Causas - São Paulo São

São Paulo São Causas


Aprender a ler e escrever é sempre um momento importante na vida das crianças. Mas essa tarefa pode ser bem mais complicada para aqueles que nasceram com – ou desenvolveram – algum tipo de deficiência visual. Se depender da Fundação Dorina Nowill Para Cegos, essas crianças em breve poderão ser alfabetizadas de uma maneira simples e divertida usando um elemento bastante conhecido dos pequenos: blocos de montar.

BrailleBricks01BrailleBricks01

 

Em conjunto com a agência Lew’Lara\TBWA, a Fundação lançou a campanha Braille Bricks que transforma os blocos de montar em um alfabeto completo em braille. A ferramenta busca estimular a criatividade e auxiliar na alfabetização de crianças com deficiência visual.

Hoje, o brinquedo para alfabetização inclusiva já está sendo usado por cerca de 300 crianças na Fundação Dorina Nowill e em outras dezenas de instituições. Agora, a campanha busca convencer os fabricantes de brinquedos a produzir os Braille Bricks para crianças do mundo inteiro através da campanha #BrailleBricksForAll.

braille7braille7

Para apoiar a campanha, basta acessar o site do projeto e enviar sua mensagem através das redes sociais no campo específico para isso. Você também pode acompanhar todas as novidades sobre o assunto através do Twitter e do Facebook da campanha.

 

***
Fonte: Redação Hypeness / Imagens: reprodução do Youtube.


Muita gente pensa que separar os recicláveis é a única maneira de reduzir o volume de resíduos. Mas outra ação cotidiana para ajudar o meio ambiente, economizar grana e reduzir a geração de resíduos é ficar atento ao consumo de frutas, verduras e legumes em casa. Há muitas maneiras simples de evitar desperdícios e aproveitar ao máximo os produtos.

A advogada Daniela Álvares Leite, por exemplo, se assustou, quando levou o filho Pedro para conhecer o Ceagesp, em fevereiro do ano passado. Ela não acreditava na quantidade de comida jogada fora na feira. “Enquanto caminhávamos pelos pavilhões nos deparamos com frutas perfeitas jogadas no chão ou nas caçambas de lixo, e sujeira por todos os lados”, lembra.

Diariamente, o Ceagesp joga no lixo 135 toneladas de alimentos. Desse volume, 80% são resíduos orgânicos — sendo metade próprio para consumo. No entanto, dentro do centro de vendas existe o Banco Ceagesp de Alimentos (BCA), que recebe, por mês, a doação de uma média de 160 toneladas de alimentos impróprios para o comércio, mas próprios para o consumo. Esses alimentos são destinados a 130 entidades que atendem um total de 29 mil pessoas carentes.

Ao passar por aqueles caminhões e depósitos, Daniela foi se dando conta da dimensão do desperdício que há nesse processo de comércio. “Quantas pessoas poderiam ser alimentadas com as frutas e legumes deixados no chão? Um país com tamanha desigualdade social não pode conviver com esse desperdício”, ressalta ela, que então resolveu pensar numa saída para minimizar essa situação.

Junto com mais dois amigos, Flávia Vendramin e Sérgio Ignácio, Daniela criou o empreendimento social Comida Invisível. Através de um site e das redes sociais, o trio atua com campanhas de conscientização e ações efetivas para conter o desperdício.

Agora, uma das novas ideias do empreendimento é criar o Food Truck de Comida Invisível, que vai rodar pelas ruas de São Paulo com cardápio composto de receitas que exploram o reaproveitamento integral dos alimentos. Para realizar o projeto, o grupo criou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, que está juntando dinheiro. O lucro da venda dos produtos do Food Truck será usado para promover outras ações de conscientização.

E não para por aí. Com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos e na Lei Orgânica da Assistência Social, Daniela, Flávia e Sérgio começaram a articular um projeto de lei para combater o desperdício em São Paulo. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, em primeira votação em todas as comissões reunidas, e agora está em votação popular com 95% de aprovação.

Se aprovada, a lei vai obrigar as empresas que atuam com alimentos, processados ou não, a darem a destinação correta a eles, encaminhando para doação os alimentos que não são considerados próprios para o comércio mas que ainda são próprios para o consumo, em atendimento a prevenção e redução na geração de resíduos.

Esses alimentos vão atender pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social; serão processados e transformados em ração animal; ou viram compostagem e adubos orgânicos. Além disso, a lei determinará que os locais que geram resíduos eduquem a população sobre consumo consciente e disseminem boas práticas para combater o desperdício.

***
Da redação do SP Cidade Gentil e informações de Daniela Álvares Leite.

 

 
Em novembro de 2015, o município de Mariana, em Minas Gerais, foi devastado por um mar de lama. O pior desastre ambiental do país destruiu a região e deixou milhares de famílias desabrigadas. Cansados de esperar por uma resolução que pode levar mais de uma década, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e os alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Grey Brasil e a Ecobrick, montaram o projeto Tijolos de Mariana, que irá reutilizar a lama para fabricar tijolos artesanais e reconstruir casas populares, hospitais e escolas para cerca de 400 famílias.

Operada por mão de obra local, a fábrica do Tijolos de Mariana vem retirando cerca de 1000 tijolos por mês desde janeiro de 2016. Estima-se que, ao final de cada ano, 700 toneladas de lama serão retiradas, o que resultará em 1,2 milhão de tijolos.
 
Projeto Tijolos de Mariana (Foto: Reprodução)Projeto Tijolos de Mariana (Foto: Reprodução)

Projeto 'Tijolos de Mariana'. Foto: divulgação.


Se o projeto der certo, os tijolos poderão ser encontrados à venda em lojas de materiais de construção de todo o Brasil, com lucro revertido para a região. Para atingir tal objetivo, o grupo criou uma página de financiamento coletivo que, até esta quinta-feira (21/4), contava com R$51.677 arrecadados. 
 
O processo de fabricação, executado por alunos da UFMG, funciona da seguinte forma: depois de captada, a lama passa por uma filtração, sendo transformada em um composto limpo e atóxico chamado Metakflex. Depois, ganha o formato de tijolo por um processo ecológico que não envolve emissão de gases. Clique aqui para assistir ao vídeo do projeto.

***
Amanda Sequin na Casa Vogue.
 


Seu habitat natural são as gangorras e os balanços da praça. Sabem de cor o nome das ruas que circulam suas escolas, e gostariam que os carros ali passassem gentilmente lentos, como lesmas, para que brincar nunca fosse perigoso. Eles não pensam em árvores de chocolate ou unicórnios montáveis. Quando crianças são convidadas a repensar a cidade, elas querem o que enxergam possível: um bebedouro para matar a sede na praça, mais pontos de ônibus, um canteiro com hortas públicas.

O projeto Cala-boca já morreu no próprio nome tem definido que sua proposta de educação trabalha com a abertura da boca e, principalmente, a dos ouvidos. Os adultos e jovens corresponsáveis pelo projeto entenderam que a idade do saber é toda idade – a criança que vai para creche já desenvolve uma capacidade de memória afetiva e geográfica que a acompanhará até sua adolescência. É por acreditar e vivenciar diariamente a competência dos jovens, tendo-os como iguais na construção de saberes e soluções, que o projeto trabalha com o fortalecimento de indivíduos.

Fortalecer o indivíduo é acreditar que ele é pleno desde sua concepção, e que quando fala, de sua boca de dentes de leite saem políticas e projetos brilhantes. Por isso, e com grande alegria, o Cala-boca se inscreveu no edital Redes e Ruas, criando assim o Jaê. Com ferramentas simples como gravadores e ouvintes dispostos, o projeto Jaê procura mostrar como São Paulo pode ser melhor, além de garantir um local de manifestação para que crianças e adolescentes falem abertamente da cidade em que gostariam de viver.

Grácia Lopes, educadora e uma das corresponsáveis pelo projeto, conta do Jaê. “Ele diz claramente do quanto é importante que crianças e adolescentes sejam ouvidos. O quanto sua fala é uma ação política de fortalecimento”. A metodologia do Jaê navega contra uma correnteza dita como natural nos processos envolvendo jovens: a criança não é objeto de pesquisa, ela é seu sujeito. Os depoimentos, embora possam ser analisados, são importantes somente pela sua existência.

A corresponsável Milena Klink foi uma das mediadoras das oficinas que, como explica, nasceram da experimentação e do desejo genuíno de ouvir. A primeira parte do projeto era cartolina, cola e desenho. As crianças das cinco regiões paulistas eram mediadas em grupos, falando sobre o que conheciam dos telecentros – lugares, geralmente, como bibliotecas ou escolas e – do que havia em seu entorno. Diziam do que gostavam e do que não. A segunda parte do exercício foi pensar quais eram suas propostas para a cidade desejada. “Falamos para que eles criassem coletivamente, perguntando o que tinha de ter em uma cidade para que ela fosse boa. Íamos provocando”, ela conta.

Posteriormente, as falas foram condensadas em programas de rádio disponíveis online. O resultado é uma provocação sonora aos lugares comuns em que se colocam a infância e a adolescência: criança não é sinônimo de lúdico, juventude não é sinônimo de indiferença. “Quando se fala em infância, vêm os estereótipos do imaginário e da brincadeira. Não é nada disso. Todos disseram da realidade deles. Tem a hora de brincar e a hora de falar mais sério. Por exemplo, se a criança fica muito tempo brincando na praça, ela pergunta por que não tem bebedouro nem banheiro nela, ou porque não tem brinquedos de crianças mais velhas”, relata Milena.

O senso de coletividade dos jovens é pungente, desmentindo a ideia de que essa é uma fase individualista. “Todos trazem essa coisa do público, de oferecer coisas boas para todos. Quando pensamos um nome para o território, eles sugeriram ‘cidade para todos’ ou ‘cidade de graça’. Quando indagados de onde essas coisas viriam, suas respostas não são ingênuas: dos impostos”. O lúdico não fica restrito às crianças; brincar continua correndo na veia dos adolescentes, que também querem uma pista de skate, um lugar para sentar e comer amoras.

A escola é peça central de muitas das respostas, para o bem e para o mal. Ao mesmo tempo em que ela serve como centro de referência para se imaginar e reivindicar, também pode ser o lugar onde a imaginação não tem vez. “É interessante perceber como a escola X, com tantas dificuldades, interfere no modo como eles olham para a própria cidade”, fala Milena. Em torno dessa escola, transporte, moradia, saúde e lazer são assuntos discutidos com mestria, permeando-se, mostrando que elas têm noção de que a cidade boa e quais áreas funcionam em harmonia.

Arquitetos que constroem escolas, urbanistas que desenham as praças, educadores que pensam suas aulas; adultos tão cheios de conhecimento, tão prontos a pensar que fazem para as crianças, e não com elas, precisam imergir dentro dos depoimentos. A cidade das crianças e dos adolescentes é muito real e possível, e começa quando são escutadas.

'Projeto Jaê - criando a São Paulo que a gente quer!' Video aqui!

***
Fonte: Fundação Telefônica Brasil.

 


Cartazes com diversos tipos de beijos e a mensagem “Não julgue. Beije" foram espalhados em relógios de rua e pontos de ônibus da cidade de São Paulo. A campanha foi criada pela agência F.biz para a Closeup.

Segundo a marca de creme dental da Unilever, a campanha "Liberte seu beijo” é um manifesto a favor do beijo livre e da diversidade.

“Closeup acredita que a intensidade de um beijo pode mudar tudo e tornar os momentos mais vivos. Por isso, a intenção foi criar uma campanha de grande impacto visual, retratando as relações diversas que existem hoje, e isso é o que realmente importa” afirma Eduardo Campanella, diretor de marketing da Unilever.

Ação 'Liberte seu beijo' é da marca de creme dental Closeup. (Foto: Divulgação)Ação 'Liberte seu beijo' é da marca de creme dental Closeup. (Foto: Divulgação)

Campanha da Closeup mostra imagens de diferentes casais, com os rostos e corpos pintados. Foto: Divulgação.

A ação é um desdobramento da campanha “Closeup, um beijo muda tudo”, lançada no Dia do Beijo no ano passado, no Instagram.

Para a campanha desse ano foram criadas 6 imagens de diferentes casais, com os rostos e corpos pintados.

Os clicks foram feitos pelo fotógrafo Mário Daloia, com direção de criação de Fabio Astolpho e Rodrigo Senra, e supervisão de criação Guilherme Jahara, CCO (chief creative officer) da F.biz.

Segundo a marca, a campanha será veiculada até meados de junho.

***
Do G1, em São Paulo.


O Fashion Revolution Day é um movimento que visa chamar a atenção das pessoas para o verdadeiro custo, que nós consumidores não percebemos, da indústria da moda, em todos os seus processos de desenvolvimento.
 
A campanha de conscientização chega ao seu terceiro ano em 2016, e a data escolhida, dia 24 de abril, não poderia ser mais oportuna: a organização do Fashion Revolution surgiu com a queda do edifício Rana Plaza em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013, na qual 1.133 trabalhadores do setor têxtil, terceirizado de grandes empresas ocidentais, morreram – a maioria mulheres – e mais de 2.500 ficaram feridos.
 
Fashion Revolution Day. Imagem: reprodução.
 
Fundado por um grupo misto, que engloba desde empresas de moda sustentável a ativistas e acadêmicos, o foco é reconectar os consumidores com as pessoas que fizeram suas roupas. “Passando pelo costureiro até chegar no agricultor que cultivou o algodão que dá origem aos tecidos”, como afirma Orsola de Castro, co-fundadora do projeto, ao lado de Carry Somers.
 
A indústria da moda mudou muito nas últimas décadas. Uma peça de roupa era um item caro e, portanto, feito para durar. Mas nos últimos anos, com a realocação de multinacionais têxteis para países com mão de obra mais barata, isto é, países cuja economia e leis trabalhistas estão em desenvolvimento, ficou mais simples a produção em larga escala.
 
Não por acaso isso coincide com o fenômeno do fast-fashion.
 
O que os críticos afirmam é que, apesar do aparente benefício do barateio das peças para o público em geral, alguém está pagando um alto preço por isso e certamente não é o dono do grande conglomerado industrial.
 
O ônus sempre recai sobre o lado mais fraco, no caso, os trabalhadores. Não somente aqueles que costuram os tecidos, como também aqueles que manejam todos os produtos químicos que envolvem sua produção.
 
Por isso, o movimento Fashion Revolution visa chamar nossa atenção para a etiqueta daquilo que vestimos, fazendo nos questionar de onde vem nossas roupas (#quemfezminhasroupas).
 
Se compramos algo no Brasil que veio do outro lado do mundo, o que isso significa? Quais as reais implicações disso? Que tipo de cadeia produtiva estou indiretamente colaborando para manter?
 
De fato, comprar do pequeno produtor local encarece o produto e é algo a que nem todos têm acesso. É que a ideia de moda sustentável (slowfashion) está alinhada à ideia mais ampla de consumo consciente. A proposta de quem defende o tema é consumir menos, mas com maior qualidade.
 
Quem viu o documentário “The True Cost”, disponível no Netflix, fica espantado ao saber o volume de roupas que vão para o lixo. Mesmo que você doe as suas peças para quem precisa, ainda assim sobra uma quantia enorme de roupas sem uso. Porque tal como no caso dos alimentos, o problema de distribuição de peças de roupa parece ser mais uma questão política e social do que propriamente a falta de itens no mercado.
 
Com as novas macrotendências de comportamento – e, consequentemente, de consumo, dado que somos todos consumidores no mundo – voltadas para conceitos como “pausa”, “economia emocional”, “guerreiros do desperdício” (os dois últimos, em tradução livre feita por mim), e etc., parece ser grande a chance do movimento Fashion Revolution ganhar ainda mais força nos próximos anos.
 
No segunda, dia 18 de abril, acontece o Fashion Revolution São Paulo, como parte da programação da Fashion Revolution Week.
 
Serviço
Fashion Revolution São Paulo
Data: 17/04/2016, das 10h às 19h.
Escola São Paulo Rua Augusta, 2239, Cerqueira César, São Paulo
Entrada Gratuita
Para assistir: The True Cost, Netflix.
 
***
Silvia Feola em seu blog Cotidiano Transitivo no Estadão.


APOIE O SÃO PAULO SÃO

Ajude-nos a continuar publicando conteúdos relevantes e que fazem a diferença para a vida na cidade.
O São Paulo São é uma plataforma que produz conteúdo sobre o futuro de São Paulo e das cidades do mundo.

bt apoio