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São Paulo São Encontros


Artistas e intelectuais abrem neste sábado um imóvel de 250 m2 da família de arquiteto como uma espécie de “República Cultural” no centrão de São Paulo
 
No início, era a garçoniére de Oswald. Agora, é o apartamento da Marieta. No início, era uma mistura de prazer com frisson intelectual. Agora, é principalmente a combustão cultural que é o alvo.
 
Arquitetos e editores, Abílio Guerra e Silvana Romano resolveram contornar os esforços quase sempre estatais e públicos de influir na cena artística e cultural da metrópole e abrem neste sábado um curioso centro de debates no centro de São Paulo.
 
Trata-se do 'Projeto Marieta', um bunker de programação intelectual que envolve áreas como artes plásticas, cinema, arquitetura, música, literatura, dança e televisão, além de oferecer espaços de co-working para atividades de natureza artística.
 
O detalhe é que a base de tudo serão os cômodos compartilhados do apartamento de 250 m2 da família. A sogra de Abílio Guerra (que mantém o portal de arquitetura Vitruvius, um dos mais influentes do País) tinha um apartamento na rua Maria Antonia, 96, em tempos idos. Seu nome era Marieta Filardi (cujo nome hoje batiza o edifício). Na verdade, o prédio inteiro da Maria Antonia era habitado pela família Filardi. Hoje, sobrou apenas o apartamento 2.
 
O mutirão do Apê Cultural já engajou diversos atores sociais. A Vidrotil está ajudando na reforma. A Baraúna está ajudando com os móveis. Na programação inicial, Guto Lacaz, Angelo Bucci, Marco do Valle, Caio Falcão, Lizete Rubano e outros confirmaram presença em debates. O coração da metrópole é o alvo da ação.
 
“A idéia é lançar o projeto cultural e fechar para reforma, com apoio via Catarse (minha editora e outra empresas e pessoas doarão prêmios para a arrecadação); faz anos que queríamos começar algo assim e meus meninos nos deram coragem. O apartamento é bem grande e vai abrigar várias atividades”, me contou o Abílio.
 
 
O programa do Projeto Marieta segue adiante:
 
10h
Café com Guerra
Filmagem do episodio #0 com direção dos Irmãos Guerra.
Guto Lacaz e Marco do Valle batem um papo descontraído e tomam café com Abilio Guerra.
 
12h30
Pénocentro
Passeio guiado com Roney Cytrynowicz e Jeffrey Lesser.
Roteiro 1: Praça da Sé.
Um novo olhar sobre o logradouro como espaço do sagrado e da ordem.
Roteiro 2: Praça da Liberdade.
Lugar de memória afro-brasileira e de invenção da identidade nipo-brasileira.
 - vagas limitadas a 30 participantes; confirme presença através do email.
 
15h
Nova música paulistana.
Caio Falcão e o Bando nova voz do samba-rock contemporâneo, apresenta um show acústico e intimista com as músicas do album 'Tudo Verde'.
 
16h30
Vilanova Artigas - o arquiteto e a luz.
Projeção do documentário dirigido por Laura Artigas e Pedro Gorski sobre vida e obra do grande mestre da arquitetura paulista.
 
17h30
Arquitetura paulista hoje.
Discussão sobre os enfrentamentos dos graves problemas da metrópole paulistana, como segregação social, infraestrutura, espaços públicos e meio ambiente.
 
Debate com Angelo Bucci e Lizete Rubano.
Mostra de fotografias.
Nelson Kon e Tommaso Protti.
 
Os convidados

Ângelo Bucci, arquiteto e doutor em arquitetura e urbanismo pela FAU-USP, onde é atualmente professor de Projetos de Edificações. Destaque da nova geração de arquitetos paulistas, tem fama internacional e soma vários prêmios importantes.
 
Caio Falcão é músico e videomaker. Nome em ascensão no cenário musical paulista, recentemente lançou seu primeiro disco, Tudo Verde.
 
Guto Lacaz, artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo, é formado em eletrônica industrial pelo Liceu Eduardo Prado e em arquitetura pela FAU de São José dos Campos.
 
Jeffrey Lesser é graduado na Brown University e Ph.D. na New York University na área de História da América Latina. Historiador brasilianista, é autor do livro Uma diáspora descontente, sobre a imigração nipônica em São Paulo.
 
Laura Artigas é formada em jornalismo na PUC-SP. Atua como roteirista e diretora na área de cinema.
 
Lizete Rubano é formada em arquitetura e urbanismo na FAU-Mackenzie e doutora pela FAU-USP. Atualmente é professora adjunto II da FAU-Mackenzie, com extenso trabalho em pesquisa na área de habitação coletiva e urbanismo.
 
Marco do Valle é artista plástico formado em arquitetura e urbanismo pela PUC-Campinas e doutor pela FAU-USP. Atualmente é professor doutor MS3 da Universidade Estadual de Campinas, onde ocupou diversos cargos diretivos.
 
Nelson Kon é arquiteto pela FAU-USP. Fotógrafo especializado em arquitetura e cidade, em especial brasileiras, atua desde 1985. Um dos mais importantes profissionais brasileiros da área, suas fotos são publicadas nas principais revistas brasileiras e internacionais.
 
Pedro Gorski é formado em comunicação social pela ESPM e fez especialização em cinema documental na escola Observatório de Cine de Barcelona. Diretor de documentários, atualmente é sócio e diretor criativo da produtora Plataforma.
 
Roney Cytrynowicz estudou economia e história na USP e atua como historiador e editor da Narrativa 1. Em 1994, foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Contos com o livro A vida secreta dos relógios e outras histórias (Scritta).
 
Tommaso Protti é formado em ciências políticas em Roma e é mestre em fotojornalismo e documentário em Londres. Tem fotos divulgadas em publicações de vários países – National Geographic, Le Monde, The New York Times. É membro do Getty Images Emerging Talent.

Serviço:
 
"Projeto Marieta"
15 de agosto, das 10h às 20h.
Rua Maria Paula 96 ap 2 Bela Vista.
São Paulo SP.
Entrada franca.
Para confirmar a presença, é preciso enviar um email, que está no site da Vitruvius:
http://www.vitruvius.com.br/jornal/events/read/1460

Jotabê Medeiros em seu Blogoteca.



Abertura do evento terá palestra da socióloga holandesa Saskia Sassen no Auditório Ibirapuera; parceria inédita leva a Virada para os CEUs da cidade; programação infantil, exposições, debates, oficinas temáticas e atividades culturais gratuitas em toda a grande São Paulo; cantora Céu faz show de encerramento.

Shows, palestras, exposições, feira de produtos veganos, cinema, oficinas. A 5ª edição da Virada Sustentável se espalha pela grande São Paulo e apresenta, entre os dias 26 e 30 de agosto, mais de 700 eventos que propõem uma visão ampla, positiva e inspiradora da sustentabilidade em temas como biodiversidade, cidadania, mobilidade urbana, água, direito à cidade, mudanças climáticas, consumo consciente e economia verde, entre outros.

A Virada Sustentável é um festival anual de mobilização e educação para a sustentabilidade, que envolve cocriação, articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, escolas e universidades, empresas, coletivos e movimentos sociais. Neste ano, o evento acontece simultaneamente em parques como Água Branca, Burle Marx, Cemucam, Ibirapuera, Juventude e Villa Lobos, além do Centro Cultural São Paulo, Museu da Casa Brasileira, Fábricas de Cultura, escolas e espaços públicos diversos. O Largo da Batata e a Praça Victor Civita também serão palco de atividades.

Confira a programação completa e detalhada: www.viradasustentável.com

Neste ano, em uma parceria inédita da Secretaria Municipal de Educação com a Virada, diversas unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade de São Paulo receberão atividades culturais, educacionais e esportivas promovidas por coletivos nas comunidades às quais os CEUs estão inseridos. “A Secretaria Municipal de Educação (SME), na perspectiva da Educação Integral, vem ampliando o diálogo com a comunidade onde estão inseridos os equipamentos públicos, fomentando sua apropriação e gestão democrática para a construção de uma São Paulo mais sustentável”, afirmou Andréia Medolago, do Núcleo de Educação Ambiental da SME.

Abertura com Saskia Sassen

Para marcar a abertura desta edição, na quarta-feira, dia 26 de agosto, às 11h, no Auditório Ibirapuera, a socióloga holandesa Saskia Sassen participa de um debate com o secretário municipal de Cultura de São Paulo, Nabil Bonduki (doutor em estruturas ambientais urbanas pela USP e relator do Plano Diretor da cidade), mediado pela economista Ana Carla Fonseca (assessora em economia criativa para a ONU). Com entrada franca, a iniciativa é protagonizada pela Liberty Seguros em parceria com o Fronteiras do Pensamento e Itaú Cultural. Os ingressos gratuitos serão disponibilizados ao público com uma hora e meia de antecedência, no local do evento.

Festival Como Virar Sua Cidade no Centro Cultural São Paulo (CCSP)

Dentre os destaques das centenas de atividades, está a palestra do suíço Roman Gaus, do Urban Farmers (http://urbanfarmers.com/intro/), no sábado, 29, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), como parte de uma programação especial sobre ocupação do espaço público e direito à cidade. Com uma seleção de atividades e conteúdos propostos por vários coletivos e projetos de transformação urbana de São Paulo e de outros países, o espaço vai ainda receber Carolina Balparda, responsável pelo programa Cidade Educadora de Rosário (Argentina), exposição de “placemaking”, cinedebates, oficina de grafitti para a terceira idade e até um passeio de ônibus elétrico, dentre outros. A programação começa na quinta-feira (27) e vai até domingo (30).

Virada Zen

O Auditório do Museu de Arte Moderna (MAM) do Parque do Ibirapuera vai abrigar, nos dias 29 e 30, o SP + Zen, série de 13 palestras inspiracionais como melhorar a cidade através do autoconhecimento, tendo o zen como ferramenta de bem estar e harmonia - com participação da Monja Coen e Sri Prem Baba (em vídeo). Além disso, a programação contará com oficinas e meditações.

Já no dia 30, às 9h da manhã, a cobertura do histórico Prédio Martinelli vai receber o grupo Awaken Love, que vai conduzir uma meditação nas alturas, e apresentará os participantes à iniciativa Just 1 Minute, de silenciar por apenas 1 minuto algumas vezes ao dia.

A artista Marcia Aftimus, autora do livro “ArtZen”, pintará um painel de colorir no Jardim do Museu da Casa Brasileira entre os dias 27 e 30 de agosto, das 10h às 13h e das 14h às 17h. Em uma intervenção artística e meditativa, a obra tem como objetivo estimular o amor e a paz na cidade. Por isso, um espaço será montado em torno do painel para que as pessoas meditem enquanto a artista pinta. Além disso, no sábado e domingo, das 10h às 11h e das 12h às 13h, a meditação contará com a presença do músico sitarista Fábio Kidesh e no dia 30, das 12h às 13h, Jeanne Pilli conduzirá uma meditação. No último dia de evento, a obra se transformará em 48 telas de 50x25 centímetros que serão entregues ao público.

Minichefs e programação infantil

Na oficina de culinária “Minichefs em Ação” – dia 29, das 11h às 12h30, na Biblioteca Villa Lobos, os participantes são convidados a elaborar e executar de maneira lúdica, uma receita muito gostosa com alimentos naturais, aproveitando as partes que costumam ser descartadas, mas que contêm muitas vitaminas (cascas, talos).

Nos dias 29 e 30, o Instituto Akatu realiza a Maratona Edukatu de Consumo Consciente, com diversas atividades no CEU Azul da Cor do Mar, em Itaquera.

Com repertório de musicas brasileiras, a Oficina de Alegria leva a Banda do Bloquinho para uma apresentação no Museu da Casa Brasileira no dia 29 de abril, às 11h, com o objetivo de estimular e incentivar a noção de cidadania nas crianças através do sentimento de coletividade, simplicidade e liberdade.

 
Já a Praça Victor Civita e algumas unidades dos CEUs recebem feiras de troca de brinquedos, promovidas pelo Instituto Alana. As unidades educacionais da Prefeitura exibem documentários do Instituto: “Criança, amado negócio”, “Muito Além do Peso”,  “Tarja Branca” e “Território do Brincar”.

O CCSP vai ainda receber uma oficina de cinema, no dia 29, para produção de um mini metragem de 1 minuto, em parceria da Thyssenkrupp com o Instituto Querô. No local, um painel interativo vai apresentar ainda o site Urban Hub, uma plataforma na qual os visitantes poderão tirar uma foto que ficará registrada no site e poderá ser baixada, depois. A empresa vai promover ainda, no dia 29, às 12h30, um coral voltado ao público infanto-juvenil e adulto.

No Parque Villa Lobos, um dos destaques é o “Planetário Móbile”, promovido pelo Sescoop/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), e que convidará crianças e adultos a “entrar” em uma cápsula e viajar pelos cosmos. Nela, o “viajante” poderá contemplar o céu noturno, o sistema solar, satélites e constelações.

As cores e os sons da floresta irão invadir o Parque Villa-Lobos com o espetáculo Bichos do Brasil, da Cia Pia Fraus. Quem estiver no Parque Água Branca, entre 28 e 30 de agosto, pode assistir à Cia Teatral Sol, com o espetáculo “Mulambolambo”. A peça valoriza a gestualidade, a animação e a manipulação, sem diálogos verbais.

As Fábricas de Cultura também fazem parte da programação infantil. As unidades de Brasilândia, Capão Redondo e Jardim São Luis vão receber o espetáculo “O Fantástico Laboratório do Professor Percival”, no dia 27, às 10h (Brasilândia), e no dia 28, às 10h (Capão Redondo) e 15h (Jardim São Luis).

O Parque Ibirapuera contará com programação especial do “Meu Ibira”: oficinas de ecobags e móbiles (29), apresentações circenses com o grupo “A fabulosa Trupe de Variedades” (29) e shows musicais com a banda Caravana, dentre outras atrações.

A questão da água

No momento em que a crise hídrica retorna às pautas, a Aliança Pela Água promove a estreia do segundo episódio da web série “Volume Vivo”, de Caio Ferraz, seguido de um bate-papo com Guilherme Castagna, coordenador de projetos da Fluxus Design Ecológico, mediado pela jornalista Renata Simões. O espaço na Rua Vergueiro ainda recebe a exposição da fotógrafa Martha Lu, que registrou pessoas afetadas pela falta de água em São Paulo. Já no Jardim Suspenso do CCSP, o artista Mundano vai montar uma instalação inédita.

O Parque Villa Lobos receberá a partir do dia 26 o projeto “Água, Arte e Sustentabilidade”, composto por exposição de obras de arte popular brasileira e espetáculo teatral, que trata de forma lúdica o tema da água. “A questão hídrica foi o tema que reuniu o maior numero de inscrições de projetos para a Virada – quase 40%”, explica Palhano.

Exposições

Como parte da preparação oficial para a COP-21, reunião que acontece em Paris em dezembro e promete definir o futuro do planeta no tema das mudanças climáticas, o Consulado Francês traz uma exposição fotográfica marcante para a Virada Sustentável: “60 Soluções para as Mudanças Climáticas”, no Parque Cientec-USP. Uma seleção de filmes franceses ligados às mudanças climáticas também será exibida na Biblioteca Villa Lobos, que funcionará como um polo de programação sobre o tema.

A partir da quinta-feira, 27, o parque Burle Marx recebe a exposição “Olhar Selvagem”.

São 40 imagens que trazem a surpreendente conexão entre os animais selvagens fotografados e o espectador, registradas durante mais de uma década. Além da exposição, que é gratuita e vai até 25 de setembro, haverá oficinas de arte e educação ambiental com uma hora de duração para crianças de 5 a 10 anos, com monitores especializados.

A cidade ocupada pela Virada Sustentável

Diversas ações promoverão ocupações locais em áreas públicas de São Paulo.  No Largo da Batata, o coletivo Floresta Urbana vai utilizar um paredão de 100m em uma instalação que integrará graffiti e cinema – um telão público será entregue como presente à cidade, ao final da Virada - o Cinema Verde.

O tradicional Pic Nic à Moda Antiga, promovido pelos Aliados do Parque Augusta, ganha sua quinta edição na Virada com novo nome e a mesma proposta: sensibilizar a população para a importância de um parque 100% verde numa das ruas mais tradicionais da cidade. Em clima de festa, com música e atrações, o Pic Nic Parque Augusta é realizado no domingo (30), das 14h às 18h, na própria Rua Augusta, fechada para o trânsito.

Ponto das baladas em São Paulo, a Vila Madalena terá uma programação especial na Virada para mostrar que o bairro também pode promover eventos “tranquilos” e sustentáveis. Farão parte da programação pontos tradicionais do bairro, como o Armazém da Cidade, a galeria King Cap e a Livraria da Vila, com piqueniques, rodas de leitura e contação de estórias para a criançada, dentre outras atividades.

Promovida pelo Instituto Europeo di Design (IED), a ocupação criativa de um trecho da Rua Maranhão, em Higienópolis, apresenta o que seria uma “rua dos sonhos” no bairro, com diversas atrações e conteúdos relacionados ao uso do espaço público e participação de escolas e atores locais. Domingo (30) das 12h às 20h.

Extremos Sul – Coletivo Imargem

Com a preocupação constante de não se restringir ao Centro de São Paulo, a Virada Sustentável ocupa ainda os extremos Sul e Leste da cidade. Com curadoria do coletivo Imargem e envolvimento de diversos grupos locais, a programação nos bairros de Parelheiros, Grajaú e adjacências revela as riquezas culturais e naturais da região.  A abertura da programação no extremo sul ficará por conta do sarau “Sobrenome Liberdade”, no dia 27/08, às 20h, no Relicário Rock Bar. Estão previstas ainda uma Mostra de Teatro com a Cia. Humalada, exibição de filmes, oficinas de permacultura, cisterna e hortas, além da intervenção do artista plástico Mauro na empena do CEU Três Lagos, e a exibição do documentário “Sabotage: Maestro Do Canão” (2015), de Ivan 13P, na comunidade do Piraju (Grajaú).

Extremo Leste – Arte e Cultura na Kebrada

Pela primeira vez, o tradicional encontro de grafitti “Arte e Cultura na Kebrada”, da Zona Leste, agrega atrações e conteúdos especiais da Virada Sustentável. A nona edição do evento acontecerá no domingo (30), encerrando a programação da VS na região. Nos dias anteriores, as atividades estarão espalhadas por São Miguel Paulista, Jardim São Vicente, Jardim Pantanal Jardim Santa Inês, Jardim Maia e Itaim Paulista. O público poderá participar de oficinas de PinHole, exibições de filmes, discotecagens, shows e rodas de conversas.

Encerramento com show da cantora Céu

Para o encerramento da Virada Sustentável, no domingo, 30, a cantora Céu faz uma apresentação especial, gratuita, no Parque Villa Lobos, às 16h.

Parceiros

Este ano a Virada Sustentável é apresentada pela Lei de Incentivo a Cultura e pelo PROAC. Tem o apoio e confiança dos seguintes patrocinadores: Braskem, AES Eletropaulo, EcoFrotas, Husqvarna, Kellogg's, Natura, Thyssen Krupp, ADM/Vitaliv e Westrock. E conta com a colaboração dos seguintes parceiros: Instituto Akatu, Instituto Alana, Bigud Digital, Menta Propaganda, Consulado Francês, Swissnex, Sescoop, Secretarias Municipais de Educação e Cultura, Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A promoção é feita pela Globo, Meu Ibira, Rádio Eldorado e Estadão, UOL e Pinterest. A realização é da Virada Sustentável, em parceria com o Governo do Estado, o Ministério da Cultura e o Governo Federal.

Sobre a Virada Sustentável

A Virada Sustentável é um festival anual de mobilização e educação para a sustentabilidade, que envolve cocriação, articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, escolas e universidades, empresas, coletivos e movimentos sociais.

Em sua primeira edição, em 2011, a Virada reuniu mais de 500 mil pessoas em 482 atrações distribuídas em 78 espaços. No segundo ano, com ações e atrações em todas as regiões da cidade, a Virada se democratizou, reunindo em torno de 740 mil pessoas em 612 atividades gratuitas localizadas em 149 locais. Em 2013, o evento reuniu 695 atrações e atividades distribuídas em 152 locais de São Paulo, com público aproximado de 800 mil pessoas. Já em 2014, o evento reuniu 715 atrações e atividades distribuídas em 155 locais, com público aproximado de 900 mil pessoas.

Serviço:

5ª Virada Sustentável

26 a 30 de agosto de 2015
Grande São Paulo

Abertura

Debate com Saskia Sassen e convidados.
Data: Quarta-feira, 26 de agosto.
Local: Auditório Ibirapuera - Parque do Ibirapuera. 
Av.
Pedro Álvares Cabral –Portão3 – São Paulo, SP.
Horário: 11h.
Entrada: Livre e gratuita, mediante retirada de senha, a partir das 9h30.
Acesse toda a programação no site: www.viradasustentavel.com

Encerramento
Show com a cantora Céu.
Data: Domingo, 30 de agosto.
Local: Parque Villa Lobos – São Paulo.
Horário: 16h.
Entrada: Livre e gratuita.

Informações para a imprensa:
Mauricio Sacramento +55 11 3871-0022 ramal 228.

O São Paulo São apoia a iniciativa.


 


Rocky Spirit, o maior festival de filmes outdoor do país está de volta para inspirar todos que apreciam a vida e o esporte ao ar livre. Nesta quinta edição, a organização traz 27 títulos inéditos, que terão como “sala” para exibição gratuita locais que são ícones das capitais paulista e fluminense.

O Parque Villa-Lobos, em São Paulo, sedia o evento nos dias em 15 e 16 de agosto, e a Lagoa, coração da zona sul carioca, recebe o festival nos dias 5 e 6 de setembro. O telão de 150 m², com imagens em alta definição, é um show à parte. A expectativa de público para Rocky Spirit 2015 em São Paulo é de aproximadamente quinze mil pessoas, número quase quatro vezes maior que o da primeira edição.

Entre as 22 produções internacionais – vindas da mais importante mostra do gênero, o Telluride Mountainfilm Festival* dos EUA – e cinco nacionais, os destaques desse ano ficam com: “Above the Alley, Beneath the Sky”, “Sufferfest 2”, “The Fisherman’s Son”, e os brasileiros “Whiteout”, “Em Busca de todas as Manhãs do Mundo” e “Espírito Livre”.

A edição de 2015 contará com a banda Suricato abrindo as exibições nos dois dias da mostra em São Paulo. Já na Cidade Maravilhosa, o show fica por conta da Banda Devir, também nos dois dias. Além disso, o festival também terá a participação de Lawrence Wahba (Diretor de “Em busca de todas as manhãs do mundo”) e Rafael Duarte (montanhista, diretor e protagonista do filme “Whiteout), que estarão compartilhando suas experiências no Parque Villa-Lobos e, no Rio, quem confirmou presença foi Caio Afeto (slackliner e protagonista de “Espírito Livre) e Andrew Lenz (idealizador e coordenador do projeto de escalada na Rocinha retratado no filme “Above de Alley, Beneath Sky”), que levará ao evento alguns jovens participantes do projeto.

“Mais uma vez, o Rocky Spirit apresenta uma seleção dos melhores e mais recentes documentários sobre vida ao ar livre. Tem bike, surf, skate, montanhismo, slackline, meio ambiente, escalada… é uma verdadeira festa para os olhos e os sentidos. E o mais bacana é que exibimos esses filmes em uma estrutura inigualável, ao ar livre e de graça! É o único festival brasileiro que oferece isso. Nosso objetivo é inspirar e tocar o maior número de pessoas possível, porque acreditamos que o contato com a natureza tem o poder de transformar a vida de todos para melhor”, comenta Andrea Estevam, diretora de conteúdo da Editora Rocky Mountain e curadora do festival.

O público das duas cidades já conhece o festival e vai preparado para curtir os filmes da melhor maneira possível. Mas, para facilitar, a organização disponibiliza uma cartilha com dicas para que a experiência seja perfeita. Como o festival é ao ar livre, roupas de inverno para se proteger do sereno, cadeiras de praia, cangas e lanches são itens recomendáveis para a plateia. O meio-ambiente também está na pauta da organização, que pede para que o público entre no espírito e traga utensílios reutilizáveis e fiquem atentos para não deixar lixo nos locais após a exibição.

Para saber mais sobre o festival acesse:​ www.rockyspirit.com.br

Serviço:
São Paulo. 
Quando: 15 e 16 de agosto Horário: 17h30 às 22h.
Onde: ​Parque Villa Lobos (entrada na Av. Queiros Filho, 1.205, Portão​ ​1 – Detran).
Gratuito

Fonte: Assessoria de Imprensa do Rocky Spirit – In Press Media Guide

 



Embrenhar-se por uma “convenção internacional de tatuagem” sem ter o crachá imprescindível de uma mísera estampa, nem mesmo uma discreta salamandra no pescoço, ou, que seja, uma rosa dos ventos no tornozelo, é como ser vegano numa churrascaria de rodízio, ou, numa analogia às avessas, sentir-se como aquele repórter gonzo Hunter Thompson, que foi cobrir um meeting do FBI americano de repressão às drogas cheio de maconha e anfetaminas na cabeça. Você está perigosamente fora de sintonia.

Desde a chegada à convenção (espanhóis, argentinos, norte-americanos, franceses, que, ali instalados, testemunham que ela é de fato internacional), no fluxo constante e robusto de uma maré humana que serpenteia até a concorrida entrada do Pavilhão Azul do Expo Center Norte, você experimenta certa angústia do estranhamento, que, no entanto, logo se dissipará na percepção de que a tribo ajaezada da Tattoo Week não é muito diferente, em aberrações e extravagâncias, da fauna que você habitualmente vê numa Fashion Week. Comparada com o mundinho da moda, a cena tattoo pode até ser, salvo um ou outro momento de freak show, como o propiciado por aqueles que tatuam a parte branca do globo ocular, surpreendentemente careta. 

“Conquistamos o status de uma forma de expressão artística, como o grafitti e a street art”, diz Enio Conte, o criador de uma Tattoo Week que, de week só tem metade, na verdade vai de sexta a domingo. Cinco anos atrás, Enio, com três décadas de estampas epidérmicas no currículo profissional, lançou o evento num diminuto pavilhão no bairro do Ipiranga, e nesta edição de 2015 saboreava a expectativa de 50 mil visitantes no mamútico Pavilhão Azul do maior centro de convenções de São Paulo.

 

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Parentesco: o new tattoo se diz próximo da moda alternativa, do grafite, da street art e até dos esportes radicais.

 

Mais importante que a contabilidade numérica, para ele, é perceber o progressivo prestígio social que a tatuagem veio alcançando muito além do circuito marginal dos presidiários, dos rappers, dos roqueiros, dos astros dos gramados e dos chefs de cozinha. “Por isso passamos a chamar a convenção de Tattoo Week, como as Fashion Weeks”, diz Enio. “A atmosfera é a mesma, a galera é a mesma.”

Bira, é Ubiratan Amorim, do Ink 33, usufrui, ao lado de seus parceiros, o casal Felipe Xavier e Sabrina Rodriguez, dos benefícios desse upgrade. O estúdio da trinca fica na Oscar Freire, a artéria-símbolo do luxo em São Paulo, e não por acaso a clientela – sujeita a entrar numa fila de espera que dura no mínimo um par de semanas – inclui médicos, advogados, publicitários e colunáveis, cuja ilibada reputação não corre o risco de ser comprometida por um mero detalhe decorativo a lhe enfeitar a pele. A classe A tomou gosto pela coisa, atesta Bira; decididamente, a tatuagem, linguagem ancestral de marujos saudosos de casa e de mafiosos trancafiados na cadeia, escalou a escada social.

Aos 20 anos, mas já com oito troféus de 1º lugar num currículo de assustadora precocidade, Bira é o Caravaggio das agulhas, no cultivo de um realismo detalhista e caprichado que vem embasado numa sólida formação artística, aluno que foi, na sua Bahia natal, de mestres dos pincéis e das tintas, como seu conterrâneo Leo Costa, de Bom Jesus da Lapa, e André Oliveira, em Salvador. “Trabalhei seis meses no McDonald’s para comprar o equipamento, depois virei eletricista para comprar as tintas importadas”, conta Bira. A tecnologia sofisticada e a mão de ouro do artista fazem um de seus desenhos realistas custar alguma coisa a partir de 1,8 mil reais.

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Duzão oferece as duas bochechas ao mestre Mauro e os artefatos de um dolorido culto.

 

Olha lá, de repente, à frente de uma plateia extasiada, Bira, com o indefectível boné carmim do Chicago Bulls na cabeça, pronto para riscar a pele de Marcão, ex-Charlie Brown, hoje guitarrista do Bula. O tatuador tem um sistema: ele costuma oferecer ao futuro tatuado uma pequena psicoterapia prévia, quer saber se ele está de fato decidido ao sacrifício (tatuagem dói! – esta é uma verdade que ninguém do business desmente), se aquela imagem é realmente a que melhor se adapta ao seu tom de pele e ao lugar escolhido. Em geral, Bira simula em Photoshop a tatuagem que virá. Prefere ter a conversa inicial e só depois agendar a sessão de tortura, quer dizer, de pintura.

O realismo que Bira e o pessoal do Ink 33 professam combina com a demanda de uma freguesia que, cada vez mais, pretende gravar na epiderme uma experiência de verdade: o rosto de uma paixão, o rosto dos filhos, flores mimosamente coloridas, animais de estimação, naturezas-mortas e, inesperadamente, imagens de santos e da padroeira. Nossa Senhora Aparecida, ela então, é um must. Uma das imagens da Virgem que Bira traçou cobrou duas sessões, 12 horas ao todo. Haja resignação fervorosa.

Com tudo isso, esvazia-se da arte do tattoo o antigo estigma da transgressão e dissipa-se o carma do preconceito. Sinal dos tempos, ao mencionar aquela que é a fiel e ilustrada tribo dos craques de futebol, um razoável número de artesãos do estêncil menciona o mais recente gol de placa da categoria. “Você viu que até o Messi aderiu?” – festejam em coro. “Cobriu um dos braços e vai cobrir uma das pernas.” 

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“Hoje se desenha arte. O corpo humano é a tela do artista, que nela imortaliza sua obra-prima, seu talento divinal!"

 

Pois é, até o Messi, com aquele jeitinho de primeiro da classe, aderiu ao clã dos bad boysCarlitos Tevez, Neymar Jr., Dani Alves, Paolo Guerrero. “Os craques da bola querem ser tratados como artistas que eles de fato são”, diz o promoter Enio Conte. Desse time é Neymar, naturalmente, quem costuma ditar tendência. Ao tatuar no braço o rosto da irmã, consagrou o estilo realista. Do mesmo modo, se algum ator ou atriz da Globo ou de Hollywood exibir um dia sua intimidade tatuada, no dia seguinte uma legião de imitadores estará batendo às portas de algum artífice para copiar o desenho.

O dinheiro segue a rota da gentrificação. Marcas de estima aproximam-se de um território antes minado pela rejeição. Já na entrada da feira, a prestigiosa Harley Davidson expõe seus cavalos de aço montados por valquírias de vastas pernas, longos cabelos e sombrias carrancas que desestimulavam a aproximação dos engraçadinhos. A Jac Motors cedeu um de seus mignons J2 para que dois artistas do grafitti empreendessem a inédita experiência de tatuar um carro. Os bourbons da Jack Daniels e os irish uísques da Jameson alcoolizam alguns estandes. Os cosméticos da Bayer e da La Roche – alguns deles providenciais para quem escarafuncha a cútis – viraram patrocinadores. A AmBev, a BMW e grifes de street wear também passaram a frequentar tais acontecimentos. 

Coube à MCD, marca de surfwear, pagar as contas da  celebrity número 1 desta Tattoo Week 2015, a qual atende pelo sugestivo nom de plume de Megan Massacre. Norte-americana da Filadélfia, figurinha carimbada da cena underground de Manhattan e do Brooklyn, estilista, ativista dos direitos dos animais e habitué de reality shows cuja senha de ingresso é a excentricidade, Megan consagrou-se não tanto pelo seu ofício de imagens impactantes e de policromia radical; ajudou bastante o fato de ter sido capa da revista cult Inked na condição de “a tatuadora mais sexy da América”. 

A loirinha de 27 anos, olhos azuis e rutilantes cílios postiços, está neste momento atuando sob os olhos de uma multidão convencida, ainda que a distância, de seus duplos dotes, os físicos e os profissionais. “A cultura da tatuagem é internacional, o Brasil está sintonizado com ela”, diz Ms. Massacre a CartaCapital. Sua arte custa 400 dólares/hora. Militante do vegetarianismo, foi vista comendo um vigoroso burrito num restaurante mexicano de São Paulo. “Só de verdura”, trata de esclarecer a assessoria.

Astros incidentais da cena tattoo, ainda que sem o red carpet reservado à cosmopolita Megan Massacre, buscam, olhem só, um fiapo de atenção nas alamedas que serpenteiam ao longo dos 1,2 mil expositores dessa alegórica Disneyworld das tintas e agulhas. A concorrência no quesito extravagância pode ser desleal por parte daqueles que apelam para a assim chamada extreme body modification.  

O fato é que, mutilações à parte, narcisismo descontado, há quem, assim como Megan, faça do dermógrafo perfurante um honesto ganha-pão, seja como sujeito, seja como objeto (a tentação é de escrever: como vítima). Na categoria objeto destaca-se o popular Papai Noel, como ele se autointitula, no RG Vitor Sanchez, cujas barbas brancas e protuberância abdominal são sempre garantia de emprego temporário às vésperas do Natal (chegou a ser o Papai Noel do SBT). Nos demais períodos do ano, Vitor exibe-se em eventos, simpósios, convenções e – sem o perigo de pânico e de choradeira, assegura ele – até mesmo em festas infantis. Ele orgulha-se de ter, com certificação oficial, 94% do corpo coberto de desenhos, ressalvando, on the record, as palmas das mãos e as plantas dos pés. Tinha umas quatro ou cinco tatuagens até perceber, pouco tempo atrás, que aquilo poderia ter um valor comercial. “Cheguei a fazer duas por semana”, conta. 

“A decoração corporal sempre foi um hábito cultural dos pobres e marginalizados”, conta Silvana Jeha, autora de um memorável trabalho sobre a iconografia de pele entre os marinheiros do Atlântico e agora às voltas com a enciclopédica tarefa de mapear a história da tatuagem no Brasil até o século XX. Era comum entre os imigrantes, fossem libaneses, portugueses, italianos, japoneses, e os africanos também imprimiam na pele traços de sua miserabilidade escravizada, diz Silvana. “Só depois, no século XIX, com a influência do italiano Cesare Lombroso, é que a tatuagem passou a ser criminalizada, a serviço de uma classificação excludente, registro policial para suspeitos, marginais e criminosos.” 

Não se acanhe ao assistir, agora, ao intrigante espetáculo protagonizado por Mauro Landim, 21 anos de ofício, renomado especialista com estúdio no Planalto Paulista, expert no black and gray (“um estilo urbano, street, gangsta”, tenta esclarecer), tendo como parceiro a intimidante criatura denominada Duzão. Trata-se de uma massa gigantesca e volumosa de gente que dos 18 anos em diante, ou seja, há 14 anos, decora o corpanzil com uma iconografia radical. Vai, ao longo das próximas três horas, oferecer em holocausto suas bochechas, aonde as hábeis mãos de Mauro vão silhuetar um machado de cada lado. 

Duzão assegura a cota do folclore numa confraternização tribal que, no entanto, ano após ano vai ganhando ares de shopping center. Eis aí que vem a Rosas de Ouro, tradicionalíssima escola de samba da zona norte de São Paulo, para trazer a tatuagem, antes linguagem da periferia e provocação delinquente, para o convívio festivo da cultura popular. “Arte à Flor da Pele: A minha história vai marcar você” é o tema de seu Carnaval de 2016. A sinopse do enredo, assinada pelo carnavalesco André Cezari, anuncia, no jargão típico de sambista: “Hoje se desenha arte. O corpo humano é a tela do artista, que nela imortaliza sua obra-prima, seu talento divinal!” Então está explicado. 

Nirlando Beirão em seu QI em Carta Capital.
Fotos: Letícia Moreira.


Músicos apresentaram setlist de Bruno Mars à Megadeth no Ibirapuera. Garoto tem doença degenerativa e toca bateria para auxiliar no tratamento.

O Parque Ibirapuera trocou o barulho dos pássaros pelo "groove" de mais de cem bateristas neste domingo (9) em São Paulo. O evento, organizado pelo projeto "Bateras 100% Brasil", começou por volta das 12h de um dia de céu claro. Com as baquetas sincronizadas, os músicos, entre eles um menino de 3 anos, apresentaram um setlist de 11 músicas que iam de Bruno Mars à Megadeth, de Jota Quest à Daft Punk.

Na passagem de som, os músicos tocaram uma composição própria do projeto (iniciado em 2000) chamada de “Groove Tribal”. Em sequência, foram direto para o Rock n’Roll, com “We Will Rock You”, da banda Queen. Eles apresentaram também “Satisfaction”, dos Stones, You Shook  Me All Night Long, do AC/DC. Os celulares de espectadores registraram tudo.

No início do projeto, há 15 anos, eram 64 bateristas. Hoje, foram 460 inscritos para tocar, mas nem todos compareceram. Cinco músicos experientes ficam sobre o palco fazendo o papel de “maestros” dos centenas de bateras. Um deles é Leandro No, de 39 anos, das bandas Dano e Freak Fur. “O mais legal é ver a mistura do pessoal. Este é o 10º projeto que eu participo e sempre tem gente de todo o tipo”, contou.

Pedro, de 3 anos, começou a tocar bateria quando tinha apenas 1. Ao lado da mãe, a pianista Leane Fonseca, ele descobriu a Mucopolissacaridose (MPS). A doença deveria afetar a coordenação motora, mas a mãe garante que Pedro está usando o instrumento a seu favor. “Ele faz os ritmos do jeito dele, mas agora ele começou já com algumas músicas mais concretas. Ele nunca fez aula, é coisa dele mesmo. E a gente acha legal estimular, porque ele tem uma doença chamada MPS, que é degenerativa, que a criança vai atrofiando os nervos e os músculos, e vai perdendo os movimentos”.

Pedro é baterista desde o 1º ano de idade (Foto: Carolina Dantas/G1)Pedro é baterista desde o 1º ano de idade (Foto: Carolina Dantas/G1)

Pedro é baterista desde o 1º ano de idade. Foto: Carolina Dantas/G1.

 

Já o pai Fábio Ricardo Lucila, de 40 anos, trouxe o filho João Vitor, de 8 anos, para curtir o som. Fábio é guitarrista e tentou ensinar o instrumento para o filho, mas a preferência é outra. “Ele até se interessou por aprender guitarra, mas o negócio dele é bateria mesmo”.

Raridade foi assisti ao cantor da banda no fundo do palco. Murilo Lima, de 46 anos, foi quem assumiu o microfone das músicas e disse não se importar por estar atrás. “Os protagonistas hoje são os bateristas. Esse evento que o Dino promove é uma coisa incrível. Pra nós, fazer parte disso é uma honra, um prazer ficar atrás. Eu poderia ficar embaixo do palco que estaria lindo”.  E completou: “Na verdade, a bateria é aquele coração da banda, é o que pulsa. Quanto mais, melhor”.

Dino Verdade, 47 anos, é um dos organizadores do evento e disse que é um trabalho imenso contatar todos os músicos. “Demora um bom tempo para organizar, chamar todos os bateristas, ensaiar a banda, mas eu vou te falar que é um trabalho muito recompensador, ver os pais cantando com os filhos, as criancinhas, as pessoas mais velhas”.

O prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário municipal da Cultura, Nabil Bonduki, também compareceram ao evento. Discretos, curtiram o som entre a multidão. “Foi uma primeira edição de uma ideia que provavelmente vai se transformar em uma bienal de percussão. A música em São Paulo está acontecendo com muita força.”, disse o prefeito. Sobre começar a tocar bateria, o prefeito disse “eu vou continuar no violão, que eu já tenho grande dificuldade”.

Carolina Dantas e Paulo Castilho do G1 São Paulo.

 


The Guardian, principal jornal do Reino Unido, publicou reportagem sobre os dez melhores parques urbanos do mundo, em que um dos destaques é um velho conhecido dos paulistanos.

O Parque Ibirapuera aparece na 1ª posição e tem destacados o projeto paisagístico de Burle Marx, que mistura os estilos cubistas e surrealistas de arquitetura, e as dimensões desse parque da capital paulista com 221 hectares. Com mais de 150 mil visitantes por fim de semana, segundo dados da prefeitura de São Paulo, o local foi descrito pelo jornal como um “parque exuberante, curvilíneo e, às vezes, misterioso”.

A reportagem publicada nesta sexta-feira (7) afirma que os 221 hectares de área verde no meio da cidade “são mais que essenciais”.

O texto ressalta os trabalhos do paisagista Roberto Burle Marx e do arquiteto Oscar Niemeyer. “O parque é exuberante, curvilíneo em todas as direções”, diz o jornal. “Algumas vezes misterioso, outras vezes irrompe em cores poderosas”, diz o jornal.

Além do Ibirapuera, estão na lista o Buttes-Chaumont, em Paris; Boboli (Florença); High Line (Nova York) Landschaftspark (Duisburg-Nord); Hampstead Heath (Londres); Park Güell (Barcelona); Summer Palace (Pequim); Olmsted Parks (Louisville) e Birkenhead Park (Merseyside).

Em nota, o secretário municipal para Assuntos de Turismo e presidente da SPTuris, Wilson Poit, o parque “tem uma área invejável” e “é um dos atrativos mais visitados por paulistanos e visitantes”

História

O nome Ibirapuera significa “árvore apodrecida” em tupi-guarani, por conta de uma aldeia indígena que ocupava a região quando ela ainda era alagadiça com solo de várzea.

Para minimizar a umidade, Manuel Lopes de Oliveira, então funcionário da prefeitura na década de 1920, começou a plantar árvores na região. Em homenagem ao pioneiro, atualmente um viveiro da unidade de conservação leva seu nome, Viveiro Manequinho Lopes, a estrutura é aberta à visitação, produz diversas espécies de plantas entre elas algumas medicinais para uso no município.

O parque conta com uma infraestrutura que inclui parques infantis, fonte multimídia, lanchonetes, áreas de estar, praças e o pavilhão de exposições Oscar Niemeyer, onde são realizadas as bienais de São Paulo. Para os amantes do esporte tem pista de corrida, ciclofaixa, bicicletário com aluguel de bicicleta, quadras poliesportivas, campos de futebol e aparelhos de ginástica.

A matéria: http://goo.gl/FKPfBl

Com informações do G1 e do Viagem em Pauta.