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Duas palavras muito faladas nessa pandemia são “coletivo” e “coletividade”, para se referir à importância de pensar na sociedade como um todo, buscando benefícios para todas as camadas da população. Algo, aliás, que não costuma acontecer no Brasil, “um país de poucos”. Por isso mesmo a covid-19 escancarou, entre outras mazelas decorrentes da nossa imensa desigualdade social, a falta de políticas públicas para a coletividade, principalmente nas áreas da saúde, da educação e dos serviços, como os de transporte.

Jenny Holzer, "Truism: In a Dream You Saw a Way to Survive and You Were Full of Joy", 1994 ::Jenny Holzer, "Truism: In a Dream You Saw a Way to Survive and You Were Full of Joy", 1994 ::

Acho que o Homo Sapiens de sapiens não tem nada – mais correto seria chamá-lo Homo Asinus. E o Sapiens Sapiens, então, deveria ser o Asinus Asinus. Sim, porque precisa ser duplamente asno para, ao longo de doze mil anos – doze mil! – não ter aprendido quase nada sobre a vida. Há um provérbio chinês que diz  "O burro nunca aprende, o inteligente aprende com sua própria experiência e o sábio aprende com a experiência dos outros." O que significa que somos Asinus Asinus mesmo, já que não conseguimos aprender nem com nossa experiência, nem com a dos outros.

 Livro mostra a cultura da bicicleta nas cidades pequenas. Foto: Divulgação. Livro mostra a cultura da bicicleta nas cidades pequenas. Foto: Divulgação.

Organizado por Daniel Guth e André Soares, o livro “O Brasil que Pedala” é resultado de uma meticulosa e rica pesquisa em onze pequenas cidades brasileiras que mantêm a cultura da bicicleta. “Este livro foi concebido para trazer à tona essa realidade desconhecida para muitos brasileiros e para contrastá-la com a grave situação das grandes cidades, oferecendo-lhes uma alternativa possível, real. Também pretendemos prestar uma homenagem às cidades menores, usuárias da bicicleta, e a seus habitantes, e publicamente declarar o valor da cultura que preservam”, dizem os autores. Entre setembro e novembro de 2017, pesquisadores foram a campo para entrevistar ciclistas nas onze cidades escolhidas, em um total de 2.208 entrevistas.

 

Foto: CBC / CA.Foto: CBC / CA.Eu certamente não estarei por aqui para confirmar. Também não estarão a maioria de vocês que me leem agora. Então não digam, em 2100, que lá naquele distante ano de 2020, quando a fake news era encontrada até em receita de bolo, eu espalhei mentiras porque queria criar pânico com aquele tal de coronavírus. Mas vamos lá: daqui a 80 anos, tudo indica que alguns países vão ser metade que são hoje, em termos de população. O estudo publicado na revista The Lancet e reproduzido em partes pelo jornal Público, mostra o começo do fim lá pelo ano de 2064, quando atingiríamos o pico da população mundial, com 9,7 bilhões habitantes. De lá até 2100, um bilhão de pessoas, em todo o planeta, deixariam de estar entre nós. Quem sou eu para questionar os pesquisadores, mas não sei nem se chegamos até lá...

 

Cerca de 41% das calçadas em São Paulo não têm a largura mínima exigida por lei. Foto: Chantal Brissac.Cerca de 41% das calçadas em São Paulo não têm a largura mínima exigida por lei. Foto: Chantal Brissac.

A foto acima mostra uma rua em um bairro considerado “nobre” em São Paulo, o Jardim Europa, mas a calçada não é nada chique. Mal dá para uma pessoa passar ali, ainda mais se estiver acompanhada ou empurrando um carrinho de bebê.

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