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Chamei meu irmão, ambulância e minha mãe foi para UTI com quadro grave de infecção. Não se alimentava bem há 15 dias, só com suplementos alimentares. O médico nos aconselhou a preparar tudo para o final. Isto foi há três anos e três meses. Ela ficou no hospital durante um ano e meio, com quadro de demência senil se acentuando cada vez mais. Minha mãe estava partindo. Ela deixava de ser aquela mulher forte, inteligente, alegre, vaidosa e querida.

Estive no Rio de Janeiro a trabalho, e usei transporte coletivo. Para ir do Leblon à Barra, o Metrô é a melhor opção. Da estação Antero de Quental até a Jardim Oceânico, são entre 15 a 20 minutos de absoluta tranquilidade.

Se eu te contasse que sei como vai ficar aos 60 e aos 70 e poucos anos, você não acreditaria, não é mesmo Adalberto? Pois te vi, juro por minha mãe que te vi ontem e hoje na rua, cada dia com uma idade, é isto mesmo. Tudo em cima. Ontem foi perto do largo da Batata, perto do metrô. Mas era, era você aos setenta e pouquinhos. Os seus cabelos que agora começam a salpicar um grisalho estavam totalmente branquinhos e ralo, fininho fininho como o quê.

Junho está apenas no começo. Mês de festividades caipiras que acontecem pelo país inteiro. Mês do dia dos namorados e das celebrações dos Santos Antônio, João e Pedro; e, no nordeste, mês para aquecer os corações com forrós e quadrilhas.

No que consiste bem manipular uma yanagiba (faca japonesa, comprida e com ponta fina, de Kansai, região de Osaka) ou uma takohiki (faca retangular, de Kantô, região de Tóquio), própria para descascar e cortar legumes? Segundo  Shin Koike, “uma faca japonesa exige uma formação muito específica para o seu manuseio”. E podemos imaginar que essa formação signifique empenhar certos músculos, dosar a força, sequenciar gestos, de modo a obter um resultado conhecido, descrito nos detalhes como “perfeito”, talvez consagrado pela tradição e repetindo ao infinito um mesmo resultado.