Alerta da 9ª Mostra SP de Fotografia: 'é preciso fechar a torneira dos desperdícios' - São Paulo São

Foto de Apu Gomes em exibição na Mostra SP de Fotografia mostra lixo e resíduos de plástico em represa da cidade de São Paulo.Foto de Apu Gomes em exibição na Mostra SP de Fotografia mostra lixo e resíduos de plástico em represa da cidade de São Paulo.

O problema dos resíduos plásticos não se resolverá somente com gestão adequada do lixo, mas com intervenções na cadeia de projeto, produção, consumo, descarte e reciclagem.

Essa foi a mensagem do 4º encontro do Ciclo de Conversas da 9ª Mostra SP de Fotografia: “Economia Circular e outras soluções para as cidades”. Mediado pela jornalista Paulina Chamorro, o debate reuniu a bióloga Daniela Lerario, da TriCiclos; o DJ Thaide, artista embaixador da Recicla Sampa; o engenheiro Guilherme Brammer, da Boomera; e o vereador Xexéu Tripoli. 

Daniela abriu a conversa contando a experiência de uma década de trabalho da TriCiclos no Chile, Brasil, Colômbia e Peru. “A partir de 2017, concluímos que não basta lidar com o pós-consumo”, relata, “é preciso começar a fechar a torneira”. Como está no slogan da organização, “o lixo é um erro de design que precisa ser corrigido”. Há que se estudar a cadeia de produção e propor aos fabricantes medidas práticas e metas de redução do impacto de seus produtos no descarte de resíduos. 

No debate, o vereador Xexéu Tripoli, DJ Thaide, da Recicla Sampa; Daniela Lerario, da TriCiclos; Guilherme Brammer, da Boomera; e a jornalista Paulina Chamorro. Foto: Daniel Kfouri.No debate, o vereador Xexéu Tripoli, DJ Thaide, da Recicla Sampa; Daniela Lerario, da TriCiclos; Guilherme Brammer, da Boomera; e a jornalista Paulina Chamorro. Foto: Daniel Kfouri.

Um desafio é informar a população sobre a urgência dessas novas posturas. Difusão de conhecimento e conscientização são  preocupações centrais do DJ Thaíde: “A maior parte das pessoas não conhece o lixo que produz”, diz ele. “No Recicla Sampa, passei a compreender a complexidade do nosso lixo e a importância de prestar atenção no que se joga fora”. Hoje, boa parte do trabalho do projeto consiste em informar os cidadãos sobre a necessidade de separar corretamente o lixo doméstico e dar destinação adequada a cada material. 

“A maior parte das pessoas não conhece o lixo que produz”, ressaltou o DJ Thaíde. Foto: Daniel Kfouri.“A maior parte das pessoas não conhece o lixo que produz”, ressaltou o DJ Thaíde. Foto: Daniel Kfouri.

“É preciso identificar os diferentes tipos de desperdícios com que convivemos”, ressalta Guilherme, da Boomera. Em parceria com cooperativas de catadores, a empresa investe em pesquisa e inovação para desenvolver métodos de reaproveitamento circular de materiais. “Na natureza, nada é lixo, tudo pode ser transformado novamente em matéria-prima”, afirma. Por outro lado, o volume de resíduos pode ser reduzido com uso de tecnologia. “Novos aplicativos mudam hábitos de consumo, ao suprir necessidades por meio de locações e serviços compartilhados”, acredita.

E política pode contribuir nessas mudanças, segundo o vereador Xexéu. Foto: Daniel Kfouri.E política pode contribuir nessas mudanças, segundo o vereador Xexéu. Foto: Daniel Kfouri.

Questões aparentemente secundárias, como o projeto de proibição dos canudos, abrem canais de discussão onde é possível negociar compromissos, tanto por parte da indústria como do poder público. “Nas audiências feitas para que o projeto andasse surgiu a questão do Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico  (liderado pela Ellen MacArthur Foundation, em colaboração com a ONU Meio Ambiente) e nos empenhamos para que o prefeito assinasse”, conta. São Paulo foi a única cidade do país a aderir à iniciativa, o que tem importância histórica diante do momento atual por que passa o Brasil”, diz o vereador. 

 “Ao se conhecer o ciclo do lixo, passamos a dar atenção ao lixo que a gente gera." Thaíde.

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Por Maria Lígia Pagenotto para a Mostra SP de Fotografia.



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