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Quando se pensa no Harlem de Nova York, é improvável que uma companhia de balé clássico seja a primeira coisa que venha à mente. Mas se você se apressar e conseguir ingressos para as apresentações do Dance Theater of Harlem, (sexta-feira, 11 e sábado, 12 às 21h, no Theater Alfa), você terá um verdadeiro deleite na platéia e o Harlem poderá ganhar um novo significado.

Vemos, hoje em dia, cada vez menos crianças ocupando as ruas. Cada vez menos espaços para o encontro, para o lúdico, para o público... Foto: The Educators Spin on It. Vemos, hoje em dia, cada vez menos crianças ocupando as ruas. Cada vez menos espaços para o encontro, para o lúdico, para o público... Foto: The Educators Spin on It.

Ao iniciar o mês das crianças, sem perder-nos em divagações nostálgicas sobre outras épocas, nós doSidewalk Talk - Conversas na Calçada acreditamos que vale a pena fazer uma breve reflexão sobre este tema tão rico e vasto: a criança e a cidade bem como seus desdobramentos em termos de humanidade e convivialidade.

Rostos do documentário "Humans" (2015), de Yann Arthus-Bertrand, um retrato da humanidade em 63 línguas. Imagem: Reprodução.Rostos do documentário "Humans" (2015), de Yann Arthus-Bertrand, um retrato da humanidade em 63 línguas. Imagem: Reprodução.

Ontem, oito de outubro, poucos minutos antes do pôr do sol, teve início uma das mais solenes datas da  religião judaica – o Yom Kipur, ou Dia do Perdão, celebrado dez dias após o Rosh Hashaná (Ano Novo). Nesse dia, buscando elevação espiritual, judeus praticantes se abstêm de qualquer alimento, de trabalho, de relações sexuais, não lavam nem untam o corpo, não usam calçados de couro e oram intensamente. É um tempo dedicado a examinar os próprios atos e pedir perdão por erros cometidos no ano que passou. O  período de reflexão dura cerca de vinte e seis horas e é encerrado de maneira alegre e festiva, com um farto jantar em família.

São Paulo, a cidade que não para, tem o mérito de ser um laboratório de mobilidade em construção. Foto: Chantal Brissac / Pro Coletivo.São Paulo, a cidade que não para, tem o mérito de ser um laboratório de mobilidade em construção. Foto: Chantal Brissac / Pro Coletivo.

Falar da mobilidade brasileira é falar também do vaivém da maior cidade da América Latina: São Paulo está constantemente em movimento e é nessa metrópole incansável que muitas das boas ideias no campo da mobilidade surgem e depois se espalham pelo Brasil, caso dos aplicativos de carros e bikes, das bicicletas e dos patinetes sem estações e dos sistemas de caronas, entre outras ideias que surgiram nos últimos anos.

Esta semana, Lisboa aprovou a Visão Estratégica para a Mobilidade 2030. Foto: Gira Mobilidade.Esta semana, Lisboa aprovou a Visão Estratégica para a Mobilidade 2030. Foto: Gira Mobilidade.

Sou um grande adepto do uso da bicicleta para fazer trajetos mais curtos (ou nem tanto...) sempre que possível. Era assim em São Paulo, quando saía do Parque Villa Lobos cruzando as ciclovias ou mesmo dividindo a pista com os carros até a altura do shopping Morumbi para chegar ao trabalho, ou buscando as pistas vermelhas ou ruas mais calmas de Pinheiros para subir até a Paulista, quando mudei de emprego. Mas reconheço que nem sempre era fácil ou viável. Por isso, meu carro estava lá, sempre a postos. E aqui em Portugal não é diferente, ainda que eu use mais a magrela para passear e descobrir o país. O carro está na garagem e entra na rotina sempre que preciso, principalmente nas viagens mais longas que adoramos fazer. Mas o que vemos por aqui é um aumento cada vez maior de restrições ao uso do carro, principalmente nas grandes cidades. Dificuldade em achar lugares para estacionar na rua, restrições de acesso em várias partes da cidade, estacionamento caros, pedágios caros. Tudo isso acaba fazendo com que o comboio (o que nós chamamos de trem) seja a melhor opção, por exemplo, quando quero passear pela capital.

Lisboa possui pouco mais de 21 radares (agora querem chegar aos 40...). Foto: SAPO.. Lisboa possui pouco mais de 21 radares (agora querem chegar aos 40...). Foto: SAPO..

O trânsito produz praticamente a mesma quantidade de vítimas que a violência no Brasil. Foto: Veja São Paulo.O trânsito produz praticamente a mesma quantidade de vítimas que a violência no Brasil. Foto: Veja São Paulo.

Precisamos nos desarmar e nos amarmos mais, especialmente no trânsito. Conhecido por seus altíssimos índices de violência, o Brasil tem um campo de guerra armado nas próprias ruas das cidades.

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