SP terá 20 salas de cinema na periferia até 2016 - São Paulo São

As regiões periféricas de São Paulo terão salas de cinema. De acordo com o secretário de Cultura, Nabil Bonduki, cinco delas serão instaladas em equipamentos públicos e outras 15 em CEUs (Centros Educacionais Unificados). Durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (27/5) pela Comissão de Finanças e Orçamento, o representante da pasta também sinalizou para a necessidade de uma reestruturação da secretaria.

“Essas salas permitirão a democratização do acesso ao cinema na cidade de São Paulo. Algumas delas serão em regiões que não têm nenhum cinema. A estrutura será de qualidade e terá uma programação nacional e também um circuito independente, ou seja, com programação diversificada”, explicou Bonduki. “Acredito que até o próximo ano a população estará utilizando as salas”, acrescentou.

Para o presidente do colegiado, vereador José Police Neto (PSD), a prefeitura poderia repensar os locais onde serão instalados os cinemas. “Os CEUs já têm uma gama intensa de atividades. Talvez poderia ter uma flexibilização maior, uma melhor distribuição, para não concorrer com os espaços dos teatros”, sugeriu.

Apesar de promover diversos eventos, Bonduki explicou que a Secretaria de Cultura precisa ser reestruturada. De acordo com ele, durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina (1989 a 1993), a pasta tinha três mil funcionários, agora tem a metade. “Seria necessário criar concurso e carreira para gestor cultural e agentes de cultura. Os investimentos nessa área são importantes, porque a juventude tem expectativa de apenas participar de eventos culturais, mas também de ajudar a promover. Ter uma agenda cultural é importante como parte do processo de formação da sociedade”, declarou.

Durante a audiência pública, os parlamentares e o secretário sinalizaram para a necessidade de a Câmara realizar uma audiência pública para debater o Projeto Funk SP – proposta implementada desde o início de abril pela prefeitura com o objetivo de que os ‘pancadões’ sejam realizados, mas com algumas regras para garantir a tranquilidade dos cidadãos que moram no entorno de onde os bailes são realizados.

“Acho que é importante acertar a forma e o horário do funk. Porque ele termina às 22h, o que acaba sendo um esquenta para o fluxo que acaba sendo realizado até de madrugada”, afirmou Police. O secretário de Cultura explicou que com o início do Projeto Funk SP houve uma redução dos fluxos nos bairros. “Me disponho a voltar aqui para aprofundarmos esses debate”, sinalizou Bonduki.

Por Kátia Kazedani - Câmara Municipal de São Paulo