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O conhecimento de Grillo se consolidou no contato direto com a natureza. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.O conhecimento de Grillo se consolidou no contato direto com a natureza. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.

“Isto é uma árvore”, aponta Marcelo Grillo para a terra. Melhor dizendo: para uma planta 20 centímetros acima do solo. “As pessoas são muito ansiosas. Dizem ‘Ih, árvore demora muito a crescer’. Eu não gostaria que meu filho já nascesse com 20 anos. Qual é a graça? Gosto de ver crescendo.”

De pequenas árvores em pequenas árvores plantadas por ele, passaram-se 30 anos. E foi assim que o paulistano Marcelo Grillo, músico e consultor de tecnologia da informação de 60 anos, criou uma floresta particular na beira da Represa Jaguari/Jacareí do Sistema Cantareira, em um terreno de seis hectares em Joanópolis, a 122 quilômetros de São Paulo. Ali estão densas árvores de 250 espécies – a maioria nativa – em cinco hectares que ele cuida com a ajuda somente de um caseiro.

Ali estão densas árvores de 250 espécies – a maioria nativa – em cinco hectares que ele cuida com a ajuda somente de um caseiro. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.Ali estão densas árvores de 250 espécies – a maioria nativa – em cinco hectares que ele cuida com a ajuda somente de um caseiro. Foto: Tiago Queiroz / Estadão.

A maioria delas foi plantada por ele mais de 25 anos atrás e hoje forma copas adensadas, criando um pulmão verde na propriedade com resquícios de Mata Atlântica. O reflorestamento contaminou positivamente os donos de sítios do entorno da propriedade de Grillo. Com os terrenos de pelo menos outros quatro vizinhos, que também gostavam de meio ambiente, a mobilização criou um corredor ecológico, que transformou a paisagem da região, anteriormente tomada por gado em seus pastos.

Em 2013, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertava que até 2030 quase metade da população global teria problema de abastecimento e que em 2030 a demanda por água vai superar a oferta em mais de 40%. Também segundo ele, nenhuma mensagem sobre a água deveria ser feita sem mencionar o saneamento. São 2,5 bilhões de pessoas no mundo que não têm acesso a um banheiro.

Ban Ki-moon alertou que o acesso à água potável segura e ao saneamento básico está entre as “questões mais urgentes” que afetam populações em todo o mundo. Foto: ONU / Divulgação.Ban Ki-moon alertou que o acesso à água potável segura e ao saneamento básico está entre as “questões mais urgentes” que afetam populações em todo o mundo. Foto: ONU / Divulgação.

Um ônibus lilás estará a postos, em blocos com maior concentração de foliões, para prestar acolhimento gratuito a mulheres que se sentirem importunadas ou forem assediadas durante o pré-carnaval e carnaval de São Paulo.

“A ideia é que a gente consiga fazer um acolhimento à mulher que se sinta, por algum motivo, violada no seu direito, seja assediada ou que efetivamente tenha passado por alguma situação de violência”, explica Ana Claudia Carletto, secretária-executiva adjunta da Coordenação de Políticas para Mulheres da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. "A mulher, quando ela se sentir invadida no limite dela, ela tem que denunciar. E aí a gente também tem que conscientizar os homens que o limite dele vai até não fira o limite da mulher."

Quem passa pela Praça da República, na região central, já deve ter visto uma obra toda colorida que serve como opção de descanso na região. As cores - nos tons do arco-íris - e a área onde o mobiliário está não foram escolhidas por acaso. A obra nasceu para celebrar os 40 anos de ativismo LGBT em São Paulo.

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