Campanha para recuperar histórico teatro Taib é lançada em São Paulo

Há quase 15 anos, contudo, essa memória fica detrás de portas fechadas. O palco, as poltronas e a estrutura do antigo Taib hoje não são mais consideradas seguras e foram danificadas após um alagamento.

Para reverter essa situação, o Instituto Cultural Israelita Brasileiro (ICIB) prepara uma ações de arrecadação de fundos. O primeiro passo é a campanha “Taib, 60 anos”, de apadrinhamento das 300 poltronas do antigo teatro, lançada na última quinta-feira, 22, na feira Made (Mercado-Arte-Design). A ideia é que o espaço reabra no ano que vem, quando completa seis décadas de história.

A proposta tem o apoio da AMDMB (Associação Mobiliário e Design Moderno Brasileiro), que vai doar a restauração de uma poltrona a cada R$ 5 mil doados para a reforma do teatro. O instituto também estuda outras iniciativas, como leilões de obras doadas por artistas, eventos e leis de incentivo.

A proposta lembra a própria história da Casa do Povo, centro cultural em que Taib está localizado e cuja construção foi erguida através de uma campanha de doação de tijolos. A inauguração ocorreu em 1953, seguida pela abertura do teatro em 1960, com endereço no Bom Retiro, bairro ligado à imigração israelita.

O diretor-executivo da Casa do Povo, Benjamin Seroussi, calcula que R$ 1,5 milhão é necessário para o teatro reabrir com segurança e acessibilidade e sem os atuais problemas de umidade. O projeto de restauro completo custa, contudo, R$ 4 milhões. “Com ele seguro, a gente já poderia fazer muita coisa. Em épocas de vacas magras, não adianta esperar os R$ 4 milhões.”

O projeto de reforma e restauro é de Silvio Oksman, André Vainer e Ilan Szklo, enquanto o original é de Jorge Wilheim (conhecido pelo Anhembi). Para recuperar todo o edifício, o custo estimado é de mais R$ 4 milhões. “A Casa está segura, tem AVCB, mas também precisa melhorar”, diz Seroussi.

Criado em 1953 no Bom Retiro, em São Paulo, centro cultural revê sua história e imagina novo projeto. Foto: Divulgação.

O Taib começou a entrar em decadência a partir dos anos 80, período em que a região central também enfrentou fenômeno semelhante. Depois de fechar as portas, chegou a ser incluído como um dos pontos de parada da peça itinerante “Bom Retiro 958 metros”, do Teatro de Vertigem, que trazia personagens marginalizados, como usuários de crack. Neste ano, o espaço também está com uma instalação da artista Daniel Lie, com abertura para o público em apenas duas datas.

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Por Priscila Mengue no Estado de S.Paulo.

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