Colunistas - São Paulo São

São Paulo São Colunistas

Neste Fevereiro “sem” Carnaval, ainda vivenciamos as dores e as perdas de mais um crime ambiental de responsabilidade da mineradora Vale, uma empresa poderosa que provocou na cidade mineira de Brumadinho mais uma tragédia anunciada, cujas consequências perdurarão por muitos e muitos anos.

O evento Frut.o que debate alimentação de qualidade acontece nos dias 25, 26 e 27 de janeiro Unibes Cultural. Foto: Divulgação.O evento Frut.o que debate alimentação de qualidade acontece nos dias 25, 26 e 27 de janeiro Unibes Cultural. Foto: Divulgação.

Não se pode alegar que haja falta de informação. A sociedade dispõe de conhecimentos mais do que suficientes para redirecionar sua alimentação em busca de níveis superiores de qualidade e sanidade.

Os resedás são muito resistentes à poluição e à frequente alternância entre sol forte e chuvas intensas, típica do nosso verão. Foto: Getty Images.Os resedás são muito resistentes à poluição e à frequente alternância entre sol forte e chuvas intensas, típica do nosso verão. Foto: Getty Images.

Venho observando – encantada – os belíssimos resedás floridos que enriquecem a paisagem da cidade neste mês de janeiro. Caminhando por bairros como Pinheiros, Perdizes, Jardins, Itaim, Moema ou Vila Mariana, não há como não notar essas árvores tão sofisticadas e suas centenas de delicadas flores crespas de coloração branca, roxa, vermelha ou rosa (e quantos diferentes rosas!).

É muito bom celebrar a vida a cada ciclo de 12 meses, até porque como mortais comuns, chegará um dia em que cada um de nós partirá para outro plano sem, talvez, comemorar o aniversário do derradeiro ano.

Moramos no último andar de um pequeno edifício no centro de Ovar. A cidade não tem prédios altos, como se pode imaginar, e a minha janela do quinto andar se abre para praticamente todos os telhados das lindas casas azulejados. É um privilégio, sem dúvida. Mas, da varanda também vejo o sobrevoo de monstrinhos alados ou das pragas voadoras, como também falam por aqui. Sim, estou me referindo aos pombos, esses pequenos seres que, quando branquinhos, participam de cerimônias de abertura de Copa do Mundo e de Olimpíadas, que fazem parte do nosso imaginário ao carregar ramos de oliveira nos bicos, que já ajudaram a trocar mensagens importantes, mas que são realmente sem graça quando se enfileiram nas beiras dos telhados, como filme de Hitchcock. Parecem apenas esperar o melhor momento (enquanto não estão tentando fazer a “dança do acasalamento” com direito a bicadas na cabeça das pombas), para fazer coco na turma que anda na rua, preferencialmente sobre ombros e cabeça. A pobre da minha mulher já foi uma das vítimas e teve que voltar para casa correndo pra tentar salvar a roupa do trabalho e, pior, o penteado.