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É muito bom celebrar a vida a cada ciclo de 12 meses, até porque como mortais comuns, chegará um dia em que cada um de nós partirá para outro plano sem, talvez, comemorar o aniversário do derradeiro ano.

Moramos no último andar de um pequeno edifício no centro de Ovar. A cidade não tem prédios altos, como se pode imaginar, e a minha janela do quinto andar se abre para praticamente todos os telhados das lindas casas azulejados. É um privilégio, sem dúvida. Mas, da varanda também vejo o sobrevoo de monstrinhos alados ou das pragas voadoras, como também falam por aqui. Sim, estou me referindo aos pombos, esses pequenos seres que, quando branquinhos, participam de cerimônias de abertura de Copa do Mundo e de Olimpíadas, que fazem parte do nosso imaginário ao carregar ramos de oliveira nos bicos, que já ajudaram a trocar mensagens importantes, mas que são realmente sem graça quando se enfileiram nas beiras dos telhados, como filme de Hitchcock. Parecem apenas esperar o melhor momento (enquanto não estão tentando fazer a “dança do acasalamento” com direito a bicadas na cabeça das pombas), para fazer coco na turma que anda na rua, preferencialmente sobre ombros e cabeça. A pobre da minha mulher já foi uma das vítimas e teve que voltar para casa correndo pra tentar salvar a roupa do trabalho e, pior, o penteado.

Foto: BigStock.Foto: BigStock.

A cidade de São Paulo se fez num lugar muito inóspito, séculos atrás. Num certo sentido, ainda tem suas dificuldades de adaptação ao meio. Mas poucas são de adequação geográfica. Muitas são de natureza social.

Nesta sexta-feira, São Paulo faz 465 anos de vida. Para celebrar o seu aniversário, essa metrópole agitada, diversa e cheia de contrastes, está prevista uma programação variada sob a responsabilidade da Prefeitura e de outras instituições culturais existentes aqui, as quais visam agradar os distintos gostos e as preferências da nossa gente.

O dia do aniversário de São Paulo é comemorado em 25 de Janeiro, data em que foi celebrada a primeira missa no então planalto de Piratininga, terra escolhida pelos padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega para iniciar o processo de catequização dos índios.

Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Foto: Divulgação.Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Foto: Divulgação.

“Atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Esse provérbio português se encaixa perfeitamente na vida do casal Joe e Joan Castleman, no filme “A esposa”, drama dirigido por Björn Runge.