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Madonna está entre as 200 celebridades que assinaram a carta aberta pedindo aos líderes mundiais que usem a crise do coronavírus para mudar a maneira como vivemos. Foto: AFP.Madonna está entre as 200 celebridades que assinaram a carta aberta pedindo aos líderes mundiais que usem a crise do coronavírus para mudar a maneira como vivemos. Foto: AFP.

Madonna, Robert de Niro, Jane Fonda e mais uma série de celebridades assinaram, essa semana, um artigo pedindo para não voltarmos ao “antigo” normal, ou seja, nada de uma sociedade consumista, ecologicamente incorreta e baseada em valores e comportamentos que estariam nos levando à destruição. O manifesto acontece, não à toa, quando muitos países começam a anunciar um afrouxamento das regras de confinamento, diante da melhora de alguns indicadores importantes. Foi assim aqui em Portugal, que passou do Estado de Emergência para o Estado de Calamidade, na virada deste domingo para segunda-feira, dia 4. Calamidade ainda parece assustador, mas é um grande avanço para quem, no meu caso, estava literalmente preso dentro da cidade, cercada por um cinturão sanitário e um monte de barreiras policiais.

Quase enterrei as unhas no braço dele. No fim ele dançou comigo. Na sua testa estava escrito “mujer loca”, mas uma música, ao menos, ele dançou. Foto: Jorge Láscar.Quase enterrei as unhas no braço dele. No fim ele dançou comigo. Na sua testa estava escrito “mujer loca”, mas uma música, ao menos, ele dançou. Foto: Jorge Láscar.

Sobre cada um no seu quadrado. Não faz muito tempo. Eu estava numa legítima milonga em Buenos Aires. Um legítimo portenho me tirou para dançar. Cintilei.

 Um mundo pós-pandemia tem o potencial de ter melhores opções de mobilidade urbana do que o mundo anterior. Foto: Thomas Hawk / Flickr. Um mundo pós-pandemia tem o potencial de ter melhores opções de mobilidade urbana do que o mundo anterior. Foto: Thomas Hawk / Flickr.

É fato que nada será como antes quando toda essa crise da covid-19 passar.  Estaremos diferentes e o mundo à nossa volta também. “Depois de um evento extremo e global como esse, muitas tendências que já estavam em curso serão impulsionadas”, explica o filósofo e historiador Leandro Karnal.

Nas portas, os tapetinhos acolhem os visitantes. Foto: Mauro Calliari.Nas portas, os tapetinhos acolhem os visitantes. Foto: Mauro Calliari.

Decidi que não iria mais usar o elevador durante esses tempos. Moro no 11º andar, então, nas poucas vezes em que preciso descer, ponho a máscara e encaro as escadas com determinação. Enquanto os joelhos não doerem, descer – e subir – as escadas tem sido uma experiência surpreendentemente boa, incapaz de rivalizar com as surpresas e prazeres das caminhadas na rua, mas que tem seus encantos.

Fiz festa no “Zoom” com os amigos, reclamei da vida para alguns outros, briguei e desbriguei com o patrão e “Ele”, o quartinho, lá. Foto: Zoom / Divulgação.Fiz festa no “Zoom” com os amigos, reclamei da vida para alguns outros, briguei e desbriguei com o patrão e “Ele”, o quartinho, lá. Foto: Zoom / Divulgação.

Já manchei dois vestidos com Cândida, como num workshop de batik e o quartinho lá.

No distrito de Évora, foram instalados sinais de trânsito que alertam os condutores para o perigo de atropelarem sapos. Foto: Circula Seguro. No distrito de Évora, foram instalados sinais de trânsito que alertam os condutores para o perigo de atropelarem sapos. Foto: Circula Seguro.

Atenção: sapos na pista! No meio da pandemia e da quase onipresença do Corona na imprensa, nos grupos de whatsapp e em todas as redes sociais, o leitor poderia achar que este alerta é de mais uma praga invadindo a cidade. Mas não. É que nesta semana as estradas portuguesas ganharam uma nova sinalização que, entre tantas placas mais “convencionais”, tem uma ilustrada com um simpático sapinho, alertando o motorista para uma possível travessia de anfíbios diante dele. Então, quando estiver circulando por aqui, cuidado com os sapos na estrada. Ah, e também com os linces ibéricos, que também receberam uma placa só pra eles. As novidades fazem parte da primeira grande revisão do Regulamento de Sinalização de Trânsito, em linha com o Plano Nacional de Segurança Rodoviária. Em 2019, o número de mortos nas estradas portuguesas (472) caiu 7% em relação ao ano anterior, mas o total de acidentes e de feridos graves aumentou 3% no mesmo período, tendência que se mantém desde 2014.

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