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São Paulo São Causas


Como os investidores sociais tem articulado seus projetos e programas às políticas públicas? Quais resultados têm obtido nessa prática? Quais desafios têm enfrentado no alinhamento? Essas foram algumas perguntas que nortearam o segundo encontro da Rede Temática de Políticas Públicas do GIFE, promovido no dia 22 de outubro, em São Paulo. Na ocasião, empresas, fundações, institutos associados tiveram a oportunidade de compartilhar sete iniciativas no campo e também trocar experiências e aprendizados nesta forma de atuação do ISP (conheça abaixo todos os cases).

Rafael Gioeilli, gerente geral do Instituto Votorantim e um dos coordenadores desta Rede Temática, abriu a reunião destacando que a proposta da atividade foi uma das demandas levantadas pelo grupo no primeiro encontro do ano, tendo em vista as diversas perspectivas de atuação do ISP junto às políticas públicas e os riscos e receios ainda existentes nessa aproximação. “A troca e a integração dos participantes, assim como possibilidades de encontrarmos interesses convergentes, é uma das propostas dessa Rede Temática também”, disse.

Após as apresentações, a socióloga e consultora Anna Peliano e Bruno Gomes, diretor de projetos da Agenda Pública, trouxeram suas contribuições ao debate sistematizando os principais pontos de convergência entre as iniciativas.

Anna Peliano destacou que as parcerias entre o ISP e os governos são relativamente novas e que fica evidente em todas as experiências a preocupação do alinhamento ao negócio, o que também se apresenta como uma nova tendência. Outros aspectos importantes a serem destacados são as diferentes formas do investimento social privado se relacionar com as políticas públicas, seja vislumbrando as grandes políticas nacionais, seja no atendimento mais direto às demandas do poder público local.

Há experiências no sentido de construção de capacidades dos gestores públicos, de fortalecimento das instituições e também da entrega de um produto final, como, por exemplo, assessorar na construção de planos municipais. “O que percebemos é um movimento de complementação e não de substituição de políticas públicas, ajudando a fortalecer o que já existe, além de inovar e criar novas metodologias de trabalho que podem ser incorporadas. Os investidores não são os protagonistas, mas, sim, atores participantes do processo”, ressaltou Anna Peliano.

Segundo a especialista, a principal e maior contribuição que as empresas, fundações e institutos estão dando nesse contexto é o de articulação. “Inclusive é algo interessante de se observar, pois estão articulando não somente a sociedade com o governo, mas também ajudando as próprias instâncias governamentais a se articularem. É algo muito rico e fundamental”.

Anna destacou ainda que outra contribuição do setor no campo das políticas públicas tem sido o de geração e compartilhamento de conhecimentos, ou seja, de partilhar novas informações que podem contribuir para uma política pública mais eficaz e eficiente.

Bruno Gomes apontou também os principais desafios ainda a serem enfrentados nessa forma de atuação, como, por exemplo, as diferenças entre os tempos da empresa e do governo – inclusive o tempo político -; as diferenças de prioridades, o que pode impactar, inclusive, na definição de indicadores e seu monitoramento; o estabelecimento de contrapartidas; e a garantia da participação da sociedade civil. “Me parece que ainda há um certo receio em envolver a comunidade nesta relação tripartite. No entanto, trata-se de algo fundamental para o controle social, eliminando riscos e tornando a relação mais estável e sustentável”, pontuou o diretor da Agenda Pública.

Juliana Santana, gerente de projetos da Fundação Bunge, destacou que um caminho para atender “à ansiedade da empresa por resultados” mesmo diante da complexidade que é um trabalho pelo desenvolvimento de um território, é trazer no planejamento propostas de ações que consigam apontar resultados a curto prazo e que demonstrem os ganhos de melhoria no diálogo e relacionamento com a comunidade, por exemplo.

Na avaliação de Anna Penido, a Rede Temática é um espaço com grande potencial para identificar possibilidades de atuações conjuntas e alinhamento de conceitos, inclusive, para fortalecer as ações já realizadas. “Fazer esse alinhamento é essencial, pois precisamos trazer o entendimento sobre é o que é relacionar o ISP com políticas públicas. Esse grupo é de uma riqueza imensa”, ressaltou Andreia Rabetim, gerente de Parcerias Intersetoriais da Fundação Vale.

Conheça as práticas compartilhadas na Rede Temática:

Instituto Votorantim

O Instituto Votorantim fez uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para apresentar as reais demandas de formação e qualificação profissional da empresa para serem desenvolvidas por meio do Pronatec Brasil Maior, do Governo Federal, que oferece tanto a requalificação de trabalhadores em atividade, quanto a formação de trabalhadores para ocupação de novas vagas.

O Instituto colabora na articulação local das Unidades de Negócio da empresa para a realização do Pronatec, que ocorre por meio do Sistema S ou dos Institutos Federais e Estaduais de Ensino. A empresa viabiliza estrutura ou transporte para que os cursos possam ser realizados, caso seja necessário.

O IV criou um guia sobre como fazer esse alinhamento ao Pronatec para que as empresas saibam como proceder, assim como  um sistema de monitoramento e avaliação de processos e resultados. O material está sendo disseminado pelo Ministério para outras empresas.
Em 2014, foram realizados 178 cursos em oito Estados, 19 municipios, beneficiando mais de 4 mil pessoas. Num levantamento interno, 96% das Unidades declararam estar satisfeitas e muito satisfeitas com os cursos e 48% das Unidades contrataram pessoas que saíram do Pronatec.

Fundação Nestlé e Nestlé

A Fundação Nestlé e a empresa desenvolvem o Programa Nestlé Nutrir Crianças Saudáveis no Brasil desde 1999 – trata-se de um programa que acontece em 80 países – e, a partir de 2001, teve início também o Nutrir nas Escolas. Na iniciativa, a Fundação estabelece parcerias com secretariais municipais de Educação para a implementação do programa, que visa promover hábitos saudáveis de alimentação atrelados à atividades físicas, alinhado ao Plano Nacional de Alimentação Nacional e às diretrizes da Organização Mundial da Saúde.

Em 15 anos, o programa já atingiu 2.33 milhões de pessoas e não acontece, necessariamente, em cidades onde há a presença da empresa. O programa colabora também na orientação das secretarias em como tornar o ambiente da alimentação e da atividade física dentro das escolas mais adequados e interessantes para as crianças.

Fundação Bunge

O “Projeto Comunidade Integrada”, realizado nas cidades de Bom Jesus do Tocantins, Pedro Afonso e Tupirama, em Tocantins, foi a iniciativa apresentada pela Fundação Bunge. O projeto está no seu quinto ano de realização e veio atrelado à instalação de uma usina de açúcar da empresa na região, com a proposta de criar condições para o desenvolvimento territorial de forma sustentável.

O projeto conta com três frentes de atuação. Na parte de relacionamento com stakeholders, foi criado um Fórum permanente de debate, que conta com a participação do governo, empresas, lideranças etc. Já na frente de fortalecimento da gestão pública, são realizadas capacitações dos gestores que atuam nas áreas técnicas, formação de conselheiros, formação da rede proteção da infância, com a regularização dos fundos municipais de educação etc, e, na frente de apoio ao desenvolvimento humano e econômico, são oferecidos cursos profissionalizantes, formação empreendedora para mulheres, capacitação de educadores etc.

Em parceria com a Universidade local, foi estruturado também o Plano Diretor Urbano.

Instituto Gerdau

O Instituto Gerdau compartilhou sua experiência com o Projeto Cooperativas de Reciclagem, realizado de 2011 a 2014, que tinha como proposta a profissionalização das cooperativas e fortalecimento de organizações intermediárias em encontro com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A iniciativa está alinhada ao negócio também, tendo em vista que, atualmente, a Gerdau é maior recicladora das Américas.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Aliança Empreendedora, Sebrae e Senai em quatro municípios. Entre os resultados alcançados está o fato de que 100% das cooperativas foram formalizadas e com venda direta de sucata ferrosa para a Gerdau, além de terem recebido equipamentos de segurança adequados e serem capacitadas quanto à utilização. A renda média dos catadores passou de R$475,00 (em 2010) para R$751,00 (em 2013).
A experiência motivou o Instituto a se unir a outras empresas, como Brasken, Bunge e Ambev, em 2014, para criar uma Rede empresarial na Bahia para maximizar os resultados de todos os projetos que vêm sendo realizados nessa área de reciclagem na região.

Instituto Desiderata

O Instituto Desiderata destacou a sua atuação que visa fortalecer duas políticas públicas: na área de saúde, principalmente em relação ao diagnóstico e tratamento do câncer infantil, e na área de educação, visando a melhoria da qualidade do ensino de adolescentes. Para isso, atua em quatro frentes: produção e disseminação de conhecimento; formação de profissionais; ambientação de espaços; e articulação e mobilização.

Entre as iniciativas desenvolvidas em saúde, está a articulação do “Unidos pelo Cura”, que visa a promoção do diagnóstico precoce em até 72h na rede pública de saúde por meio da da capacitação de profissionais de saúde e do fluxo organizado de atendimento.

Já em educação, por exemplo, foi criada a Plataforma Prisma, que dissemina práticas educativas para adolescentes feita por professores e adolescentes, assim como a Latitude, uma plataforma de indicadores com reflexão dos dados. Todas as ações são em parcerias.

Instituto Walmart

O programa “Escola Social do Varejo” foi o case apresentado pelo Instituto Walmart. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Aliança, trabalha na formação de jovens para o mundo do trabalho. Atualmente, o programa conseguiu incidir no currículo do Ensino Médio na rede pública do Estado do Ceará.

Além das atividades no contraturno para os alunos do Ensino Médio, no Estado, foi possível também desenvolver outras experiências: oferta de duas disciplinas “projeto de vida” e “mundo do trabalho” durante os três anos do Ensino Médio dentro das escolas de ensino profissional; criação do Núcleo de Trabalho, Pesquisa e Práticas Sociais (NTPPS), que discute temas como criação da identidade, comunidade e mundo do trabalho de forma interdisciplinar em trabalho de pesquisas dos alunos; e o Aprendiz na Escola, visando formar aprendizes nas escolas.

Em 2015, estão sendo atendidos 83 mil jovens e 885 educadores em 129 municípios, o que corresponde 40% de toda a rede escolar do Ceará.

Fundação Vale 

A Fundação Vale compartilhou sua experiência na forma de atuação nos territórios, que tem como pilares saúde, educação e geração de trabalho e renda. Uma das iniciativas foi a revisão do Plano Diretor de Canaã dos Carajás, assim como o Pacto pela Educação na cidade, que tem mobilizado toda a comunidade.

Para suas ações nos territórios, a Vale estabelece cooperações técnicas com os Ministérios. Com isso, estimulam que os municípios captem recursos federais e estaduais, produção de material para facilitar e gerar entendimento sobre as políticas públicas, aumento de controle social e aplicação do investimento social voluntário de forma estruturante.

Fonte: GIFE.

 


De um lado, professores com muitas ideias, mas sem recursos para colocá-las em prática. Do outro, pessoas interessadas em contribuir com iniciativas educacionais que podem impactar na vida dos alunos. Observando esse cenário, os pernambucanos Luiz Paulo Ferraz e Pedro Dantas criaram a plataforma de financiamento coletivo SomosProfessores.org, voltada exclusivamente para viabilizar projetos da rede pública de ensino.

A ideia surgiu em 2010, quando eles ainda cursavam licenciatura em história. “Começamos a perceber que tinham muitos projetos interessantes na escola pública, mas faltava apoio para eles”, lembra o professor Luiz Paulo Ferraz, vice-presidente da SomosProfessores.org.

Mobilizando outros colegas de diferentes áreas de atuação, entre professores, jornalistas, psicólogos, pedagogos, contabilistas e advogados, em 2014 eles fundaram uma associação sem fins lucrativos homônima à plataforma que entrou no ar no começo deste ano.

“O professor não é só aquele que está na sala de aula. Quem ajuda e contribui para o projeto também deve se sentir parte do processo educativo”, afirma Luiz Paulo, ao mencionar que o nome da plataforma pretende criar um sentimento de pertencimento entre os apoiadores. “É preciso que nós todos nos reconheçamos enquanto professores.”

 

SomosProfessores.org aposta na vaquinha virtual 

A aposta no modelo de financiamento coletivo para viabilizar projetos recorre à essência de uma prática muito recorrente nas escolas: a famosa vaquinha. “Todo professor sabe que gasta dinheiro do próprio bolso para dar aula. A ideia da vaquinha, que é feita na escola para fazer uma festa de final de ano, por exemplo, já era algo super comum. A novidade agora é que ela se tornou virtual”, explica.

Para conseguir o financiamento, o professor precisa se cadastrar no site e propor um projeto, explicando a iniciativa, seu impacto e quais recursos serão necessários. Uma equipe da SomosProfessores.org avalia o projeto e faz um orçamento para encontrar os melhores preços e, após fechar um valor total, o projeto é publicado no site. “Nós trabalhamos com um crowdfunding diferente. Normalmente o financiamento dá o dinheiro arrecadado, mas nós entregamos o produto que o professor precisa”, diz.

Após um projeto conseguir financiamento, a plataforma apresenta para os doadores um relatório detalhado sobre como o dinheiro foi gasto. Além disso, os professores se comprometem em enviar registros sobre o impacto do projeto no dia a dia dos estudantes.

A professora de português Cintya Jíminni precisava de alguns cabos, microfones e caixas amplificadoras para melhorar o funcionamento da Rádio EREM Mania, produzida pelos alunos do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Álvaro Lins, em Recife.

Com um custo total de mais de R$ 1.600, a alternativa encontrada pela professora foi submeter o seu projeto na plataforma SomosProfessores.org. “O financiamento possibilitou a extensão da rádio. Até então, o som só saia em uma parte da escola e a qualidade era ruim. Hoje os alunos podem ser ouvidos melhor e ficam mais acreditados no projeto”, conta.

Para arrecadar os recursos necessário, a professora envolveu os alunos na divulgação da campanha pelas redes sociais. “Eu expliquei para eles o que era e como funcionava o financiamento coletivo. Eles ficaram bem empolgados”, recorda. A animação foi tanta, que a turma até compôs músicas para conquistar mais apoiadores.

“Por mais que a gente passe por problemas com a falta de investimento na educação, as pessoas ainda acreditam. Isso faz com que a gente, professor, fique motivado”, diz Cintya, que conheceu a plataforma por indicação do seu marido Vlademir Ferreira, professor de geografia da Escola Matias de Albuquerque, em Recife.

Para desconstruir estereótipos dos estudantes em relação ao lugar em que moravam, o professor Vlademir propôs o projeto “Se essa rua falasse”, onde os adolescentes iriam investigar a história da região do Morro da Conceição, Alto José do Pinho e Casa Amarela, na periferia de Recife. Tudo isso seria feito a partir de entrevistas com os moradores, o que demandaria a compra de gravadores de áudio. Com o projeto inscrito na plataforma, ele conseguiu arrecadar R$ 797,96 para viabilizar o projeto da sua turma.

Desde que a plataforma entrou no ar, já foram viabilizados nove projetos e outros dois estão em fase de captação. Atualmente são aceitas apenas propostas de escolas públicas em Pernambuco. No entanto, a intenção é que essa rede seja ampliada para todo o país.

Marina Lopes na Porvir - Inovação em Educação. 

 

 

 

Os rios de São Paulo estão correndo sob os pés  da população, mas ninguém consegue visualizá-los, sequer ouvi-los. São mais de 3 mil km de cursos d’água, que continuam vivos abaixo de ruas, avenidas, casas e prédios da cidade.

Para reconectar o cidadão da capital paulista com esta natureza escondida, será realizado no domingo, 25/10, a segunda etapa do Circuito Caixa Rios e Ruas. Os participantes poderão optar pelo passeio, com percurso de 4 km, ou a corrida, com 6 km. O trajeto passará pelo Centro Histórico de São Paulo, acompanhando o percurso dos rios Itororó e do Vale do Anhangabaú.

Quem não quiser perder esta oportunidade, deve fazer a inscrição para o passeio/corrida aqui, no site do circuito. Poderão participar atletas profissionais e amadores, mas a idade mínima permitida é de 16 anos. A largada será dada às 7h, na Praça da Sé (em frente à Caixa Econômica Federal, número 111). A prova terá duração de uma hora.

Já que estamos em pleno Outubro Rosa (mês de alerta para a prevenção ao câncer de mama), as mulheres que participarem ganharão 50% de desconto na inscrição.

A primeira etapa do Circuito Caixa Rios e Ruas aconteceu em agosto e percorreu as nascentes do Rio Ipiranga. E já anote na agenda a data para o próximo e último circuito deste ano: Parque Ecológico do Tietê (Margens do Tietê) em 29/11.

Se animou? Então confira o vídeo a seguir, que mostra como foi o circuito que saiu do Zoológico e percorreu as nascentes do Rio Ipiranga – uma redescoberta dos rios de São Paulo: https://youtu.be/euQIM8O_v5Y

Susana Camargo no Conexão Planeta.

 

 
Em meados de 1970, a IBM criou um caminhão que rodou o Brasil levando a seguinte mensagem a profissionais de tecnologia: apostem em programação de softwares. Nessa época, a Big Blue vendia para o mercado o 'Sistema 3', um computador que facilitava registros de informações e aplicações de pequenas empresas. O grande diferencial desta tecnologia era a linguagem de programação RPG II. 
 
Este foi o começo da era dos computadores de médio porte. Você pode até não entender de programação (como eu também não entendo), mas o ponto é: o que fez a IBM rodar o Brasil em um caminhão para falar sobre esse assunto? Provavelmente a empresa já havia percebido que a linguagem RPG II, ainda que muito simples, já ajudava empresas a se transformarem e, então, começou a mirar o futuro. 
 
A saga do caminhão continua 
 
Hoje, o Sistema 3 evoluiu para servidores mais potentes e a IBM é uma empresa bem diferente daquela época, criou o e-business, soluções para cidades, negócios, pessoas, inaugurou a era cognitiva. Mas, apesar de todas estas mudanças, a saga do caminhão continua! Acho que a empresa pensou que no futuro poderia se transformar de várias maneiras, mas o caminhão... Ah, o caminhão fica! Afinal, se Maomé não pode ir até a montanha... A montanha vai até Maomé! Brincadeiras à parte, voltemos a 2015. Conheçam o HACKATRUCK! 
 
Um caminhão que vira uma sala de aula interativa e roda o Brasil com um curso de programação de 60 horas. Qual a chance disso acontecer? Humm, pequena, mas nada é impossível para IBMistas apaixonados pelo que fazem e que possuem os parceiros certos. 

O HACKATRUCK é um laboratório itinerante que vai 'acampar' por 3 semanas em várias universidades de todo o país capacitando pelo menos 500 alunos, nos próximos 10 meses, de tecnologia da informação em programação SWIFT.

Tive a oportunidade de acompanhar o projeto de perto e de levar alguns formadores de opinião que trabalham com programação para conhecerem o laboratório em primeira mão. A ideia era aproveitar a passagem relâmpago do caminhão pela sede da IBM Brasil, em São Paulo, para mostrar, na prática, a tal da sala de aula itinerante. Eu sabia que o impacto seria grande, mas, sabe criança no natal, quando está prestes a ganhar presente do bom e velho Noel? Eles ficaram assim. 
 
Também, não é para menos. Estamos falando de uma caminhão enoooooorme, com 70m², que abre suas laterais para dar espaço a cadeiras, mesas, TVs, computadores, tablets, uma impressora 3D que trabalha ao vivo e a cores, uma lousa inteligente, retroprojetores e com janelas que mudam de cor e se transformam em telas (internas e externas). Enfim, é o caminhão do futuro e tudo roda na nuvem IBM! Me lembrei de um dos brinquedos que meu irmão tinha quando éramos crianças. Ele também abria na parte de trás e abrigava um mundo de novidades e equipamentos. Mas, uma sala de aula? De programação? Nem nas brincadeiras mais legais eu poderia imaginar isso.
 
Vale lembrar que alguns professores das universidades por onde o hackatruck passar serão treinados para utilizar a plataforma de desenvolvimento BlueMix, plataforma da IBM que viabiliza a criação de APPs na nuvem. Para quem quiser entender melhor a ferramenta, organizamos recentemente o Desafio Bluemix, que uniu influenciadores e jornalistas para criarem, em 10 minutos, um APP na nuvem. 
 
Na tentativa de mostrar essa experiência aqui no TI+Simples, fizemos um breve vídeo da inauguração do HACKATRUCK, com algumas impressões dos influenciadores-programadores e do líder do projeto na IBM: https://youtu.be/asP6YHnAiiU
 
Outra curiosidade que surgiu: quem dirige o caminhão? É um motorista multifunção, que lidera também a montagem de toda a estrutura do truck, garantindo que toda a parte elétrica esteja ok e que os equipamentos funcionem. 
 
Mais detalhes? Próxima parada? 
 
Os participantes do projeto serão selecionados via EAD (ensino à distância).  Em cada parada, serão duas turmas, cada uma com 28 alunos. O curso durará 3 semanas e, ao final, os alunos ganharão um certificado de participação, além, claro, de aprenderem a criar seus próprios apps. Mas, números à parte, já deu pra ver que o projeto é de peso, grandioso. Digo isso não pelo tamanho ou pelo peso do caminhão, não pelo número de alunos que a IBM ensinará, mas pela intenção de ir além, de levar o conhecimento até os jovens, de ensinar mentes a se desenvolverem e a desenvolverem suas próprias ideias. Convenhamos, para quem começou a criar ações de evangelização com caminhões itinerantes em 1970, a IBM deu um belo upgrade! Ah, e a próxima parada do caminhão é a PUC-Campinas, de 19/10 a 06/11! 

A seguir, o vídeo institucional do projeto: https://youtu.be/OEKOwh_TliA
 
O TI+Simples vai acompanhar cada detalhe desse projeto e em breve traz mais noticias sobre as próximas paradas e suas histórias fantásticas.

*O HACKATRUCK é idealizado pela IBM Brasil e a Flextronics, com execução do Instituto de Pesquisas Eldorado e em colaboração com a Apple. A iniciativa também conta com os seguintes apoiadores: Editora Abril por meio da revista Exame, Epson com projetores e óculos para realidade virtual; Pelco com câmeras de segurança; Sebrae com palestras sobre incubadoras e startups; Sethi 3D com impressoras 3D; e Unifor com software de carreiras. Para saber mais sobre o projeto e acompanhar a programação, visite o site: www.hackatruck.com.br
 
Mariana Lemos / TI + Simples da IBM.
 


Você que tem mais de 60 anos se identifica com a imagem de uma pessoa curva e com bengala usada para identificar a prioridade de vagas para pessoas da sua idade? Se a resposta foi não, vai ficar satisfeito ao saber que desde 2011 há o movimento Nova Cara da Terceira Idade, que propõe a mudança do pictograma no Brasil.

Adepto do movimento, o Neumarkt Shopping foi o primeiro empreendimento catarinense a aderir ao novo símbolo nas nove vagas de estacionamento reservadas aos clientes da terceira idade e em breve na sinalização interna.

Em comemoração ao Dia do Idoso, celebrado em 1 de outubro, o shopping, em parceria com a Revivecer, entidade voltada a essa faixa etária, promoveu ações para o público com mais de 60 anos ao longo da semana, entre elas a palestra com o publicitário e idealizador do movimento, Max Petrucci. Confira a entrevista com ele:

Qual foi o pontapé inicial do movimento Nova Cara da Terceira Idade?
A iniciativa surgiu de um briefing de um cliente, um banco, que pediu para minha agência uma ação, uma campanha para falar com este público. Confesso que foi um Deus nos acuda porque a gente não estava acostumado a falar com este público. Na verdade, nenhuma agência fala. No início foi um choque, mas aí surgiu a necessidade de se conectar de verdade com estas pessoas, com esta situação e com este contexto. De cara surgiu uma certa indignação na forma como estas pessoas eram representadas e ao invés de só responder ao briefing do cliente, a gente achou que tinha que responder ao briefing da sociedade. Percebemos que tínhamos que ajudar a significar o "ter 60 anos" e como é ser retratado na vaga preferencial, na fila do banco etc.

Como foi feita a escolha do novo pictograma?
Com a ideia de mudar isso surgiu a co-criação e então jogamos a ideia na internet. Foi um processo longo para a escolha. De primeira foram feitas 450 sugestões e depois recebemos 1,6 mil inspirações da sociedade. Foram fotos, desenhos e tudo que representava o bom envelhecer. Delas, dois designers fizeram os primeiros seis, selecionamos três e abrimos para a comunidade votar na internet. Foram 6,5 mil votos, e de lavada foi este que ganhou.

Muitos locais já aderiram?
É algo que está sendo feito de forma aberta. Nosso propósito foi colocar um pouco de luz na questão, chamar a atenção, estimular a mudança comportamental. Claro que a mudança do símbolo a gente leva muito à sério e queria que tivesse o Brasil inteiro já mudado, mas não é bem assim na vida. Na prática a gente está fazendo força para ver se consegue eventualmente ter a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) fazendo também esta mudança, mas por enquanto ela é orgânica e pode ser feita por cada indivíduo, empresa ou setor da sociedade.

De onde surgiu o antigo pictograma?
Esta história é muito interessante. Parece que na década de 1970, quando surgiu o metrô em São Paulo, em algum momento alguém que cuidava do local precisava designar aqueles assentos preferenciais e precisava de um símbolo, então mandou fazer o que existe até hoje. Engraçado que só agora a gente questionou o porquê do símbolo se manter.

Como você se sente ao ser o idealizador deste movimento?
Na verdade, pra mim foi uma grande transformação. Este projeto me ajudou a reentender o meu trabalho, o papel que a propaganda tem na sociedade de hoje. O que é propaganda? É vender sonhos? Ou será que cada vez mais as pessoas estão procurando coisas mais verdadeiras e mais atreladas ao seus problemas de verdade? Ao invés de ficar vendendo só jovialidade, será que vender o conceito de um novo direcionamento não é altamente desejável, engajador e prazeroso? Assim como esta causa há tantas outras que podem ser destacadas e alteradas de forma coletiva. Com certeza, pra mim, foi uma grande renovação profissional esta experiência.

Pamyle Brugnago no Diário Catarinense.

 

 
O artista brasileiro Eduardo Srur participa do Festival das Artes da Coleta de Sucata ("Festival de Arte Chatarra"), em Córdoba, Argentina com um intervenção feita de resíduos recicláveis ​​recolhidos pelo Serviço de Coleta Diferenciada da cidade.
 
No trabalho, realizado com 36 toneladas de material reciclado, foram produzidos 194 fardos, principalmente de plástico, papelão e papel cartonado (tipo Tetra Pack), formando um labirinto de composição geométrica de 100 metros quadrados. A Cotreco, empresa responsável pela coleta e varrição no sul da cidade, promoveu a ação como forma de sensibilizar a sociedade sobre os resíduos que geramos e o valor que eles podem ter quando separados. 
 
"Laberinto", obra del brasilero Eduardo Srur. / Foto: Martín Baez."Laberinto", obra del brasilero Eduardo Srur. / Foto: Martín Baez.
"Labirinto", obra de Eduardo Srur no Festival das Artes de Coleta da Sucata. / Foto: Martín Baez.
 
A empresa recolhe o lixo seco separado por moradores de 104 bairros do sul da cidade e leva para centros verdes de reciclagem do Município, onde as cooperativas Cartoneros, Solidar, Nosso Futuro, CNE e 14 trabalham. Elas separam o lixo, fazem a triagem e o colocam em fardos para que o material possa ser reaproveitado comercialmente.
 
Quanto tempo estes resíduos demoram para se decompor? Papel e papelão, um ano; alumínio e estanho, de 10 a 30 anos; embalagem cartonada, 30; Isopor, 100 anos; plástico, de 100 a 1000 anos; vidro 1000-4000 anos. 
 
"Laberinto", obra del brasilero Eduardo Srur. / Foto: Martín Baez."Laberinto", obra del brasilero Eduardo Srur. / Foto: Martín Baez.
Vista da instalação 'Labirinto' de Eduardo Srur na Praça da Espanha em Córdoba.
 
Eduardo Srur nasceu em 1974 em São Paulo, Brasil, onde vive e trabalha. Ele faz intervenções urbanas impressionantes em São Paulo e participou de inúmeras exposições em Cuba, França, Suíça, Espanha, Holanda, Inglaterra e Alemanha. Define a cidade como uma "galeria" e através de seu trabalho desafia a sociedade sobre o consumo excessivo de resíduos de plástico, sobre reciclagem e sobre as alternativas para encontrar saídas para evitar sermos envolvidos por pilhas de lixo. "A arte existe para promover reflexão, provocar as pessoas, para que elas possam, elas mesmas, construir uma nova perspectiva sobre a forma como vêem as coisas."  

Assista o vídeo da instalação: http://goo.gl/xpXIbU
 
O "Festival de Arte Chatarra" de Córdoba promove a reutilização de materiais e encontra na arte uma ferramenta de transformação e inclusão social. O festival mostra 10 instalações interativas e sustentáveis realizadas com materiais reciclados e fins solidários. 

Esta terceira edição, procurou criar diferentes experiências para envolver o espectador, para que ele fizesse parte dos trabalhos, criar espaços de encontros, reflexão e conscientização. As visitas podem ser feitas até dia 30 de outubro das 10 h às 20h no Museo Palacio Dionisi (Av. Hipólito Yrigoyen 622).
 
Com informações La Voz e Cotreco.
 
 
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