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O ano de 2015 foi um ano emblemático. E assim será o seu final.

É possível ouvir uma profusão de “UFAS” ao ritmo de uma “OLA” de estádio, em comemoração e alívio pelo final do ano. O desejo ou a esperança depositada na passagem de 2015 para 2016 se expressa como uma grande saída nas rodas de conversas pelas ruas e praças do país. Mesmo que alguns especialistas afirmem que este é um ano que não acabará.

Alguém em sã consciência seria capaz de enumerar quais as mudanças reais contidas numa simples passagem de ano?

A resposta é desafiadora, pois requer um mergulho no jogo interno de cada um.

Cada cabeça uma sentença, já dizia o ditado:

A transformação pela qual passei durante o ano de 2015 teve início a partir de uma decisão tomada no final de 2014. Decidi que precisaria transformar meu caminho profissional e fiz uma formação em Life Coaching em busca de auxílio.

Minhas resoluções de ano novo consistiam em melhorar minha performance profissional e o meu desenvolvimento pessoal de forma que pudesse colocar minha vida mais próxima do que eu acreditava.

Pieguices a parte, decidi que trabalharia para o meu desenvolvimento, mas, além disso dedicaria meu conhecimento para trabalhar para o desenvolvimento do outro.

E, assim seguiu-se o ano.

Tudo aconteceu muito, rápido. Em pouco tempo de trabalho na nova profissão, havia saído do núcleo de amigos e estava com uma carteira razoável de clientes, o negócio tomou uma seriedade inesperada.

Imediatamente identifiquei que precisava desenvolver alguns conhecimentos e fiz um especialização em coaching de carreira.

Paralelamente resolvi que publicaria quinzenalmente, artigos afim de compartilhar minhas experiências e reflexões relacionadas ao trabalho.

Comecei publicando no linkedin, depois vieram os convites para publicar no Jornal 360 e no portal São Paulo São.

Os desafios não foram pequenos, precisei trabalhar muito.

Cada cliente, um grande desafio e uma grande responsabilidade.

O que eu aprendi com isso?

Aprendi que não existe milagre sem trabalho,

Aprendi que o milagre acontece de fato quando entendemos que a vida é nossa propriedade e consequentemente nossa prioridade.

Aprendi que quando tomamos as rédeas de nossa vida, quando decidimos para onde ir e focamos na construção do caminho, os resultados são inevitáveis.

Aprendi também que precisamos agradecer sempre. Agradecer as oportunidades que a vida nos apresenta, mesmo nos momentos em que parece não haver oportunidade alguma.

Aprendi ainda que o perdão é uma grande porta que abre nossa mente para a liberdade.

E, que a fórmula milagrosa para uma vida abundante pode ser resumida da seguinte maneira:

Auto conhecimento + foco + comprometimento + ação = resultado. 

Simples assim.

É fácil?

Na realidade tudo envolve uma outra palavra a qual me dediquei com igual afinco: DECISÃO.

As mudanças dependem das decisões.

Você só muda sua vida se assim decidir.

É óbvio?

Deveria, porém, não é assim que acontece.

Voltemos então ao início do texto; o que será que muda de fato com a mudança do ano?

Depende.

Mas, depende de que?

Depende do quanto você está disposto a encarar a mudança se prepararando para ela.

Mas, então, o que faltaria acrescentar ao afã pelo final ano de 2015?

Ah, já ia me esquecendo:

Feliz Natal!!!

***
Adi Leite é Life & Career Coaching certificado pela sociedade brasileira do coaching, fotógrafo e jornalista. Escreve quinzenalmente no São Paulo São.

 


Um breve olhar para 2015, o ano que ainda não acabou. É provável que cada faça um balanço desse período para se preparar melhor e agir com mais sabedoria e equilíbrio em 2016.

Os erros e os acertos foram importantes. Ambos me possibilitaram aprender e aprimorar escolhas e decisões. Para mim, ter é passageiro. Ser e praticar são os verdadeiros exercícios da minha existência nesse mundo cada vez mais necessitado de consciência coletiva.

O Brasil é a minha moradia. Ele reside em mim. Contribuir para as suas transformações, as quais proporcionem melhores condições de vida para todos em todos os sentidos é também de minha responsabilidade.

Diz a letra de um sucesso musical: “O samba agoniza, mas não morre”. Assim enxergo a situação atual da nossa pátria, que está doente, com distintos diagnósticos e com dificuldades para encontrar e aplicar os tratamentos que resolvam os seus problemas, os quais também são tão nossos.

Embora muitas das causas sejam aparentes, os “doutores” de plantão não se entendem para a aplicação das terapêuticas mais eficientes porque cada um olha para um pedaço desse imenso território e se esquece do todo.

Como também sou reflexo do que é o Brasil e as minhas atitudes podem mobilizar transformações externas, cuido o tempo todo do meu conjunto: pessoal, mental, espiritual, afetivo, profissional, pois nele existem forças e fraquezas em permanente conexão. Elas reúnem tudo o que sou hoje e sempre, e me oferecem condições para ser capaz de viver plenamente de dentro para fora convicto de que aqui estou a serviço do universo, com as suas imperfeições, por meio das quais neste ano que se despede me revisitei a cada instante para criar o meu bem estar em sintonia com a construção do bem comum do nosso povo, a nossa gente. Feliz diversidade, Brasil. E até a próxima.

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Leno F.Silva é diretor da LENOorb – Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Editou 60 Impressões da Terça, 2003, Editora Porto Calendário e 93 Impressões da Terça, 2005, Editora Peirópolis, livros de crônicas.


É sabido que a educação é prioridade de qualquer governo. Há anos se discute nas esferas municipal, estadual e federal, mecanismos de investimentos para a melhoria do ensino público, notadamente o sistema fundamental e o médio.

As escolas públicas eram, no passado, sinônimos de qualidade, e hoje são desprestigiadas pela parcela abonada da sociedade, que tem condições de pagar as altas mensalidades das instituições de ensino de “excelência”, voltadas para formar uma parcela restrita de cidadãos.

Transformada em negócio e muitas delas regidas pelas regras do mercado, cabe aos governos garantir que a educação seja universalizada, oferecendo condições de aprendizados para jovens brasileiros de distintas regiões e classes sociais, com metodologias, professores, conteúdos, instalações e um conjunto de atividades complementares que estimulem o desenvolvimento, a visão crítica, e a formação daqueles que, um dia, também poderão ter a oportunidade de desempenhar diversas funções no mundo do trabalho e contribuir para a condução desta nação.

Em um contexto de aperto financeiro e de necessidade e mostrar serviço, recentemente o Governo do Estado de São Paulo foi surpreendido pela mobilização dos alunos que, pacificamente, ocuparam escolas contra a maneira impositiva pela qual a Secretaria da Educação decidiu fazer mudanças, as quais implicariam em fechamento de unidades com o remanejamento dos alunos.

O movimento de ocupações cresceu rapidamente, atingiu mais de 200 estabelecimentos de ensino, gerou a solidariedade de professores e de diversos setores da sociedade, mas foi hostilizado com violência pela Polícia Militar e pelo governador, que apenas no final de um processo desgastante decidiu cancelar a implantação das mudanças em curso, com o compromisso de retomar a proposta em 2016 com a participação de alunos, professores, familiares, e de demais interessados.

Em diversas situações considera alienada, a juventude estudantil de São Paulo demonstrou, neste episódio, que está unida, consciente da realidade, e que qualquer alteração no sistema educacional, por melhor que seja, deve incluir etapas participativas que contemplem o diálogo, a consulta, a discussão com quem é diretamente atingido: alunos, corpo docente e pais, além de pesquisadores, especialistas e quem mais tiver idéias para a melhoria da educação pública brasileira.

Lutar permanentemente por serviços públicos de qualidade como, neste caso, a educação, é batalhar por uma nação inclusiva, que oferece condições para que todos os jovens se desenvolvam com dignidade. Por aqui, fico. Até a próxima.

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Leno F.Silva é diretor da LENOorb – Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Editou 60 Impressões da Terça, 2003, Editora Porto Calendário e 93 Impressões da Terça, 2005, Editora Peirópolis, livros de crônicas.


Está aberta a temporada de caça ao propósito. Por todos os lados tem alguém falando sobre propósito como se fosse a grande salvação. A insistência sobre o assunto nos faz pensar se precisamos nos preocupar ou se é mais um termo utilizado por alguma estratégia de marketing para vender uma solução milagrosa para nossas vidas.

Com efeito,  o assunto começa a fazer parte do dia a dia das pessoas. É comum nas rodas de conversas pessoas preocupadas em saber quais seriam seus propósitos, e se de fato precisariam de um para seguir em frente.

Outra palavra que nos persegue no momento é o foco!

Muitos artigos voltados para o desenvolvimento humano sugerem que se entendermos nosso propósito e focarmos em um resultado específico conseguiremos mais facilmente atingir nossos objetivos. Simples assim.

Mas, ... então, porque é tão desafiador determinar nossos propósitos, e consequentemente focar em nossas realizações?

Pois bem, vamos usar o ato de fotografar, para investigarmos um pouco mais.

O que será que nos desperta o desejo de sacarmos nossos aparelhos do bolso para arriscar uma cena onde quer que estejamos. O que nos move?

Obviamente que a tentativa de simplificar este entendimento necessariamente não tem a intenção de tornar esta investigação simplista. Nosso papel aqui é criar aproximações.

Voltemos então a fotografia:

Vamos imaginar que nos movemos pelo desejo de compartilhar nossas imagens, a este desejo daremos o nome de propósito (intenção):

Estamos andando na cidade e diante de nós  uma cena nos chama atenção e então quase como num reflexo lá vamos nós procurar uma melhor posição para a realização da fotografia, nos movimentamos para frente ou para trás, para um lado e para o outro, e,  pronto, click. Imediatamente podemos conferir, se não estivermos satisfeitos e ainda houver possibilidade repetimos a operação até nos contentarmos com o resultado, e imediatamente compartilhamos entre nossos amigos em uma rede social, certo?

Vamos lá, se nossa intenção era publicarmos a imagem compartilhando em alguma rede social, bingo! conseguimos.

Mas e o foco?

O fato de estarmos voltados para nosso propósito, nos permitiu buscar o melhor enquadramento, checar a nitidez, fazer a foto e compartilhá-la. O foco foi a nossa ferramenta.

Em algum momento paramos para pensar no processo que envolve o ato de fazer uma simples imagem para compartilhá-la em uma rede social?

Os processos em nossas vidas não são diferentes.

Nosso propósito é o que desejamos para nós mesmos, e o foco é o motor que utilizamos para alcançá-lo.

Mas, como saber qual o nosso propósito?

Quem sabe se fecharmos nossos olhos e começarmos a imaginar como gostaríamos de estar daqui a 1, 2, 5 ou 10 anos ...

Qual imagem vemos?    

Quais as cores?  

Quais os cheiros?  

O que mais?

Como nos sentimos visualizando isso?

É real?

E se for real, o que precisamos começar a fazer para colocar nosso foco a serviço do compartilhamento dessa imagem?

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Adi Leite é Life & Career Coaching certificado pela sociedade brasileira do coaching, fotógrafo e jornalista. Escreve quinzenalmente no São Paulo São como colunista.


Chico Buarque de Hollanda está à vontade no documentário em cartaz nos cinemas de todo o País. Falante, desenvolvo e sincero, passa a limpo a sua carreira e boa parte de sua vida.

Em quase duas horas, o documentário privilegia as manifestações do cantor-escritor que solta o verbo como se estivesse conversando com cada um dos espectadores no sofá do seu apartamento na cidade maravilhosa.

O filme resgata cenas dos festivais da canção e de suas apresentações em shows com Caetano Veloso e Gilberto Gil; trechos do período em que, por razões políticas, ele morou na Itália, mais registros bem humorados de histórias com João do Vale e, ainda, depoimentos de Ruy Guerra, Hugo Carvana, Edu Lobo, Miúcha  e Maria Bethânia.

As rugas e olhos azuis estão presentes o tempo todo, como também o sorriso e a leveza de um brasileiro que vive só, e que está aprendendo, como avô dedicado, a se relacionar pessoal e musicalmente com a trupe de netos.

Como um show dividido, as músicas que compõem a trilha sonora são interpretadas por consagrados nomes da MPB e por outros desconhecidos do grande público, como duas patrícias portuguesas. Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Mônica Salmaso, Adriana Calcanhoto, Mart’Nália, Péricles, dentre outros, emprestam as suas vozes para as suas maravilhosas canções.

Cada vez mais escritor, Chico encontra-se feliz e vivendo do presente. Para quem conhece as suas letras, as suas sensíveis e engajadas canções, o documentário é uma oportunidade de ver mais o homem do que o artista. Por aqui, fico. Até a próxima.

Ficha Técnica

Título: 'Chico – Artista Brasileiro'.
Diretor: Miguel Faria Jr.
Gênero: Documentário.
Produção: Brasil.
Duração: 116 minutos.
Classificação: livre.
Trailer: https://youtu.be/tmX0SU_4hU4

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Leno F.Silva é diretor da LENOorb – Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Editou 60 Impressões da Terça, 2003, Editora Porto Calendário e 93 Impressões da Terça, 2005, Editora Peirópolis, livros de crônicas.


O que mais dizer sobre Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que desafiou o Talibã denunciando a destruição de escolas e a proibição, imposta por esse regime que controla o país, das mulheres estudarem?

Por esse ato de coragem ela foi baleada, e depois de um período de recuperação se transformou numa líder em prol do direito à educação plena para as meninas; percorre o mundo defendendo essa causa e apóia iniciativas que garantam a formação de crianças, adolescentes e jovens.

Vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2014, a mais jovem a receber essa distinção, fazer um filme que fosse além do obvio foi, a meu ver, o desafio do diretor Davis Guggenheim. Nesse sentido, considero positivo o resultado, porque ele construiu uma narrativa que nos permite compreender a trajetória e as escolhas dessa menina, ainda adolescente, que apesar de sua projeção internacional tem uma vida de certa forma comum: freqüenta escola, e por ser a filha mais velha, às vezes é considerada um pouco dura pelos dois irmãos.

A menina Malala é sensível, forte, determinada e consciente de suas responsabilidades. Pelo que nos é apresentado, administra bem o seu cotidiano intenso dividido entre compromissos de uma liderança que foi aplaudida por todos após o seu discurso na sede da ONU e de uma garota em formação.

Ao utilizar recursos de animação, imagens de arquivo e cenas inéditas, o documentário agrada, emociona, e toca o coração de todos aqueles que ainda confiam no ser humano, e acreditam que as decisões de uma única pessoa podem transformar, inspirar e promover mudanças em toda a sociedade.

Procure não perder a chance de conhecer a história de Malala, antes que o filme saia de cartaz. Por aqui, fico. Até a próxima.

Serviço

Título: 'Malala'.
Diretor: Davis Guggenheim.
Gênero: Documentário.
Produção: EUA.
Duração: 87 minutos.
Classificação: livre.
Trailer "
He Named Me Malala (2015)".

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Leno F.Silva é diretor da LENOorb – Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Editou 60 Impressões da Terça, 2003, Editora Porto Calendário e 93 Impressões da Terça, 2005, Editora Peirópolis, livros de crônicas.