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Lembro que em uma das empresas onde trabalhei se falava muito em descobrir a paixão para trabalhar naquilo que realmente gostamos. Que se não estávamos apaixonados pelo que fazíamos não seríamos bons profissionais.

Eu ouvia de forma cética porque não sentia essa paixão toda (pelo menos a que eu imaginava que precisava sentir) naquilo que fazia, apesar de gostar muito do meu dia a dia, aprender constantemente, ter desafios intelectuais e conviver com um time de profissionais excelentes.

E também não tinha nenhuma outra paixão escondida que eu estivesse “abafando”, então essa história de paixão me assombrava. Sempre que se falava no assunto eu pensava: pronto, vão descobrir que eu não sou apaixonada pelo meu trabalho!

O tempo foi passando e me dei conta de que talvez a palavra que eu usaria fosse outra, e não “paixão”. Vocês devem estar pensando: mas qual palavra você usaria? Já vou contar...

Voltei ao passado ao visitar os bairros Vila Vera, São João Climaco e Moinho Velho, nos quais vivi, respectivamente, infância, adolescência e juventude.

Chegamos aqui em janeiro, pleno inverno, vindo do calorão do Rio Grande do Norte. Em menos de 9 horas, passamos dos mais de 30 graus para algo como 2 graus. O primeiro baque, por mais que a gente passe pela transição do friozinho do avião, é grande.

Mas a gente acostuma , mesmo que o cérebro demore a assimilar que aquela praia ali na frente da sua casa – que para ele é sinônimo de água de coco e pés queimando na areia - está mais para receber pinguins do que banhistas. O bom é que mesmo sem os coqueiros, as praias banhadas pelo frio Atlântico Norte e suas lufadas de cortar são igualmente uma deliciosa fonte de energia para nós: sentir o vento, ainda que frio, no rosto e contemplar o infinito do horizonte também aquece a alma.

Como Gringo nova-iorquino, a Broadway está no meu sangue. E sinto falta do glamour, do espetáculo, da qualidade dos maravilhosos cantores e dançarinos e daquele momento elétrico em que as luzes do teatro se apagam, o zumbido animado da multidão diminui e a música começa. Não há nada como isso e tive a sorte de ter visto anos de musicais verdadeiramente inesquecíveis.

A chance de ver a cidade e um festival de musicais históricos de sucesso é muito boa. Foto: Henrique Tarricone.A chance de ver a cidade e um festival de musicais históricos de sucesso é muito boa. Foto: Henrique Tarricone.