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Em abril do ano passado escrevi, aqui mesmo neste espaço, um texto sobre como estávamos cercados por “velhinhos”: nas lojas, mercados, nas ruas, no volante dos táxis, dos ônibus (autocarros, por aqui), nos balcões do serviço público e, bastante, nas salas de aulas, ensinando crianças e jovens. Sob as diversas abordagens que o cenário poderia ter sido abordado – da necessidade de seguir trabalhando pela dificuldade de acumular um patrimônio que garantisse um pouco mais de “vida mansa” nos anos mais avançados ou da sociedade que não discrimina os mais velhos, acabei optando pela última e seguindo o lado mais romântico da realidade. Um ano e meio depois, porém, um dos pontos que via com bons olhos – os professores mais “maduros” e experientes em todas as escolas e salas de aula que acabei conhecendo por causa do meu filho – parecem ser, hoje, motivo de muita preocupação.

Um  novo guia da cidade acaba de sair do forno aqui em São Paulo. O "Guia dos Lugares Difíceis de São Paulo" nasce de um longo processo de construção e compreensão da exploração do território urbano e da possibilidade de problematiza-lo de maneira profunda para fora do ambiente acadêmico. É indiscutível seu pertencimento às novas abordagens sobre a cidade.

Como explica Renato Cymbalista: “este é um guia que apresenta o território como um conjunto de problemas em aberto, que busca escavar a superfície para revelar feridas ou reabrir cicatrizes”.

Muitas cidades brasileiras já dispensaram os cobradores, que devem ser capacitados para assumir novos postosMuitas cidades brasileiras já dispensaram os cobradoMuitas cidades brasileiras já dispensaram os cobradores, que devem ser capacitados para assumir novos postos. Foto: Pro Coletivo.Muitas cidades brasileiras já dispensaram os cobradores, que devem ser capacitados para assumir novos postosMuitas cidades brasileiras já dispensaram os cobradoMuitas cidades brasileiras já dispensaram os cobradores, que devem ser capacitados para assumir novos postos. Foto: Pro Coletivo.

Quem anda de ônibus diariamente costuma presenciar a comunicação entre o motorista e o cobrador, uma dupla muito bem afinada. Não é raro o cobrador ajudar a abrir caminho colocando o braço para fora ou tamborilar na sua bancada para avisar que os passageiros estão descendo. Eles também conversam sobre situações corriqueiras e trocam ideias nesse espaço coletivo. Uma relação amigável que faz parte do astral diário do ônibus, um modal sustentável, coletivo e – isso mesmo – divertido.

"Vovó" (Grandma) era o palhaço mais conhecido e amado do Big Apple Circus em Nova York. Com uma peruca cinza encaracolada, uma colar de contas e um vestido vermelho grumoso, ela era alguém especial para um público de milhões de pessoas. Mas ela não era ela: ela era ele, Barry Lubin, um palhaço que passou anos refinando o personagem e se tornou um bom amigo quando esse gringo trabalhou com aquele circo.

Ruas mais inteligentes e sinalização clara em Bogotá, Colômbia, visam melhorar a segurança e o acesso de pedestres e ciclistas. Foto: Dylan Passmore / Flickr.Ruas mais inteligentes e sinalização clara em Bogotá, Colômbia, visam melhorar a segurança e o acesso de pedestres e ciclistas. Foto: Dylan Passmore / Flickr.

Uma pesquisa recente do WRI Ross Center for Sustainable Cities e do Global Road Safety Facility do Banco Mundial revelou que a maneira mais eficaz de prevenir mortes no trânsito é transferir a responsabilidade dos motoristas e pedestres para os planejadores urbanos e gestores públicos. Isso significa criar condições para que, mesmo no caso de erros humanos, consequências graves possam ser evitadas. 

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