Sesc SP promove passeios para que o território paulistano possa ser percebido com novos olhares - São Paulo São

O Sesc São Paulo comemora, até dezembro de 2018, 70 anos de ações em Turismo Social.

Nesse sentido, e por acreditar que a promoção de excursões e passeios deve caminhar em paralelo com as reflexões sobre os impactos gerados pelo turismo, a instituição promoverá, entre outras atividades programadas para todo o estado, o Seminário Internacional “Turismo e Direitos Num Mapa de Contradições” em 12 e 13 de junho, no Sesc 24 de Maio.

Além do seminário, haverá uma série de atividades associadas, com inscrições independentes.

Dentre elas, estão programadas caminhadas pelo centro paulistano com acompanhamento de especialistas, buscando desenvolver novos olhares sobre a cidade (14 e 16 de junho, às 10h), saindo do Sesc 24 de Maio. Um desses tours é A Cidade e os Cortiços (14 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio) e o outro, Territórios Negros (16 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio).

A Avenida Paulista também acolherá outra caminhada (16 de junho, às 11h), dessa vez com o acompanhamento do fotógrafo Michael Hughes (Alemanha), autor da série ‘Souvenirs’, que utiliza das imagens de suvenires de viagens para provocar o público a refletir sobre um mundo em que as representações dos objetos costumam ser mais importantes do que sua realidade. No passeio, com saída do Sesc Avenida Paulista, o público fará imagens da avenida a partir da composição com suvenires ou cartões-postais que simbolizam o local.

Passeio fotográfico: Suvenires de São Paulo

Vista do Parque Trianon a partir do vão livre do MASP na Avenida Paulista. Foto: Paulisson Miura,Vista do Parque Trianon a partir do vão livre do MASP na Avenida Paulista. Foto: Paulisson Miura,

Caminhada pela Avenida Paulista, acompanhada do fotógrafo Michael Hughes (Alemanha, autor da série ‘Souvenirs’. O público fará imagens da avenida a partir da composição com suvenires ou cartões-postais que simbolizam o local. Após a caminhada, o grupo se reunirá para compartilhar e comentar as imagens produzidas. Inclui acompanhamento de guia bilíngue credenciado no MTur. 

Saída no sábado, 16 de junho, das 11h às 17h (intervalo para almoço entre 13h e 14h), do Sesc Avenida Paulista. Para participar é necessário levar uma câmera fotográfica (profissional, simples ou de celular). Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Caminhadas e vivências pelo centro de São Paulo com pesquisadores do Coletivo Pisa: cidade + pesquisa

O Pisa é um coletivo de pesquisadores articulados em rede que investigam a cidade para a criação de atividades, publicações e ações de caráter educativo e social. A partir dos mais diversos temas – direitos humanos, urbanismo, arquitetura, entre outros –, utilizam a cidade como objeto da pesquisa e reinserem essa apuração na metrópole, a fim de fomentar discussões, interpretações e pensamento crítico sobre o território paulistano.

A Cidade e os Cortiços

 Pelo menos 80 mil paulistanos moram em cortiços. Foto: Fábio Knoll. Pelo menos 80 mil paulistanos moram em cortiços. Foto: Fábio Knoll.- 14 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.

O cortiço foi, historicamente, a forma de moradia popular na região central. O percurso mostra os territórios marcados por essa tipologia e as dificuldades de permanência dessa população, desde o levantamento dos cortiços de Santa Ifigênia em 1893 até os dias atuais. 

Com Giovanna Fluminhan, integrante do Coletivo PISA, estudante de Arquitetura e Urbanismo pela USP, pesquisadora sobre lugares de memória em São Paulo desde 2013

Territórios Negros

O Bixiga tem sua origem no Quilombo de Saracura. Foto: Dalmir Ribeiro Lima.O Bixiga tem sua origem no Quilombo de Saracura. Foto: Dalmir Ribeiro Lima.- 16 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência;

Embora em grande medida invisível, a memória negra permeia todo o espaço do centro paulistano. O percurso problematiza a ideia dos quilombos urbanos e descobre espaços negros do passado. Mostra como a nomeação das ruas da cidade traz narrativas brancas e dominantes sobre o passado e o presente, realizando uma ponte com espaços negros da contemporaneidade.

Com Patrícia Oliveira, licenciada em História (UNICSUL), bacharel em Biblioteconomia (USP) e mestranda em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Atua com acervos e pesquisa e estuda lugares de memória relacionados à negritude na cidade de São Paulo e faz parte do Coletivo PISA.

***
Com informações de Erika Balbino, Baobá Comunicação.



-->