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Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Foto: Divulgação.Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Foto: Divulgação.

“Atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Esse provérbio português se encaixa perfeitamente na vida do casal Joe e Joan Castleman, no filme “A esposa”, drama dirigido por Björn Runge.

Nos mais de 40 anos de vida conjugal, Joan vive à sombra do marido, escritor consagrado, e tudo indica que a convivência de ambos, apesar de um pouco desgastada em função do tempo, seguiu bem no modelo de relação machista tão presente nos dias atuais.

Baseado no livro homônimo de Meg Wolitzer, A Esposa traz como protagonista Joan (Glenn Close), que deve acompanhar o marido Joe (Jonathan Pryce) à Suécia depois que este é escolhido para receber o Nobel de Literatura por obras mundialmente aclamadas. Assim que chegam à cidade de Estocolmo para os preparativos da cerimônia, a relação do casal é posta ao teste quando o escritor Nathaniel Bone (Christian Slater) questiona o passado dos dois e a verdadeira autoria das obras.
O saldo de A Esposa é positivo por encarar de modo frontal a questão da masculinidade e da perenidade dos relacionamentos na terceira idade. Foto: Divulgação.O saldo de A Esposa é positivo por encarar de modo frontal a questão da masculinidade e da perenidade dos relacionamentos na terceira idade. Foto: Divulgação.

A produção é caprichada e aos poucos, somos levados a mergulhar na convivência do casal, a conhecer os caminhos percorridos, e as razões que a levaram a fazer determinadas escolhas. O roteiro adaptado por Jane Anderson é eficiente em seu arranjo das cenas, viajando entre passado e presente, gradativamente reconstruindo esse quebra-cabeça para chegar aos pontos mais insidiosos dessa relação. 

Como é impossível mudar o passado, é no presente que as mudanças e as transformações acontecem. Nesse sentido, a decisão é o ponto de partida, e ele se dá quando a convicção e a coragem de sair de um determinado lugar incômodo são maiores do que os ganhos secundários acumulados no casamento.

Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Foto: Divulgação.Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. Foto: Divulgação.

Pela atuação impecável, o Globo de Ouro 2019 de Melhor Atriz para Glenn Close foi puro merecimento. Por aqui, fico. Até a próxima.

Serviço:

Filme: A esposa.
Países de origem: Estados Unidos da América e Suécia.
Direção: Björn Runge.
Elenco: Glenn Close, Jonathan Pryce, Christian Slater, Max Irons, Alix Wilton Regan.
Duração: 100 minutos.
Classificação: 14 anos.
Gênero: Drama.
Assista o trailer: https://youtu.be/Hj8KPhUMI88

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Leno F. Silva é diretor da LENOorb - Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Escreve às terças-feiras no São Paulo São.

Que tal começar 2019 de olho nas magrelas? Não, não estou falando das promessas de perder peso no novo ano. A magrela aqui são as bikes, aquelas que muitas vezes ficam encostadas na garagem, enferrujando raios e corrente. Nada disso. Vamos encarar um pedal, o que no final acaba também sendo muito útil se você prometeu mais uma vez perder uns quilinhos em 2019: as magrelas podem deixar você mais magro ou magra, entre tantos outros benefícios.

A data marca o solstício de inverno e foi adotada pela Igreja Católica no século 3 durante o Império Romano para os povos pagãos se converterem ao catolicismo. 

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus.

A última crônica de 2018 é para agradecer. Sou grato à vida e a tudo o que essa existência me possibilitou realizar até agora.

O projeto chamado Heat the Street, tem o mote “Se tem a mais, venha doar! Se tem a menos, venha receber”. Foto: @heatthestreet.O projeto chamado Heat the Street, tem o mote “Se tem a mais, venha doar! Se tem a menos, venha receber”. Foto: @heatthestreet.

Já ouvi algumas histórias de gente que rouba roupa no varal. Aqueles “causos” de polícia, principalmente em cidades do interior, onde muitas vezes tem um varal esticado no quintal. Mas e se fosse possível escolher a sua roupa assim mesmo, “furtando” do varal dos outros? Foi o que aconteceu neste último final de semana, em projeto muito bacana, que, na verdade, não tem nada de furto, roubo ou outra ilegalidade. Pelo quarto ano seguido, um “estendal” (como chamam varal por aqui) de mais de cem metros de comprimento e repleto de roupas bonitas, coloridas e quentinhas ficou à disposição de quem precisava de um agasalho, principalmente agora que estamos quase no inverno. A iniciativa é de duas meninas portuguesas e foi inspirado em ação semelhante que acontece no Canadá. Por aqui, o projeto chamado Heat the Street, tem o mote “Se tem a mais, venha doar! Se tem a menos, venha receber”, mensagem que foi espalhada pelas redes sociais para envolver ainda mais gente do que nos anos anteriores, seja para dar ou para receber.