A pulsante mobilidade paulistana - São Paulo São

São Paulo, a cidade que não para, tem o mérito de ser um laboratório de mobilidade em construção. Foto: Chantal Brissac / Pro Coletivo.São Paulo, a cidade que não para, tem o mérito de ser um laboratório de mobilidade em construção. Foto: Chantal Brissac / Pro Coletivo.

Falar da mobilidade brasileira é falar também do vaivém da maior cidade da América Latina: São Paulo está constantemente em movimento e é nessa metrópole incansável que muitas das boas ideias no campo da mobilidade surgem e depois se espalham pelo Brasil, caso dos aplicativos de carros e bikes, das bicicletas e dos patinetes sem estações e dos sistemas de caronas, entre outras ideias que surgiram nos últimos anos.

Em São Paulo, essa cidade de magnânimas dimensões, há também muita abertura para acolher novos projetos que envolvem tecnologia e mobilidade. Está na capital paulista o MobiLab, Laboratório de Inovação Aberta da Prefeitura de São Paulo, que reúne startups focadas em prospectar, experimentar e impulsionar soluções inteligentes para os problemas da cidade. 

O MobiLab promove a interação entre técnicos da administração pública, terceiro setor, startups e universidades. Foto: Pro Coletivo.O MobiLab promove a interação entre técnicos da administração pública, terceiro setor, startups e universidades. Foto: Pro Coletivo.

É também na capital paulista que estão a maior parte de ONGs e associações dedicadas a trabalhar em prol do pedestrianismo, do maior uso da bicicleta e do estímulo ao transporte coletivo, entre outros projetos.

Associações como Cidade Ativa, Cidade a pé, Sampapé, Bike Anjo, Corrida Amiga, Carona a pé, Mobilize, CalçadaSP, entre várias outras, nasceram em São Paulo e se propõem a botar a boca no mundo para fazer as pessoas andarem mais, experimentarem a bicicleta, subirem em um ônibus ou metrô ou mesmo compartilharem com outras pessoas o carro – que costuma carregar apenas um indivíduo, em sua maioria.

Nós, do Pro Coletivo, lutamos para que mais pessoas deixem seus carros nas garagens e experimentem o transporte coletivo. Quanto mais gente andar de transporte público, melhor será a nossa cidade. Com menos carros nas ruas, teremos um ar menos poluído, menos acidentes, menos estresse e menos individualismo.

A ONG Cidade Ativa trabalha com active design — conceito que usa o urbanismo para combater o sedentarismo. Foto: Divulgação.A ONG Cidade Ativa trabalha com active design — conceito que usa o urbanismo para combater o sedentarismo. Foto: Divulgação.

Sim, tem muito ainda por fazer. E as tarefas envolvem a melhoria do planejamento urbano, o investimento nos modais sobre trilhos e no transporte coletivo, políticas públicas que favoreçam os ciclistas e os pedestres, e um olhar mais afetivo, gentil e inclusivo para esta megacidade. Vindo de todos: de quem dirige, de quem pedala, de quem caminha. 

Os nós da mobilidade de São Paulo devem ser desatados com rigor e responsabilidade o quanto antes, pois eles atrapalham não apenas o ir e vir, mas a saúde geral de toda a população. Além do stress e do tempo parado nas ruas – o paulistano passa, em média, um mês e meio preso no trânsito por ano –, há a questão da poluição ambiental, que mata onze mil anualmente na capital paulista. E o número de acidentes também é desolador.

Lutamos todos por uma mobilidade mais inclusiva, mais leve, mais gentil, mais ligeira e mais sustentável. Para que São Paulo seja melhor para todos.

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Conteúdo semanal assinado pelo Pro Coletivo, blog parceiro de conteúdo, especializado em assuntos da multimodalidade.



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