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São Paulo São Causas


O desperdício de comida é um problema mundial. Um terço dos alimentos produzidos é jogado fora em plenas condições de consumo. Nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, não é diferente, mas um aplicativo quer ajudar a melhorar esse quadro.

Copia funciona de um jeito simples: os usuários se cadastram e avisam quando têm comida sobrando. Um motorista vai até o local e retira os alimentos, depois os leva até um dos locais disponíveis para recebê-los. 


ideia surgiu durante um almoço quando a fundadora, Komal Ahmad, ainda estava na faculdade, em Berkeley. Um sem-teto chegou até ela para pedir dinheiro para comer. Ela o convidou para almoçar e eles conversaram. Saber que a universidade jogava comida fora todos os dias a fez pensar, e em alguns meses Komal criou um programa de doação de alimentos do refeitório.


Até hoje, o Copia diz ter recuperado mais de 360 toneladas de comida que iria para o lixo, alimentando 691 mil pessoas. Por enquanto, o serviço funciona em oito cidades da Califórnia, mas pretende se expandir em breve. Será que a ideia pode ser reproduzida no Brasil?


Gráfico: Superinteressante.

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Fonte: Hypness / Fotos: Copia / Divulgação.

 


Aprender a ler e escrever é sempre um momento importante na vida das crianças. Mas essa tarefa pode ser bem mais complicada para aqueles que nasceram com – ou desenvolveram – algum tipo de deficiência visual. Se depender da Fundação Dorina Nowill Para Cegos, essas crianças em breve poderão ser alfabetizadas de uma maneira simples e divertida usando um elemento bastante conhecido dos pequenos: blocos de montar.

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Em conjunto com a agência Lew’Lara\TBWA, a Fundação lançou a campanha Braille Bricks que transforma os blocos de montar em um alfabeto completo em braille. A ferramenta busca estimular a criatividade e auxiliar na alfabetização de crianças com deficiência visual.

Hoje, o brinquedo para alfabetização inclusiva já está sendo usado por cerca de 300 crianças na Fundação Dorina Nowill e em outras dezenas de instituições. Agora, a campanha busca convencer os fabricantes de brinquedos a produzir os Braille Bricks para crianças do mundo inteiro através da campanha #BrailleBricksForAll.

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Para apoiar a campanha, basta acessar o site do projeto e enviar sua mensagem através das redes sociais no campo específico para isso. Você também pode acompanhar todas as novidades sobre o assunto através do Twitter e do Facebook da campanha.

 

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Fonte: Redação Hypeness / Imagens: reprodução do Youtube.


Muita gente pensa que separar os recicláveis é a única maneira de reduzir o volume de resíduos. Mas outra ação cotidiana para ajudar o meio ambiente, economizar grana e reduzir a geração de resíduos é ficar atento ao consumo de frutas, verduras e legumes em casa. Há muitas maneiras simples de evitar desperdícios e aproveitar ao máximo os produtos.

A advogada Daniela Álvares Leite, por exemplo, se assustou, quando levou o filho Pedro para conhecer o Ceagesp, em fevereiro do ano passado. Ela não acreditava na quantidade de comida jogada fora na feira. “Enquanto caminhávamos pelos pavilhões nos deparamos com frutas perfeitas jogadas no chão ou nas caçambas de lixo, e sujeira por todos os lados”, lembra.

Diariamente, o Ceagesp joga no lixo 135 toneladas de alimentos. Desse volume, 80% são resíduos orgânicos — sendo metade próprio para consumo. No entanto, dentro do centro de vendas existe o Banco Ceagesp de Alimentos (BCA), que recebe, por mês, a doação de uma média de 160 toneladas de alimentos impróprios para o comércio, mas próprios para o consumo. Esses alimentos são destinados a 130 entidades que atendem um total de 29 mil pessoas carentes.

Ao passar por aqueles caminhões e depósitos, Daniela foi se dando conta da dimensão do desperdício que há nesse processo de comércio. “Quantas pessoas poderiam ser alimentadas com as frutas e legumes deixados no chão? Um país com tamanha desigualdade social não pode conviver com esse desperdício”, ressalta ela, que então resolveu pensar numa saída para minimizar essa situação.

Junto com mais dois amigos, Flávia Vendramin e Sérgio Ignácio, Daniela criou o empreendimento social Comida Invisível. Através de um site e das redes sociais, o trio atua com campanhas de conscientização e ações efetivas para conter o desperdício.

Agora, uma das novas ideias do empreendimento é criar o Food Truck de Comida Invisível, que vai rodar pelas ruas de São Paulo com cardápio composto de receitas que exploram o reaproveitamento integral dos alimentos. Para realizar o projeto, o grupo criou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, que está juntando dinheiro. O lucro da venda dos produtos do Food Truck será usado para promover outras ações de conscientização.

E não para por aí. Com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos e na Lei Orgânica da Assistência Social, Daniela, Flávia e Sérgio começaram a articular um projeto de lei para combater o desperdício em São Paulo. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, em primeira votação em todas as comissões reunidas, e agora está em votação popular com 95% de aprovação.

Se aprovada, a lei vai obrigar as empresas que atuam com alimentos, processados ou não, a darem a destinação correta a eles, encaminhando para doação os alimentos que não são considerados próprios para o comércio mas que ainda são próprios para o consumo, em atendimento a prevenção e redução na geração de resíduos.

Esses alimentos vão atender pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social; serão processados e transformados em ração animal; ou viram compostagem e adubos orgânicos. Além disso, a lei determinará que os locais que geram resíduos eduquem a população sobre consumo consciente e disseminem boas práticas para combater o desperdício.

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Da redação do SP Cidade Gentil e informações de Daniela Álvares Leite.

 

 
Em novembro de 2015, o município de Mariana, em Minas Gerais, foi devastado por um mar de lama. O pior desastre ambiental do país destruiu a região e deixou milhares de famílias desabrigadas. Cansados de esperar por uma resolução que pode levar mais de uma década, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e os alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Grey Brasil e a Ecobrick, montaram o projeto Tijolos de Mariana, que irá reutilizar a lama para fabricar tijolos artesanais e reconstruir casas populares, hospitais e escolas para cerca de 400 famílias.

Operada por mão de obra local, a fábrica do Tijolos de Mariana vem retirando cerca de 1000 tijolos por mês desde janeiro de 2016. Estima-se que, ao final de cada ano, 700 toneladas de lama serão retiradas, o que resultará em 1,2 milhão de tijolos.
 
Projeto Tijolos de Mariana (Foto: Reprodução)Projeto Tijolos de Mariana (Foto: Reprodução)

Projeto 'Tijolos de Mariana'. Foto: divulgação.


Se o projeto der certo, os tijolos poderão ser encontrados à venda em lojas de materiais de construção de todo o Brasil, com lucro revertido para a região. Para atingir tal objetivo, o grupo criou uma página de financiamento coletivo que, até esta quinta-feira (21/4), contava com R$51.677 arrecadados. 
 
O processo de fabricação, executado por alunos da UFMG, funciona da seguinte forma: depois de captada, a lama passa por uma filtração, sendo transformada em um composto limpo e atóxico chamado Metakflex. Depois, ganha o formato de tijolo por um processo ecológico que não envolve emissão de gases. Clique aqui para assistir ao vídeo do projeto.

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Amanda Sequin na Casa Vogue.
 
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