Mercado de alimentação saudável deve permanecer aquecido

De acordo com um estudo recente realizado pela consultoria Euromonitor International, o Brasil é considerado um dos mercados mais promissores para a venda de produtos naturais, movimentando, em média US$ 35 bilhões (algo em torno de R$ 181,6 bilhões) e alcançando o quarto posto no ranking global dos países que mais vendem alimentos e bebidas saudáveis. 

Outra pesquisa, realizada pela Abiad (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres), indicou que 72% dos brasileiros aumentaram os cuidados com a alimentação nos últimos anos.

Seguindo essa mesma linha de pesquisa, um estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) apontou que o setor de alimentação saudável cresceu 98% nos últimos anos no país, ao passo que dados do relatório Brasil Food Trends indicaram que o mercado de alimentação saudável tem crescido, em média 12,3% ao ano. 

Observando um recorte geracional, um estudo do grupo Kerry expôs que 65% dos consumidores procuraram alguma “função” naquilo que comem e bebem, ou seja, não se baseiam apenas na aparência, sabor, textura e cheiro de alimentos e bebidas, sendo essa mudança de comportamento impulsionada pelos consumidores mais jovens da Geração Z e os millennials. 

Para Henrique Soré, sócio da Sucão – rede de franquia de alimentação saudável, o mercado de alimentação vem crescendo exponencialmente nos últimos anos e a expectativa é que isto se intensifique ainda mais em 2023. 

“Conforme o acesso às informações vai ficando cada vez mais facilitado, o público vai criando consciência dos impactos positivos que uma alimentação equilibrada exerce em sua vida”, afirma. “Neste sentido, até mesmo a pandemia da COVID-19 ‘acelerou’, de certa forma, a demanda por um estilo de vida saudável, já que, naturalmente, aumentou-se a preocupação com a saúde em geral”.

Segundo um levantamento da consultoria Euromonitor Internacional, entre os anos de 2015 e 2020, o setor cresceu 33% em todo o país – a estimativa, à época, era de que, até 2025, este segmento crescesse mais 27%.

Soré acredita que, “justamente pelo fato de o mercado de alimentação saudável já ser uma tendência consolidada”, o ano de 2023 apresenta-se com um potencial enorme de crescimento, “diferente de outros segmentos que possuem um ‘boom’ e depois naturalmente se inserem numa rota de queda”.

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