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Em julho, o trânsito dá uma trégua e a gente consegue curtir a cidade de São Paulo em outra sintonia: em um astral muito mais gostoso, amigável, saudável, gentil e prazeroso. As buzinas já não soam tão estridentes, as pessoas parecem mais gentis e as ruas ficam bonitas de ser ver – e caminhar –, com bem menos carros. A megalópole nervosa e que cospe fumaça se transforma em uma cidade para pessoas. Para gente que caminha a passos calmos, aprecia a lua no céu, passeia com os filhos e os cachorros e curte a cidade.

Mas por que será que a gente não pode ter essa cidade – agradável, mais humana e sustentável – todos os dias do ano? Essa trégua de julho pode nos instigar uma boa reflexão: por que manter o mesmo modelo se dá para fazer diferente?

Costumava brincar dizendo que essa turma que nasce em setembro – como eu - é fruto de um réveillon mais animado, quem sabe com um pouco mais de espumante na cabeça, clima de praia, um produção mais caprichada para as festas, lingeries e cuecas novas com as cores do amor, paz, paixão ou dinheiro, alto astral, promessas e... pimba! Se descuidou, tá feito o baby.

E se queria mesmo dar esse importante passo na vida, a noite de réveillon tem tudo pra ajudar. Mas como disse, costumava falar sobre isso em tom de brincadeira, até porque é mais provável que o encontro de taças – quase sempre em boas doses – só consigo efetivamente levantar o astral e gerar boas ressacas.

Foto: Divulgação.Foto: Divulgação.

Designer, ilustrador e artista plástico, o paulistano Valdinei Calvento Júnior, fundador da Bicicleta Girassol e da ilustração acima, sempre pensou que a arte o faria entender o mundo ao seu redor. E sempre preferiu se movimentar pelo mundo sobre duas rodas, pedalando muito. Aqui ele compara o pedalar à meditação e mostra como a bicicleta pode ser transformadora para as pessoas e para a cidade de São Paulo.