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São Paulo São Encontros

Organizados em grupos, estrangeiros param para admirar os grafites e fazer uma foto com o celular. Ao piano, violino e instrumentos de sopro, maestros renomados e artistas em ascensão se apresentam em uma garagem, a poucos metros de distância. As crianças também estão lá: pulam corda e jogam bola. Tudo acontece no meio da rua. E sempre aos domingos: dia em que um pedaço da Vila Madalena, na zona oeste, se transforma em um parque sem grades nem portão de entrada.

Com o trabalho remoto cada vez mais ganhando novos adeptos, especialmente entre os profissionais criativos, eis que brotam cafés e espaços de coworking em São Paulo na mesma frequência. Algumas delas incluem até um conceito inovador importado da Rússia: paga-se não pelo o que se consome, mas sim pelo tempo em que se ocupa o lugar. Assim, as ideias fluem melhor, o networking é praticamente garantido e a fome passa longe do expediente.

Em meio à multiplicação de grupos feministas e do peso político alcançado pelas manifestações de mulheres no Brasil, o cinema começa a ganhar centralidade. Entre pés na porta, câmeras na mão, lutas e resistência contra o machismo, racismo e sexismo, mulheres estão ocupando todos os campos do audiovisual e questionando seus lugares históricos no setor: da representação no cinema aos papeis e cargos que desempenham nas relações de trabalho (direção, fotografia, roteiro e mais), passando pela crítica e curadoria de festivais.

Conversar na rua, um dos atos mais corriqueiros nas vidas das pessoas, quem diria, pode ser um projeto de ação social.

Pois é, existe um grupo de pessoas que resolveu promover o encontro através de conversas na cidade. Todo sábado, Cristina Almeida, engenheira e economista, e as psicólogas Carla Pilon e Patricia Maria Martins, colocam as cadeiras na frente do Copan e esperam as pessoas aparecerem. O objetivo é esse… estimular a conversa.