Causas - São Paulo São

São Paulo São Causas

 

Você já parou para pensar o porquê de quase não haver árvores frutíferas nas cidades? Urbanistas e governantes afirmariam ser uma forma de evitar a sujeira das frutas caídas e não atrair tantos animais. Mas por outro lado não seria incrível poder colher frutas em sua própria rua?

 

slide 1slide 1

A equipe do Guerrilla Grafters que faz intervenções secretas pelas ruas de São Francisco, Califórnia. Foto: Nicolas Zurcher.
 

Em São Francisco, nos EUA, uma nova forma de intervenção urbana tem chamado a atenção: um grupo que se intitula Guerrilla Grafters (Guerrilheiros Exertadores em tradução livre) está fazendo usando partes de árvores frutíferas como enxertos em plantas ornamentais. A técnica consiste em fazer uma incisão na planta e amarrar a ela um galho vivo da laranjeira, maciera ou seja qual for a árvore frutífera. Assim, as árvores podem começar a dar frutos, mudando de vez o cenário urbano e, provavelmente, tirando o sono das autoridades.

A flowering apple tree in Oakland, Calif. with two successful grafts from an apple tree which bears fruit.A flowering apple tree in Oakland, Calif. with two successful grafts from an apple tree which bears fruit.

Fazer enxertos nas árvores é fácil e usa o mínimo de ferramentas . Foto: Thomas Levy.
 

Estima-se que por lá existam mais de 10 mil árvores frutíferas plantadas pela prefeitura. O detalhe é que elas são intencionalmente estéreis, ou seja, não dão frutos. O grupo tem se aproveitado disso para criar os enxertos e torná-los difíceis de serem detectados.

slide 3slide 3

Deliciosas peras asiáticas surpreendem os passantes em um dia quente de verão. Foto: David W. Crane.

De olho na escassez de alimentos e nos preços das frutas e verduras praticados por mercados e frutarias da região, o Guerrilla Grafters deixa seu recado: “Com o tempo, deliciosas e nutritivas frutas tornam-se disponíveis aos cidadãos por meio desses enxertos. Nós queremos provar que uma cultura de cuidado pode ser cultivada no solo. Nós queremos transformar as ruas da cidade em florestas de frutas, e desfazer a civilização galho por galho.“
 
guerilla-grafter7guerilla-grafter7

Integrante da equipe em ação. Foto: Margaretha Haughwout.
 
***
 
 


Cem mil leques como orientações sobre assédio, violência física e/ou sexual contra mulheres serão distribuídos no blocos de rua e no Sambódromo do Anhembi durante os dias oficiais de Carnaval. No material, estarão os telefones do Plantão de Atendimento e o QRCode (código de barra escaneado por celular) com direcionamento para o site da secretaria municipal de Políticas para Mulheres e para os endereços da Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência de Gênero.

Para atender mulheres que passarem por situação constrangedora ou que sofram qualquer tipo de violência de gênero, como xingamento, perseguição, abordagem invasiva, estupro, lesão corporal, agressão física, entre outros, haverá um plantão no Centro de Referência da Mulher – Casa Eliane de Grammont, na Vila Clementino. O funcionamento será de sábado (6) a terça (9), de 12h às 10h.

As ações fazem parte da campanha #foliasemmachismo da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, que participa pela primeia vez da Comissão Intersecretarial do Carnaval de Rua da Cidade de São Paulo. De acordo com pesquisa da Spturis (São Paulo Turismo) no primeiro fim de semana de blocos na ruas, 67% do público  é feminino.

Serviço

Centro de Refrência da Mulher - Casa Eliane de Grammont. 
Endereço: Rua Dr. Bacelar, 20 (esquina com a Rua Estado de Israel) Vila Clementino.
Telefones: (11) 5549-9339 ou 5549-0335.
Dias: 6 a 9 de fevereiro, das 12h às 20h.

***
Jussara Soares em seu blog do Bloco e SMPM.

 

O Brasil desperdiça cerca de 40 mil toneladas de alimentos por dia – 35% desse desperdício acontece durante o preparo das refeições -, enquanto milhares de pessoas passam fome pelo país. Muitos restaurantes e supermercados jogam foram alimentos comestíveis só porque estão aparentemente feios por fora. A agência Africa Rio, em parceria com a ONG Make Them Smile e a Truckvan criaram o projeto Feed Truck, com o objetivo de reaproveitar os alimentos que seriam jogados no lixo e entregá-los a quem mais precisa.

O projetou uniu a tendência dos food trucks com uma causa nobre: alimentar quem tem fome. A equipe recolhe os alimentos que seriam jogados fora e chefs voluntários preparam refeições para moradores de rua dentro do food truck. As “quentinhas” são entregues nas ruas do Rio de Janeiro e aproximadamente 2 mil refeições já foram distribuídas com mais de uma tonelada de sobras de alimentos.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o desperdício de alimentos causa diversos impactos ambientais, pois para produzir frutas e legumes é necessário usar  muita água e terra, que, ao longo do processo de produção e preparo, emitem toneladas de gases de efeito estufa para a atmosfera, impactando diretamente no clima.

Então, vamos pensar duas vezes antes de jogar frutas ou legumes no lixo só porque estão um pouquinho danificados por fora! Dá uma olhada no video 'Feed Truck – Make Them Smile' por Africa Agência no YouTube!

 

 

 

 

 

 

***
Por Redação Hypeness. Imagens divulgação.

 

 

Em reunião articulada nesta segunda (18/01) pelo presidente da Secional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcos da Costa, na sede da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, com a participação da secretária municipal Marianne Pinotti, do vice-presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, do maestro João Carlos Martins, além da atleta paraolímpica Adriele da Silva e do representante do Sindicato dos Atletas de São Paulo, Washington Oliveira, assim como de integrantes das Comissões da OAB SP e outros atletas, deu-se início à formatação de um grande evento de mobilização pela inclusão social de pessoas com deficiências. 

A ideia levada por Costa é que a cidade de São Paulo ‘doe’ um domingo na avenida Paulista para reunir quem se dedica à causa, e que esse evento passe a acontecer todos os anos. Essa sensibilização da sociedade paulista sobre a questão, junto com fortalecimento de debates em torno do tema, nasce em ano que é marco para portadores de deficiências com a entrada em vigor, agora em janeiro, da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

“Apesar do passo importante dado na direção da garantia de direitos com a nova legislação, não se pode fechar os olhos para o abismo que ainda existe no país entre a acessibilidade real e as pessoas com deficiências”, disse Marcos da Costa. Exemplos sobre a dificuldade que portadores de necessidades especiais enfrentam no dia a dia são inúmeros e trabalhar por melhorias exige celeridade. 

O formato do evento será um dos tópicos do grupo de trabalho que foi criado já na reunião de hoje pelos parceiros. Por enquanto, ficou definido que será fundamental a presença de atletas e músicos que superaram barreiras, além de contar com o apoio de outras instituições defensoras da causa. “A música e o esporte são importantes na sensibilização das pessoas para a questão”, enfatizou João Carlos Martins. “Mais ainda, cultura, esporte e lazer fazem parte da política pública voltada para as pessoas com deficiência”, acrescentou Marianne Pinotti. Todos absolutamente sintonizados sobre a relevância da proposta apresentada.

Evento inclusão 1Evento inclusão 1

Maestro João Carlos Martins, Marcos da Costa, presidente da OAB SP, e Marianne Pinotti, secretária municipal da Secretaria da Pessoa com Deficiência.

Entre os atletas que participaram do encontro, o bicampeão mundial e paraolímpico de futebol de 5, Mizael Conrado, ofereceu esforços e ideias. “O apoio da OAB SP à causa traz diferencial muito grande, sobretudo para a garantia dos direitos”, pontuou Conrado, que por ocupar a vice presidência CPB, vivencia os entraves a serem suplantados cotidianamente. “É importante que os direitos que existem sejam garantidos para que as pessoas tenham oportunidade de, com a sua limitação, superar obstáculos”, reforçou, sobre a nova legislação em vigor. Além de Conrado e Adriele Silva (triatlo), também participaram atletas do vôlei, como Rogério Camargo. Houve consenso entre os presentes que o evento deve ocorrer no segundo semestre do ano e a data será o próximo passo a ser definido.

O presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB SP, Frederico  Antônio Garcia, e o presidente da Comissão de Direito às Artes, Evaristo Martins de Azevedo, já estão em contato com entidades, instituições e ONGs interessadas na pauta. O velejador Lars Grael, quando soube por Marcos da Costa da intenção, se prontificou em comparecer. Já a secretária estadual da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, informou o presidente da Ordem paulista que vai participar da iniciativa.

evento inclusão 4evento inclusão 4

Grupo de atletas e autoridades que participou da reunião.

Um exemplo prático da falta de acessibilidade, em meio a tantos, é a restrição à participação em um dos mais tradicionais eventos da cidade de São Paulo, a ‘Corrida Internacional de São Silvestre’. O regulamento prevê número de inscrições limitadas a 80 pessoas, desde que apresentem declaração médica de aptidão à prática de atividades físicas. 

De acordo com Marcos da Costa, não há razão para que se requeira esse tipo de pedido somente do atleta portador de deficiência, nem tampouco limitar as inscrições. No dia 11 de janeiro, a OAB SP enviou um pedido de modificação do regulamento aos organizadores da prova. “As regras são discriminatórias. Soubemos que atletas paraolímpicos não conseguiram participar, justamente às vésperas de um ano importantíssimo para o esporte nacional, quando ocorrerão os Jogos Paraolímpicos”, finalizou.

***
Fonte e imagens: OAB / SP.


Em uma cidade como São Paulo, onde um trajeto pode significar horas no trânsito ou de espera em estações, ler no transporte público é um hábito comum e, por sinal, muito saudável.

Para estimular a leitura no metrô, a editoria L&PM aproveitou o Dia do Livro para unir estes dois elementos que fazem parte do dia-a-dia de muitos paulistanos. Durante a manhã de hoje, passageiros da linha 4-Amarela foram presenteados com diferentes clássicos da literatura.

Os títulos fazem parte do portfolio da editora, são eles: A Arte da guerra, Sun Tzu; Assassinato no Beco, Agatha Christie; Hamlet, William Shakespeare; Cem sonetos de amor, Pablo Neruda; Cebolinha em apuros!, Mauricio de Sousa; Garfield –"Foi mal", Jim Davis; O grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald; Quintana de bolso, Mario Quintana; Sherlock Holmes: O cão dos Baskerville, Sir Arthur Conan Doyle e Peanuts: "Amizade, é pra isso que servem os amigos", Charles M. Schulz.

Foram 1.500 livros distribuídos gratuitamente. Destes, 300 traziam uma surpresa: funcionam como bilhetes do metrô. Criados especialmente para a ação, os Ticket Books possuem um chip em suas capas com tecnologia equivalente a do Bilhete Único, tornando-os recarregáveis.

A ideia é que a obra seja lida durante os percursos de cada passageiro. Basta encostar o livro na catraca, para a entrada ser liberada. Depois de ler, o usuário pode recarregar seu livro e presentear um amigo, estimulando o prazer da leitura.

Para comprar novas passagens basta acessar o site do projeto e inserir o código do portador do livro disponível na contracapa. O Ticket Book não tem prazo de validade e pode ser recarregado sempre que a pessoa desejar.

Assinadas pelos diretores de arte Ricardo Matos e Ana Novis, as capas foram criadas especificamente para o projeto e inspiradas em mapas do metrô de diversas partes do mundo.

***
Fonte: Adnews.


Uma iniciativa iraniana está promovendo a doação de roupas nos muros das cidades do país para ajudar moradores sem teto e famílias pobres a suportarem o clima o frio dessa época do ano.

Os "muros da gentileza", como a iniciativa ficou conhecida, apareceram nas maiores cidades do Irã e desataram um amplo debate nas redes sociais sobre como ajudar os mais pobres.
 

A ideia parece ter surgido na cidade de Mashhad, no nordeste do país. Uma pessoa que, segundo um jornal local, deseja permanecer no anonimato colocou ganchos e cabides em um muro e escreveu: "Se você não precisa, deixe aqui. Se você precisa, leve."

Aos poucos, as pessoas começaram a deixar casacos, sapatos e outras roupas de inverno nos muros para moradores sem-teto ou famílias pobres.

E a ideia se espalhou rapidamente para outras cidades iranianas graças às redes sociais, onde fotos de muros com doações começaram a ser postadas com mensagens pedindo colaboração.

"Não deixem nenhum (sem-teto) tremer de frio neste inverno", diz uma delas. "Esta é uma ótima iniciativa. Espero que se espalhe para o resto do Irã", disse um usuário do Facebook.

"Os muros nos lembram da separação, mas, em algumas ruas de Shiraz, eles uniram as pessoas", comentou outro, sobre um muro da gentileza instalado em uma cidade no sul do Irã.

Uma das geladeiras deixadas nas ruas de Teerã com comida para os sem-tetoUma das geladeiras deixadas nas ruas de Teerã com comida para os sem-teto

Uma das geladeiras deixadas nas ruas de Teerã com comida para os sem-teto. Foto: Reprodução/Twitter

 

Governo

Algumas pessoas, porém, viram na necessidade dessa iniciativa indícios de que o governo não está cumprindo suas promessas.

"Os que estão no comando (do país) não parecem ter as mesmas preocupações das pessoas (que estão ajudando)", diz um comentário no Facebook.

"Se nós tivéssemos um estadista sábio e solidário, não teríamos nenhuma pessoa passando necessidade neste país, já que temos uma grande quantidade de riquezas", reclama outro.

Apesar dos esforços do governo do presidente Hassan Rouhani para tirar o Irã do isolamento da comunidade internacional - que resultaram no histórico acordo nuclear fechado em julho -, o país ainda enfrenta uma recessão econômica e o desemprego continua grande.

Muitos iranianos foram afetados pela situação e, segundo alguns dados, o número de sem-teto nas grandes cidades teria aumentado.

Estatísticas oficiais sugerem que existem 15 mil sem-teto no Irã, mas outras estimativas dizem que são 15 mil apenas na capital, Teerã.

Várias organizações governamentais são encarregadas de cuidar dessas populações. Mas há dúvidas sobre sua eficácia e transparência.

"Precisamos fazer isso sozinhos (ajudar as pessoas). A vida é muito curta. Seja gentil", disse um usuário do Instagram.

Recentemente, uma organização iraniana criou outra iniciativa semelhante, na qual geladeiras eram distribuídas pelas ruas de Teerã para que as pessoas deixassem comida para os sem-teto.

***
Fonte: BBC Brasil.

 

APOIE O SÃO PAULO SÃO

Ajude-nos a continuar publicando conteúdos relevantes e que fazem a diferença para a vida na cidade.
O São Paulo São é uma plataforma que produz conteúdo sobre o futuro de São Paulo e das cidades do mundo.

bt apoio