Antibelicista ‘A Grande Ilusão‘ abre a programação no vão-livre do Masp nesta segunda

Situado durante a Primeira Guerra Mundial, o filme retrata dois oficiais que, mesmo sendo inimigos, se unem. As ligações estabelecidas entre o alemão Von Rauffenstein e o francês Boeldieu prevalecem sobre o conceito de nacionalidade e sobre suas diferenças políticas. 
A Grande Ilusão faz parte da fortuna crítica do criador da Cinemateca Brasileira, Paulo Emílio Sales Gomes (1916-1977), cujo centenário será comemorado com exibições no vão-livre do Masp. Além do filme exibido nesta segunda-feira, fazem parte da programação O Atalante (1934), de Jean Vigo, O Batedor de Carteiras (1958), de Aluizio T. de Carvalho, O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte e Noites de Cabíria (1957), de Federico Fellini. 

Ficha técnica do filme

 
Título original: La grande illusion (A grande ilusão).
Diretor: Jean Renoir (França, 1937, 95 min., preto e branco).
 
Argumento: Durante a I.ª Guerra Mundial (1914-1918), dois soldados franceses são capturados pelas tropas alemãs. O Capitão Boïeldieu é um aristocrata, enquanto o Tenente Marechal era um simples mecânico quando ainda civil. Eles conhecem outros prisioneiros de diversas origens e fazem amizade com um companheiro chamado Rosenthal. Após tentarem fugir por diversas vezes, eles são separados do novo amigo e enviados para uma fortaleza. É lá que Boïeldieu faz amizade com um oficial alemão chamado Van Rauffenstein, também de origem aristocrática. Uma obra prima do cinema mundial sobre a camaradagem e as relações humanas que retrata o dia-a-dia dos prisioneiros franceses num campo de concentração alemão. Quando chegam ao campo de conecentração os dois oficiais são informados pelos seus companheiros de barracão de que estão escavando um túnel para poder fugir dali. Quando estão preparados para fugir, chega a ordem do seu traslado para outro campo de prisioneiros.

Filmado em 1937, o filme é uma das primeiras reflexões que ocorrem no início do cinema sonoro, sobre a crueldade e esterilidade que representa a guerra. Renoir, o realizador, inspira-se em fatos acontecidos na primeira grande guerra, evidentemente preocupado pela situação que vivia Europa em aqueles anos, e como ele mesmo declarou, o seu filme é “um manifesto pacifista”.

A Grande Ilusão, de Jean Renoir, no vão-livre do Masp.

Quando: 24/10, segunda-feira, às 19h30.
Onde: vão-livre do Masp (avenida Paulista, 1578).
Quanto: entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes da sessão.

***
Com informações da 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e José Paz Rodrigues.

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