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Ocupar as cidades é algo que já vem acontecendo em muitas capitais, no mundo todo. Para entender melhor o Brasil e nossas relaçoes com o espaço público, vale ler o clássico do antropólogo Roberto DaMatta “A casa e a rua”, que afirma que, muito mais do que espaços físicos, ambos sao metáforas das nossas relaçoes sociais. Quem somos em casa, quem somos na rua, como nos comportamos em cada uma delas.

 

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De um modo geral tratamos os espaços públicos como uma “terra de ninguém”. Não é à toa que jogamos lixo nas ruas, nem sempre achamos que devemos cuidar do patrimônio histórico, muitas vezes nao nos sentimos parte de uma grande comunidade. Por isto, os recentes movimentos de ocupaçao de espaços públicos sao uma forma de reverter nossa relaçao com a rua.

Dois exemplos me chamaram a atençao. Um é o Livre.Ria, no Rio de Janeiro, uma biblioteca pública itinerante que já está na sua 3ª ediçao e tem como objetivo incentivar a leitura. Outra é a praça Velorama, que fica na zona oeste de Sao Paulo e vai receber food trucks, lojas de produtos artesanais e atraçoes bacanas a cada sábado. Sempre aberta ao público e incentivando o cuidado com o que é de todos: https://goo.gl/8Lj1LK.

E aqui, mais exemplos interessantes a partir de uma busca no Google: http://goo.gl/QWv65W

Tania Savaget no BlueBus.

Tribunal de Justiça determinou em abril que passagem de cidadãos pelo terreno deveria ser mantida; local estava fechado desde 2013. O Parque Augusta, na região central de São Paulo, reabriu as portas para acesso do público nesta quarta-feira, 1°, em cumprimento a uma decisão judicial. A entrada estava fechada há um ano meio, desde que as construtoras Cyrela e Setin formalizaram a aquisição do terreno.

Decisão de 7 de abril deste ano do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) obrigava as empresas a manter abertos os portões da parte do terreno onde está o bosque. De acordo com o documento, assinado pelo desembargador Antonio Carlos Malheiros, as construtoras poderiam contratar segurança particular para “evitar novas ocupações na área onde os prédios serão construídos”. Já a segurança da área verde caberia à Prefeitura, por meio da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Em nota, a Setin e a Cyrela confirmaram que a área de bosque foi aberta ao público nesta quartafeira. Segundo o projeto das construtoras, quatro torres de uso misto devem ser erguidas no terreno de 23,7 mil metros quadrados na Rua Augusta, entre a Caio Prado e a Marquês de Paranaguá.

"As empresas seguem com a tramitação do projeto para a construção de empreendimento imobiliário, na área restante do terreno particular. O plano inicial, proposto pelas empresas, é de transformar mais de 60% da área total do terreno em área de fruição pública; neste contexto, aprovado o projeto em questão, o bosque será, efetivamente, transformado em um parque destinado e aberto ao público em geral, apenas mantido pelo futuro condomínio", explicaram as empresas.

A Prefeitura, embora não seja parte da ação, afirmou que vai cumprir com a obrigação de zelar pelo parque por meio da GCM, com rondas diárias, das 8h às 18h.

Reintegração.

Pessoas a favor da transformação da área em parque ocuparam o terreno no início deste ano, mesmo com as portas fechadas. A Polícia Militar cumpriu reintegração de posse em março, e logo em seguida o Tribunal de Justiça determinou que o local deveria ser mantido aberto para passagem da população, como determinado na matrícula do terreno. Polêmica. Em 2008, as construtoras Cyrela e Setin assinaram um compromisso de compra do imóvel, com intenção de erguer um conjunto de edifícios, de uso misto. De lá para cá, manifestações de ativistas em defesa da criação do Parque Augusta só aumentaram. O coro foi engrossado pela autorização, pela Câmara, em 2011, e pela lei municipal, em 2013, de um parque no local.

Fonte: O Estado de S.Paulo.

 

Foi lançado nesta terça-feira (30), em coletiva de imprensa realizada no Theatro Municipal da Cidade de São Paulo, o Projeto “Municipal na Cidade”, que levará a excelência dos grupos artísticos do Municipal para novos espaços e públicos da Cidade.

Fruto de uma parceria entre a Fundação Theatro Municipal e as Secretarias de Cultura, Transportes e Educação, além da SPTrans e o Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, o programa promoverá mais de 130 apresentações gratuitas de música clássica, canto coral, dança e ópera a cinco terminais de ônibus - Parque Dom Pedro II, Capelinha, Pirituba, Cidade Tiradentes e Sacomã - e sete Centros Educacionais Unificados (CEUs), espalhados pela cidade.

“É uma maneira de democratizar o acesso à cultura erudita. Às vezes a pessoa fala que não gosta de música clássica, mas nunca ouviu, porque não teve oportunidade. Levar a arte à população é uma forma de transformar as pessoas e a própria sociedade. Muita gente vai sair rejuvenescida dessa experiência de ter um contato em um lugar inesperado com a música do Theatro Municipal”, afirmou o prefeito Haddad.

Com a Secretaria Municipal de Educação (SME), além das apresentações nos CEUs Meninos e Feitiço da Vila, na zona sul, Aricanduva, na zona leste, Perus, na zona norte, Jaguaré, Butantã e Uirapuru, na zona oeste, o Municipal promoverá 60 concertos didáticos para alunos da Rede Municipal de Ensino (RME), em locais a serem definidos, com atrações como “Pedro e o Lobo”, de Prokofiev, “A Flauta Mágica” e as missas de Mozart, e a série “Coral Paulistano encontra a dança”.

 

Terminais de ônibus e CEUs recebem concertos especiais. Fotos: Fotos: Cesar Ogata / SECOM

Já os professores da rede e seus familiares serão recebidos em quatro ensaios abertos das óperas da programação do Municipal. Para o segundo semestre, estão previstas “Thaïs”, de Massenet, “Manon Lescaut”, de Puccini, “Lohengrin”, de Richard Wagner e “Cosi Fan Tutti”, de Mozart.

“Os nossos alunos virão ao Theatro Municipal. Eles vão se acostumar a viver este clima, a conhecer essa musicalidade. A gente respeita todas as manifestações culturais que existem nas nossas comunidades, mas é fundamental trazer as crianças para ter contato com uma das casas mais bonitas da cidade”, disse o secretário Gabriel Chalita.

Também estiveram presentes à coletiva de imprensa, Nabil Bonduki, Secretário Municipal de Cultura, Jilmar Tatto, Secretário Municipal de Transportes, José Luiz Herencia, Diretor Geral da Fundação Teatro Municipal e o maestro John Neschling, Diretor Artístico da Fundação Teatro Municipal.

Fonte: Portal da Prefeitura.

No meio de uma favela, um som chama atenção. Não é o som do Hip Hop, nem do Funk, os mais comuns em favelas se você perguntar a alguém que não mora em nenhuma delas. É o som do Jazz.

A comunidade do Morumbizinho, no Jardim Boa Vista, bem ali entre as vielas, na rua André Dias, foi presenteada com Cultura. Há presente melhor?

Tudo isso porque o Coletivo Vie La En Close resolveu sair do óbvio e promover Cultura na favela. Cultura, com C maiúsculo. Cultura hardcore por assim dizer. Cultura daquelas que, nós que temos casa e moramos bem, chamaríamos de elitizada, mas que um grupo de pessoas resolveu chamar só de Cultura e promover ali mesmo. Em qualquer viela que se apresente.

O Vielada {{que se você achar legal, pode contrapor com a Virada}} Cultural teve, neste domingo, 28, sua quinta edição. Com o sugestivo e divertido nome de 5ª Vielada Cultural || Favela Jazz Festival, você só de olhar o nome sabe que não é algo que aconteça todos os dias.

E teve música? Teve sim senhor.  E teve Jazz? Teve sim senhor. E teve Não à Redução? Claro que teve!

E teve mais, teve teatro de rua, teve sarau, teve bolo, teve biblioteca e teve feijoada! Entre os artistas, Camila Costa Melo, 23 anos, atriz da Companhia dos Ventos que nasceu em Osasco, há 15 anos atrás. Camila define a arte do grupo como Teatro Político; na Vielada, a companhia apresentou uma cena da peça Máquina Parada, que fala da história de uma greve que houve em Osasco ainda antes das jornadas grevistas de São Bernardo do Campo. Fez isso para crianças moradoras da favela. É Cultura, senhoras e senhores, em todos os seus aspectos.

Rita Barros, uma das organizadoras do evento, conta a história do nome do coletivo Vie La En Close:

"Tem uma chanson française da Edith Piaf que se chama la vie en rose. O notório poeta Paulo Leminski, que também era publicitário, uma vez se apropriou desse nome para um livro dele, que se chama ‘la vie en close’. Baffo [um dos organizadores], que é fã  (já foi mais) do falecido poeta, por sua vez se apropriou do apropriado para fazer o trocadilho poético que também lembra a palavra viela.

E assim, como quem acha perfeitamente corriqueiro levar Jazz para uma favela, ou levar Edith Piaf para a viela, o coletivo simplesmente revoluciona. Afinal, quem há, nesse mundo, de achar normal e comum e corriqueiro e simples, levar alta cultura para uma galera que briga para ter vagas em creches? E sem pensar que poderia ser impossível, o coletivo simplesmente vai lá e faz… E leva, para a vielinha um monte de poesia…

E este blogueiro, desconfiado que só ele, foi lá saber do dono do boteco, se ele achava legal mesmo essa história de Jazz ou se queria era ficar em paz, sem aquele monte de gente fazendo som, palhaçada, teatro, poesia… E filme, que teve filme também! Emídio dos Jesus, 73 anos, dono de um boteco há 20 anos, fala sobre a 5ª Vielada:

"Gostei, uma coisa muito divertida pra vila (…). O movimento para o boteco tá sendo a mesma coisa… mas só a influência, a alegria, de um domingo alegre já uma boa coisa. Já tinha ouvido Jazz, dá para gente ouvir, de vez em quando não faz mal para ninguém. É melhor que ver o Faustão na TV. Eu creio que o pessoal da comunidade gosta… Quem que não gosta de música?"

E tome tapa na cara da gente que acha{{va}} que favela gosta só de Funk e Hip Hop. Gostam sim, de funk e hip hop, mas mostra um Jazz para ver se não agrada. Agrada, e como! Rita Barros, que além de organizadora é poeta, complementa:

"Então a gente tem essa ideia de levar a arte para a quebrada, mas sem ficar com uma coisa que tenha uma identidade exclusivamente periférica. A gente acredita na arte pela arte. Independente do lugar onde ela está. No começo a galera perguntava: ‘pô, cadê o vocalista?’. Hoje a comunidade já sabe, já conhece a banda, já espera pela banda. Já estão começando a se apropriar disso tudo. Mas esse é um processo longo, estamos fazendo isso aqui há dois anos. No começo tinha mais gente convidada pelo coletivo que a comunidade. Hoje está aí, a maior parte das pessoas é daqui mesmo. E esse é nosso objetivo."

Texto e fotos, Victor Amatucci – ImprenÇa

 


A faixa para bicicletas na principal avenida de São Paulo é inaugurada, atrai uma multião e vira o símbolo maior dos grupos que pedem por uma mobilidade urbana mais inclusiva e humana.

Desde a manhã deste domingo 28 de junho, milhares de pessoas se reuniram ao longo da avenida Paulista, a via mais famosa de São Paulo, para celebrar a inauguração dos 2,7 km de ciclovia implantados entre a avenida Angélica e a praça Oswaldo Cruz. Foi também um ensaio para outro plano da prefeitura: deixar a avenida livre de carros aos domingos, tonando-a uma enorme área de lazer. 

Com os acessos à avenida bloqueados para automóveis, quem tomou conta do asfalto foram os ciclistas, crianças --em bicicletinhas ou na cadeirinha dos pais--, cachorros. Eram famílias inteiras, jovens e idosos de bicicleta, patins e patinete além de centenas de pedestres.Agora, a cidade conta com um total de 451 km entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. 

O prefeito Fernando Haddad (PT) inaugurou a obra percorrendo o trecho entre a avenida Brigadeiro Luís Antônio e a praça do Ciclista, onde foi instalada uma placa comemorativa. O petista fez das ciclovias uma de suas bandeiras. Antes de sua gestão, São Paulo tinha pouco mais de 63 km de ciclovias e o prefeito ainda pretende entregar mais 161,7 km de faixas exclusivas para bicicletas. 

Moradores de regiões afastadas do Centro e até de outros estados foram prestigiar a conquista. Malvino Pires, 59 anos, mora na zona leste de São Paulo e era um dos entusiastas do fechamento da avenida aos domingos: "Nem moro aqui perto, mas viria para cá sempre, porque é muito gostoso ter esse lugar para passear, a cidade precisa disso".

Bruna Rodrigues Caldeira, 31, veio de ainda mais longe: "Lá em Belo Horizonte a malha cicloviária ainda é muito pouca para o que a gente precisa. Então vim aproveitar para lutar pela nossa causa também".

A oposição à obra também esteve presente. Na madrugada, a ciclovia foi sujada com tinta azul, a cor do PSDB, rival do PT --os tucanos batalharam para barrar a faixa para bicicletas. Um caminhão-pipa, contudo, conseguiu limpar a obra antes da inauguração.

No final da manhã cerca de 10 militantes do MBL (Movimento Brasil Livre), que defende a derrubada da presidenta Dilma Roussef, também tentaram, protestar. Foram abafados, no entanto, pelos gritos de comemoração pela ciclovia.

A implantação das ciclovias em São Paulo encontra resistência, como ocorreu em países como a Alemanha e a Dinamarcana época de sua implementação. Por aqui, alguns motoristas e setores mais conservadores da mídia e da Justiça também tentaram impedir a novidade.

Em março o Ministério Público tentou impedir a obra, alegando falta de estudos técnicos. Após dois protestos de cicloativistas, a Justiça derrubou a tese do MP. Até mesmo a cor das faixas exclusivas, vermelha, foi alvo de ataques, por ser a mesma cor do PT, o partido de Haddad. Acontece que o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito determina que esta é a cor oficial, a mesma usada em praticamente no mundo todo e até por gestões municipais anteriores, de outros partidos.

A inauguração da faixa exclusiva em uma das principais vias da maior cidade do País, celebrada por tantas pessoas, pode agora ter sinalziado para a população que as bicicletas e as ciclovias vieram para ficar.

Para os ativistas, as faixas exclusivas agora têm de seguir aumentando em São Paulo e por todo o Brasil. "Espero que o projeto não pare, que não voltem atrás, quero que essa beleza continue a crescer", afirmou a dentista Renata Carvalho, 31 anos.

Neste domingo, o barulho do motor dos carros foi substituído por meios de transporte alternativos, muita conversa e uma calmaria apenas quebrada pelos diversos grupos musicais que se apresentaram informalmente em alguns pontos da via.

Ficou claro para todos que lá foram que, neste domingo, a Paulista não esteve "fechada para carros", mas aberta para as pessoas.

Ingrid Matuoka em Carta Capital.

E aqui, no BuzzFeed, "33 imagens adoráveis da inauguração da ciclovia na Avenida Paulista": http://goo.gl/5sbWmo

Tradicional feira boliviana é o mais novo território a integrar as ações do Plano de Ocupação do Espaço Público pela Cidadania.

Todos os domingos, das 11h às 19h, a Praça Kantuta recebe dezenas de barracas e cerca de 2 mil visitantes à procura da feira organizada pela comunidade boliviana, na região do Pari. A feira, que começou em 2001, na Praça Padre Bento, acontece na Kantuta desde 2002, entre as ruas Pedro Vicente, Carnot e das Olarias.

Nas últimas semanas, novas intervenções somam-se à movimentação já conhecida, ressignificando o espaço e recriando as possibilidades de relação entre os habitantes deste pequeno universo boliviano em São Paulo. As ações, que envolvem oficinas de arte, pintura dos muros, construção de mobiliário e rodas de conversa, fazem parte do projeto Cidadania nas Ruas da Kantuta – Casa Latina, iniciado no dia 14 de junho.

Esta é a terceira experiência de ressignificação urbana do Plano de Ocupação do Espaço Público pela Cidadania, lançado em janeiro de 2014 pela Coordenação de Promoção do Direito à Cidade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). Antes de chegar à Kantuta, o Plano foi implementado na Luz, no território do Programa De Braços Abertos, por meio do projeto “Cidadania nas Ruas da Luz – Casa Rodante”, realizado em parceria com o coletivo casadalapa. E no Largo do Arouche, em uma experiência de seis meses, desenvolvida pelo grupo Futura Media, a partir do projeto Wikipraça.

Na Kantuta 

Aos domingos, cores fortes e as tradicionais canções bolivianas embaladas pelas flautas de pã preenchem as ruas do Pari. Ponto de encontro dos bolivianos que vivem em São Paulo, a feira abriga barracas de comidas típicas, ingredientes da culinária andina, artesanatos e instrumentos musicais da Bolívia. Mas as que mais aglomeram visitantes são as barraquinhas de DVD, que exibem programas de TV bolivianos. Não menos disputadas, as peluquerias completam o cenário da feira. Com serviços de cabeleireiro a céu aberto, as tendas reúnem filas de interessados.

Das duas mil pessoas que visitam a Kantuta a cada domingo, cerca de 90% são bolivianos, entre nativos e descendentes. O lugar já começou a receber intervenções artísticas e urbanas do projeto apelidado como “Casa Latina”. Quem organiza as ações por ali é o artista Fernando Sato, integrante da rede Jornalistas Livres. Todas as atividades são desenvolvidas em diálogo com a comunidade local e em conjunto com artistas convidados e gestores da SMDHC.

Segundo Sato, o Casa Latina chega à Praça Kantuta “para evidenciar costumes, tradições e histórias de imigrantes na cidade de São Paulo, estabelecer um vínculo com a população do entorno da praça, fomentar a relação dos vizinhos da Kantuta com a população que frequenta a feira e, assim, promover a cidadania nas ruas”.

Casa Latina 

Todo domingo, de junho a dezembro, uma barraca do projeto Casa Latina estará na feira, onde serão realizadas oficinas artísticas e rodas de conversa. Durante a semana, um ateliê móvel será instalado em uma calçada na vizinhança da praça, dando suporte às intervenções urbanas e criativas que tomarão forma com a participação dos moradores: pintura nos muros, lambe-lambe e construção de mobiliário, são algumas das atividades previstas.

“As ações ainda estão em processo de estruturação e os dias de atividades serão definidos segundo a dinâmica local”, diz Marília Jahnel, coordenadora de Promoção do Direito à Cidade da SMDHC. No próximo dia 5, será iniciada uma roda de conversa só com as mulheres. Como elas costumam ser mais reservadas, os organizadores buscaram um formato diferente, descontraído, para estimular o bate-papo. “Decidimos aliar a roda de conversa com a oficina de bordado”, conta Sato.

O projeto Cidadania nas Ruas da Kantuta – Casa Latina é uma iniciativa da Coordenação de Promoção do Direito à Cidade da SMDHC, realizado em parceria com a Coordenação de Políticas para Migrantes.

Casa Latina
Aos domingos, das 11h às 19h - Praça Kantuta (Próximo à estação Armênia do Metrô).

Fonte e fotos: Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.