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O arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl cunhou uma expressão que hoje faz parte da essência das melhores e mais sustentáveis metrópoles do mundo: “Cidades para as pessoas” – aliás, este é o título de um de seus livros mais famosos.

Com isso ele quer dizer que devemos planejar e construir cidades amáveis, seguras e democráticas, que estejam atentas às necessidades das pessoas, feitas para que os habitantes se locomovam com facilidade, sejam felizes e tenham vidas saudáveis.

Metrópoles acolhedoras e cheias de bons espaços públicos, com variadas opções de transporte público e muito verde, para que as pessoas tenham o prazer de se encontrar, conversar, caminhar e pedalar. Enfim, viver.

Francisco Sant'Ana é Chef Glacier com especialização em sorvetes. Foto: Divulgação.Francisco Sant'Ana é Chef Glacier com especialização em sorvetes. Foto: Divulgação.

A gastronomia é cheia de amor para dar. Chefs, chefinhos e chefetes muitas vezes apóiam seus discursos em ditos como “cozinha é amor”. Na verdade tudo deveria ser amor, não é? Até o modo de tratar os moradores de rua, exigindo que a Prefeitura de São Paulo se alinhe com práticas solidárias. Mas este é outro assunto.

É irreversível! As bicicletas vieram para transformar a nossa rotina diária e urbana e os latino-americanos estão cada vez mais apaixonados por elas. E as bicicletas estão cada vez mais adaptadas à idiossincrasia dos latino-americanos.

Diante das horas intermináveis desperdiçadas no trânsito, dos transportes públicos muitas vezes deficientes e em meio à busca por uma vida mais saudável, o transporte sobre duas rodas vem se impondo com força crescente nas principais cidades da região.

Tenho apenas duas filhas, que residem atualmente fora do Brasil – em diferentes lugares e por diferentes motivos. Quando me perguntam como, unidas que somos, tenho suportado as (imensas) saudades, costumo dizer que fortes mesmo foram os pais que tiveram filhos distantes na era pré-internet – tempos de cartas que demoravam a chegar, telefonemas que mal se completavam e passagens aéreas de valor proibitivo.

Não há como chegar em Portugal e escapar de um pastel de nata. Ou dos Travesseiros de Sintra, do Pão de Ló de Ovar, da Baba de Camelo, do leite creme, de uma boa Bola de Berlim, dos Ovos Moles de Aveiro, queijadas, salames de chocolate, sericaias. Tudo maravilhoso. E tudo, basicamente, ovos, amêndoas, chocolate e... açúcar. Muito açúcar. Doces de encher os olhos, dar água na boca e, entupir a pança de açúcar. E claro que um docinho sempre vai bem com um cafezinho, não?

Aqui toma-se tanto quanto ou mais café do que no Brasil. E na maior parte das vezes, com um ou dois pacotinhos de açúcar, sempre presentes nos balcões de bares e padarias. Adoçante tem, mas não sai muito, pelo que vejo.

Antonio Nóbrega ocupa um lugar único na cultura brasileira. Você não o vê apenas se apresentando. Você se envolve com cada pedacinho de sua performance, seu canto, seu domínio de violino e violão e seu movimento de dançarino.

Foto: Silvia Machado / Divulgação.Foto: Silvia Machado / Divulgação.

Ele é um ótimo showman, músico, dançarino e palhaço. Sua arte tem sido capturar e interpretar as canções e poemas relacionados à poética imaginação popular brasileira. Já em seus 60 anos, ninguém chega nem perto de seu talento extraordinário.

Nóbrega é um tesouro nacional. Para vê-lo se apresentando em sua nova produção, a RIMA, que estreiou no Instituto Itaú Cultural, é ter uma experiência inesquecível e verdadeiramente brasileira. Ainda há tempo para ver o RIMA nos dias 10, 11 e 12. A entrada é gratuita, mas chegue cedo porque a demanda por ingressos excede em muito o número de assentos no pequeno e confortável teatro do Itaú Cultural.