As 20 melhores cidades do mundo para andar de bicicleta, segundo a ‘Copenhagenize 2017‘

Saiba quais foram as classificadas na lista a seguir. 

1. Copenhagen

A capital dinamarquesa, pelo segundo ano consecutivo ficou em primeiro lugar no ranking da Copenhagenize e permanece entre os dois primeiros lugares, se considerarmos os quatro índices. As razões? Inovação e o investimento em infra-estrutura de ciclismo pela municipio. Na verdade, na última década a cidade investiu mais de 134 milhões de euros neste sentido. Este ano particularmente ganha elogios para o projeto das 16 pontes que estão sendo construídas ou estão prontas para pedestres e ciclistas, entre os quais estão as pontes Cobra e Cirkelbroen e nos índices mostrando que 62% dos cidadãos usam a bicicleta para ir estudar ou trabalhar contra 9% que usam os carros. Diantes destes números fica difícil definir o que poderia melhorar  em Copenhagen. Por outro lado, a prefeitura já indica que é necessário rever as medidas para evitar o congestionamento nas ciclovias e, assim, atribuir mais espaço para os ciclistas, parar o uso massivo do carro nos subúrbios e continuar o impulso para este meio de transporte.

Posições anteriores: • 2015: 1 / • 2013: 2 / • 2011: 2.

2. Utrecht

Foto: Dylan Passmore.Desde que esta cidade holandesa entrou para o ranking em 2013, o fez em terceiro lugar e este ano teve a sua primeira subida. Apesar da Copenhagenize enfatizar que esta é uma cidade pequena, destacando seu grande investimento para facilitar as viagens de bicicleta incluindo a construção de 33 mil “biciestacionamientos“ até 2020. Neste sentido, também estão a instalação de marcadores de velocidade nas ciclovias o que permite que os ciclistas otimizem suas viagens de acordo com os semáforos. Algo mais para melhorar? O projeto de infra-estrutura, que não é “intuitivo para os visitantes”, segundo a Copenhagenize. A este respeito indicam que não será necessária uma grande despesa nesta área para se chegar a uma solução. 

Posições anteriores • 2015: 3 / • 2013: 3 (primeira medição). / • 2011: Não aplicável.

3. Amsterdam
Foto: Paul Lefred.

Falta de inovação. Esta foi a mesma razão que a fez cair na última medição e desta vez fez com que retrocedesse uma posição. A isto se soma o aumento da presença de motocicletas desde 2007 de 8.000 para 35 mil em 2016, e, portanto, a percepção de aumento da insegurança nas ciclovias. No entanto, como se diz no estudo Copenhagenize, esta segue sendo Amsterdam. Em outras palavras, você tem que manter o olhar para a capital holandesa como uma referência do ciclismo urbano em todo o mundo.

Posições anteriores • 2015: 2 / • 2013: 1 / • 2011: 1.

4.  Estrasburgo

Foto: Julio Roman Fariñas.

Em 2015 esta cidade francesa acabou por ser uma total surpresa ao figurar entre as 20 proeminentes e ainda mais, aparecer entre as cinco primeiras. Este ano não foi excepção e permaneceu em quarto lugar ostentando 16% na taxa de utilização da bicicleta em viagens, posicionando-se como a maior do país. A observação que a consultoria faz, diz respeito a correções necessárias relacionadas com a infra-estrutura que poderia ser muito mais intuitiva e uniforme.

Posições anteriores • 2015: 4 (primeira medição) /  • 2013: Não aplicável / • 2011: Não aplicável.

5. Malmö

Foto: Knight Foundation.

Projetos que facilitam cada vez mais o deslocamento da bicicleta tem destaque para o índice dessa cidade sueca. Dentre as iniciativas está a “Casa das Bikes”, um edifício que foi concebido pensando naqueles moradores que não têm carros e permitindo-lhes confortavelmente as bicicletas para casa. Há também a Estação Central de Malmö, a terceira maior estação intermodal na Suécia e que tem tudo que qualquer ciclista urbano precisa: acessos para os ciclistas, biciestacionamientos, bombas de ar, loja de peças, chuveiros e outras amenidades. Finalmente, há a balsa que liga Malmö a Copenhaguen na qual os passageiros podem entrar com suas bicicletas. Se o cenário parece ideal em relação a muitas outras cidades, um dos pontos a melhorar é a vontade política, porque ainda há outros grandes projetos de destaque como uma ciclovia que liga a cidade direto a Lund, e a renovação de infra-estrutura.

Posições anteriores • 2015: 6 / • 2013: 9ª (primeira medição) / • 2011: Não aplicável.

6. Bordeaux
Foto: Olga Berríos.

Nos últimos anos, os habitantes de Bordeaux conseguiram integrar a bicicleta em seu dia a dia, que se tornou necessário avançar mais. Assim, foi desenvolvido um plano, aprovado em 2016 e com vistas a 2020, que procura aumentar a taxa de utilização da bicicleta para 15%. Como se pretende alcança-lo? Primeiro é alocar 75 milhões de euros para investir em tudo relacionado a bicicleta como meio de transporte. Em segundo lugar, restringindo o tráfego automóvel nas principais pontes sobre o rio Garonne para dar prioridade a pedestres, ciclistas e transportes públicos. No entanto, novos investimentos não podem ignorar os problemas anteriores que precisam ser corrigidos como a implementação de medidas para diminuir o tráfego de veículos, realocar espaço nas estradas de carros para bicicletas e melhorar conectividade na infra-estrutura.

posições anteriores • 2015: 8 • 2013: 5 (primeira medição). • 2011: Não aplicável.

7. Antuérpia

Bicicletas públicas em Antuérpia. Foto: Rose Robinson.

Em 2017 esta cidade belga recupera a sua melhor localização, com o qual entrou em 2013. Os fatos que ajudaram a tornar isso possível são as ciclovias instaladas no setor portuário e que atravessam três pontes, a criação de biciceltários na estação central e instalação deles em diferentes setores, especialmente em eventos de massa. No entanto, apesar de Antuérpia ser a única cidade belga conhecida pela utilização de bicicletas, ainda há muito a ser feito, especialmente se você tem uma taxa de 25% de usuários. Sobre isto, a consultoria menciona a necessidade de uma nova visão sobre o ciclismo urbano, a vontade política, infra-estrutura unifome e expansão de um sistema de compartilhamento de bicicletas, entre outros.

Posições anteriores • 2015: 9ª / • 2013: 7ª (primeira medição) / • 2011: Não aplicável.

8. Liubliana

Foto: Craig Toocheck / NACTO Photos.

O desenvolvimento de uma cultura de ciclismo na capital da Eslovénia está em sua infância, tendo se desenvolvido lentamente, mas de forma segura. Há evidências segundo a Copenhagenize de “uma rede decente e relativamente coerente”, em relação às ciclovias construídas, podendo atingir uma taxa de ciclismo entre 20 a 30 por cento. A promoção do uso de bicicletas vêm de uma campanha após a nomeação da cidade como Capital Verde Europeia 2016 pela Comissão Europeia obtido depois de bater Essen (Alemanha), Nijmegen (Holanda), Oslo (Noruega) e Umeå (Suécia) com medidas de mobilidade sustentável, incluindo pedestrianização de suas áreas centrais. No entanto, segundo critérios da consultoria, ainda há políticas de mobilidade que favorecem carros, por isso enfatiza a necessidade da realocação do espaço viário para beneficiar pedestres, ciclistas e transportes públicos, bem como a possibilidade de reduzir a venda de veículos particulares.

Posições anteriores • 2015: 13 (primeira medição) / • 2013: Não aplicável / • 2011: Não aplicável.

9. Tóquio

Foto: SLTC.

Em nono lugar aparece Tóquio, a primeira novidade do ranking. A taxa de utilização da bicicleta é de 15%, no entanto, é possível que seja ainda maior porque no centro é bastante visível, mas nos bairros, este meio predomina como transporte e estima-se que ele poderia até mesmo ser o dobro do números oficiais. A capital japonesa lançou a “Embaixada da Bicicleta“ encarregada de promover o uso da bicicleta como meio de transporte e melhorar a sua experiência na cidade. Para a consultoria, este organismo pode se tornar um ator muito importante durante os Jogos Olímpicos de 2020 e incentivar o uso da bicicleta durante o evento, como fizeram Londres e Rio de Janeiro. Finalmente, bicicletários subterrâneos são uma inovação segundo a consultoria. Quanto aos temas a melhorar, a Copenhagenize observa que, ao invés de olhar para a mobilidade americana, Tóquio deve ter a européia como ponto de referência.

Posições anteriores: Não aplicável. Novo no ranking.

10. Berlin

Foto: Rae Allen.

As ruas sem carros, uma taxa que chega a 13% e até 20% em certos bairros e o aumento das bicicletas de carga mostra uma visão muito boa na capital alemã. Para isso deve-se acrescentar que em 2016, movimentos dos ciclistas recolheram assinaturas necessárias e conseguiram que a Cidade realizasse um referendo sobre a bicicleta. Em termos gerais, estas questões fizeram com que Berlin subisse dois postos desde a última medição, mas continuar a melhorar a infra-estrutura de ciclismo é o resultado de diferentes esforços ao longo dos anos. Por outro lado, com a ascensão de bicicletas de carga, seja para uso privado ou comercial, torna-se necessário ampliar determinadas ciclovias para que se possa mover sem impedimento.

Posições anteriores: • 2015: 12 / • 2013: 10 / • 2011: 5.

11. Barcelona

Foto: Juan Pedraza.

O sucesso do sistema de bicicletas públicas Bicing, exigiu planejamanto para a expansão de sua cobertura. Junto com esta rede de ciclovias também estenderá graças a um investimento de 20 milhões de euros. Superquadras, que estreou em 2016 em certos bairros foram elogiados outro ponto, uma vez que conseguiu introduzir o chamado tráfego acalmado e facilitar a circulação segura de pedestres e ciclistas. No entanto, a ausência de uma infra-estrutura padrão é uma questão a ser corrigida, a consultoria acrescentou ainda que é necessário priorizar o movimento de ciclistas para que não se tenha que fazer viagens mais extensas do que as necessárias por falta de ciclovias para a circulação.

Posições anteriores • 2015: 11 • 2013: 17º • 2011: 3

12. Viena

Foto: Andy Nash.

1.300 quilômetros de ciclovias é o que tem a rede de Viena. Embora seja uma grande número, a infra-estrutura ainda precisa de recursos para melhorar devido a ter sido projetada principalmente para fins recreativos.

Posições anteriores • 2015: 16º (primeira medição). • 2013: Não aplicável. • 2011: Não aplicável.

13. Paris

Foto: Zoetnet.

Os projetos desenvolvidos pela Prefeitura de Paris no passado fizeram a capital francesa subir quatro lugares em relação ao último índice. Estes incluem o Plano Veil, que visa transformar a cidade na capital mundial do ciclismo, a remodelação do Champs Elysees, o que inclui a construção de uma ciclovia e um pacote de iniciativas para restringir os carros no centro da cidade. Nas deficiências estão a falta de bicicletários para estacionar e o rio como corredor poderia ser aproveitado para se conectar com uma frota de bicicletas de carga.

Posições anteriores • 2015: 17º • 2013: 19º • 2011: 7

14. Sevilla

Foto: Claudio Olivares Medina.

Apesar de ter entrado para o ranking imediatamente no quarto lugar, a inércia dos últimos anos está empurrando a cidade para as últimas posições. No entanto, segundo a Copenhagenize não parece ser tão difícil voltar a subir. Recomenda-se começar a melhorar a infra-estrutura contruída de ciclismo.

Posições anteriores • 2015: 10 • 2013: 4 (primeira medição). • 2011: Não aplicável.

15. Munique

Foto: European Cyclists’ Federation.

O plano anunciado em 2015 para construir 14 ciclovias que ligam toda a área metropolitana de Munique é uma das principais razões que permitiram a cidade entrar no índice. Naquela época, Munique tinha uma taxa de 15% do ciclismo e agora pretende chegar a 30%. A recomendação é simples: olhar para onde você está indo.

Posições anteriores: Não aplicável. Novo no ranking.

16. Nantes

Foto: European Cyclists’ Federation.

Os movimentos ciclistas, o incremento do uso de bicicletas em empresas privadas, a massificação de bicicletas de carga para as famílias e empresas de logística e cidadãos que viajam de bicicleta criaram uma forte comunidade em torno das duas rodas. Mas o que explica o declínio de oito lugares no índice? Para Copenhagenize o principal motivo é o baixo investimento em comparação com outras cidades francesas. Isto é pode ser visto através da comparação do plano de investimentos de 50 milhões de euros até 2030, com o objectivo de aumentar a taxa de ciclismo em 12%, enquanto Bordeaux tem um orçamento para chegar a 15% em 2030.

Posições anteriores • 2015: 7 / • 2013: 6 (primeira medição) / • 2011: Não aplicável.

17. Hamburgo

Foto: Dylan Passmore.Apesar de Hamburgo, oferecer excelentes níveis de adoção da bicicletas em seu dia a dia, o design da infra-estrutura não é amigável e nem o mais adequado em termos de segurança. Isso ocorre porque várias ciclovias foram construídas sobre as calçadas em vez de ocupar o espaço dos carros nas pistas e a manutenção durante o inverno é escassa.

Posições anteriores • 2015: 19º / • 2013: 20º / • 2011: 11.

18. Helsinki

Foto: Michael W. Andersen.

Apenas em 2016 a capital finlandesa lançou seu primeiro sistema de bicicletas públicas, mas muito antes se destacam seus esforços para promover a mobilidade sustentável. Em relação as bicicletas destaque para a criação da Federação Finlandesa de Ciclismo, com sede em Helsinki, a meta de 15% até 2020 e a manutenção das ciclovias, especialmente no inverno. Então, para manter-se n lista, é necessário um planejamento dos objetivos de longo prazo, como o fez na década de 30, quando projetou uma rede de ciclismo incipiente.

Posições anteriores: Não aplicável. Novo no ranking.

19. Oslo

Foto: Xiquinho Silva.A notícia da proibição de carros no centro da cidade em 2019 repercutiu positivamente na promoção da mobilidade sustentável da capital norueguesa, o que inclui novas medidas como subsídio para a compra de bicicletas de carga e a criação de uma Agência de Bicicletas. Por agora é muito cedo para fazer grandes correções e a consultoria reconhece que as ciclovias segregadas que está sendo implantada poderia ser vista por toda a cidade.

Posições anteriores: Não aplicável. Novo no ranking.

20. Montreal

Foto: Dylan Passmore.A única cidade representante da América do Norte tem estado no índice desde o início, mas a sua baixa nos últimos dois anos é explicada por várias causas. Primeiro, a insegurança dos pedestres e ciclistas percebida nas ruas, por outro lado, a criação de rotas através de caminhos alternativos em vez de avenidas que faz com que a viagens não sejam tão eficientes e, em terceiro lugar, o fato do sistema de bicicletas públicas só funcionarem entre abril e novembro, porque as estações são fechadas no inverno.

Posições anteriores • 2015: 20º • 2013: 14 • 2011: 8

Se você quiser saber mais sobre o ranking, metodologia e outros dados, clique aqui. Você pode ver os resultados de 2013 e 2015.

***
Por Constanza Martínez Gaete no Plataforma Urbana (*espanhol).

Tags

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on email
No data was found

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Categorias

Cadastre-se e receba nossa newsletter com notícias sobre o mundo das cidades e as cidades do mundo.

O São Paulo São é uma plataforma multimídia dedicada a promover a conexão dos moradores de São Paulo com a cidade, e estimular o envolvimento e a ação dos cidadãos com as questões urbanas que impactam o dia a dia de todos.