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A contação de histórias é uma arte secular, que desenvolve a imaginação, o hábito de ouvir e a vontade de ler. Assim como a literatura escrita, ela é capaz de nos levar para outros mundos e viver novas experiências. A fim de incentivar essa tradição, o Sistema Municipal de Bibliotecas da cidade de São Paulo promove mensalmente um circuito de contação de histórias com foco no público infantil, pais e educadores.

Em setembro, 43 bibliotecas e sete pontos de leitura participam do projeto. O Sistema Municipal de Bibliotecas vem trabalhando a narração oral em seus espaços, pensando na mediação de promover o contato com os livros, para ir além da leitura literária, promovendo uma visão do mundo e do processo criativo.

Para estimular o ouvinte, os contadores utilizam diversos recursos, como canto, poesia, e até a manipulação de objetos, como bonecos e tricô. Histórias indígenas, contos populares brasileiros, contos africanos, histórias japonesas, contos de fada e clássicos dos irmãos Grimm fazem parte do repertório de histórias.

O projeto enfatiza a importância das bibliotecas dentro das comunidades, que não são apenas espaços de silêncio e leitura. Em algumas regiões, a biblioteca local é o único equipamento cultural, e a mediação da leitura pode ser feita em formatos diferentes, como a narração oral, uma vez que todas as linguagens dialogam com a literatura, seja o cinema, a música e o teatro. As apresentações interagem com o espaço das bibliotecas, com o intuito de aproximar a comunidade dos livros disponíveis.

Além do Circuito mensal de apresentações de contação de história, o sistema municipal de bibliotecas promove, em outubro, a 11ª edição do festival A Arte de Narrar Histórias.

Confira a programação completa: http://goo.gl/eQ2ZWQ

Fonte: Sistema Municipal de Bibliotecas.


Durante o mês de setembro, quem estiver na capital paulista poderá curtir a cidade de um jeito diferente, mais integrado com a natureza. Tudo por causa da sexta edição do Festival Cultivar, promovido pelo Instituto Árvores Vivas, que vai invadir praças e parques com uma programação intensa e gratuita, para todas as idades, do dia 5 ao 27.

No final do mês, cidades do Rio de Janeiro, Minas e Santa Catarina também participarão e, em outubro (1 a 3), o festival se concentrará em Santa Rita do Passa Quatro e Ribeirão Preto, no interior de SP.

“O Festival Cultivar foi idealizado para estimular a cultura de estar em contato com a natureza todos os dias, mesmo em um ambiente urbano”, diz Juliana Gatti, diretora do instituto e autora do blog Árvores Vivas. “Com sua programação extensa, criamos oportunidades para que a reconexão com a natureza torne-se um hábito, tão essencial quanto beber água”.

Com a intenção de valorizar a cultura local, a qualidade de vida, a saúde e o patrimônio histórico, serão realizados picnics com troca de sementes e mudas, expedições para reconhecimento de espécies de árvores eobservação de aves, oficinas diversas, sessões de cinema, bate-papos e palestras com especialistas em meio ambiente, além da apresentação de novas tecnologias.

“Os temas ambientais têm conquistado relevância, ao longo destes anos em que realizamos o Festival Cultivar”, conta Juliana. “Isso se deve, claro, à crise ambiental que tem se intensificado. Mas é interessante observar a diferença na receptividade tanto do público como dos parceiros (sejam empresas ou governos), desde que lançamos o evento”.

Já pensou dedicar um dia inteiro a atividades próximas à natureza em plena cidade grande? Sobre a importância dessa ação, Juliana acrescenta: “Participar de qualquer atividade da programação do Festival Cultivar é criar uma nova relação com o entorno e consigo mesmo, é despertar valores de respeito, carinho e agradecimento pela vida. É se permitir curtir a natureza, suas riquezas e sabedorias de uma maneira criativa e alegre, deixando que ela faça parte da vida de todos nós em harmonia, para que todos os seres vivos – humanos e não humanos – sejam mais plenos”.

Difícil escolher entre tantas atividades do festival, mas para ajudar na escolha, destacamos aqui algumas atividades imperdíveis, em cada dia:

Dia 5
A abertura do festival acontecerá no Parque Trianon, em plena região da Avenida Paulista, às 14h, com a expedição Origens, liderada por Juliana, que apresentará a exuberância da Mata Atlântica com árvores de mais de 300 anos.

Dia 6
No mesmo parque, das 8h o biólogo Sandro von Matter, diretor do Instituto Passarinhar e autor do blog Avoando, levará o público por uma expedição de Observação de Aves e Sons da Natureza – com dicas de fotografia.

Dia 8
Biodiversidade na Cultura Brasileira é o tema da exposição que será inaugurada no Conjunto Nacional – também na Avenida Paulista – e ficará lá até 21, dia da árvore, com visitas guiadas e atividades em grupo. Destaque para algumas espécies importantes da flora brasileira.

Dia 13
Quem tem interesse por hortas comunitárias não pode perder a expedição “A natureza é PANC”, no Centro Cultural SP. Além da história dessa prática na cidade, a nutricionista Neide Rigo, do blog Come-se, falará sobre as PANCs – plantas alimentícias não convencionais – e comandará mutirão na horta do próprio centro.

Dia 19
Expedição Fotográfica, de Desenhos e Pinturas no Parque da Luz, o primeiro jardim botânico da cidade de São Paulo. Ótima oportunidade para conhecer a história ambiental do parque e aprender a fotografar, além de desenhar e pintar a natureza. Os trabalhos desenvolvidos pelos participantes ganharão exposição em um varal no Parque da Água Branca nos dias 26 e 27, durante as Oficinas Verdes.

Dia 20
O Parque Buenos Aires, no bairro de Higienópolis, terá encontro sobre a Histórias das Árvores que lá habitam, com oficina de sensibilização promovida pelo Instituto Romã, além de contação de histórias para crianças e adultos.

Dias 22, 23 e 24
Criança e Natureza é o tema da programação especial para crianças de escolas públicas e outras instituições, que será realizada no Horto Florestal com expedições para observação de árvores e aves, além de plantios e produção de bombas de sementes. No Museu Florestal Otávio Vecchi, no mesmo parque, a arte se junta a natureza para contar histórias.

Dias 26 e 27
No Parque da Água Branca serão realizadas as Oficinas Verdes, para toda a família. A programação inclui também bate-papos sobre tecnologias ambientais, exposição de arte e natureza, além da exibição de filmes com temáticas voltadas ao meio ambiente no Espaço Cultural Tatersal.

Dia 27, também no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina
O PicNic de Troca de Sementes e Mudas realizado desde o primeiro Festival Cultivar deu frutos e resultou na criação de uma rede nacional de eventos que têm por objetivo promover a cultura ambiental, conversar a biodiversidade e viabilizar a manutenção da segurança alimentar. Neste dia, ele será realizado no Parque da Água Branca, mas também em outras cidades dos estados de SP, Rio de Janeiro, Minas e Santa Catarina.

Em outubro, no interior de São Paulo

Mas não é só o picnic de troca de sementes e mudas que acontecerá fora da capital paulista. Para promover oCerrado brasileiro e a importância de sua conservação, o Festival Cultivar promoverá atividades em parques das cidades de Santa Rita do Passa Quatro e Ribeirão Preto.

Nos dias 1 e 2 de outubro, escolas da região de Santa Rita poderão participar da Expedição Fotográfica Jequitibá-Rosa no Parque Vassununga, que reúne a maior concentração de árvores dessa espécie – que são as mais antigas do mundo, com cerca de três mil anos – e o maior exemplar paulista. No dia 3, o encerramento do festival acontece no Parque Curupira, em Ribeirão Preto, com ampla programação para o público.

Para saber mais, acompanhe a programação do Festival Cultivar pelo site e pelas redes sociais: Facebook e Twitter.

Mônica Nunes no Conexão Planeta.

 


Como parte da programação do Mês da Cultura Independente, durante o mês de setembro o Edifício Martinelli será palco do projeto “Música nas Alturas”, que levará concertos de jazz e improvisação instrumental para o terraço do prédio, a 130 metros de altura. Com entrada gratuita, os shows acontecerão nos dias 16, 19, 23, 26 e 30, sempre às 19h30. É necessário retirar ingressos com meia hora de antecedência.

A abertura fica por conta do compositor holandês Jozef van Wissen, no dia 16. Além de ter lançado nada menos do que 26 álbuns, ele também fez a partitura do jogo “The Sims Medieval” e a trilha do filme “Only Lovers Left Alive”, de Jim Jarmusch, pela qual recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora no Festival de Cannes de 2013.

Na semana seguinte, dia 19, assume Vitor Araújo, conhecido por unir a música popular e a erudita. O pernambucano lançou seu primeiro disco com apenas 18 anos, propondo releituras de canções famosas de Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Ray Charles, Radiohead. Em 2012, saiu seu segundo álbum, “A/B”, que foi muito bem recebido pela crítica, levando-o ao Festival Circulart 2015, na Colômbia.

Nos dias 23 e 26, os ingleses Trevor Watts e Veryan Weston fazem um duo de saxofone e piano, apresentando o melhor do improviso no jazz. Watts acumula em sua carreira a criação do “Spontaneous Music Ensemble”, ao lado de John Stevens, e participações com músicos como Archie Shepp, Steve Lacy, Don Cherry e Jayne Cortez. Já Weston colaborou com Lol Coxhill, Eddie Prévost, Caroline Kraabel, Phil Minton, entre outros nomes. Juntos oficialmente desde 2000, os dois já lançaram quatro discos.

O encerramento será de responsabilidade do saxofonista, clarinetista e compositor dinamarquês Lars Greve, que mostra, no dia 30, faixas de seu álbum “Breidablik”, totalmente baseado na improvisação. Conhecido por seu talento não limitado a um único gênero, o músico integra vários grupos, como Alex Jønsson 3, Girls In Airports, Maria Faust Group e Markus Pesonen Hendectet.

Serviço
Local: Edifício Martinelli.
Endereço: Av. São João, 35, Centro.
Capacidade: 80 lugares.
Entrada: gratuita (necessário retirar ingressos 30 minutos antes do show).

Dica: Indicas.


A Prefeitura e o Ministério Público fizeram um acordo para viabilizar a abertura da Avenida Paulista para ciclistas e pedestres aos domingos. Os promotores sugeriram que a medida seja estendida para vias da periferia e que o tema seja discutido com a população em audiências públicas.


O secretário municipal dos Negócios Jurídicos, Robinson Barreirinhas, e o procurador-geral do Município, Antonio Carlos Cintra do Amaral Filho, se reuniram nesta sexta-feira (4) com os promotores Camila Mansour Magalhães da Silveira e Mário Augusto Vicente Malaquias, da Habitação.

Os representantes do Ministério Público e da Prefeitura concordaram com a realização de audiências públicas, com ampla divulgação prévia, para discutir a abertura não apenas da Paulista, mas também de outras ruas e avenidas em toda a cidade, especialmente na periferia.

A Prefeitura apresentará à Promotoria dados e informações sobre todas essas vias. Serão incluídos os estudos viários mostrando as alternativas para o tráfego de veículos no entorno da Paulista e em toda a região da avenida. Constará no material, assinado por engenheiros com ART (Ata de Responsabilidade Técnica), as opções de acesso a todos os hospitais das imediações, incluindo o Hospital das Clínicas.

O prefeito Fernando Haddad vai sugerir à Promotoria que a audiência pública sobre a Paulista seja realizada no vão livre do Masp. Serão marcados eventos semelhantes em todas as Subprefeituras, para discutir a abertura das vias locais.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


A cidade de São Paulo será tomada por uma onda de cultura e lazer em setembro. Chega à sua nona edição o Mês da Cultura Independente (MCI), projeto promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo que espalha diversas atrações culturais por toda a cidade. E é claro que todos os eventos têm entradaCatraca Livre.

O público pode aproveitar shows nacionais e internacionais, mostras de cinema, intervenções, cursos, debates e oficinas que serão realizados em vários pontos da capital, promovendo uma ampla ocupação do espaço público. Todas as atrações têm em comum sua realização de forma independente.O grande destaque desta edição é o músico Lee Ranaldo, ex-guitarrista da banda norte-americana de pós-punk Sonic Youth, que se apresenta no Largo da Batata, dia 26, às 19h. A abertura do show fica por conta do grupo nordestino Cidadão Instigado.

Bem como na edição passada, o centro histórico de Sampa vai se transformar em palco para coletivos atuantes em diversos segmentos no projeto "SP na Rua". Das 22h do dia 5 (sábado), às 6h do dia 6 (domingo), várias pistas de dança ao ar livre, além de palestras, instalações e intervenções artísticas tomam as ruas São Bento, Álvares Penteado e XV de Novembro.

Uma novidade desta edição é o "Música nas Alturas", projeto que leva uma série de concertos de jazz e improvisação instrumental para o terraço no topo do Edifício Martinelli, na região central.

Outro destaque do MCI é o "100% Favela", uma tradicional festa do rap que acontece no Capão Redondo dia 5, às 15h, com shows de Mano Brown, Ferréz, Facção Central, Negredo, Rincon Sapiência, Detentos do Rap, Rosana Bronks, Yzalú, entre outros convidados.

Aos que não sentem medo de nada, há ainda o "Cinetério", uma maratona de cinema exibida no Cemitério da Consolação, dia 12, a partir das 22h.

A programação no site oficial do MCI: http://www.culturaindependente.org/

Fonte: Catraca Livre.
 


Diversos grupos, principalmente aqueles que usam a palavra como expressão: poetas, rappers, cordelistas, teatro e coral preencheram o fim-de-semana, tarde e noite de São Mateus (zona leste de São Paulo).

Moradores e visitantes interessados e participativos nas diversas atividades que reverberavam a vida cotidiana da galera da quebrada através da arte.

Demandas do Coletivo Sarau Maria Sem-Vergonha cobraram o direito das mulheres de serem o que quiserem na opção sexual, no vestuário e na atitude.

 

Poetas da vizinhança recitavam suas pequenas poesias avaliadas por um júri que mostrava o voto em uma lousa.

Cordelistas homenagearam a escritora Carolina de Jesus, autora do livro “Quarto de Despejo” e “Diário de Uma Favelada”.
 

A Cia Mala Caixeta de Teatro Surpresa, envolvida na criação de espetáculos/intervenções contemporâneas do teatro de objetos e teatro em miniatura, levou três pequenas instalações, semelhantes às máquinas fotográficas dos antigos fotógrafos lambe-lambe. O narrador, sob um pano preto cobrindo cabeça e ombros, manipulava o micro-cenário inspirado no livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos. A apresentação — individual — durava 3 minutos.

Na sala de múltiplos usos no piso superior da comunidade São Mateus em Movimento — fundada em 2008 — , o coral usava sons corporais na interpretação de músicas da idade média, gospel e criações contemporâneas, como o Canto de Osanha.

O Coletivo de Galochas, “um grupo de guerrilha teatral que apoia diferentes movimentos sociais, com foco em ocupações de moradia”, na definição de Antonio Herci, um dos criadores do coletivo, levou a “Revolução das Galochas”. A obra debate o consumo, o trabalho e o controle. Em onze pequenos atos contra o capitalismo, criticaram o jugo escravista do esquema, a violência do estado contra os negros e a autoridade caricata e cruel dos policiais.

 

 

A quebrada está ligada!

Texto e fotos de Juvenal Pereira, especial para os Jornalistas Livres.