Causas - São Paulo São

São Paulo São Causas


Seu habitat natural são as gangorras e os balanços da praça. Sabem de cor o nome das ruas que circulam suas escolas, e gostariam que os carros ali passassem gentilmente lentos, como lesmas, para que brincar nunca fosse perigoso. Eles não pensam em árvores de chocolate ou unicórnios montáveis. Quando crianças são convidadas a repensar a cidade, elas querem o que enxergam possível: um bebedouro para matar a sede na praça, mais pontos de ônibus, um canteiro com hortas públicas.

O projeto Cala-boca já morreu no próprio nome tem definido que sua proposta de educação trabalha com a abertura da boca e, principalmente, a dos ouvidos. Os adultos e jovens corresponsáveis pelo projeto entenderam que a idade do saber é toda idade – a criança que vai para creche já desenvolve uma capacidade de memória afetiva e geográfica que a acompanhará até sua adolescência. É por acreditar e vivenciar diariamente a competência dos jovens, tendo-os como iguais na construção de saberes e soluções, que o projeto trabalha com o fortalecimento de indivíduos.

Fortalecer o indivíduo é acreditar que ele é pleno desde sua concepção, e que quando fala, de sua boca de dentes de leite saem políticas e projetos brilhantes. Por isso, e com grande alegria, o Cala-boca se inscreveu no edital Redes e Ruas, criando assim o Jaê. Com ferramentas simples como gravadores e ouvintes dispostos, o projeto Jaê procura mostrar como São Paulo pode ser melhor, além de garantir um local de manifestação para que crianças e adolescentes falem abertamente da cidade em que gostariam de viver.

Grácia Lopes, educadora e uma das corresponsáveis pelo projeto, conta do Jaê. “Ele diz claramente do quanto é importante que crianças e adolescentes sejam ouvidos. O quanto sua fala é uma ação política de fortalecimento”. A metodologia do Jaê navega contra uma correnteza dita como natural nos processos envolvendo jovens: a criança não é objeto de pesquisa, ela é seu sujeito. Os depoimentos, embora possam ser analisados, são importantes somente pela sua existência.

A corresponsável Milena Klink foi uma das mediadoras das oficinas que, como explica, nasceram da experimentação e do desejo genuíno de ouvir. A primeira parte do projeto era cartolina, cola e desenho. As crianças das cinco regiões paulistas eram mediadas em grupos, falando sobre o que conheciam dos telecentros – lugares, geralmente, como bibliotecas ou escolas e – do que havia em seu entorno. Diziam do que gostavam e do que não. A segunda parte do exercício foi pensar quais eram suas propostas para a cidade desejada. “Falamos para que eles criassem coletivamente, perguntando o que tinha de ter em uma cidade para que ela fosse boa. Íamos provocando”, ela conta.

Posteriormente, as falas foram condensadas em programas de rádio disponíveis online. O resultado é uma provocação sonora aos lugares comuns em que se colocam a infância e a adolescência: criança não é sinônimo de lúdico, juventude não é sinônimo de indiferença. “Quando se fala em infância, vêm os estereótipos do imaginário e da brincadeira. Não é nada disso. Todos disseram da realidade deles. Tem a hora de brincar e a hora de falar mais sério. Por exemplo, se a criança fica muito tempo brincando na praça, ela pergunta por que não tem bebedouro nem banheiro nela, ou porque não tem brinquedos de crianças mais velhas”, relata Milena.

O senso de coletividade dos jovens é pungente, desmentindo a ideia de que essa é uma fase individualista. “Todos trazem essa coisa do público, de oferecer coisas boas para todos. Quando pensamos um nome para o território, eles sugeriram ‘cidade para todos’ ou ‘cidade de graça’. Quando indagados de onde essas coisas viriam, suas respostas não são ingênuas: dos impostos”. O lúdico não fica restrito às crianças; brincar continua correndo na veia dos adolescentes, que também querem uma pista de skate, um lugar para sentar e comer amoras.

A escola é peça central de muitas das respostas, para o bem e para o mal. Ao mesmo tempo em que ela serve como centro de referência para se imaginar e reivindicar, também pode ser o lugar onde a imaginação não tem vez. “É interessante perceber como a escola X, com tantas dificuldades, interfere no modo como eles olham para a própria cidade”, fala Milena. Em torno dessa escola, transporte, moradia, saúde e lazer são assuntos discutidos com mestria, permeando-se, mostrando que elas têm noção de que a cidade boa e quais áreas funcionam em harmonia.

Arquitetos que constroem escolas, urbanistas que desenham as praças, educadores que pensam suas aulas; adultos tão cheios de conhecimento, tão prontos a pensar que fazem para as crianças, e não com elas, precisam imergir dentro dos depoimentos. A cidade das crianças e dos adolescentes é muito real e possível, e começa quando são escutadas.

'Projeto Jaê - criando a São Paulo que a gente quer!' Video aqui!

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Fonte: Fundação Telefônica Brasil.

 


Cartazes com diversos tipos de beijos e a mensagem “Não julgue. Beije" foram espalhados em relógios de rua e pontos de ônibus da cidade de São Paulo. A campanha foi criada pela agência F.biz para a Closeup.

Segundo a marca de creme dental da Unilever, a campanha "Liberte seu beijo” é um manifesto a favor do beijo livre e da diversidade.

“Closeup acredita que a intensidade de um beijo pode mudar tudo e tornar os momentos mais vivos. Por isso, a intenção foi criar uma campanha de grande impacto visual, retratando as relações diversas que existem hoje, e isso é o que realmente importa” afirma Eduardo Campanella, diretor de marketing da Unilever.

Ação 'Liberte seu beijo' é da marca de creme dental Closeup. (Foto: Divulgação)Ação 'Liberte seu beijo' é da marca de creme dental Closeup. (Foto: Divulgação)

Campanha da Closeup mostra imagens de diferentes casais, com os rostos e corpos pintados. Foto: Divulgação.

A ação é um desdobramento da campanha “Closeup, um beijo muda tudo”, lançada no Dia do Beijo no ano passado, no Instagram.

Para a campanha desse ano foram criadas 6 imagens de diferentes casais, com os rostos e corpos pintados.

Os clicks foram feitos pelo fotógrafo Mário Daloia, com direção de criação de Fabio Astolpho e Rodrigo Senra, e supervisão de criação Guilherme Jahara, CCO (chief creative officer) da F.biz.

Segundo a marca, a campanha será veiculada até meados de junho.

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Do G1, em São Paulo.


O Fashion Revolution Day é um movimento que visa chamar a atenção das pessoas para o verdadeiro custo, que nós consumidores não percebemos, da indústria da moda, em todos os seus processos de desenvolvimento.
 
A campanha de conscientização chega ao seu terceiro ano em 2016, e a data escolhida, dia 24 de abril, não poderia ser mais oportuna: a organização do Fashion Revolution surgiu com a queda do edifício Rana Plaza em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013, na qual 1.133 trabalhadores do setor têxtil, terceirizado de grandes empresas ocidentais, morreram – a maioria mulheres – e mais de 2.500 ficaram feridos.
 
Fashion Revolution Day. Imagem: reprodução.
 
Fundado por um grupo misto, que engloba desde empresas de moda sustentável a ativistas e acadêmicos, o foco é reconectar os consumidores com as pessoas que fizeram suas roupas. “Passando pelo costureiro até chegar no agricultor que cultivou o algodão que dá origem aos tecidos”, como afirma Orsola de Castro, co-fundadora do projeto, ao lado de Carry Somers.
 
A indústria da moda mudou muito nas últimas décadas. Uma peça de roupa era um item caro e, portanto, feito para durar. Mas nos últimos anos, com a realocação de multinacionais têxteis para países com mão de obra mais barata, isto é, países cuja economia e leis trabalhistas estão em desenvolvimento, ficou mais simples a produção em larga escala.
 
Não por acaso isso coincide com o fenômeno do fast-fashion.
 
O que os críticos afirmam é que, apesar do aparente benefício do barateio das peças para o público em geral, alguém está pagando um alto preço por isso e certamente não é o dono do grande conglomerado industrial.
 
O ônus sempre recai sobre o lado mais fraco, no caso, os trabalhadores. Não somente aqueles que costuram os tecidos, como também aqueles que manejam todos os produtos químicos que envolvem sua produção.
 
Por isso, o movimento Fashion Revolution visa chamar nossa atenção para a etiqueta daquilo que vestimos, fazendo nos questionar de onde vem nossas roupas (#quemfezminhasroupas).
 
Se compramos algo no Brasil que veio do outro lado do mundo, o que isso significa? Quais as reais implicações disso? Que tipo de cadeia produtiva estou indiretamente colaborando para manter?
 
De fato, comprar do pequeno produtor local encarece o produto e é algo a que nem todos têm acesso. É que a ideia de moda sustentável (slowfashion) está alinhada à ideia mais ampla de consumo consciente. A proposta de quem defende o tema é consumir menos, mas com maior qualidade.
 
Quem viu o documentário “The True Cost”, disponível no Netflix, fica espantado ao saber o volume de roupas que vão para o lixo. Mesmo que você doe as suas peças para quem precisa, ainda assim sobra uma quantia enorme de roupas sem uso. Porque tal como no caso dos alimentos, o problema de distribuição de peças de roupa parece ser mais uma questão política e social do que propriamente a falta de itens no mercado.
 
Com as novas macrotendências de comportamento – e, consequentemente, de consumo, dado que somos todos consumidores no mundo – voltadas para conceitos como “pausa”, “economia emocional”, “guerreiros do desperdício” (os dois últimos, em tradução livre feita por mim), e etc., parece ser grande a chance do movimento Fashion Revolution ganhar ainda mais força nos próximos anos.
 
No segunda, dia 18 de abril, acontece o Fashion Revolution São Paulo, como parte da programação da Fashion Revolution Week.
 
Serviço
Fashion Revolution São Paulo
Data: 17/04/2016, das 10h às 19h.
Escola São Paulo Rua Augusta, 2239, Cerqueira César, São Paulo
Entrada Gratuita
Para assistir: The True Cost, Netflix.
 
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Silvia Feola em seu blog Cotidiano Transitivo no Estadão.



Uma caixa de remédio para tratar doença como o lúpus pode custar R$ 2 mil, e, nem sempre, a distribuição do governo dá conta de suprir toda demanda. 

Uma alternativa para quem enfrenta essa situação é buscar o serviço prestado pelo Banco de Remédios, uma associação que reúne, classifica e redistribui remédios não mais utilizados, com data de validade preservada. O serviço também é uma saída para doação de medicamentos ociosos, cujo descarte invariavelmente é a lata do lixo. 

A iniciativa é de Dámaso Macmillan, 60 anos, que passou por transplante de rim e sentiu na pele a dificuldade de conseguir medicamentos caros. Hoje, ele é um caso raro de transplantado que não depende de medicação. 

Mesmo assim, percebeu que muitos pacientes como ele deixavam sobrar nas caixas cartelas com dezenas de comprimidos em boas condições de uso. A partir daí, começou a reunir as sobras em uma espécie de farmácia informal gratuita. 

Foi assim que criou, em Porto Alegre, há oito anos, o Banco de Remédios, cuja finalidade é encaminhar remédios a pessoas cadastradas na associação e portadoras de receita médica.

Com sede no segundo piso do Mercado Público, a entidade foi a única a continuar suas atividades de forma ininterrupta após o incêndio. 

- O fogo chegou em estabelecimentos vizinhos, mas a nossa sala ficou preservada — diz a mulher de Dámaso, Ana, que ajuda no trabalho. 

Ainda em fase de adaptação à nova casa (antes, o banco funcionava na Rua dos Andradas, depois no primeiro piso do Mercado), a entidade recebe doações quase que diárias de clínicas médicas, hospitais, profissionais da saúde e cidadãos interessados em dar vida longa aos medicamentos. Em valor agregado, há quase R$ 1 milhão em medicamentos. Entre os beneficiados, estão mais de 1,5 mil pessoas. 

No estoque, há desde simples analgésico, pílula anticoncepcional (um dos campeões de doação) até medicamentos para problemas mais graves, como doenças renais, cardíacas, autoimunes, câncer e diabetes. Tudo classificado por princípio ativo e por letra. 

Para receber um remédio, é preciso estar cadastrado na associação e pagar a constribuição mensal de R$ 20. 

- O valor não é equivalente ao preço do remédio, mas ajuda a cobrir as despesas da entidade. Funcionamos sem apoio do governo, para manter isenção e autonomia - explica o mentor da iniciativa. 

Os pedidos e doações são aceitos pessoalmente, por telefone e até via redes sociais. O repasse é feito para todo o Estado e, caso o medicamento desejado não esteja ao alcance, MacMillan vai atrás. 

Banco de Remédios 

- Mercado Público, loja 118, 2º pavimento.
- O serviço permite doar remédios e solicitar doações.
- Contato: (51) 3286 -7579.
- Facebook: Banco de Remédios.
- Twitter: @bancoderemedios.

Dados necessários para se cadastrar na associação

- Carteira de identidade.
- CPF.
- Comprovante de residência.
- Cartão do SUS.
- Receita médica.

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Lara Ely no Zero Hora.


A cidade paraibana de Campina Grande tem atualmente cem mil árvores plantadas, para 400 mi habitantes. Mas, essa relação deve mudar. Através de diferentes projetos ambientais, o intuito é de que a cidade consiga chegar ao nível considerado ideal, tendo duas árvores para cada morador.

Para que isso seja possível, algumas iniciativas têm se destacado na questão de novos plantios e também em relação à conscientização da população local. O Projeto Adote Uma Árvore, da Universidade Estadual da Paraíba é um deles.

Equipe de manejo e arborização do projeto 'Adote uma Árvore', da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em Campina Grande.
Foto: reprodução do site.

 

Criado em 2007, o projeto tem realizado mutirões de plantio, distribuído mudas de espécies nativas, capacitado educadores e conscientizado moradores e estudantes. Durante estes nove anos de existência, o projeto já distribuiu cem mil mudas de espécies nativas.

Outras ações que contribuem para a arborização urbana em Campina Grande são geridas por secretarias municipais. Os programas “Minha Árvore” e “Habite-se Ecológico” ajudam a controlar a quantidade de árvores plantadas e a situação de cada uma, além de distribuir gratuitamente novas mudas.

Através destes programas, a prefeitura tem realizado um censo oficial sobre a situação da arborização em Campina Grande e tem conseguido controlar melhor o cumprimento de normas de respeito ambiental em novas construções e também em relação às espécies adequadas para cada espaço em que será plantado, evitando problemas futuros. As ações também levam o tema às escolas, mostrando às crianças a importância de plantar e cuidar adequadamente de cada nova árvore.

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Redação CicloVivo e Projeto Adote Uma Árvore.

 

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