Banco promove melhorias em seu sistema de bicicletas compartilhadas

 

O sistema de bicicletas compartilhadas patrocinado pelo Itaú completa seis anos e a marca de 20 milhões de viagens. E agora recebe um belo upgrade, que promete tornar melhor a experiência de quem utiliza o bike sharing.

“A imagem da bicicleta é tão positiva, influenciou com tanta força a imprensa e a opinião pública, que o banco decidiu incorporá-la a suas campanhas de marketing. O Itaú não tem retorno financeiro com nenhuma iniciativa relacionada à mobilidade. O objetivo dessas parcerias é estimular o uso da bicicleta em pequenos trajetos e integrá-la ao sistema de transporte público das grandes cidades. Assim, estimulamos uma mudança cultural nas comunidades em que atuamos.

Criamos as “laranjinhas” por adesão à causa da bicicleta, como meio de transporte, e isso foi positivo. Mas toda vez que temos vandalismo nas estações, toda vez que o nosso operador falha na manutenção das bicicletas, quando uma estação não funciona, tudo isso repercute mal na mídia e na imagem do Itaú. Então, desde 2011 nós já experimentamos os dois lados dessa conta. Mas, sem dúvida, vale a pena porque é uma causa importante para a sociedade e nós estamos promovendo um processo de mudança cultural,“ disse Luciana Nicola, coordenadora dos programas de bicicletas do Itaú Unibanco em entrevista ao Mobilize.

As mudanças serão implantadas pela tembici., que em maio adquiriu a Samba Transportes Sustentáveis e passou a operar os sistemas Bike Sampa, Bike Rio, Bike PE, Bike POA e Bike Salvador. Essas serão, portanto, as praças que receberão as novidades.

O fornecedor das bicicletas será a empresa canadense PBSC Urban Solutions, líder mundial em sistemas de bike sharing. A empresa já atua há nove anos em mais de 20 cidades em três continentes, com mais de 50 mil bicicletas representando um número de viagens que supera os 160 milhões – um belo know-how acumulado. Sua tecnologia e equipamentos estão sendo usados em cidades como Chicago, Guadalajara, Londres, Montreal e Toronto.

As bicicletas

As laranjinhas serão mais leves, ergonômicas e resistentes. Em vez de um modelo adaptado para compartilhamento, essas bicicletas foram projetadas para esse uso, explicou Luc Sabbatini, presidente e CEO da PSBC, durante o evento de lançamento.

O cesto dianteiro, que apresentava um tamanho limitado e impedia seu uso com mochilas e bolsas maiores, agora é aberto e possui um elástico grosso em toda sua volta, permitindo volumes maiores. À primeira vista nos pareceu não ser possível carregar uma garrafinha de água, mas vimos que ela pode ser presa pelo elástico à frente da cesta.

Os pneus têm uma faixa refletiva na lateral. Os aros são tamanho 24, apesar da bicicleta manter a mesma distância entre eixos das bicicletas com aro 26, o que permite a mesma agilidade de manobra em meio ao trânsito de uma dobrável, sem afetar a dirigibilidade.

As laranjinhas serão mais leves, ergonômicas e resistentes. Imagem: Divulgação.Protetor de corrente e paralamas continuam sendo itens da bicicleta. A corrente tem um tensionador, o que vai evitar que escape com facilidade. O formato envolvente do paralama traseiro ainda traz a vantagem de atuar como guarda-saias, o que aliado ao cobre-corrente impede que elas se sujem ou enrosquem nos raios da roda traseira.

Além de mais confortável, o selim agora mais é vazado, oferecendo proteção ergonômica aos homens. O canote permite subir bastante o banco, um ponto fraco do modelo anterior, e possui marcas para ajudar o usuário a memorizar e repetir posteriormente a regulagem de altura que mais lhe agrada.

Os freios são roller brake (também conhecidos como rolete ou tambor), que necessitam de menos manutenção e regulagem. As marchas continuam sendo três pelo sistema Nexus de marchas internas (dentro do cubo traseiro).

Além dos refletores frontal, traseiro e nas rodas, a bicicleta possui um dínamo no eixo dianteiro. Foto: SM2 Fotografia / Divulgação.

Além dos refletores frontal, traseiro e nas rodas, a bicicleta possui um dínamo no eixo dianteiro, com luzes que se acendem assim que a bicicleta entra em movimento. Item que fazia falta na versão anterior, a iluminação consiste de luz dianteira branca e traseira vermelha, que funcionam em modo piscante. As luzes continuam acesas por até 90 segundos depois que a bicicleta para, dando segurança em semáforos.

As estações

A média será de 20 vagas por estação. Imagem: Divulgação.As novas estações foram foram concebidas para operar de forma ágil, inteligente e simples, sem muita poluição visual. O abastecimento é feito por painéis solares que garantem autossuficiência energética, facilitando e agilizando a instalação, além de fazer uso de energia limpa.

A implantação é modular, sendo possível adicionar ou remover docks conforme a necessidade, sem precisar fixá-los ao solo. Isso permite configurações com bicicletas de ambos os lados e formatos em L, por exemplo, permitindo ainda agilidade em possíveis readequações de layout. A média será de 20 vagas por estação.

Retirada

O quiosque tem uma tela touch na parte superior, para a operação com cartão de crédito. Foto: Willian Cruz / Vá de Bike.Além do aplicativo, a retirada poderá ser feita diretamente com um cartão de crédito no quiosque (totem), facilitando o uso para quem está de passagem pela cidade ou não possui cadastro. O quiosque tem interface de pagamento digital de fácil utilização, com comunicação sem fio que agiliza o processamento de pagamentos e a transmissão de dados.

O uso de cartão de transporte público para liberação (como o Bilhete Único paulistano, por exemplo), continuará sendo possível nas praças onde essa opção já existe.

Também haverá a possibilidade de adquirir previamente um cartão próprio do sistema, que inclusive torna a retirada mais ágil do que pelo aplicativo: ao inserir e retirar o cartão do leitor que fica no suporte ao lado da bicicleta desejada, ela será liberada instantaneamente – sem precisar ficar ostentando o celular na rua, uma preocupação dos usuários em alguns locais. Esse cartão também democratiza o acesso, pois deixa de ser necessário ter um cartão de crédito ou mesmo conta bancária para poder usar o sistema.

O aplicativo

Segundo o material de divulgação, o app permitirá:

  • Planejar o passeio, pagar e desbloquear a bicicleta com o código gerado pelo aplicativo
  • Encontrar estações próximas manualmente ou usando GPS do dispositivo
  • Encontrar bicicletas disponíveis por pontos de devolução livres
  • Marcar as estações favoritas
  • Encontrar rota para um destino com informações de distância e elevação
  • Registrar as viagens com o GPS.

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Por William Cruz no Vá de Bike.

 

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