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No dia 25 de março de 1911, cerca de 600 operários e operárias de uma fábrica de roupas de Nova York, nos Estados Unidos, estavam trabalhando, em pleno sábado à tarde, quando começou um incêndio no prédio.

Os donos da Triangle Shirtwaist Factory já possuíam um histórico de incêndios suspeitos, possivelmente para ganhar o dinheiro do seguro. Dois anos antes, a fábrica havia sido um dos principais alvos da greve dos trabalhadores da indústria do vestuário, liderada por mulheres do Sindicato de Trabalhadoras dos EUA, com a ativista de origem ucraniana Clara Lemlich à frente. O movimento pedia melhores salários, jornada de 10 horas por dia (em vez de 12) e igualdade entre homens e mulheres.

Travessia segura em Dessau Alemanha. O refugio central garante ao pedestre, travessia com mais segurança, especialmente em vias de mão dupla. A rampa de acessibilidade também é bastante suave, sem degraus na calçada. Foto: Ana Paula Wickert. Travessia segura em Dessau Alemanha. O refugio central garante ao pedestre, travessia com mais segurança, especialmente em vias de mão dupla. A rampa de acessibilidade também é bastante suave, sem degraus na calçada. Foto: Ana Paula Wickert.

Falar da importância das calçadas na cidade contemporânea parece até “chover no molhado”, mas, believe me, o tema ainda precisa evoluir muito nas nossas cidades.

A fábrica de bicicletas Órbita exporta 80% de sua produção - de elétricas a mountain bikes. Foto: Tony Dias / Global Imagens.A fábrica de bicicletas Órbita exporta 80% de sua produção - de elétricas a mountain bikes. Foto: Tony Dias / Global Imagens.

Portugal está longe de ser o país europeu onde mais se vê bicicletas circulando pelas cidades e estradas, mas é o principal fabricante da União Europeia. Tipo “aqui se faz, mas aqui não se usa”. Ou seja, a maior parte da produção é exportada. Vale dizer, porém, que muito tem se investido para que esse cenário mude, ampliando a quantidade de ciclovias e incentivando o uso e a educação para o ciclismo até mesmo como parte do currículo escolar. E como sabem, a minha parte eu tenho feito, pedalando sempre que a chuva não impede. Sim, gosto muito do pedal, mas reconheço que não sob toda e qualquer condição climática.

Não é só na pandemia. Cidades mudam todo o tempo e Nova York mais que todas. A Ilha de Manhattan já foi uma floresta vendida aos holandeses pela tribo dos Lenapes. Depois, cresceu sob os ingleses, atraiu todo tipo de imigrantes após a independência e durante os séculos XIX e XX e produziu mais riqueza e cultura do que qualquer cidade do mundo.

Sofreu baques com a violência do final dos anos 70, a queda das torres gêmeas, assistiu à gentrificação e mudança da característica dos bairros nos anos 2000, e a uma nova visão de cidade. Nesse último século inteiro, porém, ela nunca deixou de ser uma meca para as pessoas que produzem, consomem e vivem cultura. Para lá acorrem os turistas em busca do último musical, os artistas em busca de fama, e os famosos em busca de inspiração.

Amanhecer do Pão de Açúcar visto de Botafogo, Rio de Janeiro. Foto: Carlos Monteiro.Amanhecer do Pão de Açúcar visto de Botafogo, Rio de Janeiro. Foto: Carlos Monteiro.

Foto: Carlos Monteiro.Foto: Carlos Monteiro.

Foto: Carlos Monteiro.Foto: Carlos Monteiro.

Já fotografei a Cidade Maravilhosa de todos os ângulos, em todos os seus aspectos grandiosos, em todos os dias, horários e estações do ano. De cima, de baixo, de lado, de frente ou fundos, subaquático, como escafandrista e à flor d’água como ‘remador’. Dos céus, sobre a cidade, no topo dos prédios, lajes beirais e telhados, alpinista de pedreiras, montanhas, pedras e pedregulhos, dependurado em antenas, postes, árvores e tudo mais que deu para subir. No calor da imagem perfeita, é sempre tarefa fácil. Tripé nas costas, junto a mochila, mosquetões segurando a câmera ao peito para que não saia esbarrando em tudo e cause uma possível avaria vou eu. Nessas horas o medo não existe e a sensação é de vitória.

2020 foi um ano em que mudou praticamente tudo nas nossas vidas. Ou melhor, quase tudo... Quando o assunto foi escolher o nome da filha que ia nascer, tudo seguiu sem alteração: só deu Maria em Portugal, nome que vem sendo uma das principais escolhas dos casais desde 2005. No ano que passou, foram mais 4872 Maria nas maternidades portuguesas, considerando dados acumulados do ano até meados de dezembro. Depois de Maria, Leonor (1310), Matilde (1255), Carolina (1008) e Alice (968).