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Foto: Ari Seth Cohen. ©Advanced.StyleFoto: Ari Seth Cohen. ©Advanced.Style

No Brasil, em especial nas grandes cidades, não há mulher que já não tenha lido ou ouvido as inúmeras regras que ela deveria seguir a partir de seus 40 e poucos anos. Em especial sobre sua aparência, máximas se propagam à exaustão.

Por do Sol no Seridó. Foto: Pedro Felipe M. Bryan.Por do Sol no Seridó. Foto: Pedro Felipe M. Bryan.

Estou convencido de que a culinária brasileira, conforme analisada por autores clássicos, tornou-se opaca com o tempo, e é quase impossível penetrar essa floresta em direção à variedade de árvores que esconde. Ligar pratos às étnicas – índio, negro, branco – tornou-se uma espécie de exercício estéril para quem queira ir fundo nos modos de comer que se formaram ao longo dos séculos. Especialmente a atenção à culinária das elites, aspecto valorizado por Gilberto Freyre em sua sociologia do açúcar, contribuiu para obscurecer o caminho para se chegar às cozinhas populares do imenso território. O enfoque teórico tornou-se rebarbativo, fossilizou-se, e a etnografia mirrou.

Acabou a mamata! A partir desta semana, as milhares de crianças e jovens que estavam de férias desde meados de junho voltam para as salas de aula aqui em Portugal. Foram quase 90 dias de passeios, brincadeiras, viagens, aventuras, preguiça em casa e, acima de tudo, muita criatividade para os pais que precisaram se virar para conciliar o trabalho e a rotina doméstica com essa agenda livre da criançada. Claro que férias é bom e que eles merecem essa pausa. Já tive oito anos como o meu filho ou os 19 da filha e sei como é a emoção de viver o primeiro dia de férias. Principalmente quando essas férias são quase um sabático. Hoje, já fico feliz quando ganho uma folga extra numa sexta ou segunda-feira para alongar o final de semana...