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Quase enterrei as unhas no braço dele. No fim ele dançou comigo. Na sua testa estava escrito “mujer loca”, mas uma música, ao menos, ele dançou. Foto: Jorge Láscar.Quase enterrei as unhas no braço dele. No fim ele dançou comigo. Na sua testa estava escrito “mujer loca”, mas uma música, ao menos, ele dançou. Foto: Jorge Láscar.

Sobre cada um no seu quadrado. Não faz muito tempo. Eu estava numa legítima milonga em Buenos Aires. Um legítimo portenho me tirou para dançar. Cintilei.

 Um mundo pós-pandemia tem o potencial de ter melhores opções de mobilidade urbana do que o mundo anterior. Foto: Thomas Hawk / Flickr. Um mundo pós-pandemia tem o potencial de ter melhores opções de mobilidade urbana do que o mundo anterior. Foto: Thomas Hawk / Flickr.

É fato que nada será como antes quando toda essa crise da covid-19 passar.  Estaremos diferentes e o mundo à nossa volta também. “Depois de um evento extremo e global como esse, muitas tendências que já estavam em curso serão impulsionadas”, explica o filósofo e historiador Leandro Karnal.

Nas portas, os tapetinhos acolhem os visitantes. Foto: Mauro Calliari.Nas portas, os tapetinhos acolhem os visitantes. Foto: Mauro Calliari.

Decidi que não iria mais usar o elevador durante esses tempos. Moro no 11º andar, então, nas poucas vezes em que preciso descer, ponho a máscara e encaro as escadas com determinação. Enquanto os joelhos não doerem, descer – e subir – as escadas tem sido uma experiência surpreendentemente boa, incapaz de rivalizar com as surpresas e prazeres das caminhadas na rua, mas que tem seus encantos.

Fiz festa no “Zoom” com os amigos, reclamei da vida para alguns outros, briguei e desbriguei com o patrão e “Ele”, o quartinho, lá. Foto: Zoom / Divulgação.Fiz festa no “Zoom” com os amigos, reclamei da vida para alguns outros, briguei e desbriguei com o patrão e “Ele”, o quartinho, lá. Foto: Zoom / Divulgação.

Já manchei dois vestidos com Cândida, como num workshop de batik e o quartinho lá.

No distrito de Évora, foram instalados sinais de trânsito que alertam os condutores para o perigo de atropelarem sapos. Foto: Circula Seguro. No distrito de Évora, foram instalados sinais de trânsito que alertam os condutores para o perigo de atropelarem sapos. Foto: Circula Seguro.

Atenção: sapos na pista! No meio da pandemia e da quase onipresença do Corona na imprensa, nos grupos de whatsapp e em todas as redes sociais, o leitor poderia achar que este alerta é de mais uma praga invadindo a cidade. Mas não. É que nesta semana as estradas portuguesas ganharam uma nova sinalização que, entre tantas placas mais “convencionais”, tem uma ilustrada com um simpático sapinho, alertando o motorista para uma possível travessia de anfíbios diante dele. Então, quando estiver circulando por aqui, cuidado com os sapos na estrada. Ah, e também com os linces ibéricos, que também receberam uma placa só pra eles. As novidades fazem parte da primeira grande revisão do Regulamento de Sinalização de Trânsito, em linha com o Plano Nacional de Segurança Rodoviária. Em 2019, o número de mortos nas estradas portuguesas (472) caiu 7% em relação ao ano anterior, mas o total de acidentes e de feridos graves aumentou 3% no mesmo período, tendência que se mantém desde 2014.

Um dos pontos de inflexão no modo de ver as cidades, por exemplo, o livro Morte e vida das grandes cidades, de Jane Jacobs, seria publicado apenas em 1961, quando Brasília já tinha um ano. Foto: Joana França.Um dos pontos de inflexão no modo de ver as cidades, por exemplo, o livro Morte e vida das grandes cidades, de Jane Jacobs, seria publicado apenas em 1961, quando Brasília já tinha um ano. Foto: Joana França.

Ao completar 60 anos, Brasília continua chamando a atenção. Ninguém parece ficar indiferente aos defeitos e qualidades da primeira cidade contemporânea a se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade. No aniversário da capital brasileira, escolhemos falar da caminhabilidade, para mostrar que as polêmicas sobre a falta de urbanidade têm razão de ser.