SOS Mulher: São Paulo terá botão do pânico em app para vítimas de violência - São Paulo São

O aplicativo será liberado em 1º de abril para Android e iOS, e será exclusivo para quem possui uma medida protetiva no Tribunal de Justiça. Foto: Getty Images.O aplicativo será liberado em 1º de abril para Android e iOS, e será exclusivo para quem possui uma medida protetiva no Tribunal de Justiça. Foto: Getty Images.

O Governo de São Paulo lançou na última sexta-feira (22) um aplicativo para que pessoas com medidas protetivas - em sua maioria, mulheres- em situação de perigo possam acionar a polícia apertando um botão.

O SOS Mulher, gratuito, poderá ser instalado a partir do dia 1º de abril em aparelhos com os sistemas iOS e Android. A estimativa é que 70 mil pessoas, é previsto, por exemplo, na Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres vítimas de violência doméstica. Imagem: Reprodução.é previsto, por exemplo, na Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres vítimas de violência doméstica. Imagem: Reprodução.inclusive homens e crianças, sejam beneficiadas no estado com o serviço.

A ideia é reduzir o tempo de deslocamento da viatura policial até a vítima, que não precisará mais ligar para o 190 da Polícia Militar, que recebe em torno de 80 mil chamadas por dia, e esperar a sua solicitação ser encaminhada do call center para os batalhões.

Agora, é só pressionar o botão do aplicativo por cinco segundos que o pedido de socorro chegará direto para o despachante de viaturas policiais, que encontrará a equipe mais próxima da vítima, a até 4 km de distância, por meio de geolocalização, e a encaminhará para a ocorrência.

O governo paulista, contudo, ainda não tem uma estimativa de qual será a redução no tempo de atendimento. O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, afirmou apenas que "com certeza [o tempo] será menor", durante coletiva realizada no início da tarde.

Afirmou também que policiais passaram por um treinamento durante o Carnaval para se familiarizar com a nova tecnologia, já adotada em estados como Paraná e Espírito Santo.

Mulher teve fechadura de casa trocada pelo marido  Foto: Gabriela Biló/Estadão.Mulher teve fechadura de casa trocada pelo marido Foto: Gabriela Biló/Estadão.

Por ora, a ferramenta só atenderá pessoas com medidas protetivas concedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Mas o governo não descarta expandir para vítimas de agressão no geral.

Para se cadastrar, devem informar dados pessoais, que serão checadas pelo Judiciário. A ferramenta só será liberada para uso depois do aval do TJ.

O governo recomenda que, logo após a instalação, seja feito um teste pelo usuário para checar se a medida protetiva consta na base de dados do Judiciário.

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Com informações do G1.



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