior que o Parque da Aclimação, por exemplo, outro parque que também foi comprado pela prefeitura, no longínquo ano de 1939.

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.

Em segundo lugar, ele é um oásis. Para o responsável pelo parque, Leandro Marques Bondar, a chácara do Jockey é “o Ibirapuera da Zona Oeste”.

De fato, ao lado da poluída e movimentada av. Francisco Morato, o lugar tem campos de futebol, pista de skate, muitas árvores, lugar para ler com calma e até um surpreendente e inesperado lago. Um homem que eu encontrei numa visita jura que há carpas por ali, “basta jogar uma comidinha que elas aparecem”.

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.

Há um improvável ar bucólico no parque, talvez pelas muitas ruas de terra, talvez por não ter um projeto paisagístico modernoso, ou talvez até pelas construções de tijolo muito bonitas que o Jockey construiu, em seus tempos áureos. Reformados, os estábulos estão virando laboratórios.

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.Finalmente, vale a pena pensar no parque como uma área que era privada e que, por uma razão ou outra, abriu-se à cidade. Antes da despropriação, os vizinhos apenas sonhavam com o que estava atrás dos muros. A Secretaria do Verde diz que cada parque traz ganho ambiental grande, “além de trazer qualidade de vida para o cidadão com a criação de mais áreas de lazer em toda a cidade”.

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.

A região do entorno não é muito densa em moradias, mas mesmo assim, o parque recebe em média mil pessoas durante a semana e seis mil pessoas nos finais de semana e feriados,  principalmente do Butantã, Campo Limpo e Taboão da Serra. Paulo, um morador da região que anda todos os dias no parque faz coro: “ O parque é arborizado, seguro, e dá para vir a pé”.

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.

Talvez esse caso possa ser usado como elemento para a discussão sobre a conveniência e os critérios para transformar áreas privadas em públicas ou vice-versa. Em vez de pagar pelo terreno, a prefeitura desapropriou o bem por falta de pagamento do proprietário. A contrapartida é que agora precisa manter o parque funcionando, o que parece um investimento minúsculo para o bem que a nova área traz à cidade.

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.O lugar, a cargo da Secretaria do Verde, ainda precisa de investimentos, além dos custeio anual de pouco mais de R$ 2 milhões. Falta uma lanchonete, algumas reformas e um projeto que integre as áreas, muito afastadas entre si. Leandro avalia que o lugar tem muito potencial para crescer e ser um pólo de cultura. De fato, há um grande pedaço das antigas cavalariças que está em projeto para ser gerido pela secretaria de Cultura. O conselho do parque, que toma posse hoje, pode ajudar a pensar nas prioridades. Há até um grupo de frequentadores que troca idéias sobre o parque nas redes sociais – https://www.facebook.com/movimentoparquechacaradojoquei/

Foto: Mauro Calliari.Foto: Mauro Calliari.Vale a pena conhecer esse lugar. Ele é o exemplo de que problemas diferentes exigem estratégias diferentes. No lugar de um clube fechado, ganhamos uma simpática área pública, com potencial para se transformar, com tempo, dedicação e recursos, numa lugar especial.

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Mauro Calliari é administrador de empresas, mestre em urbanismo e consultor organizacional. Artigo publicado originalmente no blog Caminhadas Urbanas do Estadão.

 

A Associação Cultural Casa das Caldeiras celebra neste domingo dia 30 de abril das 13h às 20h a parceria efetuada em 2015 com a Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo e o Ministério da Cultura via o Programa Cultura Viva, como Ponto de Cultura através do seu programa de residência artística - Obras em Construção, cujo objetivo foi de fortalecer durante 2 anos a ação cultural dos grupos e artistas residentes na Casa das Caldeiras e que atuaram em diferentes comunidades da cidade, ampliando o acesso aos meios de produção, circulação e fruição de bens e serviços culturais.Imagem: Reprodução.Imagem: Reprodução.Na mesma ocasião, acontecem atividades do Programa Manual da Família - A Arte de Educar no Século XXI. Projeto de sensibilização, fortalecimento dos indivíduos em seus mais variados formatos de família e que propõe uma grande transformação social através do convívio familiar. A ideia e integrar toda a população para juntos ir em busca de uma transformação verdadeira através de boas práticas que podem contribuir para uma sociedade mais harmoniosa, afetiva e uma vida mais leve.

A programação 

Das 10h30 ÀS 13h: acontecerá uma Vivência com a equipe do projeto do Manual.

Neste encontro serão promovidas dinâmicas propostas no Manual da Família, troca de informações e vivências com o intuito de se perceber e perceber o outro, valorizando as características de cada individuo. Com atividades lúdicas e muito inspiradoras, a Vivência Família Ação promove um encontro de trocas verdadeiras com o intuito de estimular práticas saudáveis para uma melhor convivência em família. Qualquer um pode participar! Basta se inscrever com antecedência!

Das 14h às 17h: Oficina com Como Como Escola Ecogastronomia que tem vagas limitadas.

É necessário se inscrever com antecedência: www.comocomo.eco.br/ 
A Oficina atua na construção de um sistema alimentar que seja excelente no sabor e ao mesmo tempo que regenera a saúde das pessoas e do meio ambiente. Conceitos contra o Desperdício e Otimização de Recursos. Preocupação com todo o ciclo do alimento, desde o cultivo, utilização, alimentação, até o descarte. Inscrição obrigatória por email - [email protected]m.br (sujeito a lotação).

Das 14h às 19h: Oficina com a artista Carolina Velasquez - Performances Fabulosas - Aula de performance e improvisação com obras da artista (Os Fabulosos).

A partir de palavras chave dadas aos participantes, tem inicio uma execução e a partir de cada corpo, sua memória e contexto de repertório de gestos. Uma criação por parte dos participantes que pode ser individual, coletivo no âmbito familiar ou coletivo por parte de todas as famílias envolvidas.

Técnicas de meditação para todas as faixas etárias, sem a exigência de regras para a movimentação corporal. Pais e filhos passam a perceber o corpo, os gestos do familiar neste laboratório de improvisação, além de refletir sobre a relação da criança com o medo e com outros sentimentos. Ao final, um bate papo informal com a artista sobre características de cada família e experiências.

Das 13h às 20h: Atividades propostas pelo artista Maurício Cardoso com o projeto Estados Transitórios.

O artista apresenta aos participantes possibilidades de desenvolvimento de ocupações dinâmicas artísticas em grupo, através da apropriação e re-significação de objetos de seu cotidiano, com ênfase maior em objetos descartados e deixados à margem, pelos caminhos e ruas da cidade. 

Das 13h até às 20h: vídeos e exposições das oficinas realizadas pelos artistas Leandro Moraes, Carmem Munhóz, André Renaud, Jakub Szczesny, Jerome Bittencourt. 

Leandro Moraes – Famílias por Famílias no CRAS Lago Azul, Franco da Rocha (exposição fotográfica). Objetivo dessa oficina foi trabalhar o olhar dos jovens e suas relações afetivas na família, através da fotografia. 

Carmem Munhóz, - Com a pesquisa da pintura aquarela e os limites psíquicos/físicos/corporais/motores e relacionais sócio culturais, a artista cria uma performance sócio inclusiva. A ação artística tem o objetivo de criar um momento de participação interativa, construindo criativamente arte de impacto e participação além das limitações e conceitos. Resultado da oficina de pintura inclusive realizada na Associação Lar Ternura - Zona Sul.

André Renaud - A exposição Arquitetura Popular Espontânea - resultado do projeto desenvolvido durante residência artística em 2015. Catalogação em forma de desenhos e aquarelas dos resultados da coleta de materiais descartados em canteiros de obra, caçambas de entulho, etc., que posteriormente serviram de matéria-prima ao projeto de um abrigo construído em lugar específico. Seguindo em direção contrária ao processo convencional de um projeto de arquitetura, tendo como ponto de partida determinados materiais e suas especificidades para então pensar uma forma que abrigue o ser humano.

Jakub Szczesny - Arquiteto polonês apresenta Hortas Urbanas, resultado de sua residência no Centro Cultural Ocupe São João, São Paulo. Oficina de construção da Horta Comuntária com residentes da ocupação, ativistas, estudantes, professores e artistas.

Jerome Bittencourt - artista residente que apresentou uma oficina de Parkour em São Mateus. O Parkour é uma divertida prática de transpor obstáculos em qualquer ambiente. Subir muros, pular, correr e se equilibrar são alguns dos desafios existentes.

Mais inforamações: http://casadascaldeiras.com.br/blog/artigo/tododomingo-especial-ponto-de-cultura

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Com informação de Luciana Gandelini / Assessoria de Imprensa.

Estádio da Universidade de São Paulo. Foto: Jorge Maruta, Foto: Jornal da USP / Divulgação.Estádio da Universidade de São Paulo. Foto: Jorge Maruta, Foto: Jornal da USP / Divulgação.Você  sabia que existe um estádio esquecido em São Paulo, com a quinta maior capacidade esportiva da metrópole, perdendo apenas para a Arena Corinthians, Morumbi, Pacaembu e Allianz Parque?