Casa de parto humanizado em São Paulo faz convênio com o SUS

 

Em São Paulo, mulheres já podem optar pelo parto humanizado pelo SUS. Uma parceria entre a secretaria municipal de Saúde da capital e a Casa Angela (sem acento), na zona sul da capital, possibilita o acesso a esse procedimento. que segue a fisiologia do parto e respeita a saúde física e emocional da mulher.

Na Casa Angela, as futuras mamães vão encontrar um sistema de serviço integrado que além do parto, inclui o pré-natal, o acompanhamento da mãe e do bebê no primeiro ano. Diferentemente do ambiente dos hospitais, a casa valoriza o aconchego e acolhimento.

“Parece casa de mãe. Tem bolinho fresco, suquinho, todo mundo se trata super bem, e quer saber de você. Não é que nem no hospital, em que você é só mais um número”, conta a mãe Gabriela Romão, de 22 anos, em entrevista à repórter Vanessa Nakasato, para o Seu Jornal, da TVT.

“As mulheres se conscientizam, cada vez mais, de que têm direito a serem atendidas de forma segura, respeitosa e digna durante todo esse processo da gestação, do parto e do pós-parto”, diz a reportagem.

“A gente respeita muito esse lado do vínculo com a família, a presença dos acompanhantes. Aqui podem entrar dois acompanhantes. A gente respeita o tempo delas. O fato de apressar as coisas vale tanto para a mãe quanto para o bebê. A gente sabe que o parto que é acelerado com certeza tem mais riscos para o bebê”, diz a obstetriz Margot Villefer Castro.

“A maternidade te deixa, de certa forma, solitária. É um sentimento de solidão muito grande, e todo esse apoio que a casa dá é muito importante. Tem sido muito bom para mim. É humano, é humanizado. É esse tipo de atendimento que você espera que seja em todos os lugares, e não é”, reafirma Gabriela, mãe de Pilar, de apenas um mês.

Em São Paulo, além da Casa Angela, o parto humanizado é realizado na Casa de Parto de Sapopemba, na zona leste, que é administrada pela prefeitura; na Amparo Maternal, instituição filantrópica também conveniada com o SUS, e a Casa Moara, com atendimento privado.

A coordenadora Anke Riedel conta que o vínculo com as famílias é de pelo menos um ano e meio. “A questão do aleitamento materno, a introdução dos alimentos, tudo que também envolve a saúde da criança, dá para trabalhar muito melhor tendo esse modelo integrado.”

Para Kelly e o marido, Carlos, a escolha do parto humanizado foi mais que acertada. “Como a maioria dos pais, acredito, fiquei meio com receio, porque, querendo ou não, no hospital se tem toda uma estrutura, os médicos. Só que depois que conheci a Casa Angela e ela (a esposa) me falou à respeito, apoiei ela, porque é o momento dela”, afirma Carlos. “Eu não tive medo na hora do parto. Queria que a minha filha viesse, queria ver o rostinho dela”, conta a mãe da recém-nascida Alice.

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Na coluna Cidadania da Redação RBA.

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