Do banco do Grupo Escolar o aviso: boas amizades são para sempre - São Paulo São

Cresci ouvindo dos meus pais ensinamentos como: “Respeite os mais velhos; sempre fale a verdade; mentira tem perna curta e, desconfiada, ainda hoje é viva; seja sincero com os amigos, porque as amizades são para sempre; e viver em paz é dormir com a consciência tranquila”.

Eu poderia discorrer mais, e puxar da memória outros ditos os quais fizeram parte da minha educação doméstica. Ao ingressar no Grupo Escolar Artur Sabóia, no bairro Vila Vera, Ipiranga, em São Paulo, levei esses aprendizados para a minha primeira vivência no ensino formal, naquela instituição pública que reunia professores dedicados e dispostos a transmitir respeitosamente os seus saberes aos pequenos.

Hoje, mais de 50 anos depois, continuo nutrindo, praticando, e transmitindo todos esses aprendizados da minha vida, e não tenho exclusividade nessas atitudes. Muitos outros cidadãos da mesma faixa etária poderiam contar histórias semelhantes.

Não obstante a essa “base” relativamente comum de toda uma geração, em função das experiências, das visões de mundo, e das diversidades humanas, ao final desse processo eleitoral, constatei que muitos conhecidos desenvolveram e têm uma perspectiva de vida, de país e de futuro em sociedade completamente diferentes das minhas.

Por outro lado, descobri nesse percurso gente que nunca tinha visto, mas que, nesse contexto, nos conectamos e nos tornamos próximos, graças ao que vislumbramos deixar de legado para os nossos filhos, netos e futuras gerações.

Sou muito grato aos meus pais, aos meus professores, aos meus amigos e a todas as pessoas com as quais convivi até agora, e sigo empenhado em persistir na busca de caminhos por meio dos quais possamos construir uma nação digna em todos os sentidos e para todos.

Contudo, para que isso ocorra é imprescindível nos olharmos verdadeiramente, respeitarmos as diferenças, e reconhecermos que as decisões que tomamos agora além de repercutirem no presente, talvez, impactem com mais intensidade nos futuros breve e longínquo. E não adianta ficar em cima do muro. O Brasil de 2018 é responsabilidade de todos nós, com todos os acertos e os erros.

Somos mais de 200 milhões de cidadãos, e ninguém pode ficar de fora dessa nave. Por aqui, fico. Até a próxima.

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Leno F. Silva é diretor da LENOorb - Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. Escreve às terças-feiras no São Paulo São.




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