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Mapa do Império Inca. Imagem: Museu do Peru.Mapa do Império Inca. Imagem: Museu do Peru.Atualmente fala-se tanto sobre cidades inteligentes, sustentabilidade, inovação, economias: criativa, compartilhada, colaborativa, verde... Produtos orgânicos, negócios de impacto social, mobilidade urbana, política participativa.

Pude comprovar novamente que uma cultura extremamente organizada e evoluída Máscara de ouro Inca. Foto: Arts Review.Máscara de ouro Inca. Foto: Arts Review.praticava tudo isso com excelência há muitos séculos: a civilização Inca!

O Império Inca (1438 – 1533) foi um Estado criado pela civilização inca, resultado de uma sucessão de civilizações andinas e que se tornou o maior da América pré-colombiana. Essa cultura foi uma rede de conhecimentos artísticos, científicos e tecnológicos de seus antepassados.

A base do império Inca era o coletivismo, ou seja, o indivíduo era membro do grupo, apesar de existir uma hierarquia na sociedade. Devido ao seu governo centralizado, a organização social do império inca é frequentemente comparada àquela idealizada por governos socialistas. 

Os Incas eram agricultores, guerreiros, sacerdotes e industriais. Administravam, praticavam políticas e obras públicas, faziam alianças. O comércio propiciou a unificação e integração entre as províncias, as terras eram divididas conforme o tamanho das famílias, a base da alimentação era batata, milho e carne de llama.

A economia inca era baseada no trabalho coletivo e adaptado à idade de cada um. O alicerce da economia era a agricultura, principalmente no cultivo de batatas, milho, pimentas, algodão, mandioca, amendoim, batata doce, entre outros tipos de grãos e vegetais, desenvolvida especialmente na zona montanhosa dos Andes - o que permanece forte na América Latina até hoje. Lavouras se estendiam por encostas íngremes, com o sistema de terraços – espécie de degraus construídos com paredes de pedras - e curvas de nível para o sistema de irrigação. 

Os Incas eram agricultores, guerreiros, sacerdotes e industriais. Imagem © Bernard Duchesne.Os Incas eram agricultores, guerreiros, sacerdotes e industriais. Imagem © Bernard Duchesne.

Não existia uma unidade monetária na civilização inca. O comércio funcionava a partir do escambo. As trocas podiam ser entre diferentes mercadorias, entre serviços ou alimentos. As sementes de cacau possuíam um alto valor comercial na civilização Inca.

Os incas eram donos de um rico artesanato em cerâmica, produziam esculturas de madeira, tecidos finos e objetos de metal. A música também fazia parte da cultura artística dos incas que produziam e utilizavam uma variedade de instrumentos musicais o que incluia vários tipos de flautas e trompetes, feitos de conchas marinhas ou cerâmica, por exemplo.

Os Incas desenvolveram técnicas avançadas, plantio feito em terraços, curvas de nível como sistema de irrigação. Foto: Farming Guide. Os Incas desenvolveram técnicas avançadas, plantio feito em terraços, curvas de nível como sistema de irrigação. Foto: Farming Guide.

Os Incas eram donos de um rico artesanato em cerâmica, madeira, tecidos finos e objetos de metal. Foto: Os Incas eram donos de um rico artesanato em cerâmica, madeira, tecidos finos e objetos de metal. Foto:

Sugiro que políticos, economistas, executivos, empresários e mulheres empreendedoras pesquisem e conheçam um pouco dessa fascinante cultura e possam viver experiências ricas para saber que, através da história dos Incas, temos boa parte da solução dos problemas que vivenciamos hoje.

Panorama da fortaleza Sacsayhuaman com a cidade de Cusco ao fundo. Cusco era a capital do antigo Império Inca, até ser tomada pelo Império Espanhol. Foto: Wikipedia / Reprodução.Panorama da fortaleza Sacsayhuaman com a cidade de Cusco ao fundo. Cusco era a capital do antigo Império Inca, até ser tomada pelo Império Espanhol. Foto: Wikipedia / Reprodução.

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A recente comemoração do Dia Mundial da Água deu ainda mais destaque a um tema que, chegando a temporada de dias mais quentes aqui em Portugal, já começa a tirar o sono de muita gente: o país está mais seco. E quando se fala em menos água por aqui, não é apenas um problema de incômodo para lavar a louça ou tomar banho. O tempo seco é uma bomba-relógio a espera apenas de uma pequena fagulha para incendiar grandes áreas de mata, pondo risco pessoas, animais, casas. É também um problema extremamente sério para setores importantes da economia portuguesa que dependem da água, como a agricultura e a pecuária.

Imagem: Arquivo pessoal / Reprodução.Imagem: Arquivo pessoal / Reprodução.Pelo que tenho escrito por aqui, acho que já deu pra perceber o quanto eu me divirto andando de bicicleta. E não é de hoje, na verdade. Primeiro vieram os velocípedes, que logo se transformaram nas magrelas com rodinhas, que foram abandonadas assim que conquistei equilíbrio e confiança. Sem exagero, pedalar sozinho, sem qualquer tipo de apoio, é como começar a andar com os próprios pés, sem dar a mãozinha pro pai ou pra a mãe.

Eu e as magrelas temos uma relação íntima há umas boas dezenas de anos, sem que a paixão e o amor tenham diminuído. Ao contrário, os olhos ainda brilham quando penso em fazer um bom passeio de bicicleta. E, felizmente, as pernas ainda estão fazendo a parte delas, me levando para todos os lugares. Aqui em Portugal, com tanta gente mais velha do que eu circulando com leveza e disposição pelas ciclovias do país, reforço minha crença de que ainda conseguirei girar o pedal por muitos anos.Ole Kassow. Foto: CWA.Ole Kassow. Foto: CWA.

E quando não tiver mais força nas pernas ou equilíbrio? Admito que cheguei a ficar cabisbaixo com a ideia de um dia perder essa liberdade de movimento que a bicicleta proporciona. Foi aí que conheci um projeto bem bacana (por que eu não tive essa ideia?) que já existe há alguns anos e que acaba de chegar em Portugal, mais precisamente no Porto. Trata-se da iniciativa “Cycling Without Age”, lançado em 2012 na Dinamarca e que hoje já está em 42 países (já há no Brasil também).

O fundador, Ole Kassow, tinha o desejo de fazer com que pessoas mais velhas, já com dificuldade para encarar um selim de bike, pudessem retornar para as suas bicicletas. A solução foi adaptar um triciclo, inicialmente oferecido para as casas de repouso de Copenhagen, no qual uma ou duas pessoas podiam pegar carona (ou boleia, como dizemos aqui em Portugal). Mas o projeto, que vai muito além do “direito ao vento nos cabelos”, foi crescendo e ganhando mais adeptos. É uma experiência de generosidade, de criação de relacionamento, de dignidade, de troca de histórias e experiência, e também, claro, de retomar contato com os passeios sobre rodas.

Já há mais de 2 mil triciclos do projeto rodando pelo mundo, com cerca de 15 mil ciclistas treinados e capacitados a “pilotar” a bike de três rodas. Mais de 60 mil idosos já voltaram a sentir o vento no rosto, em circuitos que, somados, ultrapassam os 2,8 milhões de quilômetros ao ano. E para provar que não há idade para encarar o pedal, o piloto mais velho das bikes é um “jovem” dinamarquês de 90 anos e a passageira mais idosa é uma jovem de 107 anos, de Singapura.

Ole Kassow, tinha o desejo de fazer com que pessoas mais velhas, já com dificuldade para encarar um selim de bike, pudessem retornar para as suas bicicletas. Foto: CWA / Divulgação.Ole Kassow, tinha o desejo de fazer com que pessoas mais velhas, já com dificuldade para encarar um selim de bike, pudessem retornar para as suas bicicletas. Foto: CWA / Divulgação.

Neste início de pedaladas aqui no Porto, cerca de 200 “passageiros” já circularam pela cidade, em parques ou à beira mar. A “ventoleta”, como é carinhosamente chamado o triciclo adaptado para o projeto, também tem entre os seus “motoristas” um senhor de 78 anos, que toda semana faz força no pedal. Além dele, há outros 11 pilotos voluntários, que assumem o guidão em passeios de pouco menos de 1 hora. E sempre sem pressa e com muita conversa, troca de experiências e histórias ao longo do percurso. Por enquanto, há apenas uma ventoleta rodando pela cidade, mas esta semana foi lançada uma campanha nas redes sociais para angariar fundos para a compra de ao menos mais um triciclo.

Quase todo mundo já ouviu falar do Carnaval. Mas a maioria dos meus amigos gringos pensam nele como um grande desfile no Rio com carros alegóricos extraordinários, com algumas das mulheres brasileiras extravagantemente vestidas ou menos vestidas, dançando o samba ao ritmo interminável dos corpos inesgotáveis de bateristas e todos consumindo quantidades copiosas de cerveja e estimulantes, uma noite inteira, todas as noites. Felizmente, há muito mais do que isso. 

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