Volatilidade do petróleo e as alternativas no mundo dos aplicativos

Desde o início da pandemia, os valores dos combustíveis se mantêm voláteis e afetam a renda dos brasileiros. O que antes era causado pela baixa procura pelo produto, tendo em vista os lockdowns, agora volta a ser afetado pelas instabilidades geopolíticas que envolvem a demanda energética mundial.

A Petrobras é uma empresa de capital aberto, ou seja, possui ações que podem ser negociadas na bolsa de valores, tendo o governo brasileiro como acionista principal. Apesar disso, ela ainda possui acionistas diversos, o que faz com ela precise se proteger no mercado.

Por isso, segundo a Petrobras, ela mantém ritos de governança tanto com o mercado brasileiro, como com o exterior, e busca encontrar um equilíbrio entre o preço do barril no mercado internacional e o preço nos postos brasileiros.

“Seguimos todos os ritos de governança e buscamos um equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo que evitamos repassar para os preços internos as volatilidades das cotações internacionais e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”, comenta a empresa em esclarecimento no seu portal.

Enquanto isso, a alta dos preços nos postos acaba influenciando o valor de inúmeros produtos que dependem de transporte, principalmente os alimentos, além de fazer com que a população deixe o carro em casa, buscando alternativas para se locomover. 

 Os aplicativos como uma alternativa

Por isso, os aplicativos têm conquistado um espaço ainda maior em diferentes nichos do mercado, por exemplo, o Uber para trajetos pontuais durante a rotina, o Yellow, que traz o aluguel de bicicletas sem o problema de espaço em casa ou preocupações com o estacionamento.

Mas para além do que já está no mercado, novas propostas surgem, como é o caso da startup catarinense Motorista PX, um serviço por aplicativo para logística, que através de um banco de dados onde caminhoneiros podem criar o seu cadastro, empresas podem contratar o serviço por um aplicativo.

“A PX possibilita às empresas lidarem melhor com a sazonalidade do mercado e com os aumentos dos insumos,” explica André Oliveira, fundador e CEO da Motorista PX.

Diferente do Uber, onde o motorista paga por sua gasolina, nessa alternativa para a logística, nenhuma taxa é cobrada ao motorista cadastrado, e ele não gasta com pedágios, combustível ou caminhão. Além disso, o motorista usuário da plataforma tem a possibilidade de escolher o tipo de contrato, o período de trabalho, destino e tipo de caminhão.

Por outro lado, essa também é uma alternativa para as transportadoras, que podem aumentar a produtividade em até 52%, segundo André, que completa: “A PX possibilita às empresas lidarem melhor com a sazonalidade do mercado e com os aumentos dos insumos”.

Dessa forma, a iniciativa se torna uma nova possibilidade em meio à volatilidade comercial, social e geopolítica que o mundo vem enfrentando nos últimos anos. É possível ter mais informações no site: www.motoristapx.com.br.

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