Encontros - São Paulo São

São Paulo São Encontros

Ciclistas amadores trocam a balada e o conforto de casa para confraternizar e se divertir pedalando pela noite paulistana 'Largar o sofá e as bolachinhas'. É com humor que Mauro, um dos organizadores do Lokobikers, descreve o objetivo do grupo que escolheu o Parque das Bicicletas como ponto de encontro em busca de diversão em São Paulo.

A turma de ciclistas nasceu em abril de 2004, com poucas pessoas, e foi crescendo. Hoje, se reúne sete vezes por semana para passeios noturnos sobre duas rodas, em grupos que chegam a 50 pessoas por pedalada - o que resulta em cerca de 300 adeptos por semana. A escolha do local, em Moema, é pela localização e por ser destinado justamente aos ciclistas. Perto do Parque do Ibirapuera, tem atrativos a mais com relação ao outro espaço, bem mais afamado.

"Hoje o Parque das Bicicletas é considerado o Quartel Geral dos Lokobikers. É um lugar de fácil acesso, tem estacionamento, tem segurança e não é tão movimentado como o Ibirapuera", conta Mauro. Cada dia da semana tem uma proposta diferente de passeio, de acordo com o nível de condicionamento físico, interesse e habilidade dos participantes. A quarta-feira, por exemplo, é o melhor dia para os iniciantes. "A participação é totalmente livre, só basta chegar com a bike revisada, itens de segurança e vontade de se divertir pedalando pela cidade". O objetivo dos Lokobikers é, essencialmete, a diversão. "Sempre fazemos percursos diferentes, para não cair na monotonia e também por questão de segurança".

Além dos trajetos pelas ruas de São Paulo, o grupo organiza viagens e encontros, para aproveitar a natureza e confraternizar. Os Lokobikers evitam falar de questões política, como as implantações de ciclovias na cidade, e adotam uma filosofia mais leve. "Não somos ativistas. Queremos que as pessoas venham pedalar com a gente, se divertindo enquanto pedalam". A programação diária dos Lokobikers é atualizada na fanpage do grupo no Facebook, que já ultrapassa os 4 mil fãs.

Juliane Freitas - O Estado de S.Paulo.

 

Criada para refletir o espírito tipicamente paulistano de uma cidade que “nunca para”, a Virada Cultural é um evento promovido pela Prefeitura de São Paulo, com duração de 24 horas, que oferece atrações culturais para pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais, gostos e tribos, que ocupam, ao mesmo tempo, a mesma região da cidade.

Inspirada na “Nuit Blanche” francesa, que se baseia na inversão de expectativas — como por exemplo museus abrindo de madrugada–, em São Paulo, o evento traz programação diversa, distribuída por toda a cidade. A Virada Cultural busca, antes de tudo, promover a convivência em espaço público, convidando a população a se apropriar destes locais por meio da arte, da música, da dança, das manifestações populares.

Desde sua primeira edição, em 2005, a Virada Cultural atrai milhares de pessoas de todas as partes de São Paulo e do Brasil até a região central da cidade. Ao longo dos anos, a festa foi se difundindo cada vez mais por este perímetro, até recentemente incorporar a região da Luz, além da República e Anhangabaú.

A primeira edição ocorreu no mês de novembro, o que se mostrou uma escolha inadequada por conta da temporada de chuvas. Nos anos seguintes, o evento passou a ser realizado no primeiro semestre, entre os meses de abril e junho.

Além da rede municipal de equipamentos – incluindo os Centros Educacionais Unificados (CEUs) –, a organização da Virada Cultural conta com parceiros estratégicos como o SESC e o Governo do Estado, que aderem com seus equipamentos culturais descentralizados. O Metrô de São Paulo fica aberto durante as 24 horas do evento, garantindo a circulação das pessoas.

E confira a programação no site oficial da Virada - http://bit.ly/1e5xGIm

 

As regiões periféricas de São Paulo terão salas de cinema. De acordo com o secretário de Cultura, Nabil Bonduki, cinco delas serão instaladas em equipamentos públicos e outras 15 em CEUs (Centros Educacionais Unificados). Durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (27/5) pela Comissão de Finanças e Orçamento, o representante da pasta também sinalizou para a necessidade de uma reestruturação da secretaria.

“Essas salas permitirão a democratização do acesso ao cinema na cidade de São Paulo. Algumas delas serão em regiões que não têm nenhum cinema. A estrutura será de qualidade e terá uma programação nacional e também um circuito independente, ou seja, com programação diversificada”, explicou Bonduki. “Acredito que até o próximo ano a população estará utilizando as salas”, acrescentou.

Para o presidente do colegiado, vereador José Police Neto (PSD), a prefeitura poderia repensar os locais onde serão instalados os cinemas. “Os CEUs já têm uma gama intensa de atividades. Talvez poderia ter uma flexibilização maior, uma melhor distribuição, para não concorrer com os espaços dos teatros”, sugeriu.

Apesar de promover diversos eventos, Bonduki explicou que a Secretaria de Cultura precisa ser reestruturada. De acordo com ele, durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina (1989 a 1993), a pasta tinha três mil funcionários, agora tem a metade. “Seria necessário criar concurso e carreira para gestor cultural e agentes de cultura. Os investimentos nessa área são importantes, porque a juventude tem expectativa de apenas participar de eventos culturais, mas também de ajudar a promover. Ter uma agenda cultural é importante como parte do processo de formação da sociedade”, declarou.

Durante a audiência pública, os parlamentares e o secretário sinalizaram para a necessidade de a Câmara realizar uma audiência pública para debater o Projeto Funk SP – proposta implementada desde o início de abril pela prefeitura com o objetivo de que os ‘pancadões’ sejam realizados, mas com algumas regras para garantir a tranquilidade dos cidadãos que moram no entorno de onde os bailes são realizados.

“Acho que é importante acertar a forma e o horário do funk. Porque ele termina às 22h, o que acaba sendo um esquenta para o fluxo que acaba sendo realizado até de madrugada”, afirmou Police. O secretário de Cultura explicou que com o início do Projeto Funk SP houve uma redução dos fluxos nos bairros. “Me disponho a voltar aqui para aprofundarmos esses debate”, sinalizou Bonduki.

Por Kátia Kazedani - Câmara Municipal de São Paulo

 

Em sua sexta edição, a Mostra SP de Fotografia, toma conta das ruas da Vila Madalena com imagens de 81 fotógrafos de todo o Brasil. 

A partir de 11 de junho bares, galerias, lojas, restaurantes, ruas e muros estarão repletos de fotografias e ” até quadrilha vai ter”, garantem os organizadores Monica Maia e Fernando Costa Netto.

Trata-se da exposição “Quadrilha” , uma homenagem feita aos fotógrafos brasileiros para comemorar os três anos da DOC Galeria – um fotógrafo clicou o outro, formando uma corrente de 20 autores, entre eles Autumn, Bob Wolfenson, Roberta Dabdab, Cris Bierrenbach, João Wainer, Daniel Klajmic e Claudia Jaguaribe. 

Entre os 34 espaços expositivos espalhados pelo bairro, exposições como “Malditos Fios”, sob curadoria de Leão Serva e as convocatórias da Galeria Nikon e do Olhavê estarão entre os destaques desta edição. A Feira do Cavalete, que será inaugurada dia 27 de junho, permitirá um espaço de troca onde fotógrafos profissionais e amadores, editores e artistas independentes, produtores e representantes de galerias irão comercializar diversos itens que remontam ao universo fotográfico – publicações, fotozines, livros, fotos avulsas, etc. 

Destaques

Nair Benedicto mostra uma seleção bem peculiar na ImãFotoGaleria (Rua Fradique Coutinho,1239) com sua exposição FÉ MENINA. Nela, o curador Egberto Nogueira buscou, através da ideia do feminino e da fé, o poder que a mulher tem em si mesma e selecionou do seu precioso arquivo inúmeros momentos que sintetizam seu pensamento através de fortes imagens. Seleção imperdível!

Safra Nova 

Entre alguns dos novos talentos, teremos no Espaço Cult, o fotógrafo Rafael Roncato com a polêmica quadrinista Laerte, que posou nua para os retratos. Já a exposição do fotógrafo Antonio Emygdio apresenta cliques de haitianos recém-chegados à cidade. Alisson Louback soma à mostra com uma criação singular: o artista desenvolveu um projetor autossustentável que coleta energia durante o dia e funciona à noite. Ele irá transmitir suas projeções nas paredes do Beco do Batman, local conhecido pelos grafites a céu aberto. Entre 2008 e 2015, o fotógrafo e diretor de arte João Linneu percorreu São Paulo registrando janelas e fachadas de prédios, num trabalho que compreende mais de 2700 fotografias. Chamada Barril de Amontillado, esta série será exposta pela primeira vez nesta edição da Mostra. 

Mônica Zarattini, fotógrafa, em seu Blog no Estadão.

Programação completa

Site da DOC Galeria – Escritório de Fotografia – Rua Aspicuelta,662 Vila Madalena – São Paulo/SP: http://bit.ly/1QjwLF1


Você já ouviu falar do Capão Redondo, em São Paulo? Localizado a cerca de 18 quilômetros ao sudoeste do marco zero da cidade, o bairro por muito tempo só aparecia em manchetes devido a episódios de violência. Porém, há 14 anos um grupo de pessoas criou um evento que hoje é a principal referência para a literatura marginal brasileira.

Faça chuva ou faça sol, o Sarau da Cooperifa acontece toda semana. Costumava ser às quartas-feiras, mas agora mudou para as terças. Dezenas e às vezes até centenas de pessoas vão ao espaço que já se tornou tradicional: o Bar do Zé Batidão. Mais do que apenas um bar, o lugar é um ponto de referência cultural no extremo sul da cidade, pois abriga uma biblioteca e volta e meia também recebe sessões gratuitas de cinema em sua laje.

O sarau foi criado em 2001, a partir da iniciativa do poeta e agitador cultural Sérgio Vaz com alguns parceiros seus. De lá para cá, o objetivo se manteve sempre o mesmo: levar conhecimento literário para jovens da periferia como forma de ajudar a formar seu caráter cidadão.

Não há restrições para quem quer participar com sua poesia. Basta chegar, dar o nome e aguardar a vez. O único limite é para o tamanho da obra, que deve ter no máximo uma lauda. É uma medida democrática para que todos tenham vez no microfone. Outra regra de convivência respeitada é que as apresentações devem ser ouvidas em silêncio e aplaudidas no final.

Resistindo de forma independente ao longo dos anos, o projeto se tornou a principal porta de entrada para muitos tomarem gosto pela literatura. E inclusive já serviu de inspiração para a multiplicação de outras iniciativas semelhantes em regiões periféricas distintas, como por exemplo o Sarau da Brasa (na Brasilândia) e o Sarau de Paraisópolis.

Acompanhe as atividades do Sarau da Cooperifa por aqui.

***

Por Daniel Boa Nova. Hypness.

 

Pelo terceiro ano seguido, jornalista faz listagem para reunir todas as festas juninas da cidade.

Junho está aí e não é lá uma má ideia passar todos os fins de semana do mês em festas juninas, não é verdade? Com certeza, essa é uma ideia que passa pela cabeça do jornalista Luiz Pattoli.


Em seu blog Churrasco Grego, ele mais uma vez promove a ambiciosa ideia de listar o maior número possível de festas juninas que acontecem em São Paulo, concorrendo seriamente com sites especializados em agenda cultural.

Como sempre, Pattoli cuida da listagem por puro amor ao esporte, já que não ganha um real pelo trabalhoso processo de checagem e busca – e de vez em quando até tem o trabalho “roubado” na cara dura por outros sites. Conversamos um pouco com Pattoli sobre sua missão: 

Quando pintou a ideia de fazer o guia e quantas edições você já fez? É um material que ganha muito acesso todo ano, te pedem sempre, não? 
Esse é o terceiro ano que eu faço. Há oito anos eu comecei, no blog também, a fazer um guia de blocos de carnaval de São Paulo. Na época, ainda não se falava tanto em carnaval de rua, mas eu já acompanhava alguns blocos que rolavam no centro e na zona norte. Como eu sempre gostei de festas populares, comecei a perceber que além dos blocos de carnaval, também faltava informação sobre as festas juninas. Na verdade, algumas até saem nos Guia de jornais e sites especializados em programação cultural, mas diversas outras não conseguem espaço. De longe, essas duas programações são as páginas mais acessadas dos sites e tem uma turma que sempre pede e me cobram a fazer.

Você recebe muita dica, como é o processo de achar tanta festa junina? 
Tenho a tola ambição de fazer a lista mais completa possível, mas sei que é praticamente impossível. Eu faço a lista basesada no ano anterior e também ligo nas igrejas perguntando quando vai ser a festa junina da paróquia. Nesse ano, tirei um dia de folga para conseguir ligar para todas. O Facebook também ajuda um pouco, pois muitos lugares criam eventos. Eu só deixo de fora as festas escolares, pois ficaria uma lista muito grande e porque também essas festas normalmente atendem somente o público da própria escola.

Seu material é plagiado às vezes, né? O que acha disso, já que faz o lance por “amor a causa”?
É sim. Tanto o guia de blocos quanto o de festas juninas costumam ser copiados em outros sites, inclusive da grande imprensa. Eu acho que isso seria resolvido – como alguns fazem – me citando como fonte, me dando o crédito. Não custaria nada e seria simpático.

Veja a programação completa das festas juninas de 2015, separadas por Pattoli: http://bit.ly/1EW0HuP 

Fonte: Revista Brasileiros.