Causas - São Paulo São

São Paulo São Causas

Foto: Carina Guedes e Pedro Thiago.Foto: Carina Guedes e Pedro Thiago.

O déficit de moradia sempre foi um pesadelo para as famílias de baixa renda. No Brasil golpeado a questão se agrava e gera muito sofrimento, principalmente, para mulheres e crianças.

Para fugir da asfixia do aluguel, a busca por um teto finca na terra bruta das periferias a estaca do sonho da casa.

A periferia não é apenas o lado de fora de uma cidade. É a periferia do direito. É a periferia do lazer. É a periferia da cultura. É a periferia do respeito.

Entender a planta de uma casa é como aprender uma nova linguagem: abre caminhos. Oficina de desenho e levantamento com grupo de mulheres da Dandara. Foto: Arquitetura na Periferia. Entender a planta de uma casa é como aprender uma nova linguagem: abre caminhos. Oficina de desenho e levantamento com grupo de mulheres da Dandara. Foto: Arquitetura na Periferia.

Gente nasce do ventre, depois precisa de lar. Lar, ainda que seja na distância do mundo, onde se esfola a sola dos pés, porque o transporte público não chega nunca.

Onde a escuridão torra os nervos, porque a energia elétrica é gambiarra. Onde a dor é constante, porque no posto de saúde não tem médico e nem remédio. Onde não se aprende a ler, porque a escola está abandonada. Onde a fome é maior, porque a comida é mais cara.

São nessas mesmas periferias, nos arredores do que chamam cidadania, que comunidades se constroem. São nesses nacos de chão que mãos calejadas erguem casas sem reboco. Onde a água da goteira é guardada no tambor.

Com o apoio da BrazilFoundation e da sua rede de apoiadores, o projeto “Arquitetura na Periferia“ segue expandindo a sua atuação, abraçando cada vez mais mulheres.Com o apoio da BrazilFoundation e da sua rede de apoiadores, o projeto “Arquitetura na Periferia“ segue expandindo a sua atuação, abraçando cada vez mais mulheres.Onde o homem decide o espaço, faz a massa, bate a laje e instala a torneira, mas cobra da mulher. Cobra e exige pagamento imediato. Qual é o preço do abuso? Quantos cômodos pagam o silêncio de uma mãe?

É nessa realidade que nos deparamos com a envergadura humana do projeto “Arquitetura na periferia”. Um grupo de mulheres, com formação em arquitetura, compartilha conhecimento e atitude com mulheres de bairros isolados.

Sobre o projeto

Você sabia que a mulher brasileira gasta em média mais que o dobro de horas em uma semana com trabalhos domésticos do que o homem? E na hora de construir a casa, a mulher tem o mesmo espaço para tomada de decisões? Queremos mudar esta realidade! Nosso trabalho consiste em oferecer assessoria técnica a grupos de mulheres da periferia para a melhoria da moradia por meio de um processo em que elas são apresentadas às práticas e técnicas de projeto e ao planejamento de obras, e recebem um microfinanciamento para que conduzam sem desperdícios as reformas de suas casas. Buscamos favorecer a autonomia das participantes, ampliando sua capacidade de análise, discussão, planejamento e cooperação que, por fim, leva a um aumento de sua autoestima e confiança. Todo o processo de planejamento das obras funciona como um grande aprendizado! As mulheres aprendem a medir, desenhar, planejar e executar alguns serviços de construção. Adquirindo estes conhecimentos se tornam além de beneficiárias, protagonistas do processo. Todas as atividades são em grupo e todas as decisões são tomadas pelo grupo. Assim, além de poderem se ajudar, as participantes se tornam corresponsáveis pelo andamento dos trabalhos.


Um projeto cujo resultado é maior que a autonomia de saber construir o próprio abrigo. O resultado é a altura da estima de quem abriga e expressa coragem.

Assista o vídeo do projeto!

Para saber mais sobre o "Arquitetura na periferia", clique aqui e apoie!

***
Fonte: Arch Daily.

Diariamente, uma imensa parcela da população passa pelo Rio Pinheiros e até esquece que ali existe um rio de verdade. E, assim, em meio à inércia, o rio, que poderia ser usado para fomentar a economia, como fonte de lazer, de transporte, entre outras funções, segue cada vez mais sujeito à finitude, através da decomposição dos dejetos domésticos ali jogados e da proliferação de mosquitos.

Escultura da artista Silvia Mecozzi no saguão do Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. Foto: Silvia Mecozzi.Escultura da artista Silvia Mecozzi no saguão do Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. Foto: Silvia Mecozzi.No início deste mês, teve início a edição 2017 da campanha Siga Seu Coração e Tome uma Atitude, criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida. A proposta é sensibilizar a população para a importância dos cuidados com o coração. Nesse ano, a escolha foi incorporar a arte de maneira lúdica para tratar de um tema relevante, que causa o maior número de mortes em todo mundo: as doenças cardiovasculares.

O projeto compreende uma exposição de 10 esculturas de coração (na sua forma orgânica e não na apaixonada), entre os meses de setembro e outubro deste ano e palestras que informam e capacitam o público a prevenir as doenças cardiovasculares.

O objetivo é estimular as mudanças de hábitos e das atitudes para prevenir as doenças cardiovasculares, chamando a atenção do público com mensagens visuais inspiradoras para reflexão. Participam do projeto os artistas Bliss Walss (do ateliêr do Kobra), Claudio Edinger, Cláudio Tozzi, Didu Losso, Guto Lacaz, Lucas Lenci, Marcos Amaro, Neno Ramos, Paulo von Poser e Silvia Mecozzi, que fizeram interferências artísticas nos corações espalhados pela cidade. 

Nove corações estão expostos em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Na capital paulista, eles estão no Conjunto Nacional e Shopping Top Center (Av. Paulista); Mais Shopping (Santo Amaro); Estações do Metrô Vila Prudente e Luz; Sesc Campo Limpo e Interlagos; Aeroporto de Congonhas e Hospital Beneficência Portuguesa. No capital carioca, a escultura está exposta no saguão do Aeroporto Santos Dumont (imagem ao lado).

Doenças cardiovasculares têm números alarmantesGuto Lacaz.Guto Lacaz.

Em 2016, a OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgou que 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames. É a causa número um em óbitos em todo planeta e 75% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda. 

No Brasil, as doenças cardiovasculares também são as que mais matam pessoas anualmente. Em 2016, elas foram as causas da morte de cerca de 350 mil brasileiros. As pesquisas, revelam ainda, que cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão, um fator de risco para doenças cardiovasculares que causam o dobro de mortes do que todos os tipos de cânceres juntos.

Programação e agenda

Claudio Edinger.Claudio Edinger.A agenda da exposição Siga seu Coração e Tome uma Atitude inclui palestras que informam e capacitam o público a prevenir as doenças cardiovasculares como angina, arritmia cardíaca, aterosclerose, cardiomiopatia, doença arterial periférica, endocardite e fibrilação arterial. 

Além da prevenção, o Instituto Lado a Lado pela Vida leva anualmente o debate para as esferas governamentais, para incentivar que novas políticas públicas possam ser promovidas em prol da saúde dos cidadãos, com o desenvolvimento de projetos e programas direcionados para temas como obesidade, obesidade infantil, colesterol alto, pressão alta, diabetes, Neno Ramos.Neno Ramos.tabagismo, entre outros. 

O papel dos profissionais de saúde, que estão na linha de frente lidando diretamente com o paciente cardiovascular, é outro destaque dos debates anuais, para que novas práticas e treinamento ajudem o profissional no atendimento desses cidadãos.

O Instituto Lado a Lado pela Vida

Há oito anos o Instituto Lado a Lado pela Vida tem se dedicado a levar informação sobre saúde e conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. Fazemos isso por meio de nossas Campanhas e Pilares, atuando em todo o Brasil. Conheça um pouco mais sobre a nossa história.

O Instituto Lado a Lado pela Vida defende que a saúde, embora se apresente originalmente como um direito sócio-político, não está assegurada à priori, devido a uma distribuição desigual de oportunidades, sendo necessária a constante criação e manutenção de condições e práticas que visem acolher e atender às mais variadas necessidades dos indivíduos neste campo.

***
Com informações de Deize Silva / Nextar Comunicação.

Um ano de gravação e entrevistas com diversas  partes envolvidas e interessadas. Imagem / Smarty.Um ano de gravação e entrevistas com diversas partes envolvidas e interessadas. Imagem / Smarty.

A Paulista Aberta é hoje um sucesso na cidade de São Paulo, mas poucos paulistanos conhecem a história e os conflitos por trás da iniciativa. Para registrar esse momento histórico para a mobilidade urbana, a agência de vídeo marketing Smarty, em parceria com a  ONG SampaPé!, lança o webdocumentário Carros ou Pessoas? A Paulista Aberta e Uma Nova Visão de Cidade. São 44 minutos, divididos em cinco episódios: O Império dos Motorizados, Como a Paulista Foi Aberta Para As Pessoas, O Papel do Governo, Moradores São Donos Da Rua? e Convivência.